DEU NO JORNAL

INGUINORÂNSSIA

Com os dias contados no cargo de presidente do Ibama, o ex-prefeito de Bauru Rodrigo Agostinho (PSB) não conhece a Amazônia, mas adora viajar à Europa.

Esteve no Reino Unido, por exemplo, e no relato do ex-ministro Aldo Rebelo, fez declarações tolas como a de que o petróleo estaria “ultrapassado”. O governo do Reino Unido mostrou que o ex-prefeito não sabe o que diz: assim que ele saiu de lá, foi autorizada a exploração de uma centena de poços de petróleo no Mar do Norte.

As ONGs que mandam no Ibama são financiadas por países como Noruega e Reino Unido, rivais do Brasil na produção de petróleo.

A Petrobras tem histórico de zelo pelo meio ambiente, mas é subjugada pelas ONGs até de pesquisar sobre a reserva de 14 bilhões de barris.

Ao nomear o chefe do Ibama, Lula parece haver transferido para ele todo o poder decisório, apesar dos sinais de ignorância sobre petróleo.

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A palavra “ignorância”, contida no último parágrafo dessa nota aí de cima, resume tudo.

Esse é um atributo comum a todo sujeito que é nomeado pelo Descondenado para algum cargo no atual gunverno.

Faz parte da rotina administrativa luleira.

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

ALEXANDRE GARCIA

A AMEAÇA PEGOU MUITO MAL PARA O MINISTRO

Os arrozeiros gaúchos estão no limite. O agro gaúcho também, e fazendo manifestações contando com a solidariedade dos caminhoneiros. Parece que o governo criou expectativas com a grande enchente do ano passado. Umas poucas foram cumpridas, e o pessoal está endividado, com dificuldades de investir.

Gente que perdeu todos os equipamentos agrícolas, gente que perdeu muito e está querendo ser ouvido. O Brasil centralizou tudo no governo da União – não é mais República Federativa. Tirou a arrecadação de prefeitos, centralizou tudo e centraliza também a responsabilidade. Por isso está acontecendo isso.

Mas falando em responsabilidade, pegou muito mal aquela ameaça do ministro Moraes contra Aldo Rebelo, que é uma unanimidade nacional. Uma pessoa corretíssima, foi presidente da Câmara, foi ministro mais de uma vez de governos petistas, ministro da Defesa, inclusive. Foi o sujeito que fez o Código Ambiental, a lei ambiental perfeita – talvez a melhor do mundo. E recebeu uma ameaça para constranger uma testemunha que não ofendeu ninguém, apenas reclamou que o seu depoimento tinha sido interrompido e falou que não admite censura.

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Moraes ficou muito ofendido ao ouvir a palavra “censura”

A palavra “censura” afetou muito o ministro Moraes, que ameaçou de prisão. Pois olha, eu estava vendo uma fala do Aldo Rebelo sobre os erros da Justiça brasileira, que quando se escreve de batom numa estátua há uma punição como se fosse homicídio. No entanto, com aquele que tocou fogo na estátua do Borba Gato, lá em São Paulo, não aconteceu nada.

Ele lembra também que os que invadiram a Câmara e depredaram a Câmara dos Deputados quando ele, Aldo Rebelo, era presidente, também estão aí, estão soltos. Aí falou sobre os erros da criação da Raposa Serra do Sol, sobre os contracheques gigantescos da Justiça, de tantas permissividades do crime comum que cresce nesse país, que vai tomando conta do país, e por fim chamou o Judiciário brasileiro de imaturo, arrogante, narcisista, incluindo aí o Ministério Público. Foi o que disse Aldo Rebelo.

E aí eu lembro, agora, que na semana passada o ministro Flávio Dino pegou uma postagem na rede social e deu a maior publicidade para a pessoa que xingou ele. Essa pessoa deve estar muito feliz. Dino chegou a dizer o apelido com que essa pessoa se referiu a ele: “rocambole”, não sei o que. Ele trouxe isso para uma sessão do Supremo Tribunal, que deveria ser um tribunal constitucional.

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A culpa é do Marco Aurélio Mello

Eu repito aqui o que já me disse um amigo tributarista: que a culpa de tudo isso seria do ex-ministro Marco Aurélio Mello, que quando foi presidente do Supremo botou televisão (a TV Justiça), e aí virou palco, virou estúdio, virou show. É o que a gente, infelizmente, tem visto. 

Mas eu queria falar outra coisa: Ives Gandra Martins, 90 anos de idade – para mim o melhor jurista. Eu já disse para ele algumas vezes que ele seria o meu candidato ideal a presidente da República.

Acharam no telefone do coronel Mauro Cid uma aula do Ives Gandra lá na escola de comando do Estado-Maior, na ECM, no Rio, 30 anos atrás. Nessa aula ele estava interpretando o artigo 142 da Constituição, explicando quando é que pode haver defesa da Constituição, da lei e da ordem por parte das Forças Armadas. E o implicaram nesse golpe que não houve. Imagina, são coisas incríveis. Ives Gandra, Aldo Rebelo… É incrível.

Bom, mas enfim, o ministro Marco Aurélio Mello, que é ministro de Supremo aposentado, usou uma palavrinha só para qualificar tudo isso: decadência.

DEU NO JORNAL

XICO COM X, BIZERRA COM I

SANGUE E SANGUE

Joguei fora o controle remoto da TV e meu radinho de pilha. Para que servem? Prefiro fechar os olhos e tapar os ouvidos a sujar-me do sangue que sai da tela e das ondas radiofônicas. Jornais, não mais os leio. Assaltos, feminicídios, violência de qualquer espécie não me interessam. Minhas mãos, antes vermelhas pelas manchetes da imprensa, estão lavadas e não mais pegam nos jornais de papel. Prefiro assim. Mas não há como evitar o boca-a-boca nas filas do Banco, nas praças e ruas. Notícias ruins tem o condão de andarem mais depressa que as notícias boas. Não entendo a razão mas é assim. E haja cadeia, prisões e caça-bandidos para lavar a vergonha dessa aldeia tão rica e tão pobre, tão grande e tão pequena, tão bonita e tão feia. Melhor mesmo é pegar o tamborete, botar no quintal da esperança e, enquanto aguar o jardim, esperar o canto colorido da sabiá amiga, alheia às desgraças dos homens, de asas dadas com a felicidade. Seu mundo é diferente do nosso, sem políticos corruptos, sem miséria, com fartura de grãos para encher a barriga, cheia de motivos para cantar. Quisera ser passarinho. Quem dera fôssemos todos sabiás.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

A ECONOMIA DO ROUBO

Roberto Motta

Quando o Estado interfere na economia os beneficiados são aqueles que controlam o Estado. Capitalismo não tem a ver com capital. Na verdade, capitalismo é uma forma antiga de ganhar a vida na qual você dá a uma pessoa algo de que ela precisa e recebe dela, em troca, uma coisa que você valoriza. Isso se chama sistema de trocas voluntárias. Por exemplo: você entrega a essa pessoa um produto ou serviço e recebe dinheiro. Um nome melhor para o capitalismo é sistema de livre mercado. Isso sempre existiu, desde o início da história. O filósofo Franz Oppenheimer chama isso de meio econômico de ganhar a vida.

Socialismo não tem nada a ver com social ou com sociedade. Na verdade, socialismo é um sistema no qual se usa a mentira ou a força para obrigar as pessoas a fazer o que elas não querem e tomar sua propriedade e liberdade. Os outros nomes que esse sistema recebe são marxismo, comunismo e “progressismo”. O nome mais apropriado é totalitarismo. O socialismo é vendido como uma coisa fofa, uma manifestação política de solidariedade e um instrumento para corrigir as inevitáveis diferenças (algumas ruins, muitas delas boas) que existem entre os homens, para que todos tenham as mesmas coisas e sejam exatamente iguais. Mas o socialismo, na prática, é apenas uma desculpa usada por tiranos para fazer o que eles querem, inclusive matar dezenas de milhões de pessoas, sempre com a desculpa de que estão “construindo um mundo melhor”. Os tiranos do Estado socialista e a elite que gravita ao seu redor vivem de roubar a propriedade e o trabalho da maioria da população. O filósofo Franz Oppenheimer chama isso de meio político de ganhar a vida.

O sistema de livre mercado – o “capitalismo” – é o mais adequado para atender as necessidades e expectativas de indivíduos livres, que querem tomar suas próprias decisões. O socialismo é um sistema no qual uma elite privilegiada e rica determina como a grande massa subordinada e pobre deve viver suas vidas. O socialismo é baseado na crença de que a elite tem a capacidade de tomar as melhores decisões morais, políticas e econômicas. Uma das ideias centrais do socialismo é a fantasia de que a economia pode ser planejada e dirigida de forma centralizada. Essa fantasia é tão sedutora que influencia até o pensamento de políticos e homens públicos que não se consideram socialistas.

Mas a economia de um país não é uma máquina que pode ser ajustada, lubrificada, acelerada ou controlada de uma determinada maneira. Isso é uma ilusão criada com base em ideologia, ignorância e em visões equivocadas do comportamento das pessoas. Esse equívoco é promovido intencionalmente por pessoas cujo poder e riqueza dependem justamente do controle que elas exercem, ou querem exercer, sobre as vidas dos outros – principalmente seus aspectos econômicos e financeiros. Na verdade, a economia é um sistema complexo de relações entre pessoas que não está sujeito a qualquer controle centralizado.  Uma economia é formada por uma infinidade de decisões individuais tomadas pelas pessoas quando buscam satisfazer suas necessidades e desejos. Cada indivíduo sabe o que é melhor para si e para sua família. Tentativas de dirigir a economia não são apenas inúteis; elas operam contra os interesses dos indivíduos e sempre causam pobreza, sofrimento e mortes. Isso não impede que, em muitas épocas e países, políticos de diferentes ideologias acreditem nessa falácia e usem a máquina do Estado para tentar controlar, dirigir, regulamentar, aquecer ou esfriar o funcionamento da economia. O resultado da interferência estatal na economia é sempre negativo.

O que estou dizendo aqui é praticamente o oposto do que diz o senso comum e do que é afirmado todos os dias pelos políticos, pelos governantes, pelo sistema educacional e pela maioria da mídia. A narrativa predominante diz que é absolutamente necessária a intervenção permanente do governo e do Estado na economia, ajustando aqui, regulando ali, determinando o que deve ser feito e de que forma deve ser feito. Essa posição é o resultado de uma mistura de ideologia, ignorância e conveniência, misturadas em partes iguais. É também uma expressão do interesse daqueles que têm o privilégio de sentar na cadeira de controlador da atividade econômica: no mundo moderno poucas coisas são mais lucrativas do que usar o poder do Estado para interferir na economia.

Embora seja o resultado natural de ações rotineiras de indivíduos, a economia é um assunto complexo. É necessário estudo, leitura e reflexão para entender seus princípios básicos. Para entender as consequências da crescente interferência do Estado na atividade econômica é necessário conhecer e comparar as experiências de diversas nações em vários momentos da história. A maioria de nós não tem energia, recursos, disposição ou tempo para isso. Por isso nos tornamos reféns da elite que controla o Estado.

Nos matamos de trabalhar, mas nosso dinheiro perde valor a cada dia. Pagamos impostos extorsivos sobre tudo o que ganhamos, produzimos, poupamos, construímos, vendemos e herdamos. Nossos salários, nossos saldos bancários e até nossas aposentadorias estão permanentemente sujeitas a tributação, a retenção e a confisco, e mesmo assim o Estado sempre gasta mais do que arrecada e gera uma dívida crescente e impagável.

Entregamos o controle da nossa vida a pessoas sem qualquer preparo intelectual, técnico ou moral. O Estado se tornou um imenso parasita que suga o sangue das relações econômicas e leva a maior parte dos frutos do nosso trabalho. Os imensos e repetidos escândalos – como acontece, agora, no INSS – não são acidentes ou erros evitáveis; eles são a consequência natural e lógica do modelo interventor e explorador criado e justificado pela fantasia socialista.

Em pleno século XXI, está na hora de uma mudança.

DEU NO X