CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

HORA QUE PASSA – Florbela Espanca

Vejo-me triste, abandonada e só
Bem como um cão sem dono e que o procura
Mais pobre e desprezada do que Job
A caminhar na via da amargura!

Judeu Errante que a ninguém faz dó!
Minh’alma triste, dolorida, escura,
Minh’alma sem amor é cinza, é pó,
Vaga roubada ao Mar da Desventura!

Que tragédia tão funda no meu peito!…
Quanta ilusão morrendo que esvoaça!
Quanto sonho a nascer e já desfeito!

Deus! Como é triste a hora quando morre…
O instante que foge, voa, e passa…
Fiozinho d’água triste… a vida corre…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

É LULINHA??

Tenho acompanhado, aqui da minha taba, com aquela proverbial preguiça caeté, as safadezas que estão ocorrendo em Pindorama e os guabirus “pìu grasso” que estão se enrolando nos diversos escândalos envolvendo grossos dinheiros roubado do otário pagador de imposto. E essa reflexão fez-se-me lembrar de um vaticínio do grande Potiguara Maurício Assuero quando o aiatolá Mulamed Ladron foi eleito. Se bem se me alembro, perguntaram a ele, em um seminário sobre contabilidade atuarial o que ele considerava como andariam as contas públicas, com a eleição do nosso aiatolá e ele, mangando, mas dizendo a verdade, espinafrou a plateia dizendo que seriedade iria se ter com aquele prontuário policial na cadeira de presidente.

Acertou no vinte! Nem demorou três anos para que os escândalos financeiros começassem a aparecer no atacado e no varejo, explodindo com os casos da ladroagem escancarada dos velhinhos do INSS e agora o golpe bilionário do Banco Master que já soterrou o STF com a lama podre do escândalo, colocou dois ministros – Dias Tóffolli e Moraes -, não como ministros, mas como gangsteres e criminosos que atuam na corte suprema do país, defendendo interesses próprios e de seus comparsas, e soberanamente dão uma banana para o pagador de impostos.

Mas, tudo isso são detalhes dentro de esquema maior e bem mais perigoso para o Mulamed Ladron: o envolvimento do nome do filho, conhecido como Lulinha, na roubalheira dos velhinhos aposentados do Brasil. E, eu chamo a atenção da bugrada de Pindorama porque a história apresentada, o enredo costurado tem falhas, tem inconsistências que não se ajuntam. É como a história do fazendeiro mentiroso que diz que atirou no ouvido direito de um veado e a bala saiu na pata esquerda. Simplesmente é estapafúrdia.

Ainda que eu, caeté, tenha uma preguiça monumental de pensar, vamos pensar um pouco. Um sujeito que era catador de merda de elefante em zoológico, de repente ganha uma bolada para entregar para uma operadora de telefonia um programa de jogos para celular. Nunca entregou, a operadora foi para o vinagre, mas a grana caiu na conta do rapaz. Mas isso, foi lá no começo do século XXI, quase todo mundo já esqueceu dessa maracutaia.

Agora o caso é outro. O mesmo catador de bosta recebe uma bolada inicial de 30 milhões de reais e uma mesada de 300 mil reais mensais, morando na Espanha, para fazer lobby no governo do pai, o dito aiatolá defensor de tiranos e ditadores, e facilitar a vida de ladrões de velhinhos. Eu, apesar de minha preguiça, não consigo ver nexo algum nessa ópera bufa que tenta tirar o foco do essencial e colocar no acessório.

Ainda que o dito “Lulinha” tivesse esse suposto acesso aos estamentos do poder comandado pelo pai, não faz sentido algum esse recebimento de dinheiro, mesmo porque o trabalho de lobista necessita tutano, massa cinzenta e desenvoltura para transitar pelas esferas do poder, coisa que esse senhor nunca teve, mesmo porque tem uma capacidade intelectual limitada.

Não, meus caros, para ser politicamente correto, “povos originários”, não é o senhor Lulinha o foco dessa mesada. Tem muito mais minhoca embaixo desse lameiro, tem muito surubim escondido embaixo dessas pedras nas sombras das águas. Eu não acredito um grama nessa conversa fiada de que Lulinha é um operador competente para se chegar a esses valores bilionários de ladroagem.

Lulinha é só um painel luminoso, só a fachada de um moulin rouge – hoje estou exercitando a língua de Racine -, todo iluminado e colorido para esconder algo mais sórdido e para esconder o beneficiário final dessa grana toda que era surrupiada dos velhinhos deste país amaldiçoado pelas nossas escolhas erradas.

Dinheiro é a coisa mais difícil de se esconder. Como a história do bode na sala, basta seguir o rastro do dinheiro, ou o cheiro do bode. Alguém, em Pindorama, que ainda não perdeu a sanidade, ou não se rendeu à canalhice institucionalizada, acredita mesmo que Lulinha recebia por mês, o que eu recebo por ano, morando na Espanha, retribuições por abrir portas para negócios safados, em Brasília? Alguém que ainda não recebeu um laudo do CID-10, atestando idiotia total, ou inimputabilidade, acredita que o beneficiário final dessa mesada é mesmo o Lulinha? Alguém pode me explicar, como se eu tivesse cinco anos de idade, que essa lorota contada e recontada, tem fundamento na verdade?

Não meus amigos! Lulinha não é o beneficiário final dessa bolada suja. É apenas um testa de ferro, um intermediário. Se ainda houver um pingo de honestidade e ética nas instituições dessa famigerada república, basta seguir o cheiro do bode e se chegará ao beneficiário final dessa ladroagem toda. Eu não acredito um grama que Lulinha seja esse beneficiário final, ou seja esse lobista competente que abre todas as portas na república petista, ainda que seja o filho do aiatolá presidente.

Meu conselho, se é que conselho de caeté vale alguma coisa: sigam o cheiro do bode e o rastro do dinheiro. A única coisa que fico de torcida é que sobre pelo menos um naco da panturrilha do “Sardinha” para eu poder assar aqui na minha taba.

DEU NO X