O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a ausência de justa causa para persecução criminal e determinou o trancamento do processo, em relação ao crime de tráfico de drogas, contra os 16 advogados que foram presos durante a Operação Veritas, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás em setembro de 2022.
Eles foram denunciados, ainda, pelos supostos crimes de associação para o tráfico e organização criminosa.
A ordem em habeas corpus foi concedida pelos ministros da Sexta Turma do STJ e seus efeitos se estendem a todos os denunciados – incluindo os faccionados do Presídio Especial de Planaltina (PEP), em Goiás.
“Após a ordem de prisão, o Brasil acionou os Estados Unidos, por meio do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional), e enviou o pedido à Interpol para inclusão na difusão vermelha. Em geral, a inclusão ocorre de maneira célere, o que não ocorreu dessa vez – de forma inédita, como mostrou a Folha.
Como revelou o Painel, em janeiro, a pasta de Flávio Dino procurou o governo dos Estados Unidos e a Interpol, em Lyon (França), com o objetivo de acelerar o processo de extradição.
Desde então, no entanto, os trâmites não evoluíram, e a percepção no ministério é a de que um desfecho exitoso é improvável. Isso porque a maneira que os Estados Unidos abordam juridicamente o tema da liberdade de expressão, no qual se insere o caso do influenciador, é bastante distinto da maneira brasileira, comparativamente mais restritiva.”
Traduzindo: nos EUA, ainda existe liberdade de expressão, garantida pela Suprema Corte.
No Brasil, não.
Mais do que isso: nem mesmo a Interpol aceitou a difusão do pedido de prisão, provavelmente porque considerou o caso como PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, o que é vedado pelas regras da polícia internacional.
A sociedade que não pune os seus criminosos vai criminalizar seus inocentes”
Paulo Briguet
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O que leva alguém a defender a escuridão ao invés de acender a luz? O que leva alguém a abrir caminho para o erro em vez de pavimentá-lo para a verdade? O que leva alguém a justificar, defender e promover a violação de direitos – o crime – ao invés de defender a justiça?
Como é possível que pessoas racionais, cultas e preparadas alimentem a serpente que um dia, inevitavelmente, irá devorá-las?
Onde estavam os cidadãos decentes quando Robespierre implantou o terror na revolução francesa? Onde estava o mundo quando Stalin desceu a cortina de ferro dividindo a Europa? Onde estavam os magistrados alemães quando o Partido Socialista Nacional dos Trabalhadores Alemães – o partido nazista – galgava degrau após degrau a caminho do poder? Onde estavam os juristas da Venezuela e da Nicarágua?
Há muitas respostas possíveis.
A filosofa Hannah Arendt, no seu livro Eichmann em Jerusalém, descreve o julgamento do criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann. Eichmann foi capturado por comandos israelenses em Buenos Aires e levado para julgamento na capital do estado de Israel.
Hannah Arendt teve uma surpresa. Ela esperava encontrar em Eichmann um monstro maléfico, a encarnação do mal. Mas o que ela encontrou foi um burocrata medíocre que só cumpria ordens.
Adolf Eichmann procurava atingir a maior eficiência possível nas tarefas que ele recebia. As tarefas que ele recebia eram relacionadas ao transporte de judeus para os campos de genocídio nazistas. Eichmann era uma pequena peça eficiente em uma grande engrenagem do mal. Hannah Arendt considerava Eichmann um burocrata comum, que, em suas palavras, não era “nem pervertido nem sádico”, mas “terrivelmente normal”. O motivo que o movia era apenas o desejo de progredir em sua carreira burocrática.
Foi dessa observação que Hannah Arendt criou a expressão banalidade do mal, que ela usou para descrever o comportamento de Eichmann: ele não era intrinsicamente mau, mas apenas moralmente raso e sem interesse no resultado de suas ações. A expressão “banalidade do mal” descreveu com perfeição o comportamento daquele burocrata estatal alemão, que tinha uma família, contas a pagar no final do mês e estava de olho na próxima promoção e em sua aposentadoria.
Curiosamente, Hannah Arendt foi citada em um pedido de cassação das concessões de rádio da Rede Jovem Pan. A ironia é assustadora.
A Jovem Pan é a única emissora de rádio e TV da atualidade que apresenta a seus ouvintes e espectadores verdadeira diversidade de visões e opiniões.
Permitam-me dar meu testemunho: desde que entrei na Jovem Pan sempre tive o desafio diário de enfrentar um comentarista com uma visão de mundo oposta à minha. É um desafio muito bem-vindo. Não há forma melhor de depurar ideias que colocar suas opiniões à prova diariamente, em uma esgrima intelectual travada em poucos segundos, à frente de milhões de espectadores.
Comentaristas, especialistas, juristas e cientistas sociais de esquerda são presenças constantes na Jovem Pan.
Essa é a realidade.
Enquanto isso, a maioria dos veículos da grande mídia apresenta a seus espectadores a mesma visão unilateral do mundo. Uma parte essencial dessa visão é a ideia de que criminosos são pobres coitados que não merecem punição, mas acolhimento.
Há poucos dias uma criminosa, condenada por ter jogado da janela de um apartamento uma criança, ganhou o direito de voltar às ruas graças a uma ficção brasileira conhecida como prisão em regime aberto. Seria o caso de perguntar: que país é esse? Mas já sabemos a resposta: esse é o país onde o consenso obrigatório diz que “o criminoso é a verdadeira vítima” e o sistema de justiça criminal é um mero mecanismo de opressão “capitalista”.
Quem acha que existe exagero nessa informação precisa saber que essa é a linha ideológica adotada na maioria dos cursos de Direito e até em academias de formação de policiais. Antes de ter contato com os fundamentos da teoria jurídica, calouros e policiais são obrigados a ler Vigiar e Punir, de Michel Foucault, um panfleto ideológico de um “filósofo” marxista. Doutrinados desta forma, futuros magistrados, ministros, delegados e oficiais da Polícia Militar levarão consigo a consciência culpada por ter que prender e punir criminosos.
Na verdade, o crime é uma escolha racional, como já demonstrou o ganhador do Prêmio Nobel de economia em 1992, o professor Gary Becker. A única resposta possível e sustentável à atividade criminosa é a certeza da punição. Mas qualquer tentativa de explicar isso é classificada como uma postura opressora, discriminatória e, agora, antidemocrática.
As maiores vítimas dessa loucura institucional são os pobres que, na maioria das vezes, vivem em regiões sujeitas à ditadura das facções do narcotráfico – um fenômeno curiosamente invisível para os justiceiros sociais que ocuparam o sistema de justiça criminal.
É lógico que há muitas exceções a esse consenso. Milhares. Conheci uma delas há dois meses, em uma palestra. Uma magistrada. Conversamos.
Ela tem uma família, quatro filhos, contas a pagar e ama seu trabalho. Não pode correr o risco de um processo disciplinar por expressar uma opinião dissidente. Obrigada ao silêncio, carrega dentro de si a angústia de testemunhar a transformação da sua profissão – da sua vocação – em ferramenta político-ideológica de esquerda.
Se depois de assistir a esse vídeo, vc ainda quiser acreditar que esse homem é um democrata e que o Foro de São Paulo é apenas uma reunião de velhos políticos saudosos de um antigo comunismo que ja morreu, então pode acreditar: eu jogo mais bola do que o Pelé! 🤡 pic.twitter.com/ci7a2ZoXS2
Já os tive. Ambos. Sonhos bons, românticos como um filme de Fellini. Pesadelos terríveis, misteriosos como um filme de Hitchcock. Imagino que tanto Federico quanto Alfred assim pensavam: sonhos são filmes. Pesadelos, também. Aliás, segundo Freud, os sonhos constituem “uma realização (disfarçada) de um desejo (reprimido)”. Devaneios, fantasias, lembrança, tudo cabe na mente durante o sono.
MEUS PESADELOS
Diferentemente dos sonhos bons de sonhar, recorrentemente tenho sonhado caindo, sem asas ou paraquedas. Também constitui enredo de meus sonhos estar perdido, em lugar desconhecido, sem saber voltar para casa. Angustiantes, as duas situações. Pior é que acordo e as imagens projetadas no meu inconsciente continuam a afligir-me por algum tempo, até dar-me conta de que tudo não passou apenas de um mau sonho. Mas da opressão aflitiva não consegui escapar.
UPGRADE
Assim são os sonhos que teimam em me acordar. Hoje, meus pesadelos estão atualizados: sonho sonhos e pesadelos virtuais. Angustiante perder o celular em que estão inseridos todos os meus contatos ou ser vítima de roubo do notebook que contém textos, músicas inéditas e planilhas indispensáveis ao meu viver. Pesadelos do século XXI.
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