ALEXANDRE GARCIA

FLÁVIO AVANÇA E NORDESTE JÁ NÃO É TERRITÓRIO GARANTIDO PARA LULA

Flávio avança e Nordeste já não é território garantido para Lula

Flávio avança no Nordeste e conta da reação de Lula será paga pelo eleitor

Agora, até em Alagoas aparece pesquisa (veja metodologia abaixo) em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está à frente de Lula (PT). Digo até em Alagoas, porque a força de Lula é no Nordeste. Para a eleição deste ano, a estratégia de Flávio conta com Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição para governador de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Além disso, ele também deve fazer um acordo com Romeu Zema (Novo) – existe a vontade de tê-lo como vice. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e a parceria poderia compensar a preferência a Lula no Nordeste.

Mas parece que Flávio está investindo muito no Nordeste. Não acreditava que houvesse a transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o filho, mas, pelo jeito, está havendo mesmo, até com uma certa vantagem para Flávio, considerando a última eleição, que teve uma pequena diferença para Lula.

A candidatura de Flávio está crescendo. Aí vem o desespero de Lula. Ele quer fazer bondades. Bondade com quê? Com o dinheiro dos pagadores de impostos, que vão pagar toda a conta. Ele não vai tirar nada do bolso dele, obviamente, para pagar conta de gás, de luz e do corte na “taxa nas blusinhas”.

A “taxa das blusinhas” rendeu R$ 425 milhões em janeiro, subiu muito em relação a janeiro do ano passado, quando recolheu R$ 341 milhões. Ou seja, está arrecadando cada vez mais tributo. No total do ano passado, só “taxa das blusinhas”, referente a compras no exterior acima de US$ 50, foram R$ 5 bilhões de impostos para sustentar o Estado brasileiro.

Impostos federais para sustentar o governo federal, inchado, gordo, lento e, sobretudo, incompetente. Delfim Netto me dizia que divide-se a arrecadação em três partes: uma parte da corrupção, outra da má aplicação e, finalmente, sobra uma última parte para finalidade real. É incrível.

* * *

Conta das “bondades” fica para o contribuinte

Uma pesquisa Quest, divulgada em 11 de março, mostrou que 46% dos brasileiros dizem que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses. Só 21%, quase metade disso, dizem que melhorou. É meio paradoxal, porque a Fundação Getulio Vargas (FGV) diz que a renda cresceu 6,6%, mas o PIB só cresceu 1,9%. A pobreza extrema diminuiu, mas segundo o Lula, não tem mais pobres.

Uma vez, Lula disse que haveria 20 milhões de crianças em situação de rua no país. Ao ser contestado por Jaime Lerner, que considerou o número impossível, o então presidente teria respondido que não havia problema em exagerar, pois as pessoas acreditariam. O episódio foi relatado pelo próprio Lula e ficou registrado.

Esse desespero do governo vai gerar inflação. Ele atende a alguns, mas todos vão pagar mais caro, vão ter mais gastos e, do jeito que as coisas andam, metade do país está sustentando a outra metade, não por querer, mas porque o governo acha que isso é transferência de renda, aplicação do socialismo e, na verdade, são bondades que o governo quer faturar como sendo dele, pois é ano eleitoral.

É um ano muito importante. Temos que pensar mil vezes antes de votar, porque nós somos os responsáveis na origem. São esses candidatos que nós elegemos para presidente, para o governo de estado, senador, deputado estadual, deputado federal, que estão na cúpula.

Inclusive, ministros do Supremo Tribunal Federal precisam ser aprovados pelo Senado. Se um senador que faz a sabatina do ministro do Supremo não tem régua de ética, ele aprovará qualquer pessoa que tenha 35 anos, não tenha notável saber jurídico, nem reputação ilibada. Esse é o perigo. A responsabilidade é nossa, de nós eleitores.

Metodologia da pesquisa citada

A pesquisa citada pelo colunista foi realizada pelo Instituto Verità entre os dias 18 a 24 de março de 2026. Foram realizadas 1.220 entrevistas estruturadas com eleitores de Alagoas. A margem de erro é de 3,0 pontos percentuais, para um intervalo de confiança de 95%. Nessa pesquisa, Flávio teria 51,5% dos votos válidos no estado e Lula, 40,6%. O registro no TSE é AL-03400/2026.

DEU NO X

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

SEU ZÉ BRAZ E O ASSALTO AO VIGIA

Seu Zé Braz havia acabado de acordar.

Na verdade, já se levantara, lavara o rosto, escovara os dentes, penteara os cabelos brancos e já rareando, puxando-os para trás, e esperava o café ser posto à mesa tamborilando com os dedos sobre a madeira do grande móvel.

Já havia até ido lá fora, na calçada, onde cumprimentara Seu Zé Dudu, fiel escudeiro.

O dia ainda não era de todo claro.

Mais duas horas e estaria subindo a rampa da Prefeitura; pois, era o nosso prefeito naquele tempo.

Olhava ao redor com o corpo encurvado, braços apoiados na mesa desde os cotovelos. Nu da cintura para cima, a calça presa à cintura por um cinto de couro cru na mesma cor dos chinelões nos pés, abaixo das pernas formando um xis. Observava as frutas no encerado à sua frente.

Uma a uma as comidas eram colocadas à mesa.

Quando se preparava para fazer seu prato, após a xícara haver recebido o café fumegante, Seu Zé Dudu entrou apressado pela porta larga dando para a cozinha.

– Seu Zé! Seu Zé!

– Diga, Zé. O que é que há? – perguntou Seu Zé Braz já reconhecendo certa impaciência do velho empregado.

Lá fora, na área da casa, um vigilante noturno andava inquieto de um lado para o outro.

Seu nome eu vou preferir omitir nessa história, a fim de preservar nossa amizade.

No entanto, deixem-me chamá-lo de Seu João Vigia, pondo-lhe esse apelido em respeito à sua pessoa que, até hoje, nega veementemente a narrativa.

Pois bem, voltando àquela manhã mal começada, com a barra se avermelhando no nascente…

– Seu João Vigia está aí fora. Disse que foi atacado ontem de noite – declarou Seu Zé Dudu.

Seu Zé Braz franziu a testa, passou a mão no rosto e ordenou que deixasse o vigilante entrar.

Da porta da cozinha mesmo Seu João Vigia foi se aperreando em falar.

– Seu Zé, agora de madrugada eu fui atacado por dois má-condutas.

– E foi, João? – perguntou seu Zé Braz sem se alterar. – Me conte aí, como foi isso.

– Seu Zé, eu estava dando a volta no prédio quando vi que dois cabras corpulentos tinham pulado o muro para o lado de dentro. Eram dois cabrões assim – explicou Seu João Vigia levantando-se nas pontas dos pés e suspendendo os ombros, com os braços abertos, enquanto arregalava os olhos.

– Eu gritei “quem ‘tá aí?”, mas não veio resposta. Nisso eu tirei o revolver da cintura e encampei caçada, porque vi quando dobraram para dentro de uma sala e…

– Zé Dudu, dê um copo de água a João. Ele parece ainda muito abalado – pediu Seu Zé Braz sem nenhuma alteração facial ou na voz. – Continue, João.

– … empurrei a porta com um chute. Daí, fui entrando na sala com muito cuidado. E fui entrando, e fui entrando – contava Seu João Vigia encenando seu andar, representando cada uma das passadas, desde o chute na porta.

Seu Zé Dudu chegou com o copo entregou na mão de Seu João Vigia. O homem tomou de um gole e continuou.

– Só que como eu entrei com o braço do revólver assim, ó, na frente, um dos sujeitos se agarrou no braço e outro me atacou pelas costas. Me botaram no chão, Seu Zé.

– E por certo lhe mataram – ironizou Seu Zé Braz.

João Vigia, sem perceber o sarcasmo do prefeito, gritou um “não, senhor!” como quem diz “Deus me livre!”.

Depois passou a narrar uma luta corporal pelo chão, fazendo os gestos, imitando as quedas e contando as palavras ditas pelos dois má-condutas.

– Eram dois? – perguntava o tempo todo Seu Zé Braz.

– Era! – respondia convicto o vigilante. – E não era gente de Acari, pois eu num reconheci nenhum!

E continuava a sua narrativa da briga no chão.

De vez em quando Seu Zé Braz perguntava:

– Eram dois má-condutas?

– Era! – respondia com seriedade o vigilante.

Após a briga ter sido contada três vezes, cada uma delas com o acréscimo de um novo elemento, Seu Zé Braz lhe interrompeu e perguntou:

– Mas e daí, João. Pelo que estou vendo não chegaram a lhe ferir. O que queriam esses dois má-condutas? – perguntou enfatizando o “má-condutas”.

– O revólver, Seu Zé! Não levaram um tostão! Nem meu, nem da gaveta do apurado.

– Apenas o revólver? – perguntou Seu Zé Braz abrindo um pão ao meio com os polegares. – Os dois má-condutas levaram só o revólver?

O vigia com os olhos arregalados balançou a cabeça afirmativamente.

– Tem certeza que os dois má-condutas levaram seu revólver?

O queixo do vigia subindo e abaixando.

Seu Zé Braz tomou o primeiro gole de café. Partiu um pedaço de queijo, pôs no pão, depois na boca, mastigou e engoliu.

Na cozinha reinava um silêncio inquietante. Seu João Vigia de pé, ao lado de Seu Zé Dudu.

– Zé Dudu, em cima da mesa ali na sala tem um pacote. Traga aqui – pediu Seu Zé Braz.

O empregado girou sobre os calcanhares e saiu. Quando voltou trazia um saco de papel com o nome de um supermercado. Entregou a Seu Zé Braz.

O prefeito estirou a mão com o saco, ao encontro de Seu João Vigia.

– Pegue João.

O vigilante deu um passo à frente e segurou o pacote.

– Abra, hômi!

Quando Seu João abriu a boca do saco e olhou para dentro, foi logo arregalando os olhos.

– Meu revólver, Seu Zé?! – perguntou espantado.

Seu Zé Braz engoliu o que tinha na boca, tomou um gole do café e respondeu.

– Ô Jõao, deixe de ser tão mentiroso, hômi. Eu fui de madrugada lá e você ‘tava dormindo. Chega roncava. Parecia um porco reclamando fome. E o sono era tão grande que eu tirei o revólver de sua cintura e você nem sentiu.

Novo silêncio na cozinha.

– Dois má-condutas. Rhum! Hômi, tome tento.

Seu Zé Dudu já estava se segurando na braguilha da calça, para não se mijar de tanto rir.

Seu João Vigia, coitado,
Até hoje é meu amigo
Mas quando falo no caso
Ele ameaça “eu me intrigo”
O seu nome verdadeiro
Não falo nem por dinheiro
E morro! Mas, eu não digo.

DEU NO JORNAL

DENTRO DOS CONFORMES

Após atender a expectativa de Lula (PT) de deletar a CPMI do INSS, além de vetar a prorrogação e sepultar a quebra de sigilo do seu filho, o STF enfrenta outra cobrança, segundo fontes e interlocutores do processo: derrubar a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fabio Luiz, o Lulinha, ordenada pelo ministro André Mendonça a pedido da Polícia Federal.

O petista estava enfurecido, sem saber como reagir à CPMI, quando o STF resolveu o problema para ele.

Lula comemora o que chama na intimidade de “parceria”, mas quer mais e estranha quando ponderam seria “excessivo” desautorizar Mendonça.

Muito nervoso nas últimas semanas, Lula comandou pessoalmente e aos gritos o plantão de políticos do PT para derrubar o relatório da CPMI.

A pose constrangedora de petistas celebrando o fim das investigações foi enviada a Lua ainda na madrugada tipo “missão dada, missão cumprida”.

* * *

Tudo dentro do regulamento e dos conformes.

Normal, normal, normal.

E a vida brasílica continua.

XICO COM X, BIZERRA COM I

CASAMENTO MATUTO

O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado’ do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso.

E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade. O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: ‘tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado que eu ‘tô querendo descansar um tiquim’. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou.

Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!

DEU NO X

DEU NO JORNAL

POR QUE A ESQUERDA PROTEGE O CRIME

Roberto Motta

Policiais do Rio de Janeiro levam suspeitos presos em operação contra o Comando Vermelho em 28 de outubro

Aqueles que dizem “não me interesso por essa coisa de direita e esquerda” estão renunciando ao entendimento da política. Não importa se você acredita em direita e esquerda. O que importa é que as pessoas que controlam o Estado acreditam. Essas pessoas fazem leis, operam sistemas de justiça, comandam polícias, cobram impostos e prendem – ou soltam – criminosos influenciadas por ideologia.

Circunstâncias levaram a ideologia de esquerda a conquistar hegemonia. Na sua origem, socialismo significava união solidária de trabalhadores. Com o surgimento do marxismo, considerada a variedade “científica” do socialismo (uma mentira: o conteúdo de ciência no marxismo é zero) socialismo passou a significar revoluções violentas, abuso de direitos, roubo e genocídio.

Essa mudança não foi acidental. Enquanto a essência do socialismo está na coletivização (o fim da propriedade privada) e no controle da economia pelo Estado (“planejamento econômico”), o socialismo marxista adiciona outro fundamento: o “conflito de classes” que, segundo os marxistas, é o motor da história. É essencial que esse conflito exploda em revolução.

Um pouco de reflexão revela a infantilidade dessa ideia (e a teoria marxista já foi desmascarada por grandes mentes como Carl Menger, Hayek, Mises, Milton Friedman e Thomas Sowell). Mas é importante compreender que essa é a única ótica pela qual os marxistas enxergam o mundo. Qualquer problema precisa ser apresentado como um conflito entre oprimido e opressor, e a solução – seja ela qual for – deve apressar a revolução.

Essa é a origem do ensinamento do guru da esquerda Saul Alinsky: “A questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”. Não importa qual seja o problema: a missão do marxista é transformá-lo em uma oportunidade de ganho político – e em revolução.

Por isso, diante de um crime sexual, o marxista culpa o “machismo estrutural”. Isso absolve o estuprador. Todo criminoso é visto, pelos marxistas, como um proto-revolucionário. Esse enquadramento ideológico do crime define a resposta que deve ser dada a ele. Ao invés de discutir melhor policiamento ou endurecimento da legislação penal (remédios com eficiência comprovada e documentada na literatura), o marxista exige medidas “culturais” para a “reeducação” da sociedade, além de restrições à liberdade de expressão.

A reeducação, claro, será feita em moldes marxistas: homens e mulheres serão apresentados como “classes” em conflito. A reeducação culpará o sistema de livre mercado e a propriedade privada pelo crime, e implantará na cabeça dos cidadãos – a maioria crianças e jovens – ressentimento contra o modelo da sociedade liberal ocidental.

Muitas ONGs serão criadas para combater o machismo estrutural, todas lideradas por marxistas. Políticos vão destinar dinheiro a essas ONGs. O Estado, e até grandes empresas, tornarão obrigatórios os programas de “treinamento” antimachismo vendidos pelas ONGs, dando aos marxistas acesso privilegiado a servidores públicos e empregados da iniciativa privada. Essa é a realidade de hoje.

Enquanto isso, o estuprador está de volta às ruas, cometendo novos estupros e fornecendo aos marxistas uma fonte sem fim de casos para alimentar seu discurso.

A mesma estratégia vale para todas as grandes “questões” da atualidade, como proteção ambiental, defesa dos direitos humanos e regulamentação das redes sociais – a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder.

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