DEU NO JORNAL

BRASIL COM VISTA (GROSSA) PARA O CARIBE

Guilherme Fiuza

Celso Amorim foca na presença militar dos EUA no Caribe, mas ignora a crise e a putrefação do regime chavista na vizinha Venezuela

O assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, disse estar preocupado com a movimentação militar dos EUA no Mar do Caribe. As questões que preocupam Celso Amorim e o governo ao qual ele serve seguem certa peculiaridade, por assim dizer.

A presença norte-americana nas vizinhanças da Venezuela tem um objetivo declarado: enfrentar um grande foco do crime organizado no continente, segundo a Casa Branca. Nicolás Maduro não é reconhecido pelos EUA como chefe de Estado da Venezuela, mas como chefe do tráfico de drogas. Por que o governo norte-americano não considera Maduro o presidente venezuelano legítimo?

Porque, segundo observatórios insuspeitos, como o Carter Center e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, sua reeleição em 2024 foi ilegítima. E o Brasil? Qual é a posição do governo brasileiro sobre o atual regime venezuelano?

Pergunta difícil de responder. O terreno diplomático necessita, antes de tudo, de clareza e transparência. É tudo que o Brasil não tem hoje em relação à Venezuela. Como o grupo político que atualmente ocupa o Palácio do Planalto é parceiro de primeira hora do projeto chavista, o pessoal achou melhor fazer cara de paisagem diante do agravamento da crise do vizinho. Celso Amorim estava em Caracas na reeleição obscura de Maduro. Isso não o preocupa?

Aparentemente, o que preocupa o chanceler informal é a rota da marinha americana. O que preocupa a marinha americana é o que se passa nos subterrâneos da ditadura venezuelana — que nem são tão subterrâneos assim.

A existência de quase mil presos políticos no país, parte deles com paradeiro desconhecido pelas famílias, foi informada para o mundo todo pela CIDH. É sob esse estado marginal que avança o crime organizado, segundo o governo norte-americano. Ou seja: a Venezuela hoje teria um governo de fachada para abrigar um polo de negócios criminosos e violentos.

O Brasil concorda ou discorda dessa premissa? O governo brasileiro repudia o narco-estado venezuelano ou repudia as acusações de que a Venezuela tenha sido dominada por um narco-estado? Nenhum dos dois.

Com a cumplicidade da imprensa amiga, a diplomacia petista transportou a Venezuela para Marte.

Alguns até começaram a difundir um conflito entre os presidentes brasileiro e venezuelano. Quando o assunto esfriou nas manchetes, a tropa de choque da propaganda governista abandonou o tema. A velha aposta no esquecimento.

Agora Amorim está preocupado com o avanço norte-americano no Caribe. Será que a imprensa amiga vai se lembrar de perguntar se ele está preocupado com a putrefação chavista exposta pela OEA? Façam suas apostas. Até aqui continua tudo normal: ninguém sabe, ninguém viu.

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VENDA DAS MINAS

Karina Michelin

O regime brasileiro concluiu a venda das minas estratégicas de níquel para a estatal chinesa MMG por 500 milhões de dólares, ignorando uma proposta quase duas vezes maior – US$ 900 milhões – feita pela empresa holandesa Corex Holding, ligada ao grupo turco Yildirim. A venda expõe não apenas má gestão, mas uma escolha política deliberada; privilegiar o aliado ideológico, ainda que isso custe bilhões ao Brasil.

A transação inclui os complexos de Barro Alto e Codemin, em Goiás, além de projetos em Mato Grosso e Pará. Com isso, a China passa a controlar 60% da produção nacional de níquel, mineral essencial para baterias, veículos elétricos e aço inoxidável – o insumo mais estratégico da transição energética mundial.

Sob Lula, o Brasil abandona a soberania mineral e tecnológica e se torna peça da estratégia de dominação global da China. A decisão de vender barato não foi apenas econômica: foi ideológica. O regime petista tem na China seu aliado fiel, copiando e importando seu modelo de vigilância, censura e controle social.

A venda por valor menor mostra a ausência de uma estratégia nacional de soberania mineral. O Brasil abriu mão de US$ 400 milhões e, de quebra, entregou mais espaço geopolítico para a China em um mercado que é alvo de disputa feroz entre Estados Unidos e União Europeia.

Não por acaso, a Corex Holding já recorreu ao CADE no Brasil e à Comissão Europeia, alegando risco de concentração de mercado e ameaça à segurança do fornecimento global de níquel. A preocupação é clara: o Brasil virou corredor de passagem para os interesses de Pequim.

O regime Lula trocou bilhões de dólares, a autonomia brasileira e o futuro da democracia por alinhamento ideológico com a China. Um erro histórico que custará caríssimo à Nação.

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RODRIGO CONSTANTINO

SEGUE O LÍDER: SE DERAM UM JEITO NO FLAMENGO, ENTÃO O BRASIL TAMBÉM TEM SOLUÇÃO

O Flamengo fatura hoje mais de um bilhão de reais por ano, e fechou com a Betano um patrocínio de R$ 260 milhões

Embalado pelo massacre de oito a zero do Flamengo contra o Vitória nesta segunda-feira, resolvi falar sobre futebol hoje. Quando um grupo de empresários que eram sócios proprietários do time e resolveram disputar seu comando lá atrás, falei com meu pai: se derem jeito no Mengo, então o Brasil tem jeito! Afinal, o Flamengo era um microcosmo do país, com seu “centrão fisiológico” e tudo.

Até então, o time aturava muito desaforo na gestão. Ele era usado como vaca leiteira para interesses particulares, que não colocavam o time como prioridade. Exatamente como ocorre com o Brasil. O grau de desonestidade era alto, e a gestão estava longe de ser profissional e transparente. Tudo isso mudou desde então.

O resultado não demorou a aparecer. O Flamengo fatura hoje mais de um bilhão de reais por ano, e fechou com a Betano um patrocínio de R$ 260 milhões, muito superior ao segundo maior patrocínio no futebol brasileiro. Claro, uma torcida enorme de cerca de 40-50 milhões de torcedores ajuda muito. Mas não fosse a reforma estrutural interna, isso não seria possível.

Futebol é um negócio diferente, pois a existência de um “cliente fanático” permite abusos constantes por parte dos gestores. Mas há um limite para desaforo. E quando se ajeita a casa, começa a sobrar recurso, que pode ser investido na compra de bons jogadores, e tudo passa a melhorar num círculo virtuoso. O Flamengo liderou pelo exemplo e hoje outros times correm atrás do prejuízo.

Qualquer pessoa imparcial deveria reconhecer isso, mas aqui vem outra característica típica do país: o “mimimi” dos perdedores, a inveja de quem ficou para trás. O sucesso não é admirado no Brasil. Por isso vem a ladainha de que foi a Globo quem fez o sucesso flamenguista, ou o estado, ou sei lá mais quem. É preciso retirar dos próprios gestores seu mérito, pois ele imputa aos demais o fardo de suas próprias derrotas.

Conheço bem gente de dentro da gestão e posso atestar: são profissionais sérios e muito competentes, e isso fez toda a diferença nesse choque de gestão. O Flamengo virou um clube profissional, com “deep pockets”, permitindo a contratação de craques que sentam até no banco de reserva. O resultado é uma série de conquistas importantes que enchem de alegria o torcedor, que por sua vez lota os estádios e compra as camisas do time.

Se deram jeito no Flamengo, então o Brasil tem jeito! Mas não é fácil. É preciso enfrentar a picaretagem interna, os grupos de interesses. Com seriedade, profissionalismo e transparência, isso é possível. E o resultado não demora a aparecer. O choro e os ataques dos demais devem ser ignorados, pois o foco é na busca da excelência, ponto. Quem quiser que corra atrás do bom exemplo. Segue o líder!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

TRISTEZA – Virgínia Vitorino

Nos dias de tristeza, quando alguém
Nos pergunta, baixinho, o que é que temos,
Às vezes, nem sequer nós respondemos:
Faz-nos mal a pergunta, em vez de bem.

Nos dias dolorosos e supremos,
Sabe-se lá donde a tristeza vem?!…
Calamo-nos. Pedimos que ninguém
Pergunte pelo mal de que sofremos…

Mas, quem é livre de contradições?!
Quem pode ler em nossos corações?!…
Ó mistério, que em toda parte existes…

Pois, haverá desgosto mais profundo
Do que este de não se ter alguém no mundo
Que nos pergunte por que estamos tristes?!

Virgínia Vitorino, Alcobaça, Portugal (1895-1967)

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

LINDBRECHT FARIAS, VERGONHA NACIONAL

Bolsonaro vai fugir !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As vezes fico pensando, quem é que vota nesses “homens piranha”?

Será que não tem ninguém, quando eles voltam pra casa ou um amigo mais sensato, que diga;

– Lindinho, cê tá fazendo vergonha, cara!!!!

Cajuru é assim. Janones, Randolfe, Humcerto Bosta. Que escória!!!

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