WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

Vista aérea da fazenda do meu tio Zezinho Maurício, Sítio Letreiro no município de Altinho-PE 

Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Mote deste colunista

Com as porteiras fechadas
Pra não molhar o meu rosto
Senti na boca um gosto
A língua e boca travadas
Com as fotos espalhadas
A mente foi lá na idade
Quando eu tinha mocidade
Do rosto abri a janela
Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Cabal Abrantes

A porta estava fechada
Depois que ela foi embora
Resolvi abrir agora
Às duas da madrugada
Uma saudade danada
Mudei até de cidade
Pra ter mais tranquilidade
Mas, vivo pensando nela!
Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Poeta Nascimento

Passei um tempo esquecendo
Do meu passado feliz.
Fui eu, de fato, quem quis
Deixar de estar remoendo
E outras coisas fazendo
Viver com tranquilidade.
Passou o tempo, é verdade,
Ficou, porém, a cancela,
Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Melchior SEZEFREDO Machado

Meu tio José Maurício,
Foi criador e roceiro,
Chegou ao sítio Letreiro
Para exercer seu ofício.
Com a família Simplício
Fez muito boa amizade,
Tinha como habilidade
Chicote, “macaca” e sela.
Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Wellington Vicente

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