Arquivo diários:4 de março de 2026
DEU NO X
RODRIGO CONSTANTINO
UMA MISTURA DE EPSTEIN COM AL CAPONE

O banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master
Com autorização do ministro André Mendonça, Daniel Vorcaro e seu cunhado foram presos novamente nesta quarta. Mendonça resolveu tirar o sigilo da decisão, da qual a PGR foi contra. Paulo Gonet não viu ameaça no banqueiro fraudulento, mesmo que, em mensagens num grupo de WhatsApp, ele falasse em “dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, entre outros. O PGR, porém, defendeu a prisão dos inocentes do 8 de janeiro, de Filipe Martins, de Bolsonaro e de tantos outros.
O Brasil foi mesmo dominado por uma máfia. Vorcaro, que teve R$ 22 bilhões sequestrados na operação, parece uma mistura de Jeffrey Epstein com Al Capone. Suas festinhas no “Cine Trancoso” serviam para atrair e intimidar autoridades, enquanto essa postura de tramar agressões é típica de mafiosos como Al Capone.
Vorcaro investiu bastante em “conexões”, ou seja, tentou comprar quem estava à venda em Brasília. Contrato de R$ 129 milhões com o escritório da família de Alexandre de Moraes, recursos para o resort da família de Dias Toffoli e por aí vai. Se ele delatar, o que se tornou mais provável com sua volta à prisão, muita gente poderosa vai tremer nas bases. Vorcaro é um gângster, mas não lhe faltam cúmplices…
Enquanto isso, a esquerda e uma ala da direita “bolsonarista” partiram para cima de Nikolas Ferreira após Malu Gaspar relatar que o deputado viajou num jatinho que era de uma empresa com vários sócios, entre eles Vorcaro. Isso há quatro anos, para fazer campanha para Jair Bolsonaro. À época, Vorcaro não era tido como criminoso, e Nikolas sequer organizou a logística das viagens. Era apenas um convidado.
Nada disso importa para quem quer apenas difamá-lo e desgastá-lo. Até Tabata Amaral embarcou nessa, ignorando que recebeu em seu casamento o ministro Moraes. Ou seja, os R$ 129 milhões, já conhecidos do público, não a impediram de achar adequado ter na festa um “companheiro” de Vorcaro, mas Nikolas aceitar carona num avião fretado virou o problema. É pura desonestidade, claro.
A esquerda, aliás, faz de tudo para barrar a CPI do Master, enquanto Nikolas luta por sua instalação. As ações falam mais alto do que as palavras. Kriska Pimentinha, ligada ao PT, chegou a publicar um claro briefing da Secom com uma estratégia para atacar Nikolas, que também foi alvo da turma “australiana” que se diz bolsonarista raiz, mas não respeita os pedidos do próprio Jair Bolsonaro.
O grupo de WhatsApp de Vorcaro se chamava “a turma”, mas se trata de uma turma de milicianos, de bandidos. Que André Mendonça siga no bom caminho e autorize o trabalho da Polícia Federal com toda a autonomia que ela precisa para avançar nas investigações. Tem muita gente envolvida nesse escândalo do Master. Que todos eles paguem por seus crimes!
DEU NO JORNAL
A BLINDAGEM NÃO PODE PARAR
DEU NO X
DELATA, VORCARO!!!
DEU NO JORNAL
EUA X IRÃ: A IMPRENSA DO LADO ERRADO
Guilherme Fiuza

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informa que acompanha “com preocupação” os acontecimentos no Irã — fórmula diplomática que observa tudo de perto, sem se comprometer com quase nada
O governo brasileiro condenou os ataques dos EUA ao Irã. Já o massacre da ditadura iraniana contra seu próprio povo não foi condenado pelo governo brasileiro. No caso, o Itamaraty apenas informou que o Brasil acompanhava, com preocupação, os acontecimentos.
Todos estão acompanhando, com preocupação, o percurso perigoso do governo brasileiro. Perigoso, mas nada surpreendente. Ninguém está autorizado a se declarar decepcionado com a quinta encarnação do petismo no Planalto. O partido é absolutamente coerente na sua forma de habitar o poder. Traiçoeiros são os que acenaram com perspectivas diferentes para o mesmo cardápio.
Entre os que envernizam a velha mobília petista está a imprensa — antes chamada de grande imprensa, hoje mais conhecida como velha imprensa. Mobília velha na política, cenografia velha na mídia. A pose dos âncoras, dos editorialistas e dos analistas está esvaziada de credibilidade e prestígio. Hoje, esse elenco, que já foi associado à missão de conectar o povo com a verdade, é visto, frequentemente, fazendo o contrário.
Qual é o problema se ela é velha? O problema é que ela é velha, anacrônica, degenerada e sonsa, mas ainda é muito assistida — e muito influente, apesar das análises que a dão como abandonada pelo grande público. Esse abandono não é verdadeiro. As premissas de que Donald Trump é o fator de desestabilização mundial e Lula é o contraponto pacifista são “compradas” por muita gente boa — graças à insistência midiática nessa narrativa patética.
Infelizmente, o direito internacional é, hoje, um retrato amarelado na parede da ONU. A observância ao conjunto de tratados e convenções que concretizaram, no século 20, o ambicioso objetivo de um mundo civilizado e cooperativo está em crise.
A Organização das Nações Unidas e demais instituições multilaterais, como a própria OTAN (auxiliadas nesse papel pela União Europeia), caíram na tentação do poder artificial — a grande onda demagógica que se espalhou pelo planeta neste século.
Regimes como os do Irã e da China foram sendo “trazidos para dentro” — numa mistura de “orientalismo” com falta de vergonha explícita — para tratar como parceiros leais, no universo democrático, polos de poder baseados no autoritarismo.
A nova eleição de Trump encontrou esse espetáculo armado: por trás do que seria uma política “inclusiva” para harmonização entre Ocidente e Oriente, com suposta derrubada de preconceito contra sociedades externas ao eixo judaico-cristão, estabeleceu-se uma complacência com focos de poder que financiam o terrorismo e que vivem da mística obscurantista dos EUA como o grande satã.
É uma completa inversão de sinais que fecha os olhos para a ameaça nuclear do Irã contra o mundo e para o autoritarismo que avilta os direitos de populações inteiras. Mas ainda há, na velha mídia, muitos “professores” e “especialistas” supersimpáticos para emplacar suas teses de que a grande ameaça ao mundo é a ação da maior democracia do planeta — no momento, reconciliada com seu papel de liderar a busca da paz.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOÃO FRANCISCO – RIBEIRÃO PRETO-SP
Hoje tem muitas barbearias disponíveis.
Tem para todo gosto
Na minha época o barbeiro parecia o aiatolá Khomeini pic.twitter.com/3JxBq2uzEW
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) March 4, 2026
Na sua época 👇👇 pic.twitter.com/wNyz4DwyiE
— Newton Pará (@NewtonParaBR) March 4, 2026
PABLO LOPES - PEIXE NA ÁGUA
O DIA EM QUE O EDITOR ME AJUDOU A VENCER UM PROCESSO
Em minha primeira coluna, quando me apresentei aos leitores, prometi que contaria alguns “causos” jurídicos que julgasse interessantes ou curiosos.
Pois bem, resolvi dar um tempinho nas safadezas e cafagestagens praticadas por políticos e togas supremas para contar uma presepada envolvendo um caso em que atuei recentemente. Nada muito relevante não fosse por um detalhe: ela que envolve nosso editor. Não, Berto não era parte do processo, mas de certa forma me ajudou a vencê-lo. Vamos lá:
Há pouco mais de um ano, um amigo de décadas me procurou, desesperado, para tentar resolver uma situação urgente: Havia meses que sua aposentadoria, única fonte de renda, estava sendo objeto de penhoras judiciais decorrentes de ações trabalhistas e, naquele momento, TODO o seu benefício estava comprometido por tais constrições.
O que tornava tal situação injusta era o fato de ele não ser o verdadeiro responsável pelas dívidas. Na verdade, anos atrás atendera um pedido para figurar na sociedade de uma empresa pertencente a um parente próximo que, por alguma razão, não poderia constar do contrato social. Meu cliente jamais participou da administração ou recebeu qualquer remuneração pelo favor. Ficou apenas com as dívidas trabalhistas quando a empresa faliu.
Convém esclarecer que a lei permite a penhora de salários e benefícios, desde que esta não ultrapasse 50% da renda e nem comprometa a sobrevivência do devedor, o que chamamos de “mínimo existencial” em juridiquês.
No caso do meu amigo, os juízes trabalhistas tomaram o cuidado de determinar penhoras não superiores a este patamar, o que impediria de alegar violação à lei, mesmo que ainda houvesse a possibilidade de apresentar recursos, o que não era o caso, pois já houvera o trânsito em julgado. Contudo, por se tratar de muitas ações, o INSS lançou as penhoras de forma indiscriminada que, na somatória, consumiram todo o seu benefício.
Para piorar a situação, meu cliente vive sozinho e sofreu um infarto que quase o matou, do qual estava se recuperando, além de ter doença renal crônica, fazendo hemodiálise três vezes na semana. Ou seja, tava lascado! Por tratar-se de um amigo querido a quem conheço desde a infância e, percebendo a situação, aceitei atuar gratuitamente – pro bono, como costumamos dizer.
Percebendo que não dava para agir na esfera trabalhista decidi atuar contra o INSS, na justiça federal. Pedi liminar ao juiz para restringir a margem penhorável ao mínimo possível, algo em torno de 20%, alegando violação ao mínimo existencial, dignidade da pessoa humana e todas aquelas perorações que advogados costumam usar e, bingo!, o juiz acatou e concedeu a liminar.
Como a alegria do pobre dura pouco, o INSS simplesmente se recusou a cumprir a ordem. Isso mesmo, se recusou! Quando requeri o cumprimento da liminar, o órgão embargou, alegando não ter sido orientado pelo juiz sobre qual o critério a ser adotado para decidir com proceder a redução dos descontos.
Não quero cansar meus parcos leitores contando todas as filigranas jurídicas do caso. O fato é que, a certa altura, decidi apelar aos sentimentos ‘humanos” do juiz. E foi justamente aí que mestre Berto entrou neste “causo”:
Ocorre que certo dia, estava lendo a coluna do editor na Besta, onde Berto contava uma presepada envolvendo ele, o saudoso Orlando Tejo e um sujeito por nome Canindé. Quem leu a coluna sabe que o tal Canindé era uma espécie de intermediário de um agiota, descrito por Berto como “acudidor dos desesperados em suas precisões agoniosas”.
Adorei esta descrição e, na hora resolvi usá-la em minha petição para convencer o juiz a obrigar o INSS a cumprir a ordem e parar com os descontos na aposentadoria do meu cliente. Fiz a petição e lasquei: … “assim, pede-se vênia para utilizar a linguagem regionalista do grande escritor pernambucano Luiz Berto Filho e rogar à V.Exa. para que seja o “acudidor do desesperado requerente em sua precisão agoniosa”
Contei a história ao editor, em um e-mail, e este me disse que tinha certeza de nosso sucesso, pois costumava dar sorte onde aparecia.
Pois bem. O juiz acatou meus argumentos; rejeitou todos os embargos e agravos do INSS e remeteu o caso para o tribunal, que manteve as decisões.
No momento meu cliente/amigo está recebendo regularmente seu benefício; se recuperando dos problemas de saúde e livre de uma grande injustiça. Quase livre, é verdade, pois ainda permanecem os descontos, porém em percentual mínimo.
Quem é do meio jurídico sabe como é difícil fazer justiça neste país. Às vezes precisamos usar dos meios mais inusitados. Até mesmo usar textos aqui da Besta e contar com a ajuda da sorte. Sorte emprestada pelas palavras do mestre Berto…
DEU NO JORNAL
APRENDEU COM O PAPAI
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
GERALDA TORRES – UBERABA-MB
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

