O Flamengo fatura hoje mais de um bilhão de reais por ano, e fechou com a Betano um patrocínio de R$ 260 milhões
Embalado pelo massacre de oito a zero do Flamengo contra o Vitória nesta segunda-feira, resolvi falar sobre futebol hoje. Quando um grupo de empresários que eram sócios proprietários do time e resolveram disputar seu comando lá atrás, falei com meu pai: se derem jeito no Mengo, então o Brasil tem jeito! Afinal, o Flamengo era um microcosmo do país, com seu “centrão fisiológico” e tudo.
Até então, o time aturava muito desaforo na gestão. Ele era usado como vaca leiteira para interesses particulares, que não colocavam o time como prioridade. Exatamente como ocorre com o Brasil. O grau de desonestidade era alto, e a gestão estava longe de ser profissional e transparente. Tudo isso mudou desde então.
O resultado não demorou a aparecer. O Flamengo fatura hoje mais de um bilhão de reais por ano, e fechou com a Betano um patrocínio de R$ 260 milhões, muito superior ao segundo maior patrocínio no futebol brasileiro. Claro, uma torcida enorme de cerca de 40-50 milhões de torcedores ajuda muito. Mas não fosse a reforma estrutural interna, isso não seria possível.
Futebol é um negócio diferente, pois a existência de um “cliente fanático” permite abusos constantes por parte dos gestores. Mas há um limite para desaforo. E quando se ajeita a casa, começa a sobrar recurso, que pode ser investido na compra de bons jogadores, e tudo passa a melhorar num círculo virtuoso. O Flamengo liderou pelo exemplo e hoje outros times correm atrás do prejuízo.
Qualquer pessoa imparcial deveria reconhecer isso, mas aqui vem outra característica típica do país: o “mimimi” dos perdedores, a inveja de quem ficou para trás. O sucesso não é admirado no Brasil. Por isso vem a ladainha de que foi a Globo quem fez o sucesso flamenguista, ou o estado, ou sei lá mais quem. É preciso retirar dos próprios gestores seu mérito, pois ele imputa aos demais o fardo de suas próprias derrotas.
Conheço bem gente de dentro da gestão e posso atestar: são profissionais sérios e muito competentes, e isso fez toda a diferença nesse choque de gestão. O Flamengo virou um clube profissional, com “deep pockets”, permitindo a contratação de craques que sentam até no banco de reserva. O resultado é uma série de conquistas importantes que enchem de alegria o torcedor, que por sua vez lota os estádios e compra as camisas do time.
Se deram jeito no Flamengo, então o Brasil tem jeito! Mas não é fácil. É preciso enfrentar a picaretagem interna, os grupos de interesses. Com seriedade, profissionalismo e transparência, isso é possível. E o resultado não demora a aparecer. O choro e os ataques dos demais devem ser ignorados, pois o foco é na busca da excelência, ponto. Quem quiser que corra atrás do bom exemplo. Segue o líder!
O Flamengo é um caso sério.
Em somente um estado da nação ele não é o de maior torcida, SP.
Ainda assim é o 4º time, perdendo para o Cor, SP e Pal.
E porque isso? Desde os anos 70, todos os estados passavam os jogos do estaduao do RJ ao vivo na TV. Menos SP.
O time sempre foi favorecido pelas arbitragens.
Um dos jogos mais polêmicos da história do futebol mundial é o confronto entre Atlético-MG e Flamengo no dia 21 de agosto de 1981, no estádio Serra Dourada, pela Copa Libertadores. Um jogo que nunca acabou ou terminou antes do esperado, já que o árbitro José Roberto Wright tomou o protagonismo da partida, mesmo com grandes craques em campo, expulsando cinco jogadores do Galo, o que deu a vitória aos cariocas, permitindo-os seguir na competição rumo a conquista…
O Flamengo deve seu título mundial ao Sr. J. R. Wright. Foi escandaloso demais.
Teve a roubalheira para o Corinthians em 1977 quando D. W. Boschilla expulsou Rui Rei (centro avante da Ponte Preta) com 5 minutos de jogo e permitiu que o seu time do coração saísse de 23 anos sem títulos.
Hoje um jogador sabe que se levar um amarelo, pessoas vão ganhar dinheiro em apostas. Eu não acredito no futebol.