DEU NO JORNAL

OLIMPÍADA DO CRIME

O Brasil fica na segunda colocação na modalidade “roubo de cartões de pagamento”, com 39 mil dos 600 mil registros.

O ouro é dos Estados Unidos, 73 mil registros, e a Índia com o bronze, 35,2 mil roubos.

* * *

Isto é um fato que nos dá muito orgulho.

Estamos abaixo apenas dos Zistados Zunidos.

E acima da Índia!

Uma excelente colocação no pódio da ladroagem.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

RODA DO TEMPO

Bom dia, Poetas do Quiosque da Poesia!

Passado o mês de Sant’Ana
O ano acaba ligeiro.

Mote deste colunista

Logo depois do São João
Depois das festas juninas
Os meninos e as meninas
Fazem a comemoração
Que alegra o coração
De todo povo festeiro
Gasta todo seu dinheiro
Nesta homenagem bacana.
Passado o mês de Sant’Ana
O ano acaba ligeiro.

Leo Brasil

Agosto chega depressa
Montado na ventania…
De longe, dezembro espia
E ao tempo pouco interessa.
Seguro, segue sem pressa
No seu galope certeiro.
Constante e sem paradeiro,
É claro e a ninguém engana,
Passado o mês de Sant’Ana
O ano acaba ligeiro.

Melchior SEZEFREDO Machado

Na contagem regressiva
Falta cinco pra acabar
Acabou de começar
Eu na expectativa
Com o tempo na ativa
Rodando cada ponteiro
Que já já chega janeiro
De outro ano que bacana.
Passado o mês de Sant’Ana
O ano acaba ligeiro.

Cabal Abrantes

Já estamos caminhando
Para Agosto e Setembro
E vem Outubro e Novembro
Os tempos andam voando
Já já estamos chegando
Em Dezembro e Janeiro
E logo vem Fevereiro
Com um Carnaval bacana!
Passado o mês de Sant’Ana
O ano acaba ligeiro.

Poeta Nascimento

Janeiro foi apressado,
Fevereiro foi um raio,
Março e abril, chegou maio,
Teve o rosário cantado.
Junho dancei animado
Aquele forró brejeiro,
Em que o mestre sanfoneiro
Anima toda cabana.
Passado o mês de Sant’Ana
O ano acaba ligeiro.

Wellington Vicente

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

POR UMA DEFECTOLOGIA TERRESTRE

Todos nós temos deficiências físicas, emocionais, morais, comportamentais, espirituais, ideológicas e políticas. Outro dia, fui alertado por uma amiga psicanalista para a leitura de um livro recém editado por uma muito conceituada editora brasileira, páginas indispensáveis para pais, responsáveis, educadores, líderes políticos e lideranças militares, empresariais, religiosas e comunitárias: O ESSENCIAL DE VOGOTSKI, Robert W. Rieber e David K. Robinson (orgs), Petrópolis RJ, Editora Vozes, 2014, 910 p.

A defectologia foi escrita por Vigotski (1896-1934). Em seus estudos, ele relata as suas análises sobre o desenvolvimento e aprendizagem da criança com deficiência, considerando os vários tipos de deficiência, podendo ser intelectual ou física. Para Vigotski, a deficiência era vista até então como um defeito, por isso o nome defectologia, mas isso desclassificava a pessoa, tornando-a inferior.

O meio em que a pessoa está inserida é de extrema importância e faz toda a diferença, ainda mais quando consideramos que a defectologia não é somente para as pessoas com deficiência, mas para qualquer ser humano. A deficiência vem sendo intensamente estudada e os estudos continuam evoluindo. Entretanto, os estudos de Vigotski permanecem contextualizados até o momento e devemos considerar excepcional sua abordagem sobre o desenvolvimento e aprendizagem da pessoa com deficiência.

Cada pessoa é diferente da outra. Sendo assim, as particularidades precisam ser respeitadas e precisa ser também entendido que o ambiente faz toda a diferença na construção de cada identidade. A defectologia de Vigotski faz críticas à forma como as escolas especiais agiam com suas crianças. Para ele, tais escolas não eram canais de viabilização do convívio social e assim não contribuíam para o desenvolvimento psicossocial dos alunos. Os aspectos terapêuticos eram prioritários e as escolas se baseavam nas informações clínicas para conduzir os aspectos pedagógicos em relação à criança. Isso contribuía muito para a estigmatização de parte da infância, levando-a a ser vista como alguém limitado em relação aos outros. O foco não estava na superação ou no desenvolvimento das potencialidades, mas sim em fazer somente o que ela poderia efetivar.

Para Vigotski, a transformação da atitude pedagógica, voltando-se para as habilidades da criança, trariam um atendimento de melhor qualidade. Com essa mudança, outro foco passou a ser a tentativa de desvendar o desenvolvimento infantil da pessoa com deficiência e o que direciona esse desenvolvimento. É importante ressaltar que Vigotski pontuava que a deficiência não é somente um fator biológico, mas antes de tudo carrega em si as causas sociais.

É fundamental ir para além do conhecimento da deficiência da criança, precisar vê-la considerando sua personalidade e o seu meio, posto que dessa forma será possível encontrar mais fidelidade no estudo sobre a deficiência.

Esse processo de compensação se dá pelo enfrentamento travado pelo organismo e a “enfermidade”, como é chamado por Vigotski. A deficiência provoca sintomas variados de dupla ordem. Por um lado, as funções são alteradas e, por outro, o organismo tenta enfrentar o transtorno. O desenvolvimento do ser humano, de forma geral, deve servir como modelo para o entendimento do processo de compensação, pois as dificuldades podem servir de estímulo para as funções compensatórias.

Uma leitura amplamente necessária nas áreas das Ciências da Educação, Antropologia e da Sociologia, potencializando binoculizações estratégias criativas que beneficiariam uma cognitividade cidadã evolucionária.

Por que será que o Brasil, um país-continente, está tendo um desempenho bem aquém das suas potencialidades atléticas, nas Olimpíadas de Paris 2024? Onde estariam as causas principais das nossas atuais deficiências sociais, culturais, econômicas, militares e religiosas? E como enfrentá-las, defenestrando seus responsáveis? Duas questões que uma boa leitura meditativa do livro de Vigotski muito auxiliaria para efetivar uma solução profundamente atenuante.

PENINHA - DICA MUSICAL