O Brasil do Lula é um país de um povo faminto e que não consegue pagar as próprias contas. pic.twitter.com/exhtNHG6L3
— Paulo de Tarso (@paulodetarsog) April 5, 2026
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Seu Zé Braz havia acabado de acordar.
Na verdade, já se levantara, lavara o rosto, escovara os dentes, penteara os cabelos brancos e já rareando, puxando-os para trás, e esperava o café ser posto à mesa tamborilando com os dedos sobre a madeira do grande móvel.
Já havia até ido lá fora, na calçada, onde cumprimentara Seu Zé Dudu, fiel escudeiro.
O dia ainda não era de todo claro.
Mais duas horas e estaria subindo a rampa da Prefeitura; pois, era o nosso prefeito naquele tempo.
Olhava ao redor com o corpo encurvado, braços apoiados na mesa desde os cotovelos. Nu da cintura para cima, a calça presa à cintura por um cinto de couro cru na mesma cor dos chinelões nos pés, abaixo das pernas formando um xis. Observava as frutas no encerado à sua frente.
Uma a uma as comidas eram colocadas à mesa.
Quando se preparava para fazer seu prato, após a xícara haver recebido o café fumegante, Seu Zé Dudu entrou apressado pela porta larga dando para a cozinha.
– Seu Zé! Seu Zé!
– Diga, Zé. O que é que há? – perguntou Seu Zé Braz já reconhecendo certa impaciência do velho empregado.
Lá fora, na área da casa, um vigilante noturno andava inquieto de um lado para o outro.
Seu nome eu vou preferir omitir nessa história, a fim de preservar nossa amizade.
No entanto, deixem-me chamá-lo de Seu João Vigia, pondo-lhe esse apelido em respeito à sua pessoa que, até hoje, nega veementemente a narrativa.
Pois bem, voltando àquela manhã mal começada, com a barra se avermelhando no nascente…
– Seu João Vigia está aí fora. Disse que foi atacado ontem de noite – declarou Seu Zé Dudu.
Seu Zé Braz franziu a testa, passou a mão no rosto e ordenou que deixasse o vigilante entrar.
Da porta da cozinha mesmo Seu João Vigia foi se aperreando em falar.
– Seu Zé, agora de madrugada eu fui atacado por dois má-condutas.
– E foi, João? – perguntou seu Zé Braz sem se alterar. – Me conte aí, como foi isso.
– Seu Zé, eu estava dando a volta no prédio quando vi que dois cabras corpulentos tinham pulado o muro para o lado de dentro. Eram dois cabrões assim – explicou Seu João Vigia levantando-se nas pontas dos pés e suspendendo os ombros, com os braços abertos, enquanto arregalava os olhos.
– Eu gritei “quem ‘tá aí?”, mas não veio resposta. Nisso eu tirei o revolver da cintura e encampei caçada, porque vi quando dobraram para dentro de uma sala e…
– Zé Dudu, dê um copo de água a João. Ele parece ainda muito abalado – pediu Seu Zé Braz sem nenhuma alteração facial ou na voz. – Continue, João.
– … empurrei a porta com um chute. Daí, fui entrando na sala com muito cuidado. E fui entrando, e fui entrando – contava Seu João Vigia encenando seu andar, representando cada uma das passadas, desde o chute na porta.
Seu Zé Dudu chegou com o copo entregou na mão de Seu João Vigia. O homem tomou de um gole e continuou.
– Só que como eu entrei com o braço do revólver assim, ó, na frente, um dos sujeitos se agarrou no braço e outro me atacou pelas costas. Me botaram no chão, Seu Zé.
– E por certo lhe mataram – ironizou Seu Zé Braz.
João Vigia, sem perceber o sarcasmo do prefeito, gritou um “não, senhor!” como quem diz “Deus me livre!”.
Depois passou a narrar uma luta corporal pelo chão, fazendo os gestos, imitando as quedas e contando as palavras ditas pelos dois má-condutas.
– Eram dois? – perguntava o tempo todo Seu Zé Braz.
– Era! – respondia convicto o vigilante. – E não era gente de Acari, pois eu num reconheci nenhum!
E continuava a sua narrativa da briga no chão.
De vez em quando Seu Zé Braz perguntava:
– Eram dois má-condutas?
– Era! – respondia com seriedade o vigilante.
Após a briga ter sido contada três vezes, cada uma delas com o acréscimo de um novo elemento, Seu Zé Braz lhe interrompeu e perguntou:
– Mas e daí, João. Pelo que estou vendo não chegaram a lhe ferir. O que queriam esses dois má-condutas? – perguntou enfatizando o “má-condutas”.
– O revólver, Seu Zé! Não levaram um tostão! Nem meu, nem da gaveta do apurado.
– Apenas o revólver? – perguntou Seu Zé Braz abrindo um pão ao meio com os polegares. – Os dois má-condutas levaram só o revólver?
O vigia com os olhos arregalados balançou a cabeça afirmativamente.
– Tem certeza que os dois má-condutas levaram seu revólver?
O queixo do vigia subindo e abaixando.
Seu Zé Braz tomou o primeiro gole de café. Partiu um pedaço de queijo, pôs no pão, depois na boca, mastigou e engoliu.
Na cozinha reinava um silêncio inquietante. Seu João Vigia de pé, ao lado de Seu Zé Dudu.
– Zé Dudu, em cima da mesa ali na sala tem um pacote. Traga aqui – pediu Seu Zé Braz.
O empregado girou sobre os calcanhares e saiu. Quando voltou trazia um saco de papel com o nome de um supermercado. Entregou a Seu Zé Braz.
O prefeito estirou a mão com o saco, ao encontro de Seu João Vigia.
– Pegue João.
O vigilante deu um passo à frente e segurou o pacote.
– Abra, hômi!
Quando Seu João abriu a boca do saco e olhou para dentro, foi logo arregalando os olhos.
– Meu revólver, Seu Zé?! – perguntou espantado.
Seu Zé Braz engoliu o que tinha na boca, tomou um gole do café e respondeu.
– Ô Jõao, deixe de ser tão mentiroso, hômi. Eu fui de madrugada lá e você ‘tava dormindo. Chega roncava. Parecia um porco reclamando fome. E o sono era tão grande que eu tirei o revólver de sua cintura e você nem sentiu.
Novo silêncio na cozinha.
– Dois má-condutas. Rhum! Hômi, tome tento.
Seu Zé Dudu já estava se segurando na braguilha da calça, para não se mijar de tanto rir.
Seu João Vigia, coitado,
Até hoje é meu amigo
Mas quando falo no caso
Ele ameaça “eu me intrigo”
O seu nome verdadeiro
Não falo nem por dinheiro
E morro! Mas, eu não digo.
Após atender a expectativa de Lula (PT) de deletar a CPMI do INSS, além de vetar a prorrogação e sepultar a quebra de sigilo do seu filho, o STF enfrenta outra cobrança, segundo fontes e interlocutores do processo: derrubar a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fabio Luiz, o Lulinha, ordenada pelo ministro André Mendonça a pedido da Polícia Federal.
O petista estava enfurecido, sem saber como reagir à CPMI, quando o STF resolveu o problema para ele.
Lula comemora o que chama na intimidade de “parceria”, mas quer mais e estranha quando ponderam seria “excessivo” desautorizar Mendonça.
Muito nervoso nas últimas semanas, Lula comandou pessoalmente e aos gritos o plantão de políticos do PT para derrubar o relatório da CPMI.
A pose constrangedora de petistas celebrando o fim das investigações foi enviada a Lua ainda na madrugada tipo “missão dada, missão cumprida”.
* * *
Tudo dentro do regulamento e dos conformes.
Normal, normal, normal.
E a vida brasílica continua.
O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado’ do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso.
E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade. O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: ‘tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado que eu ‘tô querendo descansar um tiquim’. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou.
Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!
Roberto Motta

Policiais do Rio de Janeiro levam suspeitos presos em operação contra o Comando Vermelho em 28 de outubro
Aqueles que dizem “não me interesso por essa coisa de direita e esquerda” estão renunciando ao entendimento da política. Não importa se você acredita em direita e esquerda. O que importa é que as pessoas que controlam o Estado acreditam. Essas pessoas fazem leis, operam sistemas de justiça, comandam polícias, cobram impostos e prendem – ou soltam – criminosos influenciadas por ideologia.
Circunstâncias levaram a ideologia de esquerda a conquistar hegemonia. Na sua origem, socialismo significava união solidária de trabalhadores. Com o surgimento do marxismo, considerada a variedade “científica” do socialismo (uma mentira: o conteúdo de ciência no marxismo é zero) socialismo passou a significar revoluções violentas, abuso de direitos, roubo e genocídio.
Essa mudança não foi acidental. Enquanto a essência do socialismo está na coletivização (o fim da propriedade privada) e no controle da economia pelo Estado (“planejamento econômico”), o socialismo marxista adiciona outro fundamento: o “conflito de classes” que, segundo os marxistas, é o motor da história. É essencial que esse conflito exploda em revolução.
Um pouco de reflexão revela a infantilidade dessa ideia (e a teoria marxista já foi desmascarada por grandes mentes como Carl Menger, Hayek, Mises, Milton Friedman e Thomas Sowell). Mas é importante compreender que essa é a única ótica pela qual os marxistas enxergam o mundo. Qualquer problema precisa ser apresentado como um conflito entre oprimido e opressor, e a solução – seja ela qual for – deve apressar a revolução.
Essa é a origem do ensinamento do guru da esquerda Saul Alinsky: “A questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”. Não importa qual seja o problema: a missão do marxista é transformá-lo em uma oportunidade de ganho político – e em revolução.
Por isso, diante de um crime sexual, o marxista culpa o “machismo estrutural”. Isso absolve o estuprador. Todo criminoso é visto, pelos marxistas, como um proto-revolucionário. Esse enquadramento ideológico do crime define a resposta que deve ser dada a ele. Ao invés de discutir melhor policiamento ou endurecimento da legislação penal (remédios com eficiência comprovada e documentada na literatura), o marxista exige medidas “culturais” para a “reeducação” da sociedade, além de restrições à liberdade de expressão.
A reeducação, claro, será feita em moldes marxistas: homens e mulheres serão apresentados como “classes” em conflito. A reeducação culpará o sistema de livre mercado e a propriedade privada pelo crime, e implantará na cabeça dos cidadãos – a maioria crianças e jovens – ressentimento contra o modelo da sociedade liberal ocidental.
Muitas ONGs serão criadas para combater o machismo estrutural, todas lideradas por marxistas. Políticos vão destinar dinheiro a essas ONGs. O Estado, e até grandes empresas, tornarão obrigatórios os programas de “treinamento” antimachismo vendidos pelas ONGs, dando aos marxistas acesso privilegiado a servidores públicos e empregados da iniciativa privada. Essa é a realidade de hoje.
Enquanto isso, o estuprador está de volta às ruas, cometendo novos estupros e fornecendo aos marxistas uma fonte sem fim de casos para alimentar seu discurso.
A mesma estratégia vale para todas as grandes “questões” da atualidade, como proteção ambiental, defesa dos direitos humanos e regulamentação das redes sociais – a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder.