ALEXANDRE GARCIA

MANIFESTAÇÕES PRECISAM DE MOTIVO SIMPLES: PELA DEMOCRACIA

Fora, Moraes foi um dos motes do ato em Brasília

Ontem houve buzinaço, passeata e protesto em muitas cidades brasileiras, por dois motivos.

Primeiro, lamentando e reagindo à virtual prisão domiciliar de Bolsonaro – porque, afinal, ele tem que ficar em casa entre sete da noite e seis da manhã, e sábado e domingo, e está calado nas redes sociais. Não pode conversar nem com dois dos filhos dele. Não pode chegar perto de nenhuma embaixada. Parece medida cautelar de ex-marido que vai bater na mulher.

E o outro motivo foi festejar, como uma espécie de represália, a cassação do visto de Alexandre de Moraes e seus aliados, conforme o Departamento de Estado.

Eu acho que a manifestação que deveria haver seria uma com um motivo simples: não contra ninguém, nem a favor de ninguém, mas exigindo o cumprimento da Constituição – ou seja, a recuperação do devido processo legal, do amplo direito de defesa, do juiz natural, da inviolabilidade de parlamentares por quaisquer palavras, da vedação à censura, da liberdade de expressão, vedado o anonimato… Coisas que já estão na Constituição, mas não estão na prática.

Acho que deveria ser isso, a recuperação da democracia para este país que estamos perdendo. Daqui a pouco, quando a gente perceber, já será uma Venezuela, e a gente estará de boca calada por imposição.

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Taxação anunciada por Trump começará em dez dias

Faltam apenas dez dias para iniciar a taxação de exportações brasileiras para os Estados Unidos. A taxação vai ser lá, quando entrar. Não estão taxando nada aqui no Brasil, não é nenhuma invasão de soberania. Assim como suspender visto. Isso cabe ao dono da casa. Ele é o dono da porta de entrada.

Se você não quiser que alguém entre na sua casa, você fecha a porta para ele. E você não precisa dar explicação. Essa é uma decisão que os governos detêm.

Está lá escrito, na hora de pedir visto, que o governo tal se reserva o direito de cancelar o visto a qualquer momento, ou de não dar o visto, sem precisar dar explicação. Isso evita que a pessoa entre na Justiça para pedir que um juiz mande dar o visto.

Qual é a solução para quem exporta para os Estados Unidos? Tarcísio já começou sua solução, para defender o suco paulista, a carne paulista, o café paulista, os manufaturados paulistas, os aviões da Embraer, as frutas brasileiras… Ele pretende que os Estados Unidos topem uma negociação com os estados brasileiros, porque, afinal, nós somos uma república federativa.

E agora o Luiz Carlos Bon, que é presidente da Federação do Comércio do Rio Grande do Sul, deixou isso bem claro. Teve uma reunião com o cônsul americano, o governador Eduardo Leite e os empresários de lá, propondo negociações à parte, porque viram que o presidente Lula e o Itamaraty é que provocaram essa situação. Quem provocou essa situação não vai resolver: muito pelo contrário, só tem agravado essa situação cada vez que faz mais provocações ao presidente dos Estados Unidos. É uma saída inteligente, tomara que dê certo.

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“Não à anistia para o neto de quem nos deu anistia”

Vejam só que ironia: o neto do presidente que deu anistia ampla, geral e irrestrita para todos que no Brasil se envolveram na luta revolucionária armada ou guerra revolucionária urbana ou rural vira alvo de inquéritos, e o neto, as pessoas, os mesmos anistiados e os descendentes dos anistiados gritam “não à anistia” para o neto do presidente que deu anistia. Realmente é uma ironia.

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Israel ainda aguarda resposta do governo brasileiro sobre embaixador

Não é só a embaixada dos Estados Unidos que está sem embaixador no Brasil. Até o fim do mês pode ser que a embaixada de Israel fique sem embaixador também, porque acaba a missão do atual embaixador em 31 de julho, e o outro deveria estar aqui para entregar credenciais para o governo brasileiro.

O governo de Israel, em janeiro, encaminhou o pedido de agrément, que indica que alguém pode ser embaixador – o governo brasileiro diz que sim, e aí ele vem e apresenta as credenciais para o presidente da República. Só que, até agora, desde janeiro, o governo brasileiro não deu uma resposta para Israel sobre isso.

Hoje Lula está reunido com outros esquerdistas no Chile: com o presidente Gabriel Boric, do Chile, com o presidente Yamandú Orsi, do Uruguai, e com o Gustavo Petro, da Colômbia. Interessante que mandaram convite para a presidente do México, a Claudia Sheinbaum, e ela não confirmou. E vai vir também o chefe de governo espanhol, o Pedro Sánchez, que é um desastre na Espanha. Os espanhóis querem vê-lo longe.

Aliás, a última pesquisa da Colômbia diz que Petro vai ser substituído por um presidente de direita. O pessoal olha para a Argentina e vê a Argentina surfando na economia de Milei e vê que esquerda não dá.

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

POEMA

Comentário sobre a postagem O CRISTO DE MARFIM – Antero Bloem

Alberto Napoli:

A primeira vez que ouvi este poema foi em 1971, quando estive internado no hospital CATO em Salvador-BA.

Na época eu tinha sofrido um acidente de carro e aguardava para fazer cirurgia na perna esquerda.

Recordo que conhecemos uma Noviça muito bonita e simpática que também acompanhava seu irmão que estava em tratamento.

Neste dia, o escritor e poeta Carlos Napoli declamou para ela este lindo poema, pois, a mesma usava sobre seu hábito um lindo Cristo de marfim.

XICO COM X, BIZERRA COM I

FERNANDA E PAULO

Paulo esquivou-se. O coração o impelia a ir, mas seus pés, então senhor da razão, não permitia o prosseguir. Findou por mudar de calçada. O que temia? O reencontro já fora seu sonho dourado, mas, àquele dia, não lhe faria bem, seria desapropriado: ele estava triste, sem muita motivação e não queria que ela percebesse que a idade o visitara, que seus cabelos ficaram brancos e que as rugas haviam-lhe chegado.

Fernanda, também, já tinha o branco a cobrir-lhe a cabeça e, pernas cansadas, andava lentamente, num compasso de valsa bem diferente do baião que outrora melodiava a trilha sonora de seu caminhar. Fernanda percebeu Paulo mas fez que não.

Olhou para dentro das casas e para dentro de si enquanto ele também desviou o olhar para o lado contrário da rua e para o seu lado interior, cansado e desesperançado. Fernanda desapareceu no final da rua. Paulo sumiu ao final da mesma rua, de um mesmo mundo antes tão parecido e tão diferente. A exemplo de Fernanda, Paulo também andava lentamente, num compasso de valsa bem diferente do baião que outrora também melodiava a trilha sonora de seu caminhar. Seus andares já não eram abaiãozados.

Preferiram o não atrevimento da dança. O baião sumira e a valsa quase não lhes chegava aos ouvidos …

A vida nem sempre permite a Poesia. Ideal seria se Paulo tivesse coragem e procurasse o aconchego de Fernanda e que Fernanda usasse a vivência com sabedoria, mostrando a Paulo que a vida agora não procura o veloz bailado: deseja apenas a cumplicidade do corpo e da mente.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

JUROS ALTOS, DÉFICIT PÚBLICO E O CUSTO DO POPULISMO FISCAL

Editorial Gazeta do Povo

Aumento de IOF teria causado mal-estar entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo

No ano passado, a cada elevação da taxa Selic promovida pelo Banco Central, o presidente Lula, a deputada Gleisi Hoffmann e outros expoentes do Partido dos Trabalhadores lançavam ataques virulentos contra Roberto Campos Neto, então presidente da instituição. As críticas não se dirigiam aos aspectos técnicos das decisões de aumento de juros, mas concentravam-se no fato de Campos Neto ter sido indicado por Jair Bolsonaro – como se isso bastasse para desqualificar sua atuação à frente do BC.

No entanto, em 18 de junho deste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) voltou a elevar a Selic, desta vez para 15% ao ano – o maior patamar desde 2006. E o coro de protestos cessou. Nenhuma nota de repúdio, nenhuma crítica estridente, nenhuma denúncia de sabotagem. O silêncio faz sentido: agora, quem está à frente do BC é Gabriel Galípolo, indicado por Lula, e o discurso político perdeu utilidade. No plano técnico, até mesmo Lula e seus aliados sabem que a alta dos juros não é fruto de arbitrariedade, mas uma medida necessária para conter a inflação.

Trata-se de um mecanismo adotado por bancos centrais no mundo inteiro com o objetivo de equilibrar a demanda agregada e a capacidade produtiva da economia. Quando o consumo – seja das famílias, das empresas ou do próprio governo – supera a produção nacional, a pressão sobre os preços se intensifica. Em resposta, eleva-se a Selic para encarecer o crédito e reduzir a demanda. Quando a inflação sobe, os juros sobem; quando ela recua, há espaço para cortes.

O problema é que a inflação brasileira, embora sob controle estatístico, continua sob ameaça estrutural. A política de expansão de gastos adotada pelo governo Lula é incompatível com o equilíbrio das contas públicas. Ao estimular a demanda com aumento de despesas permanentes, subsídios e déficits recorrentes, o governo pressiona a economia de um lado, enquanto obriga o Banco Central a pisar no freio do outro. Resultado: juros em alta, crédito mais caro, investimento retraído, atividade em desaceleração e desemprego crescente.

Essa equação não é nova. A inflação, em sua essência, decorre de uma demanda maior do que a capacidade produtiva da economia. Essa demanda agregada – composta pelo consumo das famílias, dos governos, pelos investimentos e pelo saldo comercial –, quando supera a produção real do país, gera aumento de preços. É a clássica lei da oferta e da procura. O papel do Banco Central, nesse contexto, é moderar a pressão da demanda, tornando o crédito mais caro e, assim, desestimulando o consumo. Mas isso só funciona de forma eficaz quando todos os agentes – inclusive o governo – cooperam com a política anti-inflacionária.

Não é o que ocorre hoje. A ineficiência da alta de juros em conter a inflação decorre, em parte, da teimosia do governo em não reduzir seus gastos. Quando o setor público insiste em expandir despesas mesmo diante de juros elevados, anula-se parcialmente o efeito contracionista da política monetária. Em outras palavras, o Banco Central tenta esfriar a economia, mas o governo pisa no acelerador fiscal – obrigando a autoridade monetária a apertar ainda mais os freios.

A Selic a 15% é o retrato fiel de um governo que se recusa a fazer escolhas difíceis. Prefere o populismo da gastança à responsabilidade fiscal. Prefere transferir a culpa ao Banco Central a encarar os próprios erros. O lulopetismo governa como se a expansão do gasto fosse uma virtude em si mesma, descolada de qualquer consequência macroeconômica.

Quem paga o preço dessa ilusão não é a elite burocrática de Brasília – são os trabalhadores, os pequenos empresários, os jovens em busca do primeiro emprego, todos vítimas de um ambiente de negócios sufocado e de uma inflação renitente. Enquanto o governo não entender que crescimento econômico sustentável exige confiança, previsibilidade e responsabilidade, o país continuará preso à armadilha dos juros altos. E nenhum silêncio estratégico – por mais conveniente que pareça – será capaz de esconder essa verdade.

PENINHA - DICA MUSICAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Caríssimos fubânicos, façamos a nossa parte repassando sem cansar o vídeo do movimento que parte do povo:

“Reaja Brasil”

Criem seus grupos, suas camisetas, seus cartazes, o que você puder para aderir a esse movimento.

Não temos medo. Tudo pelo Brasil, pela liberdade e pela verdadeira democracia!

Nossa bandeira jamais será vermelha!