
O machado, longe da mão de quem o conduz para o erro, será apenas um machado, não mais que uma ferramenta de trabalho. Só isso. O homem que o carrega para o mal, para o abate de inocentes árvores, este sim, é um criminoso impiedoso e por isso nem merece ser chamado de ser humano. Pior que estes, aqueles que, detentores do poder, permitem tamanha crueldade contra o próprio homem, a natureza e o meio ambiente.
O CÉU CINZENTO
Quando o céu se tinge de cinzento e a fumaça apaga a beleza das nuvens, a consciência criminosa do desmatamento surge manchada pela vergonha e indecência. Ouve-se, então, o entoar triste do cântico das maldades e a textura fria de uma poesia de pé quebrado, de um texto subjetivo e de conclusão duvidosa ou de uma zoada de péssima qualidade equivocadamente apelidada de Música.
O CHORO DOS POETAS
João Cabral e Jorge Amado, lá de cima, dão as mãos a Hélder Câmara e a Josué de Castro, a eles se juntando Bandeira e Paulo Freire, que choram juntos o fim do sonho verde. Manuel de Barros, a um canto, junta-se às rãs e às flores num abraço de dor. A todos estes e a mais alguns unem-se os homens de bem, numa tentativa de impedir o ‘passar da boiada’. Às vezes, já é tarde. Tomara que ainda dê tempo.








