
É inerente ao ser humano o comodismo de adiar. Mas algumas coisas não devem ser adiadas e não há quem me faça adiá-las: alegrias, sorrisos, abraços, por exemplo, não podem ficar para depois. Muito menos guardados, a não ser no lado de dentro do peito.
NO ADIAR, SOU MESTRE
Eu sou Mestre em adiamentos. Quantas vezes já adiei a ida ao médico porque a dor diminuiu. Outras vezes tantas deixei para outro dia a visita à farmácia para comprar aquele medicamento receitado pela dermatologista. O deixar de fumar adiei diversas vezes, quase tantas quanto posterguei o início daquele regime que só fazia ressaltar em mim o maldito ‘efeito sanfona’. No dia de aparar a barba eu sempre encontro razões e motivos para deixar para o dia seguinte. Outro adiamento que se repete ano após ano é o de dar início a declaração do imposto de renda: juntar a papelada, buscar a calculadora e começar a sessão de tortura. Normalmente fica para a última semana antes do prazo fatal. Fazer o que? O leão é voraz e não aceita desculpas.
BEIJO, SORRISO E ABRAÇO
Agora tem uma coisa que nunca adio: o encontro com três menininhos lindos que me chamam de Vovô. Aí para encontrá-los eu deixo para trás até o jogo do Sport que está passando na TV. Um beijo de Bê, um sorriso de Vini e um abraço de Léo valem mais que um gol de Wagner Love ou uma taça a duras penas conquistada. Muito mais. Troféu sem comparação.








