Arquivo diários:8 de abril de 2026
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
DEU NO JORNAL
É CARA PACARAI
Para quem ficou curioso e quer experimentar a carne de paca, que Janja cozinhou para Lula na Páscoa, vai ter trabalho para encontrar a iguaria legalizada.
E prepare o bolso: no Mercado Municipal de São Paulo, por exemplo, o quilo do requintado quitute não sai por menos de R$ 250.
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Um preço da porra!
Pago pelo contribuinte.
Tá dentro do padrão esbanjanjador.
Tudo nos conformes.
ALEXANDRE GARCIA
IBANEIS FOGE DE CPI E PERDE CHANCE DE EXPLICAR NEGÓCIO ENTRE BRB E MASTER

Ibaneis Rocha não compareceu a sessão da CPI do Crime Organizado
Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal que se desincompatibilizou para ser candidato ao Senado, deveria ter ido à CPI do Crime Organizado no Senado nesta terça-feira. Todos querem saber por que ele queria tanto comprar o Master, a ponto de ter mobilizado sua bancada no Legislativo local, e conseguido aprovar a aquisição do Master pelo BRB, por 14 votos a 10 – agora ele lava as mãos, bota a culpa na oposição, no presidente do BRB que saiu. Mas ele não foi. Era o terceiro convite feito a Ibaneis, que recorreu ao ministro André Mendonça; o ministro respondeu que a presença era facultativa, que Ibaneis não é testemunha, nem investigado, só tinha sido convidado para falar a respeito da aquisição. E, então, Ibaneis não compareceu.
A CPI do Crime Organizado deu a Ibaneis a oportunidade para esclarecer tudo, mas ele não quis. Ele tem medo dessa oportunidade. É mais ou menos como o policial que para um motorista que tomou uma boa dose de uísque, e o motorista não quer soprar no bafômetro. O policial já sabe: se o motorista não quer fazer o teste, é porque tem alguma coisa.
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Supremo tem sido fundamental para atrapalhar as investigações das CPIs
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, disse – não com essas palavras – que contra o cidadão comum vale o Código Penal, vale o Código de Processo Penal, mas, nos casos de colarinho branco, de sonegação, de corrupção, de peculato, envolvendo agentes públicos, a lei fica fraquinha e não se consegue investigar. A queixa é muito grande. Alessandro Vieira, relator da CPI, afirmou que Alexandre de Moraes está atemorizando funcionários do Ministério da Fazenda – mais exatamente do Coaf, que controla movimentações de valores acima do normal – para intimidá-los. Como se sabe, esposas de ministros do Supremo já foram detectadas fazendo movimentações anormais.
Não nos esqueçamos de Dias Toffoli, que fez tudo para blindar o caso do Banco Master, escondendo as investigações. Vimos ministros como Flávio Dino e Gilmar Mendes impedindo a quebra de sigilo bancário e fiscal do Tayayá ou da Maridt, a empresa dos irmãos Toffoli. Por que essa proteção? A Constituição exige publicidade, exige transparência e exige moralidade no serviço público. E o patrão é o público – a não ser que não estejamos mais em uma democracia e não sejamos cidadãos, mas servos feudais. Mas não é assim: por enquanto somos cidadãos, a menos que queiram nos jungir. O público quer saber; os ministros não querem deixar, enterrando CPIs e derrubando quebras de sigilo. É praticamente uma confissão.
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Lula fará pobre fumante pagar mais imposto para o rico não sofrer com aumento da passagem aérea
Lula tirou o PIS-Cofins do querosene de aviação, e vai cobrar essa arrecadação perdida aumentando o IPI de quem compra cigarro. É um Robin Hood às avessas, porque hoje quem fuma geralmente é a pessoa mais pobre, e quem viaja de avião são os que têm melhores condições financeiras. Ou seja, é o mais pobre, com seu imposto, que vai segurar o preço das passagens aéreas, que subiria por causa da alta do querosene de aviação. É o pobre, mais uma vez, subvencionando a classe alta, por honra e glória do Estado brasileiro, que se mete em tudo.
DEU NO X
NOVA ESPÉCIE
Avisa a Marina Silva pra preservar essa nova espécie encontrada na Amazônia. pic.twitter.com/conspVJH6H
— Natanael Melo (@NatanaelMexb) April 7, 2026
DEU NO JORNAL
OFENSA
Ao celebrar o crescimento no Paraná do PL, seu novo partido, o senador Sergio Moro convidou eleitores a se filiarem ao partido de Jair Bolsonaro, mas faz ressalva:
“Só não aceitamos petista ou bandido!”.
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Que absurdo!
O sinhô senadô cometeu um erro terrível.
Ofendeu profundamente o bandido, colocando-o em péssima companhia.
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
A ARTESÃ

Artesanato desta colunista
A destreza da mulher
No trabalho artesanal
É legado do passado,
Vindo do berço ancestral,
É motivo de alegria,
É sessão de terapia,
O bendito ritual.
Esse saber cultural
Tem arte tem tradição
É relíquia que artesã
Concretiza em sua mão,
O fruto dessa magia
Traz o pão de cada dia,
É base, é sustentação.
DEU NO X
PODE, NÃO PODE
RODRIGO CONSTANTINO
TRUMP E A GUERRA NO IRÃ

Presidente Donald Trump em discurso televisado sobre a ofensiva militar dos EUA contra o Irã
Quando Donald Trump decidiu, num ataque incrível, bombardear instalações nucleares do Irã, isso foi não só uma iniciativa para impedir o regime dos aiatolás xiitas de avançar em seu projeto da bomba atômica, como também um alerta: se não negociar para valer, a coisa vai ficar esquisita. O Irã, dominado por malucos, pagou para ver, e Trump autorizou, meses depois, um ataque massivo contra o país.
Agora chegamos num impasse: Trump, após os militares americanos e israelenses terem eliminado as principais cabeças do regime, colocou um deadline para o acordo. A poucas horas do fim de um prazo que estabeleceu para que o Irã reabra o estratégico Estreito de Ormuz, o presidente americano disse nesta terça-feira (7) que uma “civilização inteira morrerá hoje à noite”. Caso o estreito não seja reaberto, as forças americanas bombardearão usinas de energia e pontes iranianas, ameaçou o mandatário republicano:
“Uma civilização inteira morrerá hoje à noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, quem sabe?”, escreveu Trump na rede Truth Social, especulando sobre um acordo de última hora.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira que mais de 14 milhões de pessoas se inscreveram para “sacrificar suas vidas” pelo país, no dia em que vence um ultimato estipulado pelos Estados Unidos para que grandes ataques não sejam realizados contra a infraestrutura da nação persa.“Mais de 14 milhões de iranianos orgulhosos já se registraram para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo devotado a dar a minha vida pelo Irã”, escreveu Pezeshkian no X.
O fator do fanatismo complica a situação no Irã. Na Venezuela, com os chavistas, foi mais fácil convencer por mudanças com argumentos racionais – tipo a captura de Nicolás Maduro. A escalada suicida no Irã mostra que não ameaça suficiente para esses xiitas baixarem suas armas. Remete ao caso japonês na Segunda Guerra, cujo slogan principal era “Todo o mundo sob um mesmo teto”, sobre o imperialismo japonês, além de outro slogan conhecido: “Cem milhões com um só espírito”, promovendo a união total do povo e a disposição de morrer pelo regime. De fato, os kamikazes faziam exatamente isso.
O regime do Irã convocou nesta terça-feira os jovens para formarem correntes humanas ao redor das usinas elétricas em todo o país. Seus kamikazes? A campanha “Jovens do Irã por um amanhã brilhante” foi convocada para “encenar um símbolo de unidade e resistência diante do inimigo”, afirmou o vice-ministro de Assuntos da Juventude do Ministério do Esporte, AlirezaRahimi. Mas todos sabem que boa parte da população, especialmente os mais jovens, detestam o radicalismo do regime dos aiatolás.
Enquanto o Irã parece não se importar com a morte de milhares de iranianos, uma história mostra como os Estados Unidos agem diferente. Falo do espetacular resgate do piloto americano em pleno território inimigo. O oficial, um coronel altamente respeitado, foi abatido em seu F-15E, ejetou-se gravemente ferido nas pernas, mas sobreviveu por mais de 48 horas atrás das linhas inimigas.
Ele cuidou das próprias feridas, escalou penhascos sangrando profusamente, encontrou refúgio em uma fenda nas montanhas do Irã. Conseguiu ficar quase invisível aos inimigos, apesar de helicópteros, drones e milícias iranianos fechando o cerco e da oferta de prêmio pelo seu aprisionamento pelo governo do Irã. Tem que ter um nível de treinamento que acho que não conseguimos nem imaginar. Quando finalmente conseguiu ativar o rádio, a primeira mensagem do piloto foi “Deus é bom”.
As forças especiais americanas, com apoio de dezenas de aeronaves e inteligência da CIA, o resgataram na madrugada de Domingo de Páscoa, sem uma única perda do lado americano. Foi uma operação de alto risco que Trump, segundo relatos, não hesitou por nenhum instante em autorizar, e chamou de “Easter Miracle”. Segundo especialistas escutados pela imprensa, foi uma das mais ousadas da história militar dos EUA.
Algumas pessoas fizeram até um paralelo curioso com paixão, morte e ressurreição de Cristo. O avião foi abatido na Sexta-Feira Santa, o piloto conseguiu ficar escondido numa caverna na montanha durante o sábado e foi resgatado no Domingo de Páscoa, ao nascer do dia. A vida de um soldado americano vale ouro! O que está em choque, no fundo, é uma civilização que odeia a vida, e outra que ama a vida. Tomara que Trump não precise escalar os ataques, que os que restaram no comando do regime tenham juízo e bom senso. Mas se o pior acontecer, não temos dúvidas de que uma vitória total americana é o resultado mais desejado.
PENINHA - DICA MUSICAL
