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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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CRIMINALIZANDO O TELEFONE CELULAR

Projeto que tramita na Câmara prevê a criminalização do uso de uma das poucas “armas” que restam ao cidadão para fazer valer os seus direitos no serviço público, quando são vítimas de mau atendimento ou de negligência: a câmera de foto e vídeo do celular.

O projeto é de autoria de um petista que atualmente exerce o cargo de ministro das Relações Institucionais: Alexandre Padilha.

Ele era deputado federal pelo PT-SP quando apresentou seu próprio projeto de censura, em junho de 2020.

O foco de Padilha são estabelecimentos de saúde, mas, se emplacar, a censura pode ser ampliada a delegacias ou quaisquer outras repartições.

Em seu projeto, Padilha não abre exceção nem mesmo para a imprensa na cobertura de fatos e denúncias: fotos e imagens só “autorizadas”.

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Vocês que usam telefone celular que se preparem: podem virar “criminosos”.

Tinha mesmo que ser um ministreco do governo “democrata” do PT.

É phoda!!!

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ALEXANDRE GARCIA

AJUDA A MONTADORAS É CLIENTELISMO FRACASSADO

Carros baratos

Nove montadoras aderiram ao programa do governo para vender carros mais baratos

Neste fim de semana, o presidente Lula foi a Leticia, na Colômbia, logo ali na fronteira, depois de Tabatinga. Ele se encontrou com o presidente colombiano em uma reunião técnico-científica sobre a Amazônia e fez uma declaração muito estranha: disse que “meu governo vai zerar o desmatamento ilegal até 2030”. E eu pensei que ele tinha sido eleito até 31 de dezembro de 2026. Mas ele já se considera presidente até 2030. Interessante, porque neste domingo, 9 de julho, comemora-se o início da Revolução Constitucionalista de São Paulo, que brigou com Getúlio Vargas porque ele não queria dar Constituição nem sair do governo – governo que ele tomou por meio de uma revolução, não por eleição: ele perdeu a eleição e passou por cima dela.

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A França em chamas

Falando em Amazônia, vejam só a ironia. Emmanuel Macron, que está sempre criticando os incêndios na Amazônia, agora está vendo a França incendiada. Eles tiveram uma política de laissez-passer, deixar passar, o país se encheu de imigrantes. Mas o francês é muito xenófobo. Lembro que, no cinquentenário do Dia D, eu estava na Champs Elisées e a Banda Real do Marrocos abriu o desfile. Ouvi as francesas dizendo “cuidado, aí vem esses pieds noirs, ‘pés pretos’, essa noite vamos ter muitos assaltos aqui em Paris”. Isso foi em 1994; imaginem hoje como é para esses imigrantes que chegaram do norte da África, da África Central, do Oriente Médio, como eles são tratados. Aliás, um deles, norte-africano, foi morto pela polícia e isso desencadeou quase uma rebelião nacional, que continua, maior que o Maio de 1968 promovido por estudantes nas ruas de Paris. Que ironia para Macron.

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Seguimos despejando dinheiro para montadoras nos entregarem carros ruins

A imprensa áulica, cortesã, está dizendo que este plano para desovar estoques das concessionárias e das montadoras de automóveis com descontos para carros chamados “populares” de até R$ 120 mil foi muito bom. Mas o governo parou, e não adiantou nada, basta vocês olharem os pátios das fábricas e concessionárias. Desde Juscelino as montadoras vêm sendo beneficiadas com o nosso dinheiro; em vez de recorrerem a soluções de mercado, queriam soluções de clientelismo com o governo brasileiro. E em troca nos empurravam porcarias. O Opala, por exemplo, soltava a traseira, perdia a roda, engolia gasolina, entrava água pelo parabrisa traseiro, enferrujava.

O Fusca só tinha porta para quem estava na frente; quem sentava atrás não tinha porta – e comprávamos isso! Carro com câmbio manual deixou de ser um produto em série nos Estados Unidos em 1952, mas nos empurravam essas coisas velhas. A Kombi continuou a ser fabricada aqui, mas havia décadas já não era mais fabricada na Volkswagen da África do Sul, por exemplo. Melhorou um pouco, depois que Fernando Collor reclamou, chamou os carros nacionais de “carroças”. Mas até hoje continuamos ajudando as montadoras, que dizem “senão eu vou embora”. Um negócio incrível, não? Pois que vão conquistar mercado e deixem de ficar penduradas no Estado brasileiro.

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A verdade sobre a censura no caso da Covid está aparecendo

O prestigiado Wall Street Journal, talvez o jornal número um hoje nos Estados Unidos, publicou um texto dizendo que a censura e a mentira durante a Covid mataram muita gente. Eu digo que as mães dos jornalistas que disseram que não havia tratamento deviam se envergonhar de terem posto filho no mundo. Eu vi as pessoas serem tratadas e curadas de Covid em poucos dias, sem precisar ir para o hospital. Mas eles diziam que não tinha tratamento e as pessoas iam morrendo, iam sendo internadas, intubadas e enterradas. É nojento o que aconteceu, inclusive com os médicos que foram perseguidos porque salvavam vidas. Ainda bem que a verdade está chegando mais cedo do que imaginávamos.

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DEU NO JORNAL

PCC FORMA ADVOGADOS E TENTA SE INFILTRAR NO JUDICIÁRIO E NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Gazeta do Povo

Autoridades têm detectado uma movimentação da facção criminosa para ingressar em tribunais de justiça e no Ministério Público por meio de concursos públicos.

Autoridades têm detectado uma movimentação da facção criminosa para ingressar em tribunais de justiça e no Ministério Público por meio de concursos públicos

Não é de hoje que o Primeiro Comando da Capital (PCC) utiliza o serviço de advogados para cometer crimes. Mas a principal organização criminosa no Brasil também trabalha para formar os próprios juízes e promotores.

Autoridades têm detectado uma movimentação da facção criminosa para ingressar em tribunais de justiça e no Ministério Público por meio de concursos públicos. Até onde se sabe, não há fraude envolvida no processo de seleção: tudo seria feito dentro das regras como parte de uma estratégia de longo prazo, que inclui o financiamento das mensalidades de Direito a jovens que, no futuro, possam ser aprovados nos concursos públicos e passem a atuar como agentes do crime organizado dentro da máquina estatal.

As tentativas de infiltração se tornaram mais frequentes nos últimos anos e chamaram a atenção do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Na última semana, o órgão determinou na que a Polícia Federal investigue a tentativa do PCC influenciar o Judiciário por dentro. O corregedor do CNJ, Luis Felipe Salomão, assinou a ordem.

O avanço do PCC nesse campo é mais um passo na estratégia do grupo, cuja atuação vem se tornando mais sofisticada, e se assemelha ao comportamento de grupos criminosos de outros países — como a máfia de Chicago, chefiada por Al Capone nos anos 30, e a organização liderada pelo traficante colombiano Pablo Escobar.

Tecnologia para barrar a infiltração

Embora mantenha discrição sobre o tema, o Ministério Público do Estado de São Paulo confirma que o PCC vem tentando se infiltrar no poder público.

O subprocurador-geral José Carlos Cosenzo afirma que o fato já é conhecido há alguns anos. “Nós já detectamos, alguns concursos atrás, da mesma forma que a magistratura detectou”, diz. Ele acrescenta que a facção criminosa tem bancado as mensalidades do curso de Direito para futuros advogados e agentes públicos. “Eles patrocinam o curso de Direito na universidade para depois a pessoa advogar para eles e tentar ingressar nas carreiras jurídicas. Eles tentam colocar gente no Ministério Público e no Judiciário”, explica.

O método “tradicional” do PCC para influenciar a atuação da Justiça e dos órgãos de segurança pública envolve dois caminhos: a violência direta e a corrupção. No primeiro caso, as consequências costumam ser pesadas. No segundo, a tentativa de cooptação pode ter o efeito contrário do desejado. A formação dos próprios quadros para influenciar a atuação da Justiça é, de certa forma, uma tentativa de evitar esses riscos. Ao comprar a lealdade do futuro bacharel de Direito, o PCC passa a ser credor de uma dívida sem prazo de validade. “Para eles, é melhor colocar uma pessoa que eles já conhecem desde muito antes”, analisa Cosenzo.

Não necessariamente os integrantes do PCC prestam concurso para os cargos mais altos, como o de promotor e juiz. Outras funções, como oficial de promotoria e analista, também são procuradas pelos criminosos. “É mais fácil se infiltrar em cargos menores onde você tem acesso aos processos do que num cargo maior em que você é vigiado por todos”, afirma o subprocurador.

Cosenzo explica que o Ministério Público tem aprimorado a investigação sobre os inscritos nos concursos. Além do cruzamento de dados com outras unidades da federação, o processo inclui entrevistas com pessoas próximas do candidato e, mais recentemente, ferramentas digitais que ajudam a detectar qualquer suspeita no passado do candidato. O trabalho tem o apoio do Cyber Gaeco, unidade criada em 2018 como um braço do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.

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DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

O SÁBIO CÃO E O SÃO JOÃO …

O portão permanecia aberto, mas o cachorro teimoso não se atrevia a sair. O trânsito era intenso e Tupã, esse o seu nome, tinha medo dos automóveis malucos que não respeitavam os cães. Isto e sua fidelidade a Zé o impediam de sair. Mas era junho e Tupã já estava nervoso com o foguetório que assolou sua rua naquele período, agoniando animais, velhos e até crianças não acostumadas com tanta zoada nos ares. Mas era São João e as bombas faziam parte da festa, tanto quanto as fogueiras e as comidas de milho. Falta faziam os silenciosos peidos de véia e traques de massa dos meus São Joões antigos. Não bastasse a zoada toda, eis que surge, não se sabe de onde, uma música da mais reles qualidade, de abjeta categoria, interpretada por autodenominados universitários que nunca tiveram assentadas suas bundas numa Universidade e por Sertanejos que sequer suspeitam para que lado fica o Sertão. Foi demais. Muita zoada para ouvidos tão sensíveis. Tupã não resistiu, aproveitou o portão aberto e, aí sim, saiu. Desviou dos automóveis malucos e foi-se esconder num lugar longe, sem bombas e sem música ruim. Sábio Tupã. Não à toa o cachorro é considerado o mais inteligente dos animais. Mais, até, que alguns humanos que soltam bombas e sujam os ouvidos com o que há de pior na ‘trilha sonora’ do São João. Nessa noite Zé não dormiu, com aquele barulho todo e, principalmente, com saudade de Tupã.

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Nossos CDs estão nas plataformas virtuais e, em formato físico, na Loja Passadisco do Recife.