ALEXANDRE GARCIA

TOFFOLI ENTREGOU OS ANÉIS PARA FICAR COM OS DEDOS

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Dias Toffoli deixou a relatoria do caso do Banco Master

Alexandre de Moraes deve estar se sentindo aliviado, porque a artilharia da mídia está toda mirando em Dias Toffoli. Mas, a cada vez que se fala de Toffoli e Banco Master, há duas grandes provas, impossíveis de esconder, majestosas, gigantescas. A primeira pega Toffoli: é o resort Tayayá; mas a segunda é o contrato de R$ 129 milhões, ou R$ 3,6 milhões por mês – coisa de Livro Guinness dos Recordes –, com o escritório da mulher de Moraes. Enfim, no Supremo a ideia é entregar os anéis para conservar os dedos. Toffoli deixou a relatoria, mas basta? Não; depois dessa ação toda que estamos vendo, tem advocacia administrativa, tem mentira, tem prevaricação, tem omissão, tem promiscuidade, tem falta de ética. Falam tanto em código de ética, mas não deveriam precisar de código, porque ética é algo que temos de trazer do berço.

Estão divulgando que o patrimônio imobiliário de Toffoli e da sua família em Brasília é de R$ 26 milhões. E tem mais: a empresa de Toffoli e dos irmãos teria recebido R$ 20 milhões. Toffoli diz que não tem nada a ver com isso, que só tem participação societária. Aí entendemos o motivo. Estão lá os dois irmãos em algum cargo, mais um primo, e Toffoli sem cargo, porque fizeram uma sociedade anônima, fechada, que ele diz ser uma empresa familiar. Fizeram uma estrutura jurídica para ele não aparecer. Mas, na verdade, ele é como se fosse o Conselho de Segurança da ONU: tem o poder de veto, o poder de aprovar ou não a venda do resort para o cunhado de Vorcaro e depois para o advogado da J&F, a empresa cuja multa de R$ 10 bilhões na Lava Jato Toffoli perdoou.

* * *

Aposentadoria de Toffoli só seria boa para ele; certo seria o impeachment

Lula já recebeu informações do diretor da Polícia Federal sobre as descobertas, e está achando que Toffoli tem de se aposentar. Seria mais uma vaga no Supremo, e ao menos ele poderia nomear Rodrigo Pacheco, para o senador não dar vexame, querer ser candidato em Minas Gerais com apoio de Lula, e levar uma goleada. E Davi Alcolumbre também ficaria satisfeito – isso se não descobrirem mais nada, porque no Amapá, quando a polícia chegou para pegar Jocildo Lemos, que tinha sido tesoureiro de campanha do Alcolumbre e era presidente da Amapá Previdência, os policiais descobriram que ele já tinha sido avisado. Bateram na casa dele às 6 da manhã e ele não estava, tinha ido para a academia. Quando voltou, os policiais pediram o celular e ele entregou um aparelho novo, dizendo que tinha entregue o antigo para um amigo.

(Aliás, interessante o nome dessa turma. Além do Jocildo, tem o Deivis, presidente da previdência do Rio de Janeiro. Será que é preciso ter esses nomes para ser presidente de previdência estadual?)

Enfim, está tudo tão cristalino que Lula até está com a razão, aposentar ainda é o melhor – melhor para Toffoli, claro, porque o melhor para a consciência da nação, para a vergonha da nação, se é que a nação tem vergonha, seria um impeachment no Senado. O Senado pode investigar e julgar; se não achar provas, paciência. Mas imaginem o quanto Toffoli iria interferir. Na Polícia Federal, há queixas de que ele sempre interferiu; pedia buscas e apreensões para ficar com ele; botou sigilo em cima de tudo; na manhã de quinta, quando ainda era relator, ainda teve a desfaçatez de determinar à PF que entregasse ao STF os dados do celular de Vorcaro.

* * *

As movimentações estranhas de Renan Calheiros no caso Master

Interferir parece ser a intenção também do senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Em vez de pressionar Davi Alcolumbre para abrir a CPMI e investigar o caso, que depois poderia resultar em um processo de impeachment, Calheiros foi atrás de Fachin, pedir que o STF compartilhasse com a CAE o que foi descoberto. Como assim? Ele quer saber quem são os envolvidos? De quem estão chegando perto? Ou quer manter o controle da investigação, e uma CPI escaparia ao controle? Que estranho, não? Mas o povo não é bobo.

A PALAVRA DO EDITOR

SEXTA-FEIRA, 13 – É HOJE ! ! !

Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026.

Hoje é o dia em que a Mãe de Calor-de-Figo limpa os dentes com uma escova fabricada com os pentelhos da sogra de Belzebu, a madrasta de Caralho-de-Asas come bimba de gato frita em sebo de bode, a nêga Espanta-Cacete amarra o pixaim com biliros feitos de ossos de cachorro doido, a madrasta de Cavalo-do-Cão come barro e caga tijolo pra levantar a caverna do Tinhoso, a cabôca Traça-Pica faz careta pra Tranca-Rua em cima de um pinico de loiça, a enfezada Catraia Sibita lava a priquita com o mijo da Besta Fera pra se enxugar com um pedaço da estopa de Maria Mulambo e a irmã de Pancanha cata chatos na barba do cabôco Papa-Cu.

É dia de ter muito cuidado, assim feito quem procura pinico com os pés no escuro.

Quem lê, gosta, aprecia e divulga o Jornal da Besta Fubana está a salvo, será feliz, terá um dia excelente e um futuro cheio de boas coisas.

Assim como excelente terá este final de semana e todo ao resto deste ano de 2026.

Já os farrapos humanos que poluem os ares do mundo, preparem os furicos: o moleque Bimba-de-Alavanca tá pronto pra fazer sua parte.

Ele já está de pajaraca armada pra enrabar tudo quanto é idiota e tabacudo deste mundo cheio de gente encrenqueira.

E fiquem de pregas preparadas os componentes de uma lista que está aqui comigo. Uma lista formada um monte de almas sebosas que fedem que só a peste.

Serão devidamente enrabados pelo moleque Bimba-de-Alavanca e ficarão todos de furicos afolosados.

E, pra fechar a postagem com chave de ouro, peço ajuda ao meu querido amigo e conterrâneo de Palmares, o catimbozeiro Sikêra Júnior, uma das maiores audiências do Brasil, pra dar um descarrego da pesada nesta sexta-feira da gôta serena, da bobônica preta, do caralho-a-quatro, do priquito apimentado, do estopor calango, da bixiga lixa e da febre do rato.

Fala, Sikêra!!!

DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

PINTO DE MONTEIRO, UM GÊNIO DA CANTORIA

O paraibano Severino Lourenço da Silva Pinto, o Pinto do Monteiro (1895-1990)

* * *

A resposta de Pinto de Monteiro numa cantoria com João Furiba:

João Furiba:

Cruzei o velho Saara
montado numa bicicleta.
Matei leão de tabefe,
Crivei serpente de seta.
Fiz das penas d’uma hiena
Um blusão pra minha neta.

Pinto do Monteiro:

João até que é bom poeta
Mas sabe ler bem pouquinho.
Vou fazer-lhe uma pergunta,
responda meu amiguinho :
– Quem diabo foi que te disse
que hiena é passarinho ?

* * *

Alguns improvisos de Pinto de Monteiro:

O meu cavalo é dum jeito
Que nem o diabo aguenta,
Entra no mato fechado,
Toda madeira arrebenta,
Dá tapa em bunda de boi
Que a merda sai pela venta.

* * *

Lá no meio da caatinga,
Sem moradia vizinha
Bem na beira de um riacho
Um pé de palmeira tinha.
Meu avô, nesse lugar,
Começou a trabalhar
E chamar de Carnaubinha.
Parece que estou vendo
Um homem cortando cana;
Uma engenhoca moendo
Os três dias da semana.
Fazer cerca, queimar broca,
Raspar milho e mandioca,
Da massa, fazer farinha;
Comer com mel de engenho,
Ai, que saudades que eu tenho
Da minha Carnaubinha.

* * *

Ovo de pato e marreca
Quebrar na beira do poço,
Abrir milho, na boneca,
Pra ver se tinha caroço;
Ir pra beira da estrada
Jogar pedra e dar pancada
Em cabra, bode e suíno;
Em cachorro, pontapé,
Que isso tudo foi e é
Brincadeira de menino.

* * *

Mas essa estória de dente,
Para mim, nada adianta;
Eu não preciso de dente;
Eu quero é peito e garganta:
Pois sabiá não tem dente,
É quem mais bonito canta!

* * *

Eu sou Severino Pinto
Da Paraíba do Norte
Sou feio, porém sou bom
Sou magro, mas muito forte
Depois d’eu tomar destino
Temo a Deus não temo à morte.

* * *

Há vários dias que ando,
Com o satanás na corcunda:
Pois, hoje, almocei na casa
Duma negra tão imunda,
Que a prensa de espremer queijo
Era as bochechas da bunda!

* * *

Eu admiro o tatu
Com desenho no espinhaço
Que a natureza fez
Sem ter régua nem compasso
E eu com compasso e régua
Tenho planejado e não faço.

* * *

Esta palavra saudade
conheço desde criança
saudade de amor ausente
não é saudade, é lembrança
saudade só é saudade
quando morre a esperança.

* * *

Gostei muito de mulher
No meu tempo de rapaz
Mas depois que fiquei velho
A trouxa envergou pra trás
Sentou-se em cima dos ovos
Que a ponta encostou no ás.

* * *

Admiro o vagalume
Enxergando de mato a dentro
Com sua lanterna acesa
Sem se importar com o vento
Apaga de vez em quando
Poupando seus elementos.

(“elemento” no linguajar nordestino é pilha)

* * *

No tempo da mocidade
Eu também já fui vaqueiro.
Não tinha jurema grossa,
Mororó nem marmeleiro.
Fui cabra de vista boa,
Negro de corpo maneiro.

* * *

SEVERINO PINTO E LOURIVAL BATISTA

Uma cantoria improvisada de Meia-Quadra nos anos 70

Constante da coleção Música Popular do Nordeste, organizada por Marcus Pereira

DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

SUSPEIÇÃO

Comentário sobre a postagem PEDIDO FEITO

Pablo Lopes:

Tentei fingir de morto, mas um pedido do editor não se recusa. Não quero fazer ilações, mas em se tratando dessa turma….

Bem, quanto ao pedido em si, se trata de algo excepcional, uma vez que a PF não possui legitimidade para tal, uma vez que não é parte.

Contudo, não pode deixar de se manifestar, uma vez que, caso haja alguma condenação, o futuro réu ou o MP podem alegar suspeição e anularem o processo.

A decisão de afastamento deveria ser tomada pelo próprio Toffoli, mas com isso não vai acontecer, deve ser tomada pelo presidente Fachim.

Caso seja declarada, Toffoli se afasta do caso e ele é redistribuído para outro ministro, por meio de sorteio, para prosseguimento.

Agora as ilações:

Penso que Toffoli insiste em permanecer na relatoria a fim de manter certas verdades em segredo.

Além disso, ele sabe que é suspeito, mas quer continuar justamente para, após as condenações, deixar as defesas alegarem tal suspeição para a anulação dos processos.

Impunidade a caminho…

Nada é por acaso.

DEU NO JORNAL

A HORA DA VERDADE PARA O BRASIL: MINISTRO TEM DE SAIR

Editorial Gazeta do Povo

O conteúdo de um relatório de centenas de páginas entregue pela Polícia Federal ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, apontando ligações entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, coloca o Brasil e, especialmente, suas instituições diante de uma encruzilhada – que também é uma oportunidade. O país terá de escolher: ou começa a reverter sua trajetória atual de hipertrofia do Judiciário, ou aprofunda sua descida em direção à anomia.

Dias Toffoli, recorde-se, jamais deveria ter assumido a relatoria do escândalo do Banco Master no STF. Em 29 de novembro de 2025, dia seguinte ao sorteio, o ministro do STF havia pego uma carona de jatinho com o advogado de um dos sócios do banqueiro Daniel Vorcaro rumo ao Peru, onde ambos assistiriam à final da Libertadores. Por mais que naquele momento essa informação ainda não tivesse chegado ao público, Toffoli sabia, e isso bastaria para qualquer juiz que tivesse um mínimo de decência se afastar do caso. Mas não: Toffoli “matou no peito” e no início de dezembro, quando o mesmo advogado que viajou com o ministro apresentou um recurso no STF em nome de seu cliente, Toffoli colocou todo o caso em sigilo e puxou as investigações para o Supremo, alegando haver negociações entre Vorcaro e um deputado federal – negociações essas que não tinham relação com o Master e nem chegaram a ser concretizadas.

Pois Toffoli não se afastou quando o Brasil soube da carona aérea, e tampouco o fez quando a imprensa revelou a sociedade, na posse de um resort paranaense, entre os irmãos do ministro, o cunhado de Vorcaro e fundos de investimento que integravam a rede usada pelo banqueiro para cometer suas fraudes. Pelo contrário, seguiu dobrando a aposta, dando ordens cada vez mais escandalosas: uma acareação sem previsão legal, já que seria feita antes mesmo dos depoimentos; e uma tentativa (parcialmente frustrada) de manter no Supremo, sem acesso a mais ninguém, todas as provas apreendidas em uma nova fase da Operação Compliance Zero.

As últimas horas trouxeram novas provas de que Toffoli é totalmente desqualificado para atuar no caso Master – nem como julgador, e muito menos como relator. O relatório elaborado pela PF, com base nos conteúdos do celular de Vorcaro, aponta ligações telefônicas entre Toffoli e o banqueiro. O que eles conversaram nestes telefonemas é desconhecido, mas os policiais também encontraram um convite de Toffoli a Vorcaro para uma festa de aniversário, e conversas entre o banqueiro e outras pessoas sobre o resort Tayayá, incluindo menções a pagamentos. Só depois dessa informação o gabinete do ministro se manifestou, confirmando o que já se suspeitava, até porque a imprensa já relatava que funcionários do Tayayá tratavam Toffoli como proprietário: o ministro de fato é sócio dos seus irmãos da empresa Maridt e recebeu dividendos da sociedade familiar.

O gabinete até citou a Lei Orgânica da Magistratura para argumentar que, como Toffoli não atua na gestão da Maridt, não haveria nenhum problema legal. Como se a questão fosse apenas essa. Toffoli tem debochado do Brasil desde o início do caso Master, e seu empenho em esconder sua participação na sociedade com os irmãos até não ser mais possível escapar da verdade mostra que, mesmo que Toffoli esteja caminhando no limite da legalidade (o que ainda assim é questionável), a moralidade já foi para o lixo há muito tempo.

Diante da informação inicial de que a Polícia Federal teria pedido a suspeição de Toffoli, o gabinete do ministro se lembrou imediatamente de que existem códigos processuais no Brasil, códigos esses que o STF tem ignorado dia sim, dia também, quando se trata de perseguir seus críticos. “Juridicamente, a instituição [PF] não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil”, informou a nota oficial do gabinete. De qualquer forma, a bola agora está com o presidente da corte, Edson Fachin. Ele já havia decepcionado quando, no fim de janeiro, defendeu Toffoli ao afirmar, em nota, que seu colega estava “atuando na regular supervisão judicial” e que as críticas eram uma tentativa de “desmoralizar o STF para corroer sua autoridade”.

Mudanças de relatoria têm sido incomuns – recentemente, por exemplo, Luís Roberto Barroso rejeitou pedidos de suspeição e impedimento de Alexandre de Moraes no caso do suposto golpe, apesar de o ministro figurar como vítima da suposta trama. Mas era hora de mudar essa escrita. Por tudo o que fez na condução do caso, por todas as suas relações, pelo que tentou manter escondido do Brasil, Toffoli não tinha a menor condição moral – e, muito provavelmente, também legal – de se manter na relatoria das investigações do Master no STF. Caberia a Fachin decidir se tem mesmo compromisso com a ética na atuação dos membros da corte, ou se preferirá ser arrastado com Toffoli para o fundo do poço em nome de um coleguismo irracional. No entanto, o presidente do Supremo acabou poupado desta escolha na noite desta quinta-feira, quando Toffoli decidiu deixar a relatoria, permitindo que o caso Master seja novamente sorteado para outro ministro.

Jogar toda a carga nas costas de Fachin, no entanto, seria uma injustiça; o máximo que ele poderia fazer seria trocar o relator do caso Master, mas Toffoli não está apenas desqualificado para esta relatoria: ele perdeu a legitimidade moral até mesmo para manter a cadeira de ministro do STF, para a qual foi apontado por Lula em 2009. E isso depende de outros atores políticos e institucionais.

O Toffoli que fazia o que bem entendia na relatoria do caso Master, o Alexandre de Moraes que transforma a censura prévia em hábito, o Gilmar Mendes e o Flávio Dino que perseguem quem lhes faça críticas e até mesmo piadas, são todos manifestações do mesmo problema: o Judiciário se tornou o superpoder do país. Mas o STF não chegou a esse ponto forçando a barra sozinho, contra tudo e contra todos, pelo contrário: contou com o apoio de formadores de opinião e de instituições da sociedade civil, e com a omissão de parlamentares que poderiam e deveriam ter exercido o contrapeso aos abusos supremos enquanto eles ainda estavam no nascedouro. Esta é a hora da verdade para eles, bem mais que para Edson Fachin.

Não há mais desculpas para recusar a abertura de um processo de impeachment contra Toffoli no Senado, assim que os requerimentos começarem a chegar; nem para a instalação das CPIs do Banco Master – seja uma CPMI, sejam duas comissões separadas, uma na Câmara e uma no Senado. Não há mais desculpas para a opinião pública e as instituições da sociedade civil continuarem a proteger o Supremo, omitindo-se ou fazendo críticas insossas que até apontam os absurdos de Toffoli, mas continuam a exaltar o papel da corte em uma suposta “defesa da democracia” que o mundo real desmente. Se trocarmos o fiapo de institucionalidade que ainda temos pela ausência total de regras, substituídas pela vontade bruta de ministros do STF, a responsabilidade de Hugo Motta, Davi Alcolumbre, entidades e formadores de opinião será maior que a do presidente do Supremo.

* *

Atualização

O editorial foi atualizado com a informação de que Toffoli deixou por conta própria a relatoria do caso Master, na noite de quinta-feira. 

PENINHA - DICA MUSICAL