Quando depões sobre o teu Cristo amado,
– esse Cristo que pende de teu peito,
ungido de ternura e de respeito –
um beijo de teu lábio imaculado,
eu, sacrílego, sinto-me levado
– ou seja por inveja, ou por despeito –
a arrebatar o Cristo de teu peito
e em teu peito morrer crucificado.
Mas, quando vejo, do teu lábio crente,
cair sobre o Jesus a prece ardente,
talvez por nosso amor, talvez por mim,
ardo na chama intensa dos desejos
de, arrependido, sufocar meus beijos
nesse teu alvo Cristo de Marfim.
Ouvi esse poema, qdo eu cursava a faculdade de direto.
Fiquei encantada com tanta sensibilidade e beleza.
Nunca mais esqueci.
Maravilhosa.
A mais linda até hj na minha opinião.
A primeira vez que ouvi este poema foi em 1971quando estive internado no hospital CATO em Salvador- Ba, na época eu tinha sofrido um acidente de carro e aguardava para fazer cirurgia na perna esquerda. Recordo que conhecemos uma Novissa muito bonita e simpática que também acompanhava seu irmão que estava em tratamento neste dia o escritor e poeta Carlos Napoli declamou para ela este lindo poema, pois, a mesma usa sobre seu hábito um lindo Cristo de marfim.
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Perfeito. Maestria na sensibilidade poética.