SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
DEU NO JORNAL
SEGURE A CARTEIRA!
Nesta quinta (26), o Impostômetro ultrapassa a marca de R$ 700 bilhões tomados da população, em 2026.
A iniciativa da Associação Comercial paulista estima que mais de R$ 4,1 trilhões nos serão tomados este ano.
* * *
A expressão “tomados da população”, contida nessa nota aí de cima, resume tudo.
Tomados brutalmente.
E vem mais.
É phoda!!!
JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE
FERRARI DE INTERIOR

Carro de mão, peça de decoração regional da pousada @matutosonhador – Cabaceiras PB. Foto deste colunista
Sonho de consumo de todo moleque de 12 anos nos lugarejos do Sertão.
Veículo de carga feito de pau (inclusive as rodas). Estas são recobertas com uma tala de borracha de pneu, daí em diante é rodar.
O guidom é uma direção de caminhão, fixada por uma porca grande, como de fosse o “pibit” do veículo.
O comando da direção (esquerda e direita), tem engrenagem simples abaixo do salão do carro, e é interligado às rodas dianteiras por duas correntes de bicicleta, que se movem pendentes, saindo do eixo traseiro pro dianteiro.
Possui apenas um pedal, que é o freio. Ao pisar, aciona uma tábua tangente aos pneus traseiros, com um tamanco de lona de borracha que freia o pneu na hora.
Há também uma suspensão feita com feixe de molas de rural.
Os acessórios podem ser: buzina de gaita; lameiras de borracha; espelhos de bicicleta; uma flâmula do time do coração, e pintura caprichada.
O desejo básico do moleque é carregar:
Latas d’água, bancas de feira; colheitas do plantio familiar; carvão, material de trabalho e descartes, incluindo um ou outro bêbo-magro, gente boa, sem som e sem imagem.
DEU NO JORNAL
E A DELE??
RODRIGO CONSTANTINO
TRUMP EXPÕE LOUCURA DEMOCRATA

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para militares e seus familiares em Fort Bragg, na Carolina do Norte, EUA, em 13 de fevereiro de 2026
O discurso do presidente Donald Trump no “State of the Union” nesta terça (24) foi histórico. Trump é um show man, e dificilmente os republicanos terão outro presidente que combine esse lado um tanto cômico do presidente com suas conquistas concretas no governo. Trump tem o que mostrar em termos de avanços com suas políticas públicas, e sabe fazer isso humilhando seus adversários como poucos. Foi um massacre.
“Levante se você concorda que o principal trabalho do governo americano é proteger o cidadão americano, não os imigrantes ilegais”. Os democratas ficaram sentados. “Que vergonha”, rebateu Trump. Com essa tirada, Trump expôs como os democratas se tornaram contrários aos valores americanos, como parecem odiar a própria América. Ilhan Omar e Rashida Tlaib ficaram gritando contra Trump, o que deu um tom mais bizarro ainda à situação. Como alguém em sã consciência pode discordar de um depoimento tão incontroverso?
Em sua fala, o republicano disse que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro” e defendeu os resultados de sua política econômica, de segurança nas fronteiras e de fortalecimento militar. Durante o discurso, Trump afirmou que herdou do ex-presidente democrata Joe Biden um país em crise, com inflação elevada, fronteiras abertas e instabilidade internacional, mas disse que seu governo, em pouco tempo, promoveu uma mudança estrutural. “Nossa nação está de volta – maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”, declarou Trump. Fatos inegáveis.
Falando sobre imigração e segurança, Trump declarou que os Estados Unidos agora têm “a fronteira mais forte e mais segura da história americana”. Segundo ele, “nos últimos nove meses, zero imigrantes ilegais foram admitidos nos Estados Unidos”. O republicano acrescentou que “o fluxo de fentanil letal através da nossa fronteira caiu em um recorde de 56%” e que, no último ano, “a taxa de homicídios registrou a maior queda da história registrada – o menor número em mais de 125 anos”.
Trump também anunciou oficialmente o que chamou de “guerra contra a fraude” nos EUA, que será liderada pelo vice-presidente J.D. Vance. Como exemplo, citou um caso envolvendo a comunidade somali em Minnesota sobre fraude e desvio de recursos públicos. Trump também defendeu a necessidade de identidade para se votar, o que, novamente, deveria ser medida incontroversa. Os democratas fizeram cara feia, como se filtrar somente cidadãos nas eleições fosse algo errado.
Na área da geopolítica, Trump mostrou resultados e avanços no Oriente Médio, citando o Irã fragilizado, afirmou que está trabalhando duro para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia, voltando a dizer que ela sequer teria começado se ele fosse o presidente à época, e mencionou a captura de Nicolás Maduro, o ditador socialista da Venezuela.
No contexto deste assunto, Trump apresentou no plenário do Congresso a venezuelana Alejandra Gonzalez, que se reuniu novamente com seu tio, Enrique, que ficou preso por anos pelo regime de Maduro. Foi um momento comovente e histórico. O presidente também homenageou o suboficial-chefe Eric Slover, apontado como piloto do helicóptero líder na operação que culminou na prisão do líder chavista.
Sobre o combate ao narcotráfico, o presidente Trump lembrou que seu governo designou cartéis mexicanos como Organizações Terroristas Estrangeiras, medida que, segundo ele, ampliou os instrumentos legais e operacionais para combater essas facções. “Por anos, vastas regiões da nossa área, incluindo grandes partes do México, foram controladas por cartéis assassinos”, afirmou.“Com nossa nova campanha militar, paramos quantidades recordes de drogas entrando em nosso país e praticamente interrompemos completamente a entrada por água ou mar”, declarou.
Talvez o momento mais tocante do discurso tenha sido quando Trump citou o assassinato da ucraniana Iryna Zarutska morta no trem quando voltava para casa do trabalho. Sua mãe, Anya, estava presente, e Trump prometeu justiça para sua filha. “Estamos honrados em ter conosco uma mulher que passou pelo inferno”, disse Trump. “Em 2022, ela e sua filha – que filha linda, tão linda, que jovem mulher linda – Iryna fugiram da Ucrânia devastada pela guerra para viver com parentes perto de Charlotte, na Carolina do Norte. E, a propósito, o que está acontecendo com Charlotte?”
Trump continuou contando sobre o assassinato de Iryna Zarutska em agosto de 2025, referindo-se ao suspeito – Decarlos Brown – como um “monstro desequilibrado” e dizendo que Brown foi solto por meio de “fiança sem dinheiro”. “Ela escapou de uma guerra brutal, apenas para ser assassinada por um criminoso endurecido, posto em liberdade para matar na América”, disse ele, antes de se virar para reconhecer Anya Zarutska na galeria.
Todos os republicanos aplaudiram a mãe de Iryna, mas os democratas não. Trump questionou: “Como podem não se levantar?” Imagina a cabeça de um típico democrata que usou broche da Ucrânia nos últimos anos e sequer é capaz de honrar a mãe ucraniana que teve sua filha morta do nada por um maluco no trem!
Enfim, o longo discurso de Trump no Congresso matou dois coelhos com uma cajadada só: mostrou várias conquistas importantes do seu governo nesse começo de gestão, e expôs a crescente insanidade dos democratas, cada vez mais dominados por um radicalismo antiamericano abjeto.
DEU NO X
FOI SÓ PRA TOMAR UMA CERVEJINHA…
😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂
Muito bom . pic.twitter.com/Mi3sXdwYOv— Nanibarbosa (@RosaneBonoro) February 25, 2026
MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS
BRASIL: O PAÍS DO CULTO À PRÓPRIA IGNORÂNCIA
Há na formação de um povo certas falhas que não se anunciam com alarde, não tremulam em bandeiras nem se confessam em discursos oficiais. São vícios silenciosos, entranhados, transmitidos não por herança genética, mas por hábito — e, pior ainda, por condescendência. No Brasil, essa falha não é apenas a corrupção, nem a desigualdade, nem a ineficiência institucional. Tudo isso é sintoma. A raiz, mais profunda e mais incômoda, é outra: uma complacência obstinada com a própria ignorância.
Não se trata da ausência de instrução formal — que, por si só, já seria grave —, mas de algo mais insidioso: a recusa ativa em pensar. A celebração da superficialidade. O orgulho quase folclórico de não saber, de não ler, de não compreender, de não questionar. A burrice, aqui, não é apenas uma limitação; ela foi promovida a estilo de vida, a identidade cultural, a escudo moral contra qualquer exigência intelectual. E assim se construiu uma nação onde o esforço é suspeito, a erudição é ridicularizada e a reflexão é tratada como afetação. Onde o argumento cede lugar ao grito, e o raciocínio é esmagado pelo meme. Onde o sujeito que lê é visto como pretensioso, enquanto o que ignora com convicção é celebrado como “autêntico”.
É uma tragédia curiosa: o brasileiro não apenas desconhece — ele frequentemente despreza o conhecimento. Há um anti-intelectualismo difuso, quase instintivo, que transforma qualquer tentativa de elevação em motivo de escárnio. E nisso reside o verdadeiro colapso: um país que ri da inteligência está condenado a ser governado pela mediocridade. A burrice, nesse contexto, não é uma falha individual; é um sistema. Um ecossistema perfeitamente funcional, que se alimenta da desinformação, da preguiça mental e da ausência de rigor. Ela se perpetua nas escolas que não ensinam a pensar, nas mídias que não exigem profundidade, nos debates que não toleram complexidade. Ela se infiltra na política, na cultura, no cotidiano — e, sobretudo, na linguagem.
Porque onde a linguagem empobrece, o pensamento definha. E um povo que já não consegue nomear com precisão aquilo que vive tampouco consegue transformá-lo. Fica à mercê de slogans, de frases feitas, de soluções mágicas para problemas que sequer compreende. Mas há algo ainda mais grave: a burrice brasileira é confortável. Ela não incomoda quem a carrega. Pelo contrário, oferece alívio. Pensar dá trabalho. Exige disciplina, humildade, confronto com o próprio erro. Já a ignorância — essa é leve, imediata, reconfortante. Permite opiniões rápidas, certezas absolutas e uma sensação ilusória de domínio sobre o mundo.
E assim seguimos: opinando sobre tudo, compreendendo quase nada, e reagindo a tudo com a intensidade de quem nunca parou para refletir. O resultado é inevitável. Instituições frágeis, decisões desastrosas, ciclos repetitivos de crise e frustração. Não porque faltem recursos, nem porque faltem talentos — mas porque falta o básico: lucidez coletiva. Um país não se ergue com bravatas. Não se transforma com slogans. Não se salva com indignação vazia. Um país se constrói com pensamento rigoroso, com educação séria, com cultura de profundidade — e, sobretudo, com a disposição de abandonar a confortável mediocridade. Despertar, portanto, não é um ato heroico. É um gesto mínimo: ler com atenção, duvidar com honestidade, pensar com rigor. É recusar a resposta fácil, rejeitar a ignorância orgulhosa e reconhecer que o verdadeiro progresso começa no incômodo. Porque, no fim das contas, a maior tragédia de um povo não é ser ignorante.
É escolher permanecer assim.
DEU NO X
LINDOS!
DEU NO JORNAL
JUSTIÇA PARA LÉO LINS – MAS ATÉ QUANDO?
Editorial Gazeta do Povo

TRF-3 reverteu condenação do humorista Léo Lins na primeira instância, por considerar que piadas não constituíam crime
Apenas na última semana, comentamos três casos que demonstram o grau avançadíssimo de deterioração da liberdade de expressão no Brasil – o do presidente da Unafisco Nacional, chamado a depor como investigado por críticas ao STF; o do padre forçado a assinar um acordo de não persecução penal após falas sobre divindades afro-brasileiras; e o da estudante feminista processada por criticar a ideologia de gênero. Mas, nesta segunda-feira, a 5.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região mostrou que a liberdade de expressão, mesmo que por aparelhos, com muita dificuldade, ainda respira. O colegiado anulou a condenação absurda e desproporcional do humorista Léo Lins por crime de discriminação, com agravante de “contexto ou intuito de descontração, diversão ou recreação”.
Em junho do ano passado, Lins foi condenado na primeira instância a oito anos de prisão, multa de 1.170 salários mínimos e indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos, devido a piadas feitas em um show de stand-up comedy que teve ampla divulgação no YouTube. Antes disso, o conteúdo já havia sido removido do ar, os perfis do humorista sofreram censura prévia, e até o direito de ir e vir de Lins havia sido cerceado com restrições a viagens, inviabilizando as turnês que são fundamentais para o ganha-pão desse tipo de artista. As piadas, de fato, envolviam minorias, como portadores de deficiência, ou temas sensíveis, como a escravidão – Leo Lins jamais negou isso (e nem haveria como, pois se tratava de fato evidente). Mas apenas isso não é suficiente para configurar um crime.
Tanto o Ministério Público quanto a juíza de primeira instância que condenou Lins cometeram um erro primário – grotesco, diríamos, para quem ocupa tais cargos. Em vez de analisar primeiro se foram cometidos os crimes previstos na Lei Antirracismo (como negar direitos ou acesso a certos locais, “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro” ou mesmo “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”) para só então, constatado o crime, aplicar a agravante do contexto humorístico, a piada foi considerada de imediato criminosa, mesmo que não houvesse a intenção de cometer crime contra a honra, ou de desumanizar um grupo específico, ou de incitar a violência e a discriminação. Tratava-se de puro animus jocandi, protegido pela jurisprudência brasileira, sem o animus caluniandi, diffamandi vel injuriandi que, este sim, constituiria crime.
Felizmente, dois dos três julgadores da 5.ª Turma (o desembargador relator e uma juíza convocada) colocaram de volta os bois na frente do carro. Eles consideraram que, nos conteúdos do humorista, não havia racismo, nem preconceito de qualquer tipo, nem intenção de agredir e injuriar, nem desumanização; havia apenas piada, ainda que ácida, ainda que até mesmo deselegante, ou inoportuna. Não havia crime, portanto, e então aplicaram o inciso III do artigo 386 do Código de Processo Penal, pelo qual “o juiz absolverá o réu, mencionando a causa na parte dispositiva, desde que reconheça: (…) não constituir o fato infração penal”. O desembargador que foi voto vencido defendeu a manutenção da condenação, mas com pena e indenização menores, em um sinal do quão absurda havia sido a pena inicial atribuída ao humorista, maior que a de muitos crimes como furto ou sequestro.
Ainda que a análise da culpabilidade se encerre sempre na segunda instância (ao menos em tese), o Ministério Público Federal ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e, neste caso, espera-se que a corte aplique a primeira de suas teses sobre crimes contra a honra: “para a configuração dos crimes contra a honra, exige-se a demonstração mínima do intento positivo e deliberado de ofender a honra alheia (dolo específico), o denominado animus caluniandi, diffamandi vel injuriandi. Mas não seria surpreendente se o caso acabasse chegando até ao STF, e é por isso que não há como tratar a absolvição de Léo Lins no TRF-3 como uma vitória definitiva da liberdade de expressão; afinal, trata-se do Supremo que aceitou denúncia contra o senador Sergio Moro exatamente por causa de uma piada.
PENINHA - DICA MUSICAL
