DEU NO JORNAL

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COPOM REDUZ JUROS, MAS SEGUE ALERTANDO PARA RISCO FISCAL

Editorial Gazeta do Povo

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A sede do Banco Central, em Brasília

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central publicou, nesta terça-feira, a ata da reunião da semana passada, que terminou com uma nova redução mínima na taxa Selic, agora em 14% ao ano. Se na reunião anterior a comunicação dos diretores do BC mais confundiu que esclareceu – tanto o comunicado quanto a ata traziam mais argumentos pela manutenção dos juros que pela sua redução –, desta vez o colegiado foi ligeiramente mais breve, evitou algumas expressões mais ambíguas, e manteve a prática de não antecipar movimentos futuros enquanto não houver mais clareza a respeito de vários tópicos, que vão de conflitos internacionais à política fiscal do governo brasileiro.

Como tem sido há vários meses, o cenário internacional continua indefinido, especialmente devido à continuação do conflito entre Irã e Estados Unidos, que afeta diretamente o fornecimento e os preços internacionais do petróleo, e à política comercial norte-americana, com a entrada em vigor de um novo tarifaço global imposto por Donald Trump, punindo dezenas de países com alíquotas de 10% a 12,5%. Internamente, o Copom avalia que a atividade econômica está em desaceleração, embora o mercado de trabalho siga aquecido. Os diretores do BC insistem no fato de os rendimentos médios estarem subindo acima da produtividade do trabalho e defendem o aprofundamento da “avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia” – uma forma elegante de dizer que, se os salários sobem, mas a produtividade não, o resultado é aumento de demanda e, consequentemente, dos preços.

Mais significativo é o fato de o Copom ter mantido, no comunicado e na ata da reunião da semana passada, uma novidade introduzida após a reunião de junho: um alerta mais explícito sobre o risco fiscal introduzido pelo governo Lula. O texto volta a listar, entre os riscos de alta para a inflação, os “estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial” – ou seja, o pacote de bondades lulista, que estimula as famílias a seguir gastando. E afirma, como também já fizera antes, que “o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia”.

Eis aqui o ponto mais importante: um governo fiscalmente irresponsável em Brasília é mais destrutivo no médio e longo prazo que um conflito no Oriente Médio. O IPCA está em desaceleração desde abril, e em julho o acumulado de 12 meses voltou a ficar dentro do limite superior de tolerância da meta, mas Lula já antecipou, em seu plano de governo recentemente divulgado, que deve manter políticas potencialmente inflacionárias. Não há menção a um ajuste fiscal relevante; em vez disso, o texto defende a manutenção do atual arcabouço fiscal, que garante aumento real na despesa pública independentemente do desempenho da economia, e afirma ter “reorganizado as contas públicas”, quando na verdade Lula conseguiu fazer a dívida pública dar um salto de mais de dez pontos porcentuais como proporção do PIB, comprometendo gravemente o futuro fiscal do país.

“A inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”, conclui o Copom, indicando que os juros podem até continuar a cair no futuro próximo – embora o colegiado não dê nenhuma indicação concreta a esse respeito –, mas seguirão altos enquanto as incertezas internacionais não se dissiparem e enquanto o Brasil não adotar um ajuste fiscal digno do nome. A insistência na gastança e nas bondades de estímulo ao consumo, armas com as quais Lula pretende conseguir a reeleição, já cobram seu preço, e continuarão a cobrá-lo, talvez forçando a antecipação do fim do atual ciclo de afrouxamento monetário.

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PRISÃO

Se confirmada a impressionante denúncia de envolvimento de Lindbergh Farias (PT-RJ) no suborno de R$ 16 mil para uma mulher prestar falso testemunho, afirmando ter sido atacada pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), não impõe apenas cassação de mandato.

Exige prisão.

* * *

Se for prender tudo quanto é petista envolvido em falcatruas, num vai ter cadeia pra todos.

Vão faltar muitas celas. (celas com “c”…)

Tem que construir mais presídios.

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COMPARSAS

Era mais íntima do que se imagina a relação de Lula (PT) com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, titular do Gabinete Pessoal do presidente da República que recebeu dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

A rigor, ele não tinha atividade pública, atuando exclusivamente na gestão da vida particular do presidente.

Tinha controle de tudo, mais que a primeira-dama, incluindo senhas bancárias e do eGov. Era assim: filho, filha ou irmão precisa de ajuda? Marcola era o contato.

E resolvia.

* * *

Esse tipo de relacionamento é a cara do gunverno lulo-petralha, cagado e cuspido.

É de lascar!!!

O sujeito tinha até as senhas bancárias.

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NOS CONFORMES

Quem investiga Lulinha por corrupção e tráfico de influência não leva a sério a lorota do vice-presidente nacional do PT, de nome Quaquá, de que o filho de Lula (PT) viveria em “condições precárias” em Madri. O próprio Lulinha deixou claro como isso é falso.

Em janeiro, ele instalou sua “empresa de consultoria” Synapta SL no Paseo de la Castellana, endereço mais caro de Madri, onde o metro quadrado de aluguel, 30 euros em média, é o dobro do valor cobrado em aluguéis na rica Avenida Paulista, por exemplo.

Paseo de la Castellana é o coração financeiro de Madri, avenida mais emblemática do mercado corporativo espanhol, sede de multinacionais.

Suspeitam que Lulinha usa a empresa para justificar o padrão de vida, bancado por empreiteira de contratos bilionários com o governo do pai.

A revista Veja diz que dossiê entregue à PF descreve ligação de Lulinha à empreiteira, seguindo no mesmo padrão descoberto pela Lava Jato.

A Synapta SL, empresa de Lulinha, realizaria “serviços de tecnologia em sentido amplo” em Madri. Ignoram-se seus clientes e até se existem.

* * *

Não há motivo algum pra surpresas.

Nada de espanto.

Tá tudo dentro dos conformes.

Lulinha tem o DNA do papai.

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MARCOLA E O EMPRÉSTIMO QUE RESPINGA NO PLANALTO

Editorial Gazeta do Povo

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Chefe de gabinete de Lula emprestou dinheiro de lobista que estaria envolvida na fraude do INSS

“Quem nunca pegou empréstimo?”, disse o presidente Lula a dirigentes de duas legendas-satélites do petismo, o Psol e a Rede, na semana passada. Era uma tentativa de defender seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. De fato, o empréstimo virou parte do cotidiano do brasileiro – que o digam os 82% de famílias endividadas, proporção recorde apesar dos programas eleitoreiros lançados por Lula, e que continuam recorrendo a esse meio para custear as despesas do dia a dia. O curioso, no caso de Marcola, está em todas as outras circunstâncias que fazem desse empréstimo específico uma operação nada trivial.

Afinal, com tantas instituições financeiras (inclusive estatais) dispostas a oferecer crédito, e que não haveriam de negar crédito a um funcionário público com cargo bem remunerado, Marcola preferiu pegar dinheiro – que não era pouco: quase R$ 250 mil – de uma pessoa física. Por que motivos, não se sabe; o mais intrigante é que, em vez de recorrer a amigos ou a parentes, o chefe do gabinete presidencial se tornou devedor de Roberta Luchsinger, a lobista apontada como elo entre Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS” – apontado como um dos principais personagens do escândalo de fraude bilionária envolvendo descontos não autorizados na aposentadoria de milhões de brasileiros –, e Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do presidente da República e amigo de Luchsinger.

A bem da verdade, há dúvidas até mesmo sobre a natureza do negócio, que não seria um empréstimo nos moldes tradicionais: veículos de imprensa como os portais Metrópoles e Poder360, e o jornal Valor Econômico, apuraram que, na verdade, Luchsinger estaria bancando despesas pessoais de Marcola, que enviava à lobista os boletos com códigos de barras para que ela os pagasse. Ao Poder360, Marcola afirmou receber “com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal”. Mesmo com toda essa consciência de não ter feito nada de errado, ele deixou a campanha de Lula à reeleição, à qual vinha se dedicando desde julho, quando foi exonerado da chefia do gabinete presidencial.

Eis aqui um detalhe que faz toda a diferença. Marcola não era um servidor qualquer, mas alguém que praticamente funcionava como a chave que dava acesso ao presidente Lula. Sua relação com o petista já tem mais de dez anos, e Marcola esteve entre os apoiadores que pararam suas vidas para integrar o acampamento montado diante da sede da Polícia Federal em Curitiba, durante o tempo em que Lula esteve preso, após a condenação na Lava Jato. A confiança era tanta que, segundo o Poder360, era Marcola quem ficava com o celular que recebia chamadas para o presidente da República.

O ex-chefe de gabinete também é investigado em um dos três inquéritos abertos para investigar suposto tráfico de influência envolvendo Lulinha – aliás, segundo o Valor, Marcola só devolveu o dinheiro que teria pego emprestado de Luchsinger quando foi informado, sabe-se lá como, que havia mensagens suas para a lobista em um celular que pertencia a ela e cujo sigilo tinha sido quebrado. Este é apenas mais um detalhe muito estranho de uma transação envolvendo valores nada desprezíveis, uma lobista com interesse em acesso aos círculos do poder brasiliense, e um servidor que podia proporcionar esse acesso. Mas, para Lula, tudo não passa de um empréstimo como qualquer outro…

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