ALEXANDRE GARCIA

SE FOR PARA BLINDAR LULA NA CPMI DO INSS, MELHOR FECHAR A COMISSÃO

Senadores e deputados abrem trabralhos da CPMI do INSS

Senadores e deputados abrem trabalhos da CPMI do INSS

A Gazeta do Povo noticiou que há uma conversa sobre um acordo – proposto pelo governo, tenho certeza – para não convocar o irmão de Lula para depor na CPMI do INSS, que investigará o cruel roubo de 3,2 milhões de idosos, pensionistas e aposentados, um roubo que passou de R$ 6 bilhões. Roubaram muito de muitos – parafraseando Winston Churchill, nunca roubaram tanto de tantos como aqui no Brasil. E a CPMI é para investigar quem são as pessoas – porque é claro que não foi uma só – que facilitaram as coisas e quem foram os beneficiários, quem ficou com o dinheiro. E ainda estão querendo que a Previdência pague! Não, quem roubou tem de devolver esse dinheiro.

Por que deixar o irmão de Lula fora da lista de depoentes? Para blindar Lula. Mas, se é assim, então não poderão chegar a ninguém do governo, porque Lula é responsável pelas pessoas que estão no seu governo. Decerto vão blindar também os sindicatos, porque Lula e os sindicatos são ligados desde sempre. O presidente continua sendo um líder sindical, e age na Presidência da República como se estivesse presidindo um sindicato.

(Aliás, que coisa ridícula esse chapeuzinho azul na reunião ministerial, que ficou parecendo a Escolinha do Professor Raimundo, mas muito mais engraçada. Foi plágio do Maduro, que convocou os velhinhos, botou um uniforme e um chapéu neles para fingir que são uma guarda bolivariana, para defender a Venezuela de Trump. Ficou ridículo lá, e mais ridículo ainda aqui.)

Se for para ser assim, é melhor fechar a CPMI. E, se fizerem acordo, eu recomendo aos eleitores que, na eleição do ano que vem, dispensem os “oposicionistas” que fizeram esse acordo, porque com isso a CPMI não vale mais nada.

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Com Mendonça de relator, podemos ter esperança em investigação

Ainda bem que resta uma esperança. O inquérito da Polícia Federal sobre o roubo no INSS havia sido requisitado por Dias Toffoli, que fora advogado do PT, de Lula, advogado-geral da União, e estava com os inquéritos todos desde junho, parando a investigação. A Procuradoria-Geral da República disse que assim não dava, e então sortearam um novo relator. Caiu para André Mendonça, o homem que gostaria que o Supremo voltasse ao trilho constitucional, como ele disse naquele discurso da Lide, no Rio de Janeiro. Então, se for para fazer acordo na CPMI, que façam e não se reelejam jamais, e que o Supremo nos ajude a saber que fim será dado a esse escândalo, que nos transformou no país em que nunca tantos roubaram tanto de tantos.

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Falta de estrategistas enfraquece o Brasil

Angra 3, cujo projeto é de 1970 e que teve a pedra fundamental lançada por outro governo Lula, anos atrás, está com 65% da obra pronta, mas sem futuro neste governo Lula. O presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares, Celso Cunha, perdeu a esperança. Ele disse: “Já devemos preparar o setor para o próximo governo. Porque neste já não se dá partida a nada”.

Esta é a fraqueza brasileira. Temos fraqueza tecnológica, fraqueza de energia nuclear, fraqueza militar. Nenhum país se torna potência sem força militar, sem força dissuasória. O que fazer da nossa Amazônia se não a ocuparmos com os pés dos brasileiros, como se ocupou o Centro-Oeste, depois de Brasília? O nosso mar, a nossa Amazônia azul, o nosso espaço aéreo imenso, o nosso território, sofre com a ausência de estrategistas, de estadistas. Por isso temos um território de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e não temos trilhos: por falta de estrategistas.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

DEU NO JORNAL

DESPREPARO

A gestão despreparada do governo Lula faz o Banco do Brasil enfrentar uma de suas piores crises de sempre.

E se Lula o obrigar a descumprir a lei Magnitsky, pode até ser o fim de sua incrível história de 216 anos.

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A expressão “gestão despreparada”, contida nessa nossa aí de cima e se referindo ao bando que comanda o Brasil atualmente, está perfeita.

Despreparo, ladroagem e safadeza são marcas relevantes da gestão lulo-petralha.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

O CRIME ORGANIZADO, CADA VEZ MAIS PODEROSO NO BRASIL

Editorial Gazeta do Povo

Lula favela do moinho crime organizado

O presidente Lula e vários ministros visitam a Favela do Moinho, tida como “quartel-general” do PCC na cidade de São Paulo, em junho de 2025

O caso do comerciante Alexandre Roger Lopes, 23 anos, executado com dois tiros pelas costas no interior do Ceará por não pagar o valor que o Comando Vermelho exigia para que ele mantivesse o ponto de venda de espetinhos, diante da própria casa, revoltou o Brasil. Subitamente, a facção elevara de R$ 400 para R$ 1 mil o “pedágio” cobrado para que Lopes pudesse trabalhar; o comerciante, no entanto, não tinha o dinheiro e mandou a mesma quantia dos meses anteriores – foi o que bastou para os criminosos decretarem sua sentença de morte. Não se trata de crime isolado, por óbvio; o caso é apenas mais uma evidência de como o Brasil está sendo humilhado na luta contra o crime organizado.

Não há levantamento recente a respeito desse assunto que não escancare a falência nacional quando se trata de segurança pública. Pesquisadores norte-americanos, usando dados do Latinobarómetro de 2020, apuraram que o Brasil é o país latino-americano com a maior parcela da população que diz conviver com facções criminosas que impõem regras nos territórios por elas dominados: 26%. Quando o critério é simplesmente a presença do crime organizado, ainda que ele não tenha o poder de determinar regras, o número é exorbitante: 73% dos entrevistados atestaram a presença de facções no bairro ou no município onde residem. Um outro levantamento, do jornal O Globo, mapeou 64 facções criminosas no Brasil; ao menos 12 delas atuam em mais de um estado, com destaque para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), presentes em 25 e 26 unidades da Federação, respectivamente. Bahia e Pernambuco são os líderes em número de facções locais.

Poucos locais demonstram com tanta eloquência esse triste cenário quanto o Rio de Janeiro. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, o estado tem 1,7 mil áreas onde o poder público perdeu completamente o controle para traficantes ou milicianos. Na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, um quinto do território está fora das mãos do Estado, de acordo com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni-UFF) e o Instituto Fogo Cruzado. Os grupos disputam território entre si e impõem normas de conduta nos locais onde seu domínio está consolidado.

Sem que o Estado consiga (ou, em alguns casos, se esforce para) freá-las, as facções vão ampliando seu poder, usando vários tipos de negócios lícitos para lavar dinheiro e até mesmo financiando campanhas políticas, enquanto suas ações crescem em ousadia, como bem demonstrou a execução de um empresário, ex-colaborador do PCC que havia assinado um acordo de delação premiada, à luz do dia, no desembarque do aeroporto internacional de Guarulhos (SP), no ano passado. Esta hidra de inúmeras cabeças foi alimentada por décadas, e de muitas formas diferentes: Leonel Brizola, o governador que proibiu a polícia de subir os morros cariocas na década de 80 do século passado, esteve longe de ser a única autoridade leniente com o crime. Ideologias bandidólatras enxergam os criminosos como “vítimas da sociedade” e se opõem (com boa dose de sucesso) a quaisquer políticas que endureçam o combate ao crime. A glamourização do uso de drogas pela esquerda, leis frouxas e polícias mal equipadas terminam de compor o cenário desesperador, que permite a juízes soltarem bandidos flagrados com 200 quilos de cocaína, como ocorreu em Itu (SP), ou que já tenham quase 90 passagens pela polícia, como ocorreu no Rio.

É preciso sufocar economicamente as facções e investir pesadamente tanto em inteligência policial quanto em meios para que o Estado possa recuperar o controle das áreas perdidas para o crime organizado. Quando algum chefão é capturado, impõe-se a necessidade de isolá-lo para ao menos tentar interromper a cadeia de comando dos grupos criminosos. Qualquer plano de combate ao crime organizado e qualquer tentativa de mudar a legislação que não tenha essas prioridades está condenado ao fracasso, mas tudo o que vem sendo oferecido até o momento não passa de paliativos.

Além da PEC da Segurança, que já tramita no Congresso, o governo quer lançar o que apelidou de “Plano Real da Segurança”. O nome contém uma dupla ironia – primeiro, porque o petismo fez o possível e o impossível para sabotar o Plano Real original; segundo, porque algumas das medidas são reciclagens do pacote anticrime proposto por Sergio Moro quando ele foi ministro da Justiça e Segurança Pública, e que o petismo criticou pesadamente, votando a favor do projeto de lei apenas quando ele já tinha sido bastante desidratado. Mas, quando o próprio presidente Lula vai a uma favela considerada um “quartel-general” do PCC, em visita precedida de reunião de um ministro com a irmã de um chefe do tráfico atualmente preso – sendo que ela mesma também já foi condenada por homicídio –, ao que tudo indica negociando com as facções esta e outras visitas, é de se questionar qual o real compromisso do governo com o combate ao crime organizado.

PENINHA - DICA MUSICAL