E vamos que vamos. pic.twitter.com/qlNqV87qW9
— Luciano Giuseppe (@LucianoGiusepp4) July 20, 2024
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Os pagadores de impostos brasileiros atingem, neste domingo (21), a marca de R$ 2 trilhões em taxas, contribuições, impostos etc. pagos ao governo em 2024, apontam dados do “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo.
A arrecadação oficial apenas no mês de maio, segundo o governo Lula (PT), foi de quase R$ 203 bilhões.
Ainda assim, houve rombo de R$ 61 bilhões nas contas públicas.
O Imposto de Importação, Imposto de Renda e ICMS são os tributos que mais renderam ao governo federal, aponta a associação.
Este ano, o cidadão brasileiro precisou trabalhar 149 dias apenas para pagar os impostos cobrados pelo governo.
São Paulo é a unidade da federação que mais contribuiu com a fortuna de impostos até o momento: mais de R$ 715 bilhões, 37,4% do total.
* * *
Tô engasgado.
Num consigo falar nada.
Deixo os comentários por conta dos especialistas fubânicos.
Vou tomar um calmante e procurar relaxar.
Espero que tenhamos todos um bom domingo de R$ 2 trilhões.
A infância de qualquer um de nós, seja homem ou mulher, mas que, se não foi embora para Pasárgada, um dia foi menino ou menina. Não havia a idiotice usual dos dias de hoje, de menino ou menina “trans”. Tenha alguém hoje 50, 60, 80 ou mais de 100 anos, com certeza a melhor fase da vida foi entre os 3 e 12 anos.
Eu costumo chamar de a “fase do absolutismo”, que sempre tivemos razão em tudo, ou, no mínimo, nossos pais nos davam. Se os pais não dessem, os avós davam.
E, por que, “fase do absolutismo”?
Porque tudo ou quase tudo é relevado. Perdoado. Entendido e carregado da frase: “coisas de criança”.
É, ou era habitual – pelo menos no Nordeste, ou, particularmente em Fortaleza, o “café da tarde”. Sempre entre as 15 ou 16 horas.
O menino sempre era o encarregado de ir até a bodega comprar o pão. Pão quentinho, que nunca estava quente. Pão d´água (como chamamos no Ceará), que é o mesmo pão francês, que é conhecido no Maranhão como “pão massa grossa”. Se o pão d´água ainda não tivesse chegado na bodega, ou tivesse chegado e tivesse sido todo vendido, podia comprar o “pão sovado” que, no Maranhão é chamado de “pão massa fina”!
Pão d´água ou pão francês ou pão massa grossa
Acompanhava a compra do pão para o café da tarde, “mil réis de manteiga”, de qualquer marca, que o bodegueiro tirava de uma lata grande com uma espátula de madeira, e colocava num pedaço de papel de embrulho – aquilo evitava que o menino demorasse no percurso entre a bodega e a casa. Caso contrário, a manteiga derretia e o puxão de orelha era garantido. E, quem levava o puxão na orelha, nunca ficou “deprimido”, como ficam os “afrescalhados” de hoje.
Pão sovado ou massa fina
Mas, o aparentemente inexplicável sempre acontecia. E acontecia durante o percurso entre a bodega e a casa do menino: o bico do pão era subtraído e comido. Por que o “bico”?
Além da garantia do sermão e do puxão na orelha, a ameaça da mãe, que iria até a bodega reclamar que o bodegueiro estava vendendo pão sem bico. A gente tremia de medo e acabava assumindo que comera o bico. Repito a pergunta: por que o bico?
A lata grande de onde o bodegueiro retirava a manteiga
Minha mãe, sem graduação universitária ou doutorado, dava “quinau” em muitos gênios, principalmente nas atividades domésticas. Além de ser, também, excelente bordadeira, profissão que “empreendia” para aumentar a renda e garantir as despesas da casa.
Pois, na hora de cortar o pão para servir aos filhos, ela nunca cortava na vertical. O corte era feito “atravessado”, de forma que parecesse maior cada pedaço – e, só então, ela mesma passava a manteiga, para garantir que a porção comprada atenderia a todos.
E era aí que aconteciam as reclamações:
– Por que, o pedaço dele é maior que o meu? Perguntava um filho.
– Por que eu quero! Respondia a mãe.
– Pois no pedaço dele, a senhora passou mais manteiga que no meu! Continuava reclamando o mesmo filho que fora comprar o pão na bodega.
Toda tarde eram comprados três pães grandes, hoje chamados de bisnaga. Um pão seria comido no café da tarde e os dois eram servidos no jantar, acompanhando a sopa, invariavelmente de feijão.
Vida de pobre, caminho para jamais subtrair algo de alguém ou virar petista.
A deliciosa bolachinha “Roma”
Quando a casa recebia alguma visita, o café da tarde, além do pão d´água e da manteiga “real”, tinha o acréscimo da sensacional bolachinha “Roma”, uma maravilha nordestina que as atuais gerações não tiveram o prazer de conhecer.
Semana passada tratei de uma questão focada no pensamento esquerdista comparando-a à um sistema monárquico no qual a sucessão se faz por hereditariedade. De fato, eu queira mostrar que do ponto de vista do pensamento esquerdista, o poder deve ser alternado, SEMPRE, com alguém da própria esquerda, sendo qualquer candidatura fora desse espectro considerada fascista. Citei o plebiscito de 1993 no qual a gente tinha que decidir entre monarquia ou república, acrescentando que minha opção pela república foi pela falta de cabimento de uma monarquia no Brasil, “não porque eu tenha nada contra a família real, mas porque me parece a manutenção de gastos adicionais com mordomias desnecessárias para um país que vende almoço para comprar janta”. O nobre colunista do JBF, o poeta Jesus de Ritinha de Miúdo, fez um comentário declarando sua preferência pela monarquia e trazendo uma nota de Cláudio Humberto que dizia que a família real inglesa custava menos que o STF brasileiro. Senti-me na obrigação de esclarecer.
O orçamento do STF em 2023, importou em R$ 851.778.002,00, enquanto os custos do erário inglês com a Coroa foi £ 86,3 milhões, ou seja, R$ 619.280.170,00 considerando a paridade do dia 19/07/2024, onde £ 1,00 =R$ 7,1759. Onde está escrito que uma possível família real brasileira custaria menos que o STF? Mas, acredito que precisamos compreender que os reinados de antigamente são bastante diferentes de reinados atuais. A monarquia de antes era um poder absoluto plenamente externado nas palavras de Carlos XIV quando disse “o Estado sou eu”. Era, exatamente assim: era o rei quem mandava e desmandava de acordo com sua conveniência.
O período do império no Brasil, teve a dissolução da assembleia constituinte por D. Pedro I em 1823, a promulgação da 1ª constituinte em 1824 (lá se vão 200 anos) que tinha 8 capítulos. Colocava o Brasil como uma monarquia hereditária e o seu artigo 102 dizia que “o poder executivo era exercido pelo imperador”. Não havia estados, mas províncias e os senadores eram eleitos para um mandato vitalício. A constituição de 1891 transformou o país na união indissolúvel dos seus estados e isso tem mantido até hoje.
A história relata os diversos reinados pelo mundo, uma boa parte deles comandados por verdadeiros tiranos. Átila, rei dos hunos, era conhecido como o “flagelo de Deus”. Foi, talvez, o mais sanguinário monarca na sua sanha de derrotar o império romano, outra fonte de degradação humana devido a figuras como Calígula (verdadeiro pervertido sexual que estuprava quem ele quisesse) ou Nero que teve como marca do seu governo o fato de tocar fogo em Roma.
O Czar Ivan IV, não ganhou a alcunha de “o Terrível” por brincadeira. Mandou matar 15 mil pessoas, deu uma surra na nora que perdeu a gravidez e ao ser confrontado pelo filho, matou-o a bengaladas, mas não fica atrás do príncipe Sado da Coreia que estuprava diversas mulheres e para aliviar o estresse matava seus eunucos caso eles não lhes trouxessem roupas do seu agrado.
As aberrações praticadas por reis vão além da compreensão humana. Calígula manteve um caso incestuoso com Drussila, sua irmã, e praticava tortura em alto grau, fazendo seus inimigos padecerem sob diversas flagelações. Ele matava devagar, torturando, a ponto de levar vários dias, por exemplo, assassinar uma pessoa. Lógico, que no tempo atual esse tipo de comportamento não seria aceitável porque a tirania tem sido, intensamente, combatida. Foi assim com Hitler: o mundo se uniu para derrotá-lo. Hoje, há uma congregação bem maior de nações, há acordos internacionais que devem ser corroborados pelos países e os eventuais arranca-rabos são pontuais. Portanto, não devemos medir por essa régua um sistema monárquico, constitucional, hereditário como na Bélgica, na Inglaterra, em Mônaco, dentre outros.
Não esqueço a franqueza do rei Juan Carlos I, da Espanha, durante encontro da XVII Conferência Ibero-Americana que aconteceu no Chile, em novembro de 2007 quando se dirigiu a Hugo Chávez dizendo: ¿Por qué no te callas? Ganhou minha simpatia na hora. É sempre um rigojizo verificar um imbecil sendo colocado no lugar onde o imbecil deve ficar.
Guardo por D. Pedro II a impressão salutar de um bom gestor. Certa ocasião, em visita ao Recife, ele se percebeu o grande de indigentes às ruas e prometeu enviar recursos para que se construísse um sanatório. Hoje, no bairro dos Coelhos, este “sanatório” tem o nome de Hospital D. Pedro II. Não era de graça que ele era chamado de “magnânimo”. Princesa Isabel, na terceira vez que assumiu a regência, por ausência do pai, tornou livre os escravos. Ficou conhecida como “a Redentora” e foi-lhe dito que ela “libertava uma raça, mas perdia a coroa.” O alferes Joaquim Inácio Batista Cardoso, avô de Fernando Henrique Cardoso, queria fuzilar a família real.
Na essência, meu texto não foi, em absoluto, criticar o regime monárquico. O país é, naturalmente, régio. Temos o rei do futebol, o rei da música popular brasileira, o rei da picanha, o rei da carne de sol, na BR 232, em Gravatá, tem o rei da grama, 500 metros depois tem o rei das coxinhas, um pouco adiante você encontra a Rainha dos pastéis. Não podemos esquecer o rei momo, a rainha do carnaval e a rainha da bateria das escolas de samba, a rainha do tráfico que recebeu passagens e diárias do poder público para participar de um evento no ministério da justiça. Rainha da pamonha, também em Gravatá, tem a padaria rainha da Várzea. Ah! Para não esquecer: você pode viajar nos ônibus da princesa do agreste.
Minha análise não se apoiava no custo ou na importância de termos uma família real. Particularmente, eu prefiro um sistema republicano pela organização do território em estados e não províncias. Não tenho nada contra as provinciais, também, mas acho que a alternância no poder é fundamental e não vejo a hereditariedade como sendo o melhor critério de escolha. O que insisto é no ponto central do texto: uma comparação entre o pensamento da esquerda para se manter no poder versus a monarquia. Reparem: é uma comparação, não uma agressão ao sistema.
O que eu disse, e insisto, é: a esquerda atua de forma a perpetuar-se no poder, sendo as alternâncias no cargo algo que deve ocorrer apenas entre que professa esse pensamento. Qualquer pessoa fora desse universo deve ser excluído por se tratar de uma fascista. Essa é a lógica.
Ninguém imagina o tanto
Da força da oração.
Mote deste colunista
Eleve a Deus seu pedido,
Que Ele sempre ouvirá…
E por ações lhe fará
Sentir que foi, sim, ouvido.
Rezar faz sempre sentido,
Traz paz e libertação.
Mergulhe o seu coração
Em Deus na hora do pranto,
Ninguém imagina o tanto
Da força da oração.
Melchior SEZEFREDO Machado
Para o espírito e pra alma
Para a mente alimentar
Faz o bem sem maltratar
Tirando-a de qualquer trauma
Alimento que acalma
Tenha fé no coração
Sempre ajude um irmão
Que resulta num encanto
Ninguém imagina o tanto
Da força da oração.
Cabal Abrantes
Ela transporta montanha
De um pra outro lugar
É capaz de transformar
Com sua força tamanha
O que tem fé sempre ganha
E recebe o galardão
Vai direto pra mansão
Morar com O Espírito Santo!
Ninguém imagina o tanto
Da força da oração.
Poeta Nascimento
Ore com fé ao Senhor
E por tudo agradeça
Sua palavra obedeça
Para ser merecedor
Da graça do Salvador
Atendendo a petição
Mudando a situação
Que sempre causa quebranto
Ninguém imagina o tanto
Da força da oração.
Leo Brasil
Se você não quer rezar
Acredite, eu lhe respeito,
Livre arbítrio é um direito
Que ninguém pode tirar.
Mas se acaso passar
Por alguma expiação,
O Autor da Criação
Virá lhe dizer num canto:
-Ninguém imagina o tanto
Da força da oração!
Wellington Vicente
Gostaria de sertanejo?
Então curte essa:
Vou taxar, desculpe mas eu vou taxar…
Leandro & Leonardo pic.twitter.com/S1W2C2YWEH— Tumulto BR (@TumultoBR) July 20, 2024
Alguém discorda?
Pai diz ao filho: Você vai casar com a mulher que eu escolher.
Ele disse: Não.
Eu disse: Mas ela é filha do Bill Gates.
Ele rapidinho disse: OK.
Liguei então para o Bill Gates e disse: Quero que sua filha case com meu filho.
Bill disse: Não.
Eu falei para o Bill: Meu filho é CEO do Banco Mundial.
Gates disse: OK.
Liguei então para o presidente do Banco Mundial pedindo para fazer o meu filho ser o CEO do Banco.
Ele disse: Não.
Eu disse-lhe: Mas ele é genro do Bill Gates.
Ele respondeu: OK.
E é exatamente assim que a política funciona…
É ou não é?
Mário Rodrigues Sette nasceu em Recife, PE, em 19/4/1886. Escritor, professor, cronista, tradutor, jornalista, radialista, memorialista, dramaturgo e agitador cultural do Recife em pricípios do século XX. Teve papel destacado na construção de uma cultura histórica republicana em Pernambuco.
Filho de Ana Emília Luna Sette e Antonio Rodrigues Sette Jr., foi alfabetizado em casa e fez o curso primário na escola de seu avô materno. Aos 11 anos ficou órfão do pai e a família foi morar em Santos, SP. Após uma temporada, sua mãe casou-se de novo e a família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde concluiu o curso secundário e foi redator do jornal estudantil A Semana, do Colégio Pedro II.
Aos 15 anos, não convivendo bem com o padastro, decidiu voltar ao Recife e foi morar na casa de um tio. A juventude foi levada na “boêmia” junto aos estudantes da Academina de Direito, frequentando o Café 15 de Novembro, a Livraria Francesa, entre outros “points” da cidade, e retomou o namoro com a menina que conhecia desde criança. O casamento se deu em 1927; tiveram 3 filhos e viveram em Olinda e Recife. Ainda solteiro colaborou em jornalecos humorísticos e também em grandes jornais, como A Província e Diário de Pernambuco.
Já casado, trabalhou na ferrovia Great Western e nas Lojas Paulistas, atual Casas Permbucanas. Apartir de 1909 foi funcionário público dos Correios de Pernambuco e continuou colaborando com outros jornais, como o Jornal Pequeno e, mais tarde, com a famosa revista Fon-fon, do Rio de Janeiro. Seu primeiro livro – Ao clarão dos obuses – publicado em 1916, foi bem recebido pela crítica e teve 2 edições. O segundo – Rosas e espinhos – lançado em 1918, também recebeu boa acolhida do público e da crítica. O terceiro – Senhora de engenho – em 1921, marcou sua consagração na literatura nacional.
A 1ª edição foi esgotada em 15 dias, um best-seller com 7 edições, com a 3ª publicada pela editora de Monteiro Lobato, numa tiragem de 5 mil exemplares. O livro garantiu-lhe uma vaga na Academia Pernambucana de Letras. Em 1925 ingressou no magistério e passou a lecionar História e Língua Francesa em inúmeros colégios particulares do Recife. Nas décadas de 30 e 40, suas publicações passam a tratar mais da reconstituição histórica, social e pitoresca do Recife em fins do século XIX e princípios do XX.
Dentre estas obras encontram-se Maxabombas e maracatus (1935) e Arruar (1948), sobre a qual Gilberto Freyre escreveu: “Quem lê Arruar... se é pernambucano, fica mais pernambucano; se brasileiro de outro Estado, mais amigo de Pernambuco e do Recife; se estrangeiro, mais simpático à gente pernambucana e à cidade que não é apenas capital de um Estado, mas metrópole de uma região”.
Em 1943 transpôs para o teatro seu livro Senhora de engenho e pediu ao seu amigo Capiba para compor a valsa Maria Betânia, nome da protagonista. A música fez mais sucesso do que a peça, pois extrapolou para outros estados, como a Bahia, onde Caetano Veloso aproveitou para sugerir o nome de sua irmã recém nascida. Pouco depois tornou-se radialista ativo no comando de alguns programas, dos quais destaca-se “A Hora da Saudade”, na Rádio Jornal do Commércio.
Faleceu em 25/3/1950 e teve sua vida e legado esmiuçados numa tese de doutorado em História, defendida por Amanda Alves Miranda Cavalcanti, em 2023, na UFPE-Univesidade Federal de Pernambuco, com um título apropriado: Mário Sette, o condutor de travessias históricas pelo Recife, à disposição no link https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/54168
Outro link, de consulta mais breve é o site Mário Sette – Um conceito de pernambucanidade (mariosette.com.br)