
Já os tive. Ambos. Sonhos bons, românticos como um filme de Fellini. Pesadelos terríveis, misteriosos como um filme de Hitchcock. Imagino que tanto Federico quanto Alfred assim pensavam: sonhos são filmes. Pesadelos, também. Aliás, segundo Freud, os sonhos constituem “uma realização (disfarçada) de um desejo (reprimido)”. Devaneios, fantasias, lembrança, tudo cabe na mente durante o sono.
MEUS PESADELOS
Diferentemente dos sonhos bons de sonhar, recorrentemente tenho sonhado caindo, sem asas ou paraquedas. Também constitui enredo de meus sonhos estar perdido, em lugar desconhecido, sem saber voltar para casa. Angustiantes, as duas situações. Pior é que acordo e as imagens projetadas no meu inconsciente continuam a afligir-me por algum tempo, até dar-me conta de que tudo não passou apenas de um mau sonho. Mas da opressão aflitiva não consegui escapar.
UPGRADE
Assim são os sonhos que teimam em me acordar. Hoje, meus pesadelos estão atualizados: sonho sonhos e pesadelos virtuais. Angustiante perder o celular em que estão inseridos todos os meus contatos ou ser vítima de roubo do notebook que contém textos, músicas inéditas e planilhas indispensáveis ao meu viver. Pesadelos do século XXI.
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Como dizia nosso comum amigo Pessoa, “ Estoum cansado de ter sonhado. De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer “ . Abraços.
Tenho o ‘defeito’ de só esquecer os sonhos ruins. Os bons, não apenas não os esqueço como teimo em repeti-los, quando possível é.