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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VANDERLEI ZANETTI – SÃO PAULO-SP

Caro Luiz Berto,

Segue abaixo o artigo “Brasil em Uma Encruzilhada Histórica”, de autoria da brasileira Sra. Débora Palma, publicado no site da “Foundation For Economic Education (FEE) – Organização pioneira em educação de livre mercado dos EUA, criada em 1946, o qual achei bastante interessante e muito bem fundamentado, para leitura do público leitor e críticos do nosso JBF.

Não sei se será possível publicá-lo, no entanto, assim mesmo, passo ao seu conhecimento, tendo em vista a importância do assunto, lógico que se puder publicá-lo será dado os créditos devidos.

Um abraço,

R. Meu caro, aqui nesta gazeta escrota quem manda e dá as ordens são vocês, os leitores.

A seguir está transcrito na íntegra o artigo que você encaminhou pro nosso jornaleco.

Abraços e disponha sempre!

* * *

BRASÍL EM UMA ENCRUZILHADA HISTÓRICA – Débora Palma

Corrupção, impostos e grilhões trabalhistas autoritários.

O Brasil encontra-se numa encruzilhada histórica que exige uma análise rigorosa de suas estruturas institucionais. A divulgação do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025 , dados recordes do Impostômetro e a persistência de um regime trabalhista autoritário expõem um sistema de asfixia econômica e erosão moral. O Estado, sob o pretexto de proteger o cidadão, na realidade impede sua iniciativa, sua propriedade e seu futuro.

O Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, um relatório anual publicado pela organização para avaliar os níveis percebidos de corrupção no setor público em todo o mundo, fornece um contexto importante para avaliar a governança e a confiança institucional em países como o Brasil. O relatório da Transparência Internacional confirma o que analistas independentes vêm apontando há tempos. Com 35 pontos em uma escala de 0 a 100, o Brasil ocupa a 107ª posição entre 182 países, registrando uma das piores marcas em sua história recente. Esse resultado não é meramente um indicador estatístico, mas a expressão quantitativa de um ambiente institucional no qual o poder público é frequentemente apropriado por interesses privados, corroendo a confiança social. Esse declínio aponta para profundas falhas nos mecanismos de controle, associadas à crescente politização do sistema judiciário.

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RODRIGO CONSTANTINO

A MÁFIA

DANIEL VORCARO

Manifestantes exibem cartaz com o rosto de Daniel Vorcaro e os dizeres: “Vorcaro Ladrão”

O editorial do Estadão hoje fala de “Uma máfia no coração do poder”. De fato, a palavra que melhor descreve essa “turma” do Vorcaro é máfia. Tinha o núcleo do serviço sujo, com policial e com sicário, tinha o núcleo das propinas para cooptar autoridades, tinham as conexões do próprio banqueiro para garantir acesso aos esquemas fraudulentos com instituições do Estado e tinha uma leva de jornalistas e influenciadores na lista de pagamentos para criar pautas favoráveis ao grupo.

O jornal dedica um parágrafo para falar das autoridades mais relevantes que Vorcaro teria colocado no bolso:

Suas relações promíscuas chegam ao coração do sistema de Justiça. O ministro Dias Toffoli, que chegou a fazer negócios com as redes de Vorcaro, assumiu, em circunstâncias estranhíssimas, a relatoria do caso e emperrou o trabalho da polícia por meses. A mulher do ministro Alexandre de Moraes celebrou um contrato multimilionário e mal explicado com o Master. Nenhuma dessas circunstâncias, por si, prova crime. Mas compõem um quadro suficientemente delicado para exigir o mínimo de transparência institucional.

Aqui falta um pouco de coragem e objetividade para chamar as coisas pelos nomes: as “circunstâncias” provam, sim, crimes. Ou alguém acha que é normal um contrato de R$ 129 milhões entre um banco e um escritório da família do ministro supremo sem qualquer prestação de serviço advocatício que justificasse uma mísera fração desse montante? Mas, ao menos, o jornal admite que a postura reativa do STF é comprometedora e suspeita:

O que se viu foi o contrário. Uma Corte na defensiva, e até agressiva, quando investigações se aproximaram de seus membros. Decisões monocráticas intimidaram críticos, bloquearam diligências e interromperam iniciativas de apuração parlamentar. O Tribunal se mostra muito mais ocupado em proteger os segredos de seus ministros do que em dissipar dúvidas legítimas.

E é aqui que mora o cerne da questão: tudo que o STF vem fazendo de ilegal e abusivo desde 2019 tinha como objetivo perseguir políticos e jornalistas honestos para proteger seus esquemas. Vorcaro gostou muito de um encontro com Lula, mas se referiu a Bolsonaro como “idiota” e “beócio” quando ele divulgou uma notícia sobre a Caixa punindo servidores que tentaram justamente impedir um esquema com o Master.

Bolsonaro incomodou muito o sistema corrupto, que reagiu com essa perseguição implacável que culminou numa prisão totalmente injusta. O STF foi atrás de jornalistas independentes que denunciavam esses abusos, pois isso ameaçava os próprios esquemas. Flavio Gordon, colunista da Gazeta do Povo, comentou: “A CENSURA e a CORRUPÇÃO são irmãs siamesas. O inquérito das fake news sempre teve essa única função: autoproteção mafiosa”.

Nesse contexto, podemos dar as boas-vindas a essa turma da velha imprensa na luta contra os abusos supremos, mas não sem antes lembrar do papel que teve até aqui. O Globo, por exemplo, soltou nota de repúdio contra as ameaças descobertas contra seu jornalista Lauro Jardim, alegando que não vai se intimidar. Eis o conteúdo da nota:

O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.

Ótimo! Uma pena o jornal não ter adotado a mesma postura quando “a turma” tentava calar na marra Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Paulo Figueiredo, Guilherme Fiuza e este que vos escreve, entre tantos outros. A mídia estava hibernando nessa época, assim como a OAB e tantas entidades que poderiam e deveriam ter atuado para conter o monstro que hoje ameaça engolir geral. O Estadão conclui seu editorial:

A prisão de Vorcaro pode representar o início de uma investigação que finalmente ilumine essas conexões e puna os cúmplices de fraudes multibilionárias. Ou pode ser apenas mais um episódio a se diluir no ciclo habitual de crises nacionais. O que se desenha é uma nova disputa: não entre este ou aquele grupo partidário, nem entre tal ou qual Poder ou instituição, mas entre a banda podre de Brasília (distribuída por todos os Poderes, partidos e instituições) e a banda republicana. O desfecho do caso Master revelará ao Brasil qual delas realmente predomina no coração do poder.

De fato, não é uma disputa entre esquerda e direita, mas entre quem quer combater a corrupção e quem quer impunidade, similar ao que ocorreu na Lava Jato. Tomara que a ala republicana possa vencer essa guerra, apesar de um histórico favorável aos corruptos em nosso país…

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