
O amor e a bem-querença são temas recorrentes em meus escritos e músicas. Muito bom falar do que se aprecia.
Mas perguntaram-me, dia desses, do que não gosto e nem precisei pensar muito para responder. Além das obviedades que, certamente, ninguém gosta, como, por exemplo, o ficar doente, a má companhia, a falsidade de ‘amigos’, o fazer ou receber o mal, o inescrupuloso político, o assistir nosso time ser goleado pelo maior rival, outros itens fazem parte do meu acervo pessoal do não-gostar. Por exemplo:
– Pimentão, amarelo, vermelho ou verde, não importa a cor: detesto-os. Conseguem a proeza de estragar o meu ‘de-comer’, contaminando com aquele gostinho chato qualquer que seja a comida. Outros temperos deixam muito mais feliz o meu paladar;
– Gavetas abertas: elas foram feitas para viverem fechadas, por conterem, muitas vezes, segredos e confissões privativos de quem lá os guardou. Fecho-as sempre que as encontro escancaradas. Para viverem fechadas foram concebidas;
– Portas e Janelas fechadas: ao contrário das gavetas, abertas deveriam sempre estar para receber gente e para que se retirem os indesejados. Além do que, janelas e portas fechadas são sinônimo de calor e mal-estar. Se abertas estão, pode adentar uma pessoa que aguardamos, uma fresca brisa ou até um passarinho cantador para nos alegrar;
– Números ímpares: prefiro os pares, a exemplo das pessoas. Nada pior que uma pessoa solitária, sem par, como o 1, o 3, o 5 … Sou daqueles que gostam dos pares, juntos, sempre acompanhados. Meu número preferido é o 2, talvez pelo 2 pra lá, 2 pra cá que os passos de um bolero sugerem;
Poderia ainda elencar mais algumas coisas que não me deixam feliz. Para não deixar vocês infelizes, paro por aqui. Depois, talvez, continue.
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Caro Xico, o pimentão para v. é como o coentro para mim. Deixa um gosto terrível na comida. Sou muito mais o cheiro verde.
O pimentão, via de regra não é para se comer cru e sim servir de tempero em quantidades regradas a algumas comidas, como o bacalhau.
Se cru, o pimentão deve ser como a cebola, em pequenas tiras finas e jamais ser o ingrediente principal. Serve para colorir saladas.
João Francisco, bom dia!
Veja como os gostos verdurais se diferenciam de pessoa para pessoa. Ou de nós para nós.
Todas as verduras, eu só como e só gosto cruas. Parece-me ter nascido com o DNA de coelho.
Só detesto o alho cru. Mas cozido, eu como um panelaço.
Meu pai tinha um sítio. Será que foi mamãe que nos fez gostar tanto de verduras cruas fazendo suas paneladas?
Caro Ciço, alho cru é para os fortes. Não cheguei neste ponto ainda. rsrs
Do resto de frutas, verduras e legumes, tirando o coentro e o pimentão em excesso, tudo vai bem.
Abraço
Meu caro João, cada um com seu gosto. Pimentão, nunca! Nem cru, nem cozido, inteiro ou em tiras. Saladas, deixo-as descoloridas, se deles depender. Abraço
Xico, bom dia!
Certamente do bom dia o menestrel gosta, porque, igual a uma porta aberta, nele entra o desejo de admiração e esperança da parte contrária.
Gosto de tudo que o mestre escreve, principalmente dessas geniais minicrônicas.
Abraçaço, como diz o mano Caetano.
Bom dia, seu ‘Ciço’. Senti sua ausência por aqui. Obrigado pelo generoso comentário: deixou-me acho e feliz. Receba meu abraço.