DEU NO JORNAL

AVUANDO E ESBANJANJANDO PELOS ARES

Com apreço por viagens internacionais, o presidente Lula conseguiu percorrer o equivalente a duas voltas ao mundo em apenas três meses.

Isso considerando apenas os rolês internacionais do petista.

Somado ponto a ponto das viagens de Lula e comitiva, o passeio pela Rússia para o convescote promovido por Vladimir Putin, ao lado de ditadores da estirpe de Miguel Díaz-Canel (Cuba) e Nicolás Maduro (Venezuela), Lula fecha mais de 83 mil km flanando por aí entre março e maio.

Este ano, Lula já passou por seis países: Uruguai, Japão, Vietnã, Honduras, Vaticano e Rússia. Mas a lista cresce até o fim da semana.

Da Rússia, Lula segue para a China para participar da Celac, caído grupo inventado para aglutinar a esquerda mais atrasada do planeta.

Os passeios de Lula, Janja e cia, sempre em excelentes hospedarias bancadas pelo pagador de impostas, somaram 102 mil km em 2024.

Com o tour pela China, Lula fecha incríveis 47 viagens internacionais nesta gestão.

Fora a ida ao Egito e Portugal antes mesmo da posse.

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Como diz a nota aí de cima, tudo isso às custas do pagador de impostos.

A tropa que fez o L, ela e somente ela, é que deveria arcar com esse esbanjanjamento absurdo.

Mas, infelizmente, quem tem juízo e não fez o L também é obrigado a pagar essa folia indecente.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALEXANDRE GARCIA

GOVERNO LULA AFUNDA CORREIOS COM ROMBO BILIONÁRIO

Correios registram prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024

Essa é a primeira vez que os Correios apresentaram um recuo bilionário desde 2016

O ex-deputado federal Roberto Jefferson foi para casa após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizar a prisão domiciliar, com todas as restrições. Jefferson não pode usar rede social, receber visitas que não sejam os próprios parentes e o advogado, e tem que usar uma tornozeleira eletrônica. Ele ficou dois anos no hospital, com o estado de saúde muito ruim.

Em outubro de 2022, quando foi preso, o ex-deputado atirou contra o carro da Polícia Federal e jogou uma granada de efeito moral. Os estilhaços do artefato feriram dois policiais federais. Com o novo rombo resgistrado pelos Correios, vale lembrar que Roberto Jefferson foi o responsável por mostrar que o foco do Mensalão estava dentro dos Correios. O esquema de distribuição de dinheiro para compra de votos, revelado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provocou a queda do então ministro José Dirceu e, posteriormente, sua cassação.

Agora, Jefferson volta para casa e os Correios voltam para as manchetes. No segundo ano do governo Bolsonaro (PL), os Correios já registravam prejuízo. Em 2014, o Postalis, fundo de pensão da estatal, investiu em papéis podres na Argentina, notas de crédito garantidos por títulos da dívida do país vizinho. Após a Argentina dar um calote na dívida, o fundo perdeu milhões.

Os carteiros pagavam o fundo com desconto no contra-cheque, como descontaram agora no contra-cheque de milhares de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A tramoia acontece há anos. O Roberto Jefferson botou a boca no mundo e denunciou. Os Correios tiveram lucro de R$ 1,53 bilhão em 2020, segundo ano da gestão Bolsonaro, e lucro de R$ 2,3 bilhões em 2021.

O general da reserva Floriano Peixoto Neto, que presidiu os Correios entre 2019 e 2022, e os diretores conduziam a empresa com produtividade, economia, parcimônia, nada de gasto, nada de dar dinheiro para cantor fazer turnê, sem patrocinar evento na Colômbia, nada disso. Na época, a estatal estava ampliando seus serviços, que ficavam cada vez mais eficientes e rápidos.

No primeiro ano do governo Lula (PT), o prejuízo já estava em quase R$ 600 milhões. Em 2024, o rombo foi multiplicado em quatro vezes e a empresa anunciou o prejuízo de R$ 2,6 bilhões. Agora, os Correios pedem centenas de milhões aos bancos em empréstimos para sobreviver. E ainda tem os patrocínios feitos pela estatal, eles adoram dar dinheiro.

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A Lei Rouanet e o espetáculo sobre prostíbulo

O Ministério da Cultura de Lula liberou R$ 1,35 milhão, via Lei Rouanet, para a realização de um espetáculo sobre um famoso prostíbulo que funcionou em São Paulo. O grupo responsável pelo projeto vai homenagear esse prostíbulo como um “espaço emblemático” de São Paulo, do início do século passado. é divertido utilizarem essa expressão para definir um bordel.

A intenção dos responsáveis pelo espetáculo seria “reimaginar” o período – o sonho deles seria elaborar uma linguagem própria –, porque toda a gerência é feminina, exaltando o papel feminino na gestão do bordel, numa perspectiva crítica e artística. Um bordel onde se alugam mulheres para homens, homens esses que certamente não são cavalheiros. É a exaltação da desgraça de muitas mulheres.

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Operação americana em Caracas expõe vexame de Maduro

Os americanos conseguiram realizar uma nova operação Entebbe, mas sem tiros, na Venezuela. Em 1976, terroristas sequestraram um avião Air France, que iria de Tel Aviv para Paris, e fizeram um pouso forçado em Entebbe (Uganda). A missão de resgate, conhecida como operação Entebbe, foi conduzida pelas Forças de Defesa de Israel.

No último dia 6, a equipe dos Estados Unidos entrou na Embaixada da Argentina, em Caracas, sob a bandeira brasileira, e retirou cinco opositores venezuelanos que estavam refugiados no local. O grupo fazia parte da equipe da líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.

A Embaixada é da Argentina, a bandeira usada foi a brasileira, mas o próprio ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, disse que só ficou sabendo da operação pelo noticiário. Ou seja, o Brasil não sabia.

Segundo uma fonte argentina, os americanos chegaram, pousaram num campo de aviação, um aeródromo perto de Caracas, com um avião com matrícula venezuelana. Eles utilizaram carros idênticos aos da polícia venezuelana, com os mesmos números, entraram na embaixada e levaram todos os asilados.

Não precisou haver tiros, senão já teria sido divulgado. A operação só veio a público após os refugiados estarem em segurança no território americano. Foi uma operação triunfal ou, como disse o verdadeiro presidente eleito da Venezuela, Edmundo González, uma “operação impecável”. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também disse que foi uma operação exitosa, perfeita. Além disso, foi um vexame para o ditador Nicolás Maduro, que estava indo para Moscou, na Rússia. A ação mostra como a segurança do ditador é vulnerável.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A GUERRA CONTRA O CRIME E A FORÇA DA INDIGNAÇÃO

Roberto Motta

A guerra contra o crime é um enfrentamento moral. É sempre a luta do certo contra o errado, da virtude contra o erro e do respeito contra o deboche. É o confronto da coragem contra as piores formas de covardia.

O criminoso é essencialmente um covarde. Se tiver a oportunidade, ele humilha, machuca, tortura, violenta e mata. O criminoso é um parasita que vive do sangue e do espólio das vítimas. Ao contrário do que acreditam os analfabetos morais marxistas, ser criminoso não significa pertencer a uma classe, a uma corporação, a um movimento ou a uma escola de pensamento. O que caracteriza o criminoso é sua opção pela destruição, pela espoliação, pela brutalidade e pelo engano. O criminoso é, antes de tudo, um escroto –perdoem-me a grosseria, mas esse termo é insubstituível.

A única linguagem que o crime entende é a força. É por isso que monstros assassinos e bandidos brutais se derretem de medo diante de um policial preparado, bem armado e experiente. Criminosos capazes dos piores atos de sadismo contra vítimas indefesas borram as calças e se urinam quando confrontados com um poder superior. A única barreira capaz de parar um monstro moral que saiu de casa decidido a fazer o mal é esse poder superior: a supremacia das forças da lei.

Quem tem pena dos lobos sacrifica as ovelhas. É impossível combater o crime quando a preocupação maior do Estado é o bem-estar dos criminosos. O fundamento moral da luta contra o crime é a indignação – primal, visceral e irrefreável – gerada no cidadão de bem pela brutalidade rotineira dos bandidos. Essa indignação deveria ser a força motriz de policiais, promotores, magistrados e carcereiros. Se essa indignação não está presente, o policial ou operador do direito pode pegar seu boné – ou sua toga – e ir embora. Seu lugar não é na justiça criminal. Compaixão deve ser reservada para as infinitas vítimas do crime no Brasil, jamais para seus algozes.

A guerra contra o crime é um combate físico e moral no qual milhares de homens e mulheres arriscam suas vidas todos os dias. A guerra contra o crime não é um trabalho de engenharia social, de conversão de almas, de treinamento profissionalizante ou de reconstrução de caráter. O objetivo da guerra contra o crime é neutralizar o criminoso, impedindo-o de agir ou fazendo com que ele mude de ideia. O arrependimento e a reabilitação estão sempre ao alcance do bandido, claro – e as evidências mostram que, quanto mais dura a repressão, maior a probabilidade de o criminoso mudar de atividade. Mas essa relação óbvia de causa e consequência foi obscurecida pela decomposição marxista que primeiro dominou o Direito e depois passou a controlar o sistema de justiça criminal.

A guerra contra o crime é travada com leis, policiais, armas e ideias. As ideias estão na base de tudo. A guerra contra o crime é um combate assimétrico. Assassinos, traficantes, sequestradores e estupradores não respeitam regra alguma, enquanto o lado da lei – o nosso lado – precisa respeitar todas as barreiras morais, jurídicas e ideológicas. O único elemento que reequilibra essa assimetria é a força da indignação.

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

O OUTRO LADO DA TERRA

O título pode sugerir aos menos avisados que eu acredite na terra plana. Ledo engano! Creio na esfericidade de nosso planeta tanto quanto na eficácia das vacinas. Hoje, comento o trabalho literário a que se dedica um cronista a quem admiro, do interior de São Paulo, São José do Rio Preto. Dizer da beleza dos escritos de Cássio Zanatta é cometer pleonasmo. Com ele sempre aprendo algo sobre a arte de escrever. Ele o faz como eu gostaria de fazer: com estilo próprio, simplicidade, objetividade, síntese e bom humor. A última de suas crônicas – leio-as no site Rubem – Revista da Crônica, aborda o comitê de recepção que supostamente o aguardará no ‘depois’, quando chegada for a sua hora.

Um Lugar Bem Calmo

Num lugar bom, silencioso, meio enevoado, sob uma luz suave a que chamam de céu, acha ele que um comitê de boas-vindas o aguardará: pessoas queridas que já partiram, lá estarão para acolhê-lo – seus pais, avós, tios e amigos que se foram antes dele. Curioso, quer saber: estarão velhinhos, com andar lento, ou como quando eram mais jovens? A mãe usará seu vestido preferido? Não muito importa pois eles serão almas. Então, a dúvida (mais uma!): como reconhecer uma alma? Como abraçar forte e chorar no ombro de uma alma?

Dúvidas

No fim de semana, será que algum santo trará um chopinho gelado, umas azeitonas e um violão para que se cante aquelas músicas? Conversarão sobre o dia-a-dia no novo mundo? O horário das refeições? Onde separar o lixo comum do orgânico? Até que horas se pode fazer barulho, essas bobagens do plano terrestre?

As dúvidas do cronista fizeram brotar em mim algumas outras. Alguém, de vez em quando, virá coçar as costas da gente ou passar pomada nas nossas pernas, quando doídas estiverem após a caminhada? E na hora do ócio, o que fazem os que lá moram? Haverá uma redinha armada para a sesta diária? Ou um radinho de pilha para trazer notícias do Sport Recife? Haverá alguma alma caridosa com um CD – ou LP, onde se possa ouvir João Gilberto, Chico Buarque, Paulinho da Viola, esses caras?

Mais Dúvidas

Mais dúvidas me assolam: seria prudente levar guarda-chuvas para proteção nos dias de inverno, ou, por estar acima das nuvens, no céu não chove? O receituário dos remédios diários, será necessário ou lá não há uma Drogasil a cada esquina? Quem cortará minhas unhas dos pés, se minha pedicure é muito jovem e pela lógica temporal vai levar um bom tempo para reencontrar-me?

Pedrinhas

Para não desanimar o povo de lá, ele entende – e eu concordo, que não será de bom alvitre revelar aos do céu os estragos da crise climática, as pessoas pedindo em passeatas a volta do regime militar e a pavorosa fase atual da Seleção.

Persiste minha dúvida maior: haverá no céu pedrinhas? O som dos pés pisando nos cascalhos, quebrando o silêncio, é uma das coisas divinas de estar aqui embaixo. Em não havendo, o céu será um lugar muito sem graça. Andar sem fazer barulho não me faz nenhum bem…

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X