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A REPUBLIQUETA BANANEIRA AUTORITÁRIA

Leandro Ruschel

No mesmo discurso em que Lula instigou seus apoiadores contra os “malucos nas ruas”, se referindo aos “bolsonaristas”, ele também chamou de “canalha” o investigado por supostamente ter injuriado o ministro Moraes.

Lula disse ainda que “entregou” o nome dele para o chanceler alemão, Olaf Scholz, já que o sujeito trabalha para uma empresa alemã.

É um absurdo atrás do outro, além da última revelação entregar a sua mentalidade totalitária.

Em primeiro lugar, tudo indica que a confusão entre o ministro e uma família no aeroporto de Roma não foi provocada por posição política, mas sim por uma banalidade: o acesso a uma área VIP. É preciso lembrar que o incidente ainda não está esclarecido.

Além disso, não há nenhum indício de que os envolvidos sejam “bolsonaristas”. Na verdade, o sujeito é filiado ao PSD, partido da base do governo. Ele já usou o próprio Lula como garoto propaganda para sua campanha à prefeito de uma cidade do interior de São Paulo, nos anos 2000.

Independente das circunstâncias, não tem o menor cabimento um presidente brasileiro entrar em contato com o chefe de governo de outro país para tratar de um incidente desse tipo. O que Olaf poderia fazer? É uma empresa privada alemã. Lula quer quer o chanceler busca a demissão do brasileiro? Ora, num país em que impera o Estado Democrático de Direito, tal procedimento é ilegal. Só em republiqueta bananeira autoritária, como a brasileira, é que esse tipo de coisa acontece.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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XICO COM X, BIZERRA COM I

DOMINUS VOBISCUM

Acho que perdi o trem que leva o povo para o céu. Esqueci as rezas todas. Dos tempos em que eu ajudava o Padre Silvio a celebrar missas – fazia-o para agradar a minha mãe, só recordo do momento em que o celebrante, siciliano bonachão, elevava o cálice e eu, num movimento sincronizado, levantava, com uma das mãos, a vestimenta branca usada sobre sua batina, enquanto que, com a outra mão, balançava e fazia badalar um pequeno sino cujo som acompanhava o gesto do sacerdote. Esforçava-me para conter o riso e desviar os pensamentos mais inoportunos que ali me ocorriam.

IN PACE

Padre Sílvio dizia ‘Dominus Vobiscum’ e eu, sem saber o que significava, respondia ‘Et cum spiritu tuo’. E agradecia aos Deuses quando, após a benção, o Padre dizia: – Ide em Paz, a missa terminou, e todos nós respondíamos, em uníssono: Graças a Deus! Hoje mudaram esse ritual de despedida. Na época sabia, de cabo a rabo (perdoem-me a heresia) a Salve Rainha, que louvava a ‘clemente, a piedosa, a doce virgem Maria.’ Também sabia, de cor e salteado, a oração do Credo que dizia ‘creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do Céu e da Terra’. Hoje, tudo isso perdeu-se na poeira da lembrança. Do ‘Pelo Sinal’ só me resta na memória o ‘Em Nome do Pai’.

VADE RETRO SATANA

Mas vou reaprender tudo de novo pois, mais do que o calor das chamas e do espeto afiado do cão, morro de medo de ter a vida eterna com endereço no Inferno, na vizinhança de gente da estirpe de Malafaia, Edir, RRSoares, Valdomiro, além de alguns outros corretores do céu, mercadores da Fé menos famosos, mas nem por isso menos ofensivos. Vou começar rezando uma Ave-Maria e um Pai Nosso. Será que ainda lembro? Valei-me Nosso Senhor Jesus Cristo!

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PENINHA - DICA MUSICAL

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