DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O POETA NA ÚLTIMA HORA DA SUA VIDA – Gregório de Matos

Meu Deus, que estais pendente em um madeiro,
Em cuja lei protesto de viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso, constante, firme e inteiro.

Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai manso Cordeiro.

Mui grande é vosso amor, e meu delito,
Porém, pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor que é infinito.

Esta razão me obriga a confiar,
Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.

Gregório de Matos, Salvador-BA, (1636-1696)

DEU NO JORNAL

DEU NO X

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

VERSOS DE AVESSO

Eu sigo buscando compreender
Veredas do mundo, estradas da vida
Fazendo meu verso de alma ferida
No averso da alma querendo morrer.
Trazendo segredos para entreter
Quem lê, quem escuta e quem se inquieta
Com versos sobrando em obra incompleta
Anseios e medos que já me consomem
Não sei se é o poeta que finge ser homem
Ou se é o homem que se finge poeta.

Cingido em tudo por um grande cinto
Me sinto humano alegre e triste
Se existe a derrota, o sonho persiste
Quando pouco falo, é quando mais minto.
Cada nova linha, é verso distinto
Fúteis entrelinhas, ideia abjeta
Mas, se eu escrever de forma correta
Os versos de avesso me domem e me tomem
Não sei se é o poeta que finge ser homem
Ou se é o homem que se finge poeta.

Poesia inspirada em diálogo ouvido no trailer do filme O Ano da Morte de Ricardo Reis.

DEU NO JORNAL

ANTES DO FIM

Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante lamentou o encerramento “antes do fim” da CPMI do INSS determinado pelo STF.

“Quando a investigação começa a chegar perto, ela é interrompida”, disse.

* * *

Perto de quem, sinhô parlamentar?

Diz aí pra gente.

Estamos curiosos.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA