DEU NO X

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

COMENTÁRIO DO LEITOR

PUTEIRO IDEOLÓGICO

Comentário sobre a postagem BLINDAGEM

Mauro Pereira da Silva:

Desde a “redemocratização” do Brasil, a grande mídia tem se incumbido da inescrupulosa missão de suavizar qualquer curva que represente algum perigo de acidente na conturbada viagem do social-comunismo do fim do mundo pela estrada tortuosa da falta de vergonha e, por extensão, garantir uma convivência mais tranquila do presidente eleito pela esquerda com a corrupção, com a incompetência, com a irresponsabilidade e com a miséria de caráter.

Tem se saído bem nessa missão. Só não conseguiu, e creio que jamais conseguirá, esconder que lula da silva mente mais do que respira.

Duas manchetes que o tempo, em sua sabedoria, se encarregará de mantê-las atualizadas, tornando inútil o esforço diuturno da militância das Redações de eliminá-las da memória popular:

“Boneco de lula da silva sofre ATENTADO em São Paulo”.

“INCIDENTE paralisa passeata de Bolsonaro em Minas Gerais”.

Lamentavelmente, respeitando-se a exceção que a regra exige, o solo sagrado das redações se transformou em vulgar puteiro ideológico.

A democracia sangra!

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

MANUAL DE SANTIDADE DE VITRINE (OU: COMO PARECER IMPECÁVEL ENQUANTO TUDO DESMORONA POR DENTRO)

Há uma espécie de teatro moral em curso — antigo como a poeira dos templos, mas hoje iluminado por LEDs, filtros e câmeras em alta definição. Nele, os atores não decoram falas: decoram virtudes. Não vivem valores: encenam-nos. E o público, cada vez mais atento, já não aplaude com tanta facilidade — porque aprendeu a reconhecer o cheiro sutil, porém inconfundível, da falsidade percebida.

Sim, percebida — e isso é o mais interessante. Não é preciso um dossiê, uma investigação ou uma confissão formal. Basta um gesto fora de lugar, um olhar desalinhado, uma cena capturada no momento errado (ou certo demais). A incoerência, quando emerge, não chega fazendo barulho: ela sussurra. E esse sussurro, quando ouvido, é mais devastador do que qualquer escândalo.

O problema nunca foi o erro. O erro é humano, banal, até previsível. O que causa repulsa não é a falha — é a farsa. É o indivíduo que constrói uma narrativa de retidão enquanto negocia, nos bastidores, tudo aquilo que publicamente condena. É a liturgia cuidadosamente ensaiada, não como expressão de fé ou valor, mas como estratégia estética. Um figurino.

Vivemos a era da virtude performática. Não basta ser — é preciso parecer ser. E parecer ser, convenhamos, exige muito menos esforço do que de fato ser. A aparência é maleável, editável, compartilhável. A essência… essa é teimosa, resistente, e frequentemente inconveniente.

E então surgem cenas quase didáticas: o defensor da moral em flagrante contradição; o pregador da fidelidade abraçado ao seu próprio desmentido; o guardião dos bons costumes tropeçando exatamente naquilo que jurou vigiar. Não são exceções escandalosas — são sintomas. Sintomas de uma cultura que valoriza mais a narrativa do que a substância, mais o símbolo do que a prática.

Mas há um detalhe crucial que muitos ignoram: ninguém está exigindo perfeição. A sociedade, apesar de tudo, ainda compreende a falha, tolera o erro, aceita a complexidade humana. O que ela rejeita — com uma precisão quase instintiva — é a dissonância entre discurso e prática. A quebra do pacto implícito. A encenação.

Porque, no fundo, a falsidade percebida não é apenas sobre o outro. Ela nos ameaça. Ela nos lembra de um risco constante: o de também nos tornarmos personagens de nós mesmos.

E talvez seja por isso que a reação seja tão visceral. Não é só indignação — é reconhecimento.

No final, a pergunta que permanece não é moral, nem religiosa, nem sequer social. É quase brutal em sua simplicidade:

Você é aquilo que aparenta ser quando ninguém está olhando?

Se a resposta for incerta, talvez o problema não esteja no mundo.

Talvez esteja no espelho.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

NA ONU, LULA FAZ CAMPANHA E EXIBE SUA GEOPOLÍTICA DE BOTEQUIM

Editorial Gazeta do Povo

editorial discurso lula onu

Discurso de Lula na ONU teve Pix, escala 6×1, bets e análise geopolítica enviesada ideologicamente

Como ocorre em todo ano, em uma tradição que remonta às origens da Organização das Nações Unidas, o presidente brasileiro foi o primeiro líder a discursar no chamado “Debate Geral” da 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Representantes de praticamente todas as nações do mundo, incluindo muitos chefes de Estado e de governo, tiveram de ouvir Lula como se estivessem em um comício do petista, que tratou de temas exclusivamente internos que não diziam respeito a mais ninguém naquele auditório, como o Pix e a escala 6×1. Mas, antes disso, a plateia ilustre foi exposta à visão muito peculiar das relações internacionais defendida por Lula e seu chanceler de facto, Celso Amorim. Uma visão que, em vez de defender princípios, apenas defende os companheiros ideológicos.

Lula começou fazendo uma condenação genérica da guerra, mas não demorou para que suas escolhas de palavras mostrassem que há guerras e guerras. Como bem recordou o colunista da Gazeta do Povo Francisco Razzo, o contraste nas referências lulistas à guerra entre Israel e o Hamas é marcante: enquanto o petista condena como “genocídio” a campanha israelense contra os terroristas islâmicos na Faixa de Gaza, os verdadeiros genocidas, aqueles que defendem a extinção do Estado de Israel, não são tratados dessa forma, ganhando inclusive o benefício de nem sequer aparecerem como sujeitos dos atos que praticam: “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, disse Lula – e só podemos imaginar o quando deve ter lhe custado colocar “Hamas”, “radicalismo”, “intolerância” e “atos terroristas” na mesma frase.

Lula, sempre rápido em apontar agressores quando eles são seus adversários ideológicos, como Israel e os Estados Unidos (que não foram nomeados explicitamente, mas nem era necessário, diante das referências a Cuba e à Venezuela), e quando as vítimas são seus camaradas, muda completamente o tom diante do maior conflito armado desta década. “A guerra entre Rússia e Ucrânia se arrasta há cinco anos”, limita-se a dizer Lula, igualando moralmente o país invasor e o país invadido, para não ter de criticar o companheiro e ditador Vladimir Putin. Como se apenas isso não fosse suficientemente cínico, o petista voltou a exaltar o plano sino-brasileiro como demonstração de que há “forças na comunidade internacional dispostas a trabalhar pelo diálogo”, omitindo malandramente que o tal plano não passa de uma capitulação ucraniana às demandas russas, entregando a vitória ao agressor injusto.

O padrão se repete quando Lula fala da América Latina. Mesmo emburrado com Daniel Ortega, o petista diz apenas que “a Nicarágua não vai resolver os seus problemas impedindo a oposição de disputar eleições”, esquecendo-se de que, a julgar pela promessa de Ortega, nem haverá mais eleições no país – e o nome disso, o nome que Lula omite, é “ditadura”. Quanto a outro país governado por um regime amigo, o brasileiro diz apenas que “o povo venezuelano merece definir o próprio destino”. Curiosamente, o povo venezuelano já fez isso: foi em julho de 2024, quando elegeu Edmundo González Urrutia, como ficou devidamente comprovado inclusive por observadores internacionais. Lula, no entanto, se recusou a endossar o vencedor legítimo e mandou sua embaixadora à “posse” do ditador Nicolás Maduro, fraudador da apuração.

Por fim, Lula ainda tentou colocar a eleição de outubro como componente do cenário geopolítico, acusando tentativas de interferência norte-americana no pleito e apresentando-se como o único defensor da “democracia”, enquanto seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, é retratado como mero lacaio de Donald Trump. “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais” na América Latina, diz o presidente que mandou seus marqueteiros ajudarem o candidato peronista derrotado por Javier Milei em 2023 na Argentina, e que tinha o hábito de gravar vídeos de apoio a candidatos de esquerda no continente todo. Infelizmente, talvez a hipocrisia tenha sido percebida apenas pelos representantes dos países onde Lula ajudou seus camaradas.

O presidente brasileiro mais uma vez rebaixou a tribuna da ONU ao transformá-la em palanque eleitoral para suas mentiras e meias-verdades. Mentiu quando se proclamou o único representante da democracia no Brasil, como se qualquer outro resultado em outubro também não fosse a manifestação da vontade do eleitor; mentiu em suas avaliações sobre política internacional que omitem a responsabilidade de seus aliados pelos conflitos e ditaduras, mentiu sobre combate à corrupção, escondeu a catástrofe fiscal e o domínio das facções sobre áreas inteiras do país. Como sempre quando se trata de Lula e seu histórico, acredita nele quem quiser, por conta e risco.

PENINHA - DICA MUSICAL