DEU NO JORNAL

RUMO AOS BILHÕES

O governo Lula torra também em viagens (diárias e passagens) o dinheiro que arranca dos brasileiros com os impostos que aumentou ou criou.

Já são quase R$ 1,7 bilhão só entre janeiro e 21 de novembro.

* * *

Falta pouco pra chegar ao plural “bilhões”…

A palavra “arranca”, contida nessa nota aí de cima e se referindo ao dinheiro que sai do bolso do contribuinte, resume tudo.

Arrancam sem piedade e torram tudo avuando pelos ares.

Normal, normal, normal no Brasil da atualidade.

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Ricardo Brennand

Ricardo Coimbra de Almeida Brennand nasceu em 27/5/1927, em Cabo de Santo Agostinho, PE. Engenheiro, empresário, mecenas e, sobretudo, colecionador de obras de arte. Sua coleção resultou na criação do museu, digo Instituto Ricardo Brennand, no Recife, cujo acervo inclui a maior coleção particular de pinturas de Franz Post no mundo.

Filho de Dulce Padilha Coimbra e Antônio Luiz de Almeida Brennand, tradicional família pernambucana. Formado em engenharia civil e mecânica, pela UFPE em 1949, dedicou-se aos negócios da família: fabricação de vidro. aço, cerâmica, cimento, porcelana e açúcar. Em viagens pela Europa e Ásia, adquiriu diversas obras de arte. Em 1998 uma tragédia -a morte do filho- mudou o foco de prioridades do empresário, canalizando toda sua atenção para o lado artístico e sentimental, mais ligado ao colecionismo.

Em 1999 vendeu as fábricas de cimento ao grupo português Cimpor por 590 milhões de dólares e passou a projetar o Instituto Ricardo Brennand (IRB), espaço de referência cultural sem fins lucrativos no Recife, fundado em 2002. O nome homenageia seu tio homônimo, grande incentivador das artes na família. Trata-se de uma instituição cultural reconhecida mundialmente, ocupando as terras do antigo Engenho São João, no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife, com uma área de 180 mil m², circundado por jardins, lagos e obras de arte. O Museu em fins de década de 1990, quando o vice-presidente da República, Marco Maciel, chamou Brennand para uma conversa:

“Ricardo, tenho uma missão para você servir a Pernambuco. Este ano completam-se 350 anos da morte de Albert Eckhout. O governo holandês aceitou uma sugestão nossa para trazer as obras que ele pintou no Brasil. Mas exige que tenhamos uma instalação que abrigue as obras que serão expostas ao público. Preciso que você nos ajude a realizar esse evento”. Brennand ajudou na empreitada criando o IRB, em 2002, com a exposição “Albert Eckhout volta ao Brasil”.

O IRB abrange um complexo de edificações, abertas à visitação pública, abrangendo o Museu Castelo São João (museu de armas brancas), Pinacoteca, Biblioteca com 60 mil volumes, datados do século XVI em diante, Auditório, Jardim das Esculturas e a Galeria de Exposições Temporárias e Eventos. Foi eleito o melhor museu da América do Sul pelo site de viagens TripAdvisor. Vale a pena uma visita ao museu através do site Instituto Ricardo Brennand.

Conta com um acervo de obras de história e arte, incluindo mais de 5 mil armas brancas, bem como espadas, armaduras, miniaturas, canhões, chaves, relógios e armas modernas automáticas. Trata-se da maior coleção bélica do mundo. Tal apreço por armas teve início quando, ainda criança, ganhou do pai um canivete estilizado. O acervo inclui também objetos históricos e artísticos de diversas procedências, abrangendo o período da baixa idade média ao século XX, com destaque para a coleção de documentos e iconografia referente ao período colonial e ao Brasil Holandês.

Em 2017 recebeu a “Medalha do Mérito Capibaribe”, a mais alta honraria concedida pela Prefeitura do Recife. Foi casado com Graça Monteiro Brennand, com quem teve 8 filhos. Construiu para a esposa a Igreja de Nossa Senhora das Graças, em estilo gótico, e faleceu em 25/4/2020, aos 92 anos. Foi um empresário prolífico e diversificado. Porém, sua obra maior foi a construção do IRB, conforme registrado numa conversa com jornalistas:

“Como empresário, nossa família ajudou o Brasil, eu mesmo construí fabricas e participei de grandes projetos. Mas eu nunca me senti tão reconhecido pela sociedade como depois que construí o IRB. Virei uma estrela!”

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PEDIDOS FEITOS AO PAPAI NOEL

Se eu acreditasse em Papai Noel, neste ano de 2025 enviaria para ele um monte de pedidos, encarecendo ainda ao bom velhinho que cuidasse bem do seu saco, posto que todo saco de velho necessita de atenções redobradas, sabão, talco e lavanda.

Os pedidos enviados foram se acumulando ao longo do ano que está se findando, provocados por fatos e feitos acontecidos nos quatro cantos do mundo, por benfeitores e malfeitores de todos os quilates, merecedores de bênçãos os primeiros e cadeia longa e castração integral os segundos, estes, sem dó nem piedade, merecedores de exemplares punições.

Eis os pedidos mais significativos:

a. Que o presidente Lula não se candidate à reeleição em 2026, possibilitando um sair de cena merecedor de um bom descanso e sempre lembrada liderança política.

b. Que o Congresso Nacional, eleitoralmente renovado e bem mais consciente, se prepare efetivamente para analisar projetos convincentes, que muito favoreçam o todo pátrio.

c. Que a violência urbana provocada pelas atuais milícias assassinas seja exterminada através de um QI policial de altíssimo nível, bem remunerado, sempre apoiado pelas comunidades beneficiadas.

d. Que uma espiritualidade concreta fortaleça os membros de todas as denominações religiosas, erradicando os fundamentalismos obsoletos através de ensinamentos amplamente convincentes das mensagens de um Nazareno que foi o maior revolucionário de toda a Humanidade.

e. Que o novo Plano Nacional de Educação erradique as “embromações didáticas”, favorecendo uma bem estruturada Educação Crítico-Libertadora em todos os níveis de ensino.

f. Que as agremiações partidárias, os sindicatos patronais e trabalhistas, as forças militares e as lideranças comunitárias, religiosas e televisivas se capacitem amplamente, potencializando um elenco de ações empreendedoras altamente favoráveis ao bem-estar populacional dos quatros cantos do Brasil, erradicando as manadas e os ruminantes alienados.

g. Que seja aprovada a redução da idade mínima criminal para 14 anos.

h. Que a disciplina Como Pensar Bem seja instituída em todas as séries do ensino Fundamental e Médio, disseminando um Humanismo Pós-Moderno fraterno, solidário e sementeiros em todos os ambientes sociais.

i. Que todas as denominações religiosas prestem anualmente contas à Receita Federal, sendo devidamente tributadas como qualquer organização dotada de CNPJ.

j. Que se multipliquem, nas capitais e cidades maiores, as Bibliotecas Públicas, com tecnologia de ponta, gente especializada na direção e atualizado acervo, inclusive com ambientes adequados para leituras de e-books.

k. Que os abortos continuem sendo regularizados pela atual legislação em vigor.

l. Que os casamentos LGBTQIA+ possam ser oficializados em cartórios civis, sem nenhuma celebração em instituições religiosas.

m. Que um novo Código Penal Brasileiro entre em vigor, punindo com severidade os atos criminosos ainda não citados na legislação atual.

n. Que as leituras individuais sejam incentivadas através de amplas campanhas públicas promocionais, fortalecendo o senso-crítico, a espiritualidade, o sentimento cívico, a profissionalidade, a convivialidade familiar e comunitária, assim como a solidariedade nacional.

o. Que as práticas racistas, homofóbicas, antissemitas, atos criminosos contra mulheres, idosos e crianças, assim como outras posturas alucinantes, sejam exemplarmente punidas, sem dó, saidinhas antecipadas e reduções penais.

p. Que o escritor José Saramago seja mais lido e divulgado, ao proclamar com muita sapiência: “A razão por que se abre um livro para ler é a mesma por que se olha para as estrelas: querer compreender.” Ele está ratificando o que minha avó semianalfabeta Zefinha já definia: ”Todo aquele que muito lê, sabe sempre bem pensar, jamais existencialmente se arrebentará.”

q. E que sempre seja espraiada uma advertência do sábio Sócrates: “Uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida.”

Um período natalino arretado de muito ótimo para todos os leitores!!!

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

IMPUNIDADE, REINCIDÊNCIA E O ESGOTAMENTO DA TOLERÂNCIA SOCIAL

Nikolas Ferreira

A impunidade libera criminosos reincidentes, alimenta novas vítimas e reforça a sensação de que o Brasil protege o bandido, não o cidadão

Quando um indivíduo com diversas passagens pela polícia é posto em liberdade sem que tenha havido qualquer mudança concreta em seu comportamento ou condição, seja pela falta de estrutura do Estado, por interpretações jurídicas extremamente permissivas ou pela simples incapacidade do sistema de acompanhar cada caso, o resultado é previsível: novas vítimas, novos crimes e novos números nas estatísticas que nenhum brasileiro suporta mais ver — e, até por isso, aprova em massa ações policiais com mortes de criminosos.

Em setembro, comentei o episódio em que a juíza Mônica Miranda brincava, aos risos, com o fato de um criminoso de Inhumas-GO estar novamente em uma audiência de custódia. O “menino”, conforme a juíza o chamou, tinha passagens por homicídios, tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito; além disso, seria ligado a uma facção.

Pois bem, o nome dele era Kaique Carlos de Souza Ribeiro. Apesar do longo histórico criminal, ele estava nas ruas e cometendo mais crimes. O resultado: morreu em decorrência de uma troca de tiros com policiais militares, após os agentes receberem uma denúncia sobre dois suspeitos que estariam transportando drogas de Nova Veneza para Inhumas, em Goiás.

Kaique não estará em mais uma audiência de custódia, mas não por causa de Mônica ou do Poder Judiciário, e sim por suas próprias escolhas, cujas consequências culminaram em sua morte, embora pudessem ter vitimado ainda mais inocentes, como os próprios militares com quem ele e seu parceiro trocaram tiros.

Na semana retrasada, estive em El Salvador, onde palestrei e tive a oportunidade de ver de perto como um país que já teve a violência como símbolo se tornou a nação mais segura do Ocidente. Enquanto eu estava a caminho do Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), fomos orientados a desligar os celulares em determinado momento, pois os bloqueadores de sinal poderiam danificar os aparelhos.

A diferença já começa por aí — no Brasil, criminosos usam celulares, dão ordens de dentro da cadeia e conseguem manter ativas as suas redes sociais. Mas o que realmente revolta uma minoria é o fato de eu pegar o celular enquanto conversava com o Bolsonaro. Os motivos, nós todos já sabemos.

Claro que tudo ali no presídio de segurança máxima era muito bem estruturado, mas nada de outro mundo. Mais importante que a estrutura em si é o fato de eles terem conseguido fazer as coisas funcionarem.

Tudo o que vi e ouvi em El Salvador mostrou que é possível aprender com os acertos e até mesmo com os erros (que eles próprios destacaram), para que possamos mudar o cenário de impunidade no Brasil.

As reformas necessárias precisam ser feitas; a construção de um Judiciário menos político e parcial, e mais preocupado com o futuro do país, é essencial; e, o mais importante, é promover a conscientização sobre o que cada um de nós pode fazer em colaboração para um país que tem muito a oferecer de bom, mas ainda assim parece só estar regredindo.

Não podemos aceitar imposições para normalizar altas taxas de criminalidade, facções e milícias dando ordens, corruptos sendo perdoados enquanto outros são perseguidos e, enquanto isso, a população fica cada vez mais convencida de que as leis que aqui existem não funcionam; que a polícia prende e a Justiça solta; e que o crime parece compensar mais do que o trabalho honesto, porque a punição é rara, branda ou simplesmente ineficaz.

O Brasil precisa escolher de que lado está: do cidadão honesto ou do criminoso contumaz. Porque hoje, na prática, o sistema tem deixado claro qual lado decidiu proteger — e certamente não é o da sociedade.

DEU NO JORNAL

POR BAIXO DOS PANOS

Após mais de mil dias do terceiro mandato, Lula (PT) ainda não extinguiu “sigilos de 100 anos”, como prometeu durante a campanha de 2022.

Pelo contrário, agora até o Itamaraty pode agir em segredo.

* * *

Esperar que promessa de Lula seja cumprida é igual dar conselho a doido:

Pura perda de tempo!

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA