
Conversando com Bernardo, meu neto, 9 anos, lembrei de quando era criança, menor que ele, idos de 1958, copa da Suécia. Meu pai andava comigo pelas ruas do Crato e, ao encontrar amigos, pedia que eu recitasse a escalação da Seleção Brasileira que havia disputado e ganho, um mês antes, a Copa do Mundo de Futebol. E lá ia eu, misto de orgulho e vaidade: Gilmar dos Santos Neves, Djalma dos Santos, Hideraldo Luiz Bellini até Edson Arantes do Nascimento e, finalmente, Mário Jorge Lobo Zagalo, o ponta esquerda, número 11 (naquela época ainda existia o ponteiro esquerdo nos times). Sabia de cor o nome completo de todos os titulares da ‘canarinha’. Nesta última Copa contei a Bernardo este fato e sabendo ele mais que eu sobre times, seleções e jogadores, perguntou-me, curioso: – Vô, e a seleção atual, você sabe o nome dos jogadores? Não sei, respondi-lhe e, para ser sincero, nem me interessa saber os nomes, ou apelidos desses ostentadores exibicionistas, tatuados do pescoço ao mocotó, cabelos descoloridos, que vestem a ‘amarelinha’ da seleção. Causam-lhe preocupação, muito mais que qualquer outra coisa, seus interesses pessoais. Ao lixo a causa maior que deveria ser a defesa, com bravura, das cores de nosso País. Não disse isso a Bernardo: não seria justo decepcioná-lo, ele que está empolgadíssimo com o futebol brasileiro e sonhando ser goleiro. Eu preferia vê-lo médico. Ou advogado. Engenheiro, quem sabe? Aliás, melhor pensando, eu preferia vê-lo feliz, praticando o bem, qualquer que seja a profissão por ele escolhida. Apenas deu-me saudade dos tempos de Manoel Francisco dos Santos, sem tatuagens, jogando por amor, encantando a todos como fazem os passarinhos iguais a ele, ariscos, de drible fácil, difíceis de serem caçados …
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E herdeiro de uma tribo Pernambucana, os Fulniôs. Viva Garrincha. E viva Xico!!!
Pelo visto, Xico, não foi o tempo que lhe deu sabedoria. Já era sábio desde criança.
O Fulniô de pernas tortas. Viva Mané, Dr Zé Paulo.
Beni: muito mais memória que sabedoria, amigo. Hoje, uma, não tenho mais (memória); outra, cada dia ‘mais menos'(sabedoria).
Abraço aos dois.