COMENTÁRIO DO LEITOR

A BESTA FUBANA AVUANDO PELOS ARES

Quatro comentários sobre a postagem QUE DANADO É BESTA FUBANA???!!!

Spock Lee:

Ôxe! (PE)

Égua! (PA)

Permita-me um breve depoimento…

Descobri o J.B.F. zapeando pela internet, por volta de 2016, no declínio do DilmoPTismo…

Não acreditava no que lia, via e ouvia. Era muito atrevimento pru’m cába sozinho!…

Os ânimos pra lá de exaltados em todos os setores da sociedade brasileira tudo muito incerto (parecendo hoje…). Um pouco antes do impeachment…

Tive um pressentimento quando vi ao fundo, as telas (pinturas) que decoravam um dos salões em que Dilma costumava dar entrevistas.

Pensei: “esse hômi tem que tomar cuidado, se proteger, os ‘trevosos’ do planalto não estão pra brincadeira.”

Quando tivermos a notícia pela D. Aline, da internação do ‘Seu Berto’.

Usando seu modo peculiar de falar e escrever: foi um malassombro, um desassossego, que não tinha tamanho.

A estória é longa…

Daí em diante virei humilde simpatizante dessa Gazeta.

* * *

Praça:

Único espaço verdadeiramente LIVRE para expressarmos nosso direito em dizer o que nos der na telha .

Espaço bestafubanico imprescindível.

Parabéns mestre Editor e viva a BESTA FUBANA!!!

* * *

Marcos Mairton:

Tenho cá pra mim que se o próprio Berto levantasse a possibilidade de mudar o nome da Besta, haveria manifestações de protesto até nas manifestações que estão sendo marcadas para o próximo 7 de setembro.

Já imagino as faixas na Avenida Paulista:

“PAPA BERTO, NÃO SEJE BESTA DE MEXER NO NOME DA BESTA!”.

* * *

Paulo Roberto Rosa:

Papa Berto, permita-me chama-lo assim devido nossa proximidade pela leitura diária do nosso jornal.

Assino embaixo às suas razões expostas.

E digo mais, nem pense em mudar o nome do nosso prestigiado informativo.

Um abraço de Lages/SC

* * *

A PALAVRA DO EDITOR

UM EDITOR BEM FISCALIZADO

Ontem, quinta-feira, fiz uma postagem informando que iria participar de um evento num colégio aqui do Recife.

Era o lançamento do um livro de uma estudante, cujo prefácio eu tinha feito.

Haveria um encontro no auditório do colégio, com palestra, debate e sessão de autógrafos da jovem romancista, uma adolescente de 15 anos.

O evento estava marcado pra começar às quatro horas da tarde.

Aprontei a edição do JBF logo pela manhã e resolvi não mexer no jornal durante a tarde, ficando inteiramente por conta do lançamento do livro.

Saí um pouco antes das três horas, pra enfrentar o pesado trânsito entre o bairro onde moro e o bairro da Boa Viagem, onde está localizado o colégio, a fim de chegar a tempo e com tranquilidade.

O evento foi ótimo, movimentado, com intensa participação dos alunos e muitas perguntas.

Quando voltei pra casa já era noite, trânsito congestionado do final do dia, e cheguei aqui lá pelas sete.

Jantei, desliguei o computador e encerrei meu expediente de editor.

Quando é hoje pela manhã, verifiquei que, logo após a meia-noite de ontem, um assíduo e atento leitor fez o seguinte comentário:

“Só para constar. Faz horas que parou a atualização do jornal pareceu-me ter parado muito cedo nesta tarde . Mas posso estar equivocado.”

Como editor desta gazeta escrota, já vi que tô ferrado.

A patota fubânica fiscaliza até os meus horários de trabalho!!!

A crise de abstinência é um excelente sinal de que estamos agradando a distinta freguesia.

Agora, falando sério, confesso a vocês que fiquei feliz que só a peste com o comentário do nosso estimado leitor, um fubânico veterano e que prestigia este nosso espaço há muito anos.

Brigadão pela fiscalização, seu cabra!

Fique certo que você mora na minha estiima.

E pode ficar tranquilo que hoje o expediente volta à normalidade de sempre.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O FORMIGUEIRO

Sentado em seu gabinete, diante do seu birô, o poderoso senador recebe o “enxame” de correligionários, em audiência. A situação do seu partido era a melhor possível. Por isso, com alegria no rosto e orgulho no coração, fazia questão de receber um a um, os portadores de boas-novas e fuxicos.

As eleições para renovação da Câmara e recomposição do Senado se aproximavam e atemorizavam o velho senador politiqueiro, que não queria perder sua poderosa máquina eleitoral. Para isso, sempre se conduziu bem, não hesitando em atropelar amigos e se contemporizar com certos adversários. Sentia-se vitorioso e forte, como um homem que nunca se curvou a ninguém e a todos esmagou pelo caminho.

Enquanto ouvia as informações, trazidas pelo “formigueiro” que lhe garantia o prestígio, entrou no seu gabinete, com intimidade, um antigo senador, afastado das lides partidárias. Era um velho companheiro, que preferiu gozar em sossego os proventos da sua aposentadoria, e que continuava desfrutando de considerações especiais.

– Você, por aqui?!!!- exclamou o “Poderoso Chefão”, tirando o charuto cubano da boca, cheia de enormes dentes, que lembravam um animal feroz.
 O visitante sentou-se satisfeito e aguardou sua vez de conversar com o velho amigo, confidencialmente.

Até que o senador lhe perguntou o motivo da sua visita, e ele entrou no assunto:

– O que me traz aqui, amigo, é a situação de Josivaldo, meu afilhado. Ele precisa entrar para a Câmara e o seu apoio é fundamental. Se ele contar com o seu apoio, já é meio caminho andado. Conto com você.

O senador, acostumado a esse tipo de pedidos, lançou para o teto uma baforada do charuto que fumava e perguntou se o protegido do amigo tinha vocação para a política e se era um homem íntegro.

A resposta foi “sim”.

O senador continuou:

– Então, creio que não há nada contra ele. Vamos fazer o que for possível para que ele seja eleito.

Olhando nos olhos do velho companheiro, o senador percebeu uma certa preocupação e perguntou qual a razão do seu temor de que Josivaldo, seu protegido, não consiga se eleger para deputado.

Encabulado, o velho companheiro falou:

– O problema, amigo, é que ele é casado com uma mulher feia como um bicho!!! É de assombrar!!!

Com essa informação, a fisionomia do senador, que até então se mostrava risonha e satisfeita, mudou de expressão. O homem franziu a testa, unindo o bigode com a cabeleira, acendeu outro charuto, e, com ar preocupado, falou:

– Amigo, agora deu o diabo!!! Mas vamos ver!!!

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARIA FRANCISCA – JUIZ DE FORA-MG

Prezado Editor Luiz Berto

Gostaria de publicar um poema.

Obrigada.

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PEDAÇOS DE MIM

A tristeza me pegou de surpresa
Me deu abraço
Me deixando em cacos
Espalhados pelo chão
Parecendo pedacinhos de folha seca voando pelo ar sem saber onde cair
Você foi embora fazendo pedacinhos de mim.

Mas com Fé e esperança, que ainda me resta, vou
Juntando um pedaço aqui, outro já bem rasgado acolá,
Agregando e aumentando os pedaços de mim destroçados,
Costurando ao mesmo
tempo bordando
Até me fazer por inteira.
Por mais que ame Jamais serei desse amor prisioneira,
Um bom soldado
Nunca desiste da luta.
Hoje em minhas noites tenho a lua e estrelas como companheira
Sem saber,
quebrando-me em pedacinhos
Tu me fizestes guerreira !

DEU NO JORNAL

PENINHA - DICA MUSICAL