
Para sair por cima, em qualquer desses bate-bocas anacrônicos sobre as virtudes da esquerda, faça sempre aquela pergunta fulminante:
Quando derrubaram o muro de Berlim, o povo correu para que lado?
* * *
Encaminho esta pergunta para o amigo Goiano, mais conhecido pelo codinome de “Ceguinho Teimoso“, que estava sumido e repareceu aqui no JBF.
Ele vai nos responder, com toda certeza.
E nos proporcionar gostosas risadas, como costuma acontecer com seus bem redigidos escritos explicatoríficos ceguetais.

“Vou responder essa pergunta!”
Com 5 dos 7 ministros do TSE indicados por Lula, Bolsonaro não tinha mesmo muito como escapar.
Deu 5 a 2, claro.
Ele acha que a esquerda quer eliminar adversários, como na Venezuela, e ganhar por WO.
* * *
Não preciso fazer comentário sobre esta nota aí de cima.
A palavra “claro” resume tudo.
É isso.
Leandro Ruschel

O jornal O Globo conseguiu escrever essa pérola no editorial de ontem, em que apresenta a condenação de Bolsonaro como “a abertura de caminho para uma direita civilizada”:
“O julgamento no TSE mostra que o Brasil segue na direção certa ao exigir dos candidatos – em especial à Presidência – comportamento compatível com o posto a que almejam. Sobre os ombros de Bolsonaro, pesam diversas acusações, e a reunião com os embaixadores era apenas uma.”
Seria um comportamento compatível com a presidência ter sido condenado – em dois processos – por corrupção e lavagem de dinheiro, no maior escândalo da história da República? Tudo com objetivo de financiar um projeto totalitário de poder, no Brasil e em outros países?
É comportamento compatível defender o comunismo e atacar a família, os costumes e a própria pátria?
Para qualquer ser humano com o mínimo de senso moral, cassar direitos políticos de um presidente porque ele questionou o sistema eleitoral é uma monstruosidade, especialmente quando o atual presidente foi DESCONDENADO pelo mesmo sistema de Justiça, depois de tudo que foi revelado pela Lava Jato.
O editorial do O Globo, como porta-voz do podre establishment político brasileiro, deixa claro o recado: a “democracia” brasileira não tem espaço para o movimento conservador.
O máximo tolerável é a “direita” tucana, e olhe lá.
A esquerda aparelhou tudo, incluindo os meios de comunicação.
É a “democracia” relativa do Lula, em que você tem direito à livre expressão e à livre associação política, desde que você seja socialista.
Já para os opositores, é censura, perseguição e cadeia.
Ditadura já está em vigor 🦑🐀🪱🦑🐀🪱🦑🐀🪱🤡 ? @exercitooficial @STF_oficial pic.twitter.com/LBXKMtHb3M
— Antonio Carlos 🇧🇷🤝🏽🇵🇹 (@AntonioCGRodri) July 1, 2023

O bem dançado “Bolero”
Volto ao passado. Lá, é a minha Pasárgada. Foi lá que, quando jovem, me tornei amigo do Rei. O Rei é meu amigo ainda hoje – mas, somente no passado.
No passado, centralizado na Pasárgada, não poderia deixar de lado o hábito de dançar. Cearense que aprendeu a dançar na juventude e dançar melhor na terceira, quarta ou quinta idade. As danças eram outras, claro.
E, como esquecer o Romeu Martins, o Massapeense, o Maguari, o Quitandinha, o Secai e até mesmo o Tiro e Linha – sem esquecer as esporádicas festas dançantes do mês de maio no Náutico, no Iate ou nos Diários.
A dança e o prazer proporcionado atravessaram fronteiras estaduais e, por vezes, internacionais. Como o tango argentino e as valsas vienenses, tão preferidas nas festas pós casamentos ou aniversários de 15 anos e até bodas de ouro.

Tango argentino
E, nessas travessias, a gente tinha conhecimento das festas e danças da Lapinha, em Belém/Pará; do samba-gafieira da Elite, no Rio de Janeiro; ou, ainda, dos ritmos diferenciados (neste momento, fora do contexto desta pretensa crônica) dos frevos dançados no Recife, mais precisamente no Clube das Pás, Lenhadores, Pão Duro, Vassourinhas e até mesmo o Pavão Misterioso e o Toureiros de Santo Antônio.

Comercial Clube na “antiga” Praia de Iracema
Fui feliz e, lembro bem, para nós que vivemos as alegrias e os hábitos saudáveis praticados pela juventude daqueles tempos, o “sextou” não existia. É coisa nova que não nos diz muito. O bom era o sábado – e nós nem falávamos “sabadou”!
Tão logo acordávamos da sesta vespertina pós-almoço do sábado, tratávamos da preparação para o baile (que hoje alguns chamam de seresta – “seresta” era o que fazíamos nas noites e madrugadas nas portas das casas das namoradas – no Romeu Martins. Engraxar sapatos, preparar a calça de tropical ou gabardine, e, naqueles tempos, a camisa social “volta ao mundo”!
A noite chegava e lá íamos nós, perfumados com “Ramagè” e talco Cashemere Bouquet nas axilas cabeludas – no calor natural provocado pelas danças dos ritmos mais acelerados (quase nenhum clube era climatizado), o suor descia das axilas e incomodava. A camisa manchava e ficava com aquela nódoa amarelada.

Samba dançado na Boate Elite do Rio de Janeiro
O auge da dança de salão, para dançar coladinho, coxa batendo com coxa, sentindo o perfume da dançarina, vivi também no Rio de Janeiro. Por curiosidade, frequentei alguns salões e várias boates – mas não me atrevi a ir ao salão dançar. Os anos se passaram e, certo dia, com umas duas na cabeça, convidei uma dama, fui ao salão e dancei. Coisa sem igual!
Naquele tempo, os ritmos mais dançados eram o samba e o samba-canção.
Estudantina, Elite e Democráticos tinham públicos preferenciais nas noites de sábados. Como os proprietários ou arrendatários perceberam que estavam perdendo dinheiro, resolveram incluir “no fim de semana” a noite de sexta-feira. E a diversão só cresceu.

Casal dançando Gafieira
Eis que a vida mudou. E eu também resolvi mudar. Uma crise no primeiro casamento (ainda no Rio de Janeiro) que levou à separação e, posteriormente, ao divórcio. Após alguns anos conheci outra pessoa e essa me convidou para trabalhar e morar em São Luís. Estou na capital maranhense desde 1987. Lá se vão 36 anos – e, por conseguinte e por ser apreciador “da fruta”, uma nova família, constituída de um pai, uma mãe e três filhos.
Tudo mudou. A nova moradia e as obrigações domésticas levaram a focar mais o trabalho. As danças e os ritmos foram deixados de lado – até mesmo pela escassez de clubes e salões de danças.
Ainda cheguei a conhecer e frequentar o Clube Lítero Português, o Jaguarema e o Casino, principais clubes da cidade. Depois surgiram a AABB, o Iate e a APCEF. Cheguei a trabalhar na AABB prestando Assessoria de Imprensa.
A idade foi aumentando, e me deixei contaminar pelo vírus do “Bumba-Boi”, mas apenas para assistir.
As danças e os ritmos antigos perderam espaços para os “vagalumes” – gente que dança para mostrar a bunda e tentar brilhar com ela. Cada um mostra o que tem!

A dança da bunda