DEU NO JORNAL

TOMARAM NO TOBA

Muita gente correu para o divã do analista, após o anúncio de que Jair Bolsonaro venceu, no voto popular, a escolha de Personalidade do Ano da revista Time.

Não precisam desesperar: a palavra final será dos editores da publicação, certamente hostis ao presidente brasileiro.

* * *

Uns correram pro divã do analistas e outros tiveram acesso de fúria.

As zisquerdas se cagaram de raiva e tiveram que buscar calmante nas farmácias.

Quanto aos editores da Time, quando publicaram ontem o resultado da pesquisa, só faltaram enfiar o dedo no furico e rasgar, de tanta raiva com o percentual de 24% alcançado por Bolsonaro, dentre os 9 milhões de votos.

Uma evidência que não puderam esconder.

O texto que eles escreveram pra publicar o resultado da pesquisa é tão raivoso e ranzinza que chega deixa escapar baba pelos cantos dos beiços dos redatores.

Mas, não tinham como negar os números.

Enfim, se fuderam-se.

DEU NO X

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

GERAÇÃO SUICIDA

Esta semana fiz algo que detesto… fui fazer o meu “rancho” mensal em um atacadista e, de quebra, fui ao shopping em anexo, junto com a Renata. E, ficamos a observar as crianças e adolescentes, os chamados de “millenials”, ou seja, aquelas pessoas nascidas do ano 2000 para cá. Crianças, adolescentes e jovens andando pelas lojas, nas praças de alimentação, saindo de academias com suas roupas de marca, seus Iphones com numeração que chega ao milhão, mas que é igual ao anterior, só o preço é que é estratosférico.

E, nesse pensar, peguei-se-me matutando nessa geração e cheguei a uma constatação estarrecedora e preocupante: o ocidente está prestes a ver o número de suicídio de jovens e adolescentes crescer de maneira exponencial em relação às gerações passadas. Não quero aqui trazer dados estatísticos, ou mesmo falas de especialistas como uma forma de comparação entre uma e outra situação. O que quero é fazer uma reflexão com vocês sobre como essa geração, e de forma mais aguda, a próxima, será campeã em suicídios.

Mas, como todo bom caeté, é necessário a gente comer o Sardinha por partes, assim não estraga a carne e nem os demais indígenas da taba Pindorama ficam com indigestão. Há uma base bastante sólida nesta minha digressão para afirmar, ainda que de forma temerária, essa constatação que é fruto de um processo pensado para se chegar a esse estado de coisa que está se aproximando de nós. Apesar disso, ainda temos alguns bastiões de serenidade em Pindorama, alguns pontos de resistência que estão sendo atacados de forma encarniçada, todos os dias, a toda hora.

A geração “millenial” pode ser caracterizada como um movimento que não é etário, mas sim comportamental, social e judicatório. A geração que hoje está entre 07 e 20 anos cresceram em um ambiente em que dizer “NÃO” se tornou quase um crime. Um ambiente em que regras, limites, posturas, fronteiras, simplesmente não existem. Os seus pais caíram na lorota de que impor limites é “castrar” a criatividade, os sonhos e as potencialidades dos seus filhos. O resultado é uma geração mimada, que não sabe ouvir não, infantilizada, melindrosa e fútil. Uma geração cujo mundo não passa da tela de um celular e cujas experiências da vida são aprendidas em redes sociais. E é aí que mora o perigo.

Os pais dessa geração, contradizendo toda a educação que receberam, deixaram que a televisão, as redes sociais, psicólogos, pseudofilósofos, educassem seus filhos. E, essas pessoas foram minando a estrutura da família, de maneira que os filhos passaram a ser um sol em que todos devem gravitar ao seu redor, e suas vontades devem ser feitas, quase que de imediato. Nas escolas, a figura do professor, até então, detentor do saber formal, foi contaminada com a lorota de que “aquele que ensina, de repente, também aprende”, nivelando todos em um igualitarismo absurdo e sem sentido.

O resultado é que, nas escolas, o professor perdeu o seu status de “professor”, e passou a ser “educador”, assumindo a responsabilidade de ensinar respeito, civilidade, limites, honra, ética, para seus alunos, enquanto seus pais, os legítimos responsáveis por essa educação, ficam confortavelmente prometendo viagens, celulares novos, férias em praia caso seus rebentos passem de ano e não deem dor de cabeça a eles. Os pais dessa geração criaram crianças e adolescentes para os quais estudar não é uma forma de crescimento intelectual e pessoal, mas somente um meio de se conseguir satisfazer desejos mesquinhos e fúteis.

Aliada a essa visão de mundo, o movimento politicamente correto, associou-se ao sindicalismo comportamental militante e criou outros melindres e absurdos que essa geração tem consumido e adotado como se sua fosse sua: chavões absurdos como “palavras machucam”, “dívida histórica”, “coitadismo”, “vitimismo social”, “respeito às minorias”, “aceitação” a comportamentos que, na minha geração, eram inaceitáveis, já que faziam parte da vida privada, e sua demonstração pública era vista como algo censurável. Não por causa das pessoas em sim, mas por causa do respeito às demais que estavam ao redor.

Na manhã de hoje estava vendo duas situações absurdas nos jornais: a primeira, o depoimento de uma mãe que declarou criar sua filha sem nenhum limite: sem horário para dormir e acordar, sem obrigação de ir para a escola, sem imposições de limites, sem disciplina entre atividades diária. E ainda declarou: “Se ela quiser dormir às cinco da manhã e acordar às quatro da tarde, não há problema”. O segundo caso foi de outra mãe dizendo sentir-se orgulhosa do filho de cinco, isso mesmo CINCO anos de idade, sentir-se uma menina e apoiar ele a fazer a transição de comportamento. Recuso-me a usar gênero: Na espécie, somos de um único gênero; o humano. E, no cotidiano, apenas palavras possuem gênero. Seres biológicos possuem sexo, e quero ver quem me prova o seu contrário.

Essas coisas que vi e li aprofundaram ainda mais a minha reflexão sobre essa geração chamada “millenial”. Posso dizer, com certeza, que se trata de uma geração fraca, frouxa, infantilizada, feminilizada no homem e masculinizada na mulher, com uma erotização precoce de crianças. Ontem no referido shopping vi meninas entre 7 e 11 anos vestindo-se de uma forma sensual que não entendo. Micro shorts, micro blusas, maquiagem carregada. Os meninos entre 9 e 13 anos, vestindo quase roupas femininas e com comportamento feminilizado.

Sem os pais, com celulares do momento nas mãos, tirando fotos – alguns chamam de selfies, mas no meu tempo era fotografia mesmo -. Captei parte do boquejar deles… assunto insosso, sem sentido algum, sem perspectiva alguma, sem desejos de futuro algum. Foram apenas momentos e fios de conversa que meu ouvido vadio ouviu, mas já deu para perceber uma coisa: essa geração não conversa com seus pais, não questionam seus pais, não se aconselham com seus pais. Mesmo porque os pais preferem dar dinheiro, presentes caros, badulaques para os filhos e se furtar à tarefa de educá-los e prepará-los para o mundo.

O corolário de tudo isso é que essa geração, ao não ter limites, a não aceitar um não, ao primeiro revés que a vida der, não irá aguentar. Se hoje, qualquer contrariedade é motivo para se correr ao psicólogo, ao terapeuta, amanhã, quando a Vida der as primeiras cacetadas, não haverá papai, nem mamãe, nem psicólogo. Uma geração que não aprendeu a ter limites, que não aprendeu a lidar com negativas e com frustrações do cotidiano, que não aprendeu a se calejar e a engrossar o couro na lida diária de não. Não pode. Não vai. Não dá. Não permito! Estará fadada a cair em uma espiral de depressão e frustração, cuja única saída será o suicídio.

Esse é, para este velho caeté, o maior temor que a geração de “millenials” deixará para o futuro dela mesma!

DEU NO X

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PENINHA - DICA MUSICAL