DEU NO X
DEU NO JORNAL
ISSO É MUITO BOM, GENTE
ALEXANDRE GARCIA
ENQUANTO LULA VIAJA, GÁS E GASOLINA FICAM MAIS CAROS

Gás de cozinha e gasolina terão aumento a partir de 8 de julho
O presidente Lula vai à Bolívia, nesta terça-feira, falar sobre gás. No mesmo dia, aqui no Brasil, triste coincidência: o preço do botijão de gás de cozinha terá aumento de quase 10%. Um pouco por causa do preço do petróleo, mas principalmente devido ao dólar, que subiu depois de declarações de Lula. Ele disse que não tinha nada a ver com isso, mas tanto tinha que, assim que deixou de criticar o Banco Central, o dólar voltou a cair. O Banco Central é o zelador da moeda e do crédito. Criticar isso significa abrir portas para a inflação. E, quando falam em gastar mais, sem controle, também surge inflação. E o dólar sobe, porque a moeda nacional se desvaloriza.
O botijão de 13 quilos de gás de cozinha será vendido para as distribuidoras por R$ 34,70, aumento de quase 10%. E, pelo mesmo motivo, a gasolina com que você for abastecer vai ter um aumento, também nesta terça, de 7,12%: serão R$ 0,20 a mais para a distribuidora; diz a notícia oficial que isso vai significar R$ 0,15 por litro – eu acrescentaria um “no mínimo”.
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Será que Lula vai entregar mais alguma coisa aos bolivianos?
Com Lula na Bolívia eu fico preocupado, porque em uma das vezes em que ele foi para a Bolívia deu um pedaço da Petrobras para Evo Morales. Em qualquer outra ocasião, o a entrada do exército boliviano em instalações da Petrobras equivaleria a uma declaração de guerra, mas naquela ocasião não aconteceu nada, foi um presente de Lula. Aliás, na segunda-feira, em Assunção, o dia foi de discursos e da entrada da Bolívia no Mercosul.
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PT bota seus candidatos para tirar fotos com Janja
O PT montou um estúdio em Brasília para prefeitos e pré-candidatos do partido que vão disputar a eleição em municípios com mais de 100 mil habitantes. Eles poderão tirar fotos com Janja e ministros. A recomendação é de cabelo cortado – ou seja, não pode ser cabelão – e roupa clara, se possível não estampada. Nem se falou em vermelho. O PT está sabendo que as coisas não estão boas para o partido. Basta vermos quanta gente vai às ruas quando Lula está visitando uma cidade, e como é quando o visitante é Jair Bolsonaro. Aí concluímos, brincando, que o eleitor de Lula só aparece no dia da eleição, depois some.
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Estado brasileiro já é inchado, e Lula quer aumentá-lo ainda mais
Lula disse que é preciso ter um Estado maior. Mas o Estado já está muito grande. Vejam o custo do funcionalismo do Estado brasileiro, em porcentagem do PIB, comparado com outros países. A folha de pagamento do Estado brasileiro ocupa 13% de tudo que se produz no país – tudo, serviços, indústria, comércio, agricultura. Na Alemanha, 7,6%; no México, 4,3%; no Chile, 7,2%. E isso não tem nada a ver com direita ou esquerda: o México e o Chile são de esquerda, a Alemanha é social-democrata. O problema é o estatismo, achar que o Estado é mais importante que a nação. É o contrário: o Estado está a serviço da nação. A nação é que faz o Estado para servi-la.
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Direita na França é campeã no voto popular, mas fez menos deputados que rivais
Na França, a direita avançou de 88 para 143 deputados, mas ficou em terceiro lugar na Assembleia Nacional. Foi a campeã de votos, com 37%, mas acabou sendo a terceira em cadeiras. A frente de esquerda teve 26,8% do total de votos, mas vai ter 182 parlamentares, o maior bloco. O partido de Emmanuel Macron recebeu 22,3% dos votos, terceiro lugar em apoio popular, mas ficou em segundo no número de deputados, com 168. Na madrugada de segunda-feira, a esquerda já começou fazendo bagunça, houve muito confronto com a polícia em Paris. Faltam menos de 20 dias para os Jogos Olímpicos, como é que estará Paris? Ah, e só para informar a vocês: quem faz a eleição na França é o Ministério do Interior, lá não tem TSE.
COMENTÁRIO DO LEITOR
OS VALORES JÁ SE FORAM
Novo comentário em ESQUERDA COMEMORANDO A VITÓRIA NA FRANÇA
Roque Nunes:
Nenhum povo, em nenhum quadrante do planeta, em nenhum momento da história, foge das consequências de seus atos e escolhas.
A Europa já morreu, só deixaram de avisar a ela.
Todos os valores que construíram aquele continente já se foram, são apenas palavras.
DEU NO X
NÃO DEIXARAM A FAXINEIRA REMOVER O LIXO
DEVIAM COLOCAR A TIA DA LIMPEZA PRA COMENTAR POLÍTICA… COM CERTEZA VAI MELHORAR MUITO O NÍVEL DO PROGRAMA. pic.twitter.com/O5D1Bdlw1R
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) July 9, 2024
DEU NO JORNAL
UMA TRAGÉDIA CHOCANTE
O governo Lula esperou para divulgar somente às 23h50 desta segunda-feira (8) uma nota oficial em que se manifesta contra o bombardeio a um hospital infantil em Kiev, da Ucrânia, provocando mortes e destruição, mas a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores nem sequer cita a Rússia, que realizou o ataque.
O governo brasileiro se manifestou cerca de 16 horas depois do bombardeio.
A covardia fez todo o mundo protestar já nas primeiras horas desta segunda-feira, condenando a guerra imparável de Vladimir Putin, mas o governo Lula se manteve em silêncio porque só costuma reconhecer “vítimas inocentes” na guerra de Israel contra o Hamas, grupo terrorista aliado dos petistas.
Desde o princípio do conflito o petista passa pano nas atrocidades da Rússia na guerra, vitimando principalmente a população civil.
Imagens do hospital confirmam a destruição, ao contrário da maior parte dos alegados ataques divulgados pelo Hamas e endossados por Lula.
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Chocante esta imagem.
Um cenário absurdo e arrasador, este bombardeio de um hospital de crianças.
A expressão “passar pano”, se referindo ao desgoverno petralha, resume tudo.
XICO COM X, BIZERRA COM I
COPA AMÉRICA JÁ ERA!
Nao devemos reclamar. Os meninos estavam cansadinhos. Ou você acha acha que não cansa ficar 4 horas no cabelereiro pra deixar barba e cabelo na régua antes de um jogo? Escolher a chuteira mais colorida também é cansativo. Você deve entender o sofrimento de um dia inteiro fechando um braço com uma tatto top pra aparecer na frente das câmeras … Só se sabe reclamar de nossos super craques. Já reparou como Garrincha era feio e Pelé desarrumado , ambos sem uma tatuagem sequer? Hoje, nossos craques são lindos e milionários. Pena que não saibam jogar futebol. Culpa de quem os convoca? Afinal, Paquetás, Aranas, Danilos, Joões Gomes, Marquinhos e outros estão aos montes por aí nas segundas e terceiras divisões do futebol brasileiro. Interesses estranhos definem as convocações. Mas a diferença maior é que nossos ‘craques’ estão acostumados à vida abastada, frequentam as melhores boates de Barcelona, Madri ou Paris e pilotam seus autobólidos na companhia de belíssimas mulheres. Acabou aquela época de jogador brasileiro que morava no Brasil e jogava em times brasileiros. Além do que, mais vale uma Champions League que una pobre Libertadores. Quem sabe, no século vindouro…
DEU NO X
BESTEIRA… APENAS UM PEQUENO ERRO…
CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS
ERA UMA VEZ NO OESTE (1968) – UMA OBRA-PRIMA
No dia 11 de julho de 1968, estreou nos cinemas alemães “Era uma Vez no Oeste”, de Sergio Leone. O filme se tornou um clássico não só pelo seu enredo espetacular, mas também graças ao elenco e à trilha sonora.
Três homens numa estação ferroviária, à espera de alguém. De quem, o espectador no cinema não sabe. Os minutos correm. O suor dos homens contagia os espectadores, o suspense torna-se quase insuportável. Gotas d’água e moscas transformam-se em instrumentos de tortura. As imagens em close up dominam a tela.
Então, o primeiro diálogo, icônico:
– Onde está Frank?
– Frank não tinha tempo.
– Vocês têm um cavalo para mim?
– Ha, ha, olhando em volta, eu só vejo três. Será que temos um a menos?
– Vocês têm dois a mais.
O próprio início de Era uma Vez no Oeste tornou-se legendário, um mito do cinema moderno, narra o crítico de cinema Jochen Kürten. E completa: a ele somava-se uma trilha sonora incomparável: poucas músicas na história do cinema foram tão marcantes como a composta pelo italiano Ennio Morricone. Sob diversos aspectos, Era uma Vez no Oeste consagrou-se como um clássico do cinema e um modelo de filme: música, encenação, direção, fotografia – em tudo isso, o filme criou um novo padrão em 1968.
Com o seu filme Por um Punhado de Dólares, o diretor Sergio Leone inventara o gênero denominado de spaghetti western, o qual ele próprio consolidaria com duas continuações. Com Once Upon a Time in the West (título original de Era uma Vez no Oeste), Leone voltou a criar uma obra-prima de caráter próprio, mesclando a mitologia do faroeste americano com a ópera europeia.
Era uma Vez no Oeste é a narração de uma viagem a um país distante, que se chama Estados Unidos da América. Mas refere-se a uma “Atlântida”, a um paraíso perdido. Leone trouxe da sua viagem as imagens da terra prometida, imagens de um anseio, de um sonho. Ele interligou essas imagens com os recursos de uma forma mediterrânea de expressão artística, a ópera. No seu dicionário do filme de faroeste, o crítico Joe Hembus atribuiu a Era uma Vez no Oeste a mesma afinidade com Giuseppe Verdi presente em John Ford.
A história narrada pelo filme é bastante conhecida. O caladão Charles Bronson, cujo personagem não tem nome no filme, busca vingança. Quando criança, ele fora testemunha de um ritual macabro de assassinato, sendo obrigado a tocar uma canção na gaita-de-boca enquanto o seu pai era enforcado.
Paralelamente, Leone conta também a história da conquista do Oeste pela ferrovia, a história da linda prostituta Jill (Claudia Cardinale), do bandido Frank (Henry Fonda) e do velhaco de boa índole Cheyenne (Jason Robards), em imagens belíssimas e diálogos lacônicos, que são tão simples como verossímeis:
– Ninguém sabe o que o futuro trará. Por que eu estou aqui? Eu quero a fazenda ou a mulher? Não. Você é o motivo. E vai me dizer agora quem você é!
– Algumas pessoas morrem de curiosidade.
Isso se confirma no final. Henry Fonda, que em toda a sua longa e bem-sucedida carreira anterior sempre encarnara o mocinho, sucumbe sobre o chão poeirento. Morto por Charles Bronson, que quase sempre fazia o papel do malvado. Também essa inversão de papéis foi um choque para os espectadores da época.
Em Era uma Vez no Oeste convergia muita coisa e eram muitas as interpretações possíveis naquele ano de 1968. Capitalismo e revolução, cultura clássica e cultura pop americana, mitologia grega e ópera, amor e tragédia: ou seja, cinema na forma e perfeição mais pura e original, além de uma música que, ainda hoje, dá um arrepio na espinha.
DEU NO JORNAL
A FRANÇA ELEGE O IMPASSE
Editorial Gazeta do Povo

Jean-Luc Mélenchon celebra a vitória da Nova Frente Popular, de esquerda, na eleição parlamentar de 7 de julho
O “todos contra Marine Le Pen” instaurado após o primeiro turno da eleição parlamentar francesa, quando o Reagrupamento Nacional (RN) despontou como líder, se mostrou uma estratégia parcialmente bem-sucedida: a direita nacionalista não saiu vencedora do segundo turno da votação, ocorrido neste domingo, mas ao mesmo tempo o surgimento de três blocos de tamanhos muito similares e completamente antagônicos entre si aumenta as possibilidades de uma paralisia total na Assembleia Nacional, a câmara baixa do Parlamento francês.
Pelas regras eleitorais, houve segundo turno em 501 dos 577 círculos eleitorais da França; em 311 deles a disputa ocorreria não apenas entre os dois mais votados em 30 de junho, mas até entre três ou até quatro candidatos, já que todos os que haviam conseguido ao menos 12,5% dos votos no primeiro turno estavam qualificados. O Ensemble (Juntos), do presidente Emmanuel Macron, e a Nova Frente Popular, de esquerda, costuraram uma aliança nesses casos: se o terceiro colocado em certo distrito fosse um macronista, ele desistiria para apoiar o candidato da NFP, e vice-versa, sempre tendo em mente a diminuição das chances do RN. Com as desistências, o número de círculos com três candidatos ou mais caiu para 91; em 149, a disputa se resumiu a um duelo entre o RN e a NFP; em outros 134, sobraram só os candidatos da direita e do Ensemble.
O isolamento a que o RN foi submetido alterou drasticamente os prognósticos. O grupo de Marine Le Pen e seus aliados, que haviam liderado o primeiro turno em 297 círculos, terminaram vencendo em apenas 106 deles; somando-se os candidatos eleitos já no primeiro turno, terão 143 deputados e serão somente a terceira força da Assembleia Nacional. Por outro lado, o Ensemble ganhou uma sobrevida: se antes parecia condenado ao encolhimento, no domingo terminou em segundo lugar, com 168 deputados, apesar de ter liderado o primeiro turno apenas em 69 círculos. Por fim, a NFP, que liderara o primeiro turno em 157 distritos, venceu em 150 e terá 182 deputados, somando os que já elegera no domingo anterior. Completam a Assembleia Nacional 45 deputados dos Republicanos, de centro-direita; e grupos bem menores de independentes (de todos os lados do espectro político) e regionalistas.
Nem tudo, no entanto, é desastre para o Reagrupamento Nacional e Marine Le Pen, que reconheceu a derrota no domingo com serenidade – ao contrário da esquerda, que causou tumultos em várias cidades francesas tanto no dia 30, revoltada com a liderança da direita, quanto no último domingo, celebrando sua vitória. A votação total do RN subiu de 33% para 37% (em contraste, a NFP perdeu 2,5 pontos porcentuais em apoio geral), o que levou Le Pen a falar em “vitória adiada” e afirmar que “a maré está subindo”.
Do outro lado, o acordo entre o macronismo e a NFP para impedir a maioria direitista tem validade muito limitada. Os dois grupos estão muito longe de compartilhar plataformas comuns, e a esquerda fez tudo o que pôde para inviabilizar as reformas de Macron, especialmente as mudanças na previdência social – o atual ministro da Economia já alertou, nesta segunda-feira, para o perigo da implementação do programa da esquerda. A NFP, agora, pressionará para nomear o primeiro-ministro – Gabriel Attal, do Ensemble, já apresentou sua renúncia a Macron, mas permanecerá no cargo interinamente enquanto os partidos negociam a formação de maiorias, uma tarefa bem difícil, já que mesmo a NFP ficou mais de 100 assentos abaixo do necessário para a maioria de 289 cadeiras. O fato de os esquerdistas serem liderados por um extremista como Jean-Luc Mélenchon, um fã de ditadores acusado de antissemitismo, deve dificultar ainda mais a busca por adesões fora da esquerda.
Macron pode até ter evitado o derretimento de seu grupo político, mas a jogada política de antecipar eleições que só deveriam ocorrer em 2027 ainda terminou muito mal para ele e seu governo. Se o objetivo era impedir o fortalecimento da direita nacionalista, ele foi conseguido apenas parcialmente: a RN ficou sem a maioria, mas aumentou sua votação popular e o número dos seus deputados. Como se não bastasse, a manobra ainda permitiu o fortalecimento dos extremistas de esquerda, que se tornaram o principal bloco na Assembleia Nacional – um perigo que só é atenuado pela real chance de impasse resultante da completa falta de afinidade entre NFP, Macron e RN. E, caso a paralisia se concretize, os franceses terão de aguentá-la por no mínimo um ano, já que a Constituição do país não permite novas eleições dentro desse intervalo.


