DEU NO JORNAL

AO REJEITAR MESSIAS, SENADO RENOVA ESPERANÇA DO BRASILEIRO

Editorial Gazeta do Povo

senado jorge messias

O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sabatina na CCJ do Senado

Prevaleceu a decência entre os senadores chamados a avaliar o nome de Jorge Messias, advogado-geral da União, indicado por Lula para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. Em uma daquelas vitórias que lavam a alma do país, o plenário da casa ficou longe de dar a Messias os 41 votos de que ele precisava para ganhar a toga; na verdade, ele nem mesmo chegou a ter o apoio da maioria dos senadores presentes à sessão desta quarta-feira. Foram 42 votos contra sua nomeação, e 34 favoráveis, com uma abstenção. O recado está dado: Lula não pode mais tratar o Supremo como seu assistente judicial pessoal, enchendo a corte de aliados, e o Senado pode, sim, se tornar o tão necessário contrapeso ao Supremo para que o país possa recuperar a normalidade institucional, o respeito aos direitos individuais e a democracia.

O resultado na Comissão de Constituição e Justiça, após a sabatina, já tinha sido apertado: Messias conseguira a aprovação por 16 a 11 – a título de comparação com os outros dois indicados de Lula no atual mandato, Cristiano Zanin tinha obtido 21 votos favoráveis e Flávio Dino, 17. O fato de Messias ter conquistado apenas dois votos a mais que os 14 necessários já mostrava que, se não fosse pelas manobras realizadas pelo governo e seus aliados na véspera da sabatina, com a troca de membros da CCJ, talvez o advogado-geral da União nem tivesse passado pela primeira etapa de deliberações no Senado. O petismo e seus aliados demonstravam otimismo – “no dia que vestir a toga, eu lhe peço que não se esqueça dos amigos”, disse Soraya Thronicke (PSB-MS). Mas havia senadores confiantes na rejeição, contando com o voto secreto e com a divisão da bancada evangélica, que Messias até cortejou citando a Bíblia e afirmando ser contra o aborto – embora não conseguisse escapar do absurdo parecer favorável à permissão para a prática bárbara da assistolia fetal.

Os 42 votos “não” desta quarta-feira são o resultado do esforço de um país inteiro. Em primeiro lugar, é preciso parabenizar a maioria corajosa de parlamentares, quem quer que sejam – já que o voto era secreto. Eles souberam resistir ao rolo compressor do governo, de outros ministros do Supremo que endossaram o nome de Messias, de entidades empresariais que manifestaram seu apoio ao advogado-geral da União. Felizmente, em contraponto a esses apoios, os brasileiros se mobilizaram: dos eleitores que entraram em contato com seus senadores até os grupos que se empenharam em mostrar aos parlamentares e ao país o dano que Jorge Messias faria com a toga que Soraya Thronicke antecipadamente quis vestir nele, todos também podem considerar essa vitória como sua.

A rejeição de Jorge Messias reacende no brasileiro a esperança de algo que muitos já haviam se resignado a deixar para 2027, ou mesmo que já tinham abandonado de vez: um Senado que saiba se levantar diante dos abusos do Supremo, cumprindo o dever que a Constituição lhe impõe no sistema de freios e contrapesos. Um liberticida foi impedido de entrar no STF, mas há aqueles que já estão lá, depredando as garantias e liberdades democráticas há anos. Outros, ainda (ou, às vezes, os mesmos), dão mostras frequentes de sua inaptidão para o cargo, retaliando e ameaçando críticos, recusando-se a explicar ligações nada republicanas, blindando-se mutuamente sem pudor. O Senado aprendeu a fechar a porta de entrada para o Supremo; precisa, agora, aprender a abrir a porta de saída para quem já não tem condições de permanecer na corte.

É grande essa responsabilidade, mas os senadores acabam de demonstrar a disposição de estar à altura do desafio. Não se trata, aqui, de simplesmente fazer história (já que a última rejeição de um indicado ao STF havia ocorrido no século 19), ou de impor uma grande derrota a Lula, mas de prestar um serviço inestimável ao país. O Brasil precisa de instituições comprometidas com o respeito à Constituição, à lei, à democracia, à separação de poderes, às liberdades individuais, ao devido processo legal. E, se o Supremo não demonstra a menor intenção de abrir mão dos superpoderes que tomou para si, cabe ao Senado essa tarefa. A votação desta quarta-feira foi um início; que os senadores mantenham o curso.

PENINHA - DICA MUSICAL

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO X

DEU NO JORNAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

O CIRCO MACABRO CONTRA TRUMP

Guilherme Fiuza

A esquerda instrumentalizou o ressentimento para retratar adversários como opressores e justificar radicalização política e social

Qual é o primeiro reflexo da imprensa quando tentam matar Trump? São dois, na verdade: minimizar a importância do fato e chamar “especialistas” para dizer que a culpa é da vítima. Seria exagero dizer que o moderno jornalismo “lacrador” é cúmplice do problema?

A terceira linha que habitualmente surge é a da negação simples do acontecido. As tropas digitais de sempre vão a campo espalhando que foi tudo encenação. E a grande imprensa não adota, nessas horas, aquele expediente rigoroso e implacável contra qualquer vestígio de fake news ou “desinformação”. Se é para desumanizar Trump, está liberado.

Desde Butler, na Pensilvânia, no dia 13 de julho de 2024, quando o então candidato a retornar à Casa Branca escapou de um fuzil AR-15 por milímetros, a cabeça de Donald Trump está no alvo — literalmente. Cerca de dois meses depois, um atirador de AK-47 foi capturado à margem de um campo de golfe na Flórida no momento em que a próxima jogada de Trump o colocaria na mira do assassino.

Em pelo menos dois outros episódios, já com o atual presidente empossado, o atentado foi evitado com ações preventivas — uma delas a metros da Casa Branca. Agora, o atirador foi detido dentro do hotel Washington Hilton (chegando a fazer disparos no saguão) antes de alcançar o salão onde Trump se encontrava com os correspondentes da Casa Branca.

E as milícias da bondade seguem imperturbáveis em sua missão de manter a cabeça de Trump a prêmio. Esse ativo demagógico e antidemocrático tem valor em várias partes do mundo — inclusive na política brasileira. O presidente Lula não deixa escapar uma única oportunidade de se apresentar como pacifista em contraste com a suposta beligerância de Trump — a quem classificou como a nova cara do nazismo na campanha de 2024.

Todo esse sistema propagandístico anti-Trump — que vai da imprensa aos governos, passando pela classe artística e setores variados — tem tido, indisfarçavelmente, uma postura complacente com a tirania iraniana. É uma espécie de efeito colateral demagógico.

Foi comovente o agradecimento oficial do regime iraniano ao jornalismo da TV Globo.

Respondendo à pergunta inicial: sim, a mídia é cúmplice da caçada contra o presidente americano. E vale a generalização. Quando foi revelado que a BBC fraudou um discurso de Trump para acusá-lo de atentar contra a democracia, o assunto não durou 48 horas nas manchetes. Tornou-se “cool” investir na demonização de Trump. E, pelo visto, as tentativas de eliminá-lo continuarão. Mas cada um precisa saber a sua responsabilidade nesse circo macabro.

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Amigos leitores:

Muda o tempo, muda tudo.

Vejam só a diferença:

Em 2026 é proibido levantar uma faixa onde está escrita a palavra “Ladrão”.

A polícia vai lá e manda tirar.

É um atentado contra a democracia.

Já em 2020, há apenas 6 anos, podia-se publicar este tipo de coisa num dos maiores jornais do país:

Imagem