Luiz Inácio Lula da Silva manteve uma relação amistosa com uma série de líderes reconhecidos internacionalmente pela postura antidemocrática
Ao punir com a perda de visto responsáveis pelo programa Mais Médicos, o governo americano volta a lançar luz sobre este programa que, na prática, serve basicamente para financiar o regime cubano e seu esquema escravo de exploração destes “médicos”. Eis como o editorial da Gazeta do Povo resume a coisa: “O governo Dilma desenhou, em conluio com a Opas e a ditadura cubana, uma forma de financiar o regime comunista por meio da exploração do trabalho de profissionais da área médica”.
À época, eu já era um grande crítico desse esquema, que inclusive demonizava médicos brasileiros, colocando a culpa neles, como se fossem egoístas e não aceitassem trabalhar em áreas mais remotas. Os “médicos” cubanos não faziam o Revalida, para atestar seu conhecimento, e trabalhavam como escravos para mandar quase todo ganho para o regime ditatorial em Cuba.
Com a volta do assunto, após o cancelamento de vistos de envolvidos, o presidente Lula resolveu fazer o que mais ama em sua vida: sair em defesa do regime mais opressor e assassino do continente. Primeiro ele “brincou” com um dos punidos que o mundo é grande, o Brasil tem muitos lugares bonitos, e que não precisa, portanto, preocupar-se com a perda do visto americano. Em seguida puxou da cartola o discurso mais mofado e contraditório que existe: o de que Cuba passa dificuldades por conta do “bloqueio” americano.
Esse papo de DCE ainda engana um ou outro desavisado por aí, mas não passa de pura balela. Em primeiro lugar, não há qualquer bloqueio, e sim a proibição de empresas americanas realizarem comércio com a ilha-presídio caribenha, depois que Fidel Castro mandou confiscar os ativos dos americanos no país. Ou seja, o que os comunistas pedem, em essência, é que Cuba possa ser “explorada” pelo “imperialismo ianque” por meio da globalização!
Hotéis espanhóis operam na ilha, empresas brasileiras podem fazer negócios tranquilamente por lá, como a Souza Cruz sempre fez, e Fidel sempre aparecia trajando uniforme da Adidas alemã. Não há, portanto, qualquer bloqueio, e qualquer um, com um pingo de honestidade, sabe que a miséria produzida na ilha é responsabilidade única e exclusivamente do regime comunista, que sempre espalhou apenas pobreza e escravidão por onde tomou o poder.
Mas eis que até “jornalistas” militantes repetem essa ladainha. É o caso de Renato Souza, que afirmou que os Estados Unidos são o maior responsável pela miséria em Cuba. Leandro Ruschel rebateu: “Esse é o nível da militância que infesta as redações brasileiras. O garoto petista repete, como papagaio de cartilha, que a miséria cubana é culpa do embargo americano — e não da ditadura comunista que sequestrou a ilha há mais de seis décadas. Ignora deliberadamente que o regime que ele defende censura, prende e mata qualquer voz dissonante. E é essa mesma turma que, no Brasil, posa de guardiã da ‘democracia'”.
Defender Cuba e posar de democrata são coisas incompatíveis, de fato. E é justamente o que faz todo o PT. Lula não esconde sua paixão pela tirania cubana, e ainda afirma que vai se tornar cada vez mais socialista, mas os tucanos que fizeram o L fingem que é tudo “arroubo infantil”. É por isso que o Brasil caminha cada vez mais rápido para o eixo do mal. E é por isso que corremos o risco de ter cada vez mais sanções contra nosso país. Aí os petistas vão colocar a culpa da crescente miséria em Trump e no Tio Sam “malvadão”…
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manteve estranhas reuniões fechadas à imprensa, nesta sexta (15), com André Esteves, dono do BTG, e depois com Joesley Batista, dono da J&F/JBS.
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“Estranhas reuniões” coisa nenhuma!
Nada do que acontece atualmente em Banânia é estranho.
Vivemos em um mundo que é impulsionado cada vez menos por idéias e cada vez mais por palavras de ordem e discursos emocionados. Ao lado da “democracia”, da “igualdade” e da “empatia”, despontou nas últimas semanas a “soberania”. Como de costume, pouca gente se dá ao trabalho de entender do que realmente estamos falando.
O que Trump está fazendo não é nada diferente daquilo que o Brasil têm feito desde que existe: fechar-se ao comércio com outros países a pretexto de “fortalecer a indústria nacional”, o que nos discursos dos políticos se mistura com a tal “soberania”. Aliás, o Brasil em muitas ocasiões já cobrou tarifas de importação bem maiores que os 50% do Trump – sem resultado, claro.
“Quem defende o protecionismo para o seu país fala em “soberania nacional”, “setores estratégicos” e outras expressões ufanistas. Mas quando os outros países fazem o mesmo, aí eles são “imperialistas”, “arrogantes”, “agressivos”. Não é ilógico (e hipócrita) achar que uma coisa é boa quando nós fazemos com os outros mas é ruim quando os outros fazem com a gente?”
Muita gente está protestando por “soberania” simplesmente porque enxerga o mundo girando ao redor do seu umbigo, e portanto acham que o direito de fazer o que quer é apenas nosso, e não dos outros. Ou seja, não conseguem enxergar que o Trump também tem a soberania dele, e ela inclui cobrar impostos de importação quando achar conveniente, e quem têm que gostar ou não são os eleitores dele. Bom notar que muita gente nem sequer entendeu do que se trata e acha que quem vai pagar 50% são os brasileiros.
Os atuais protestos por soberania misturam diversos conceitos: Também há quem se preocupe com antigas noções militares de “independência”, sonhos de um país que seja auto-suficiente e não dependa de ninguém (o Brasil está tão perto dessa independência quanto eu estou perto de vencer a maratona nas próximas olimpíadas). Nunca chegamos a ser um “país industrializado”, no sentido comum do termo. Na Europa do século 19 os países competiam em número de siderúrgicas e em produção de aço, enquanto nós, deitados em berço esplêndido, só fomos ter uma em 1941. Somos totalmente dependentes dos outros países em coisas básicas como medicamentos, computadores e automóveis. Exportamos petróleo bruto mas importamos diesel porque não temos capacidade de refinar tudo que consumimos. Nosso agro negócio cantado em prosa e verso depende não só desse diesel para mover suas máquinas mas também de fertilizantes importados. E por aí afora.
Também está se falando em soberania em outro sentido: a soberania do judiciário. Aí trata-se apenas da nossa secular subserviência, nossa tradicional postura de endeusar a autoridade. Porque, em uma análise mais fria, o judiciário não tem soberania alguma. Alguns poderiam falar em soberania do governo, do qual o judiciário é apenas uma parte, que deveria ser “independente e harmônica” com as demais. Mesmo assim não estaria correto, soberano é o povo, a não ser que o artigo 1º da constituição está lá só para enfeitar. Mas para um país onde já se disse “autonomia não é soberania”, discutir isso parece preciosismo, e não muda o fato de que muita gente acha mesmo que o judiciário está acima da sociedade e pode fazer o que lhe dá na telha. Na verdade, ele até tem mesmo feito o que lhe dá na telha, mas tudo na vida tem consequências, incluindo o campo das relações internacionais.
ASSISTA: Momento em que um Bombardeiro B-2 e 4 caças F-35 americanos passam sobre Putin e Trump, chamando a atenção do líder russo. pic.twitter.com/8L5HQ6YXB7
Recordando meu saudoso amigo Fernando da Cruz Gouveia, dos bons tempos no Diário de Pernambuco, que em sua coluna de recordações do passado, selecionei notas que publiquei há mais de 20 anos.
XIXI – A PF está testando mictório portátil. Trata-se de um saco plástico com boca de borracha, que permite aos seus rapazes introduzir o “instrumento” e se aliviar durante Operações Sigilosas, cujas campanas demorem muito. As camisinhas fariam o mesmo, disse à reportagem, um gaiato que soube da “novidade urinária”.
RASTEIRA – Nosso Paulo Coelho, o batedor de récordes, deu mais uma, desta feita no bruxinho “Harry Porter”, com seu “Onze Minutos”, vendendo mais de 120 mil exemplares, só no Brasil. Brinque!…
GAYS – O Grupo Arco-íris levantou a maior bandeira gay da América Latina, durante a “Caminhada Brasil sem Armas”, realizada em Copacabana. Pernambuco deseja imitar. Haja manifestantes!
VEREANÇA – O cantor pernambucano Claudionor Germano deseja ser Vereador do Recife. Vai disputar no gogó e com muito frevo.
ENGORDANDO – Paulista tem projeto para sua orla. Cerca de 2,7 quilômetros de calçadão, pavimentação e engorda de praias. As margens estavam magras demais.
ARRANHA-CÉU – Em Casa Forte está sendo construído o maior prédio do Recife. São 42 andares e cinco elevadores. Neguinho terá que esperar bom tempo pra enfrentar o “coletivo” e e chegar suas casas-de-pombos, se desejarem utilizar o elevador pinga-pinga. Já pensou?!…
MALANDRAGEM – O Ministério Público integrou ação civil de dissolução do Conselho de Moradores de Brasília Teimosa, face ao uso da “máquina”, pelo presidente. Só no “Buraco da Véia” ele seria eleito por gatos e cachorros.
VIOLÊNCIA – Para diminuir a violência futura, a Prefeitura de São Paulo iniciou campanha voltada para o “desarmamento infantil”, com grande estardalhaço no Ibirpuera. A população discorda porque criança não anda armada nem dá sinais de violência. Apenas brinca de tudo quanto pode. No meu tempo de menino, o melhor divertimento era formar grupos de “Bandidos e Polícia”. Nos idos de 1940, nossos revólveres eram improvisados de qualquer pedaço de madeira, feitos em casa. Ninguém deu pra bandido, só mocinhos. E, conforme sei, completa meu leitor, o artista Halmiro, o melhor exemplo era correr atrás das mocinhas.
RECALL – Cerca de 4 milhões de automóveis brasileiros saíram com defeitos de fábrica e todos foram vendidos em nosso país, sob pretexto de “Promoção de Natal”. As montadoras alegaram haver recebido peças de 2a. classe. Mas há quem atribua foi mutreta. e da braba.
DEPORTADOS – O primeiro lote de carros “Passat Iraque” deu bom passeio de navio, mas ao desembarcar o primeiríssimo “possante” MUSSASHI – Essa fabricante de câmbios e engrenagens para motocicletas vai ampliar sua capacidade de investimentos, em sua unidade de Igarassu, investindo 7 milhões de reais. Entende-se que os motores poderão ultrapassar, em potência e segurança, as antigas NSU, dos “Globos da Morte” que se via nos circos brasileiros.
Lula assina a medida provisória do pacote de ajuda a empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos
Uma semana depois de as tarifas impostas por Donald Trump aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos entrarem em vigor, o presidente Lula assinou uma medida provisória com um pacote de ajuda às empresas atingidas pelo tarifaço. O programa foi embalado com o nome marqueteiro de “Brasil Soberano” e está repleto de medidas que, embora tenham acolhido sugestões do empresariado, são meros paliativos que não resolverão os problemas reais que afligem nosso comércio exterior; a recepção mais negativa, no entanto, não veio pelo conteúdo das medidas em si, mas pela repetição de um velho truque fiscal bastante adotado nos últimos anos.
As empresas exportadoras que perderão subitamente uma fatia considerável de seu mercado graças ao tarifaço terão acesso a uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, ganharão um prazo adicional para o pagamento de impostos e receberão de volta parte dos impostos pagos ao longo da cadeia produtiva, em uma antecipação dos efeitos da reforma tributária. Itens perecíveis que já não serão enviados aos Estados Unidos poderão ser adquiridos pelos governos federal, estaduais e municipais para uso em serviços como merenda escolar e hospitais. A prioridade na ajuda será dada a pequenos exportadores, empresas de alimentos perecíveis e de máquinas.
As medidas têm lá sua lógica, mas são uma ajuda pontual – embora sempre haja o risco de lobbies empresariais as transformarem em programas permanentes, como já aconteceu em tantas outras ocasiões. Mesmo assim, elas não contribuem para atacar os problemas que deixam o produto nacional menos competitivo no exterior: a carga tributária escorchante, a baixa produtividade do trabalhador brasileiro, o intenso protecionismo da economia brasileira, a infraestrutura de transporte deficiente. Nem mesmo o problema imediato de fundo está sendo alvo de esforços do governo, que não se empenha em abrir canais de negociação com Washington para reverter o tarifaço. Pelo contrário: Lula voltou a criticar Trump no anúncio do pacote, indicando que continuará seguindo o manual do bom populista, que usa “inimigos externos” para ter alguém a quem culpar pelos próprios erros na condução da economia.
E, como já fez em várias outras ocasiões, como o socorro ao Rio Grande do Sul e a devolução dos valores roubados dos aposentados do INSS, o governo aproveitou a ocasião para abrir mais um rombo no arcabouço fiscal que ele mesmo propôs em 2023. Ao contrário do que havia prometido o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a MP do Brasil Soberano determina que R$ 9,5 bilhões – R$ 5 bilhões de renúncias fiscais do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários e R$ 4,5 bilhões dos fundos garantidores para financiamento – não serão considerados na conta da meta fiscal de 2025, que é de resultado primário zerado, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB (o equivalente a cerca de R$ 30 bilhões) para cima ou para baixo.
Esse tipo de gambiarra fiscal – ainda que avalizada pelo Congresso, ao contrário das “pedaladas” que custaram o mandato de Dilma Rousseff – comprova que Lula e Haddad já desvirtuaram completamente o sentido das bandas de tolerância. Elas existem justamente para acomodar situações extraordinárias como estas, enquanto se persegue a meta propriamente dita. Mas, no terraplanismo econômico petista, o limite inferior da banda se tornou o verdadeiro objetivo a perseguir e, como nem isso será facilmente atingido por um governo gastador, qualquer solavanco exige que se retire novas despesas da conta, para não haver risco de descumprimento da meta. Se, ainda por cima, lembrarmos que a meta original para 2025 quando da aprovação do arcabouço era de superávit primário de 0,5% do PIB, reduzida para zero no início de 2024, fica completo o retrato da incompetência petista.
No fim, como o papel aceita tudo, o governo pode até conseguir um déficit primário “oficial” de 0,25% do PIB, mas os gastos fora dessa contabilidade serão tantos que o déficit primário real será muito maior, e isso os agentes econômicos não ignoram. O resultado é óbvio: a desmoralização da âncora fiscal brasileira, de cuja credibilidade depende muita coisa, da atração de investimentos à trajetória da taxa de juros. Entre perseguir com afinco e seriedade uma meta fiscal já bastante medíocre, e maquiar os números para dar a entender que as contas estão em ordem, Lula e Haddad escolheram a segunda opção, que definitivamente custará muito mais caro ao país.