Arquivo diários:3 de março de 2026
DEU NO X
DEU NO JORNAL
NO LUGAR CERTO
Petistas mais moderados dizem ter recomendado a Lula (PT) reavaliar o que dita ao seu ouvido o assessor Celso Amorim, ministro de fato das Relações Exteriores, cujas recomendações têm feito o Brasil se situar sempre no lado errado das disputas – da invasão na Ucrânia às ações no Irã, passando pela guerra de Israel contra os terroristas do Hamas.
Acometido de um radicalismo tardio, Amorim, 83 anos, fica cada vez pior à medida que a vida encurta.
Ele tem sido péssimo conselheiro para o chefe de governo, na opinião desse grupo.
* * *
Se as recomendações de Amorim têm feito o Brasil ficar “sempre do lado errado”, conforme diz a nota aí de cima, então ele está ocupando um cargo no governo certo.
Fazer tudo errado faz parte da administração lulo-petralha.
Num tem nada que reavaliar o que o veinho caduco excreta a todo momento nos ouvidos do Descondenado.
RODRIGO CONSTANTINO
MANIFESTAÇÕES

Flávio Bolsonaro participou do ato “Acorda Brasil” na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º)
As manifestações deste domingo encheram as ruas de Belo Horizonte e São Paulo. Tinha bastante gente, apesar da turma do Pablo Ortellado falar em vinte mil pessoas. Acima de tudo, a imagem de um povo unido que perdeu o medo de protestar é importante, pois cabe lembrar que o sistema fez de tudo para intimidar a população com aquelas punições absurdas do 8 de janeiro. O povo perdeu o medo e retomou as ruas. Todo poder emana do povo.
O senador Flávio Bolsonaro foi bem. Alguns reclamaram que ele não bateu de frente com ministros do STF, evitando citar nomes. Mas é compreensível: Flávio é pré-candidato e precisa transmitir a imagem de moderado, além de saber dos riscos envolvidos num ambiente em que STF e TSE vêm perseguindo a direita. Ele preferiu focar no Lula, seu adversário direto, mostrando como seu desgoverno está destruindo o Brasil uma vez mais.
Já Nikolas Ferreira subiu o tom e falou que o destino adequado de Alexandre de Moraes não é o impeachment, mas a prisão. Good cop, bad cop. Enquanto Flávio manda um recado mais suave e “presidenciável”, o jovem deputado desce a lenha nos ministros do STF e lembra como os conservadores têm sido alvos desse abuso de poder.
Além de Flávio e Nikolas, vários outros políticos e lideranças estiveram presentes, como o governador Zema e o pastor Silas Malafaia. O recado, aqui, também é claro: é hora de união contra o lulismo! É hora de deixar as divergências e as intrigas de lado, como o próprio Jair Bolsonaro pediu em carta. Parem de atacar Michelle e Nikolas, cada um vai ajudar na campanha à sua maneira e o importante é todos terem em mente o objetivo comum de derrotar Lula.
Nikolas, inclusive, desabafou depois no Programa 4por4, mostrando como há uma patota barulhenta nas redes sociais que vive para desgastá-lo. Nada do que ele faz está bom para essa turma. Que, aliás, é incoerente: ora Nikolas não tem votos, pois todos são do “bolsonarismo”; ora ele tem que participar mais, pedindo votos para o Flávio. No fundo esse pessoal quer mesmo criticar e gerar divisão, mas como Nikolas mostrou, eles não têm real influência fora da bolha das redes sociais.
Enquanto a direita mostra união e força, o governo contrata pesquisa para entender por que Lula segue caindo. Não precisavam gastar o dinheiro. Os motivos são óbvios: segurança pública não é uma prioridade do governo, a economia vai mal e os escândalos de corrupção voltaram com tudo. Lulinha, inclusive, está envolvido no caso do INSS e admitiu a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo “Careca do INSS” e viagem a Portugal. Sua situação é cada vez mais complicada, o que explica o desespero da bancada petista na CPMI, partindo para a agressão contra o presidente após a aprovação da quebra de sigilo fiscal do filho de Lula.
Nunca é recomendável subestimar a força petista, ainda mais com a máquina estatal na mão. As medidas populistas seguem a todo vapor. Mas as chances da direita derrotar o lulismo aumentam a cada dia. Flávio vem fazendo bem sua parte, com postura ponderada e pregando união. Esse é o caminho para aposentar de vez o ladrão que voltou à cena do crime, segundo seu próprio vice…
DEU NO X
A FALA DO ESTADISTA: O PERIGO DOS JOGOS ELETRÔNICOS
⚠️ URGENTE: Lula afirma que jogos eletrônicos mataram mais que a segunda guerra mundial. Governo acaba de aumentar os impostos do segmento. Comunidade gamer apoiou em massa a eleição do presidente. “Fiz o L pra isso mesmo” diz leitor. pic.twitter.com/XID3AQF1FS
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) March 2, 2026
CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS
ASSIS VALENTE – UM GÊNIO ATORMENTADO

Assis Valente e Carmen Miranda
O genial compositor José de Assis Valente nasceu no dia 19 de março de 1911 no distrito de Bom Jardim, Santo Amaro, Bahia, município do Recôncavo baiano e encantou-se em 1958, tomando formicida com guaraná sentado no banco de Rua do Rio de Janeiro, vindo a falecer horas depois.
Ficou conhecido no meio artístico como Assis Valente, compositor genial, dono de uma versatilidade extraordinária para compor clássicos alcançáveis a toda classe social, desenhar e fazer escultura.
Tornou-se conhecido por compor diversos sucessos para Aracy Cortez, o Bando da Lua, Orlando Silva, Altamiro Carrilho, Aracy de Almeida, Carlos Galhardo e Carmen Miranda. Para esta compôs inúmeros sucessos, além de nutrir-lhe uma paixão arrebatadora.
Na época, teve a canção “Brasil Pandeiro”, samba exaltação recusada pela Pequena Notável, o que lhe deixou triste, que depois se tornou um imenso sucesso com os “Anjos do Inferno,” conjunto vocal instrumental brasileiro de samba e marchinhas de carnaval formado em 1934, e principalmente com os Novos Baianos, conjunto musical brasileiro, nascido na Bahia na época da Tropicália, atingindo seu auge entre os anos de 1969 a 1979, por mesclar guitarra elétrica, baixo e bateria com cavaquinho, chocalho, pandeiro e agogô.
Formado por Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão. Carmem Miranda veio a se arrepender depois por não ter gravado Brasil Pandeiro, que alcançou enorme sucesso na voz dos Novos Baianos, gravada no segundo Long Play do conjunto “Acabou Chorare”, de 1972.
Assis Valente era filho de José de Assis Valente e Maria Esteves Valente. Segundo relato da época, fora roubado dos pais ainda pequeno, sendo depois entregue a uma família de Santo Amaro que lhe deu educação, ao mesmo tempo em que o forçava trabalhar, algo extenuante, semi-escravidão para ele que não morria de amores pela profissão.
Quando tinha seis anos, houve nova mudança na vida, passando a ser criado por um casal de Alagoinhas, Georgina e Manoel Cana Brasil, dentista naquela cidade. Assis Valente realizava trabalhos domésticos a contragosto, mas com a mudança do casal para a capital baiana, logo conseguiu trabalho no Hospital Santa Izabel e, por suas habilidades, acabou sendo contratado pelo médico irmão de seu pai adotivo, que dirigia a Maternidade da Bahia. Ali demonstrou talento para as artes e foi matriculado pelos criadores no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, a fim de aprimorar-se no desenho e em escultura, dividindo seu tempo entre o trabalho e o estudo.
Por esta época, foi convidado por um padre para trabalhar num hospital católico na interiorana cidade de Senhor do Bonfim, mas ao declamar versos anticlericais do poeta Guerra Junqueiro, político e panfletário da escola nova, numa festa popular, foi demitido. Juntou-se, então, ao Circo Brasileiro, onde declamava versos de grandes poetas de improviso, que encantava a todos que estivessem presentes, admirados com seu talento precoce!
Em 1927 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se empregou como protético e conseguiu publicar alguns desenhos em magazines como Shimmy e Fon-Fon, revistas brasileiras fundadas no Rio de Janeiro no ano de 1907.
Em função de uma dívida cobrada por Elvira Pagã, atriz, cantora, compositora e vedete brasileira da época, Assis Valente tentou o suicídio pela primeira vez, cortando os pulsos. Elvira cantara alguns de seus sucessos junto com a irmã.
Casou-se, em 23 de dezembro de 1939, com Nadyli da Silva Santos. Em 1941, no dia 13 de maio, tentaria o suicídio mais uma vez, saltando do Corcovado – tentativa frustrada por haver a queda sido amortecida pelas árvores. Em 1942 nasce sua única filha, Nara Nadyli, depois se separa da esposa devido à vida pregressa que levava!
Em 06 de março de 1958, com 46 anos apenas, desesperado com as dívidas com agiotas, Assis Valente foi ao escritório de direitos autorais, na esperança de conseguir dinheiro. Ali só conseguiu um calmante. Telefonou aos empregados, instruindo-os no caso de sua morte, e depois para dois amigos, comunicando sua decisão.
Sentado num banco de rua ingeriu formicida com guaraná, deixando no bolso um bilhete à polícia, onde pedia ao também compositor e amigo Ary Barroso que lhe pagasse dois alugueis em atraso. No bilhete, o último verso:
“Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo.”
Seu trabalho foi um do mais profícuo na música. Conta-se que chegava a compor quase uma canção por dia, muitas delas vendidas a baixos preços para “comprositores” que então figuravam como autores. Seu primeiro sucesso de 1932 foi Tem Francesa no Morro, cantado por Aracy Cortez. Foi autor, também, de peças para o Teatro de Revista, como “Rei Momo na Guerra”, de 1943, em parceria com Freire Júnior.
Após sua morte, foi sendo esquecido, para ser finalmente redescoberto nos anos 1960, na voz de grandes intérpretes da MPB, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Novos Baianos, Elis Regina, Adriana Calcanhoto, dentre outros.
Em 2014 teve uma biografia digna lançada, a altura da sua genialidade, “ Quem samba tem alegria: A vida e o tempo de Assis Valente”, escrita pelo pesquisador baiano Gonçalo Junior, recheado de revelações sobre o grande compositor de “Boas Festas”, sem dúvida a mais perfeita tradução da farsa do velhinho do trenó.
Suas canções foram regravadas depois de sua morte alcançando enorme sucesso. Algumas composições suas trazem um conteúdo poético sutil que buscam emocionar; outras trazem um teor mais reflexivo. Assis Valente tinha na alma a verve da mistura brasileira. Exemplo: A composição “Boas Festas”, a letra tem uma ironia refinadíssima, típica de sua alma genialmente errática.
Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem.
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem.
* * *
AO CHIADO BRASILEIRO – ASSIS VALENTE
DEU NO JORNAL
O ATAQUE DOS EUA E O FUTURO INCERTO DO REGIME DE TERROR DO IRÃ
Editorial Gazeta do Povo

Cartazes com fotos do aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, em uma praça de Teerã
Na manhã deste sábado, Estados Unidos e Israel lançaram um novo ataque conjunto contra o Irã, muito mais pesado que as ações de junho de 2025, contra o programa nuclear iraniano. Desta vez, além de alvos militares, a ofensiva também mirou alvos políticos: foram mortos o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que governava o país desde 1989; o ministro da Defesa, general Aziz Nasirzadeh; o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour; e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, um dos mais radicais a ter ocupado o posto e de quem Lula foi muito próximo durante seu segundo mandato. Em retaliação, o Irã tem lançado mísseis e drones contra o território israelense e contra bases norte-americanas em todo o Oriente Médio. Os combates continuam ao longo desta segunda-feira, com a entrada dos terroristas do Hezbollah no conflito.
O aiatolá Khamenei governava com mão de ferro um regime absolutista teocrático, hostil a mulheres e minorias, e que reprimia impiedosamente quaisquer dissidências – como demonstraram, muito recentemente, os milhares de mortos em resposta aos enormes protestos de rua contra o regime. Ao negar a Israel o direito de existir, os aiatolás davam apoio financeiro e logístico a grupos terroristas como o Hamas, o Hezbollah e os houthis iemenitas; pior ainda: buscavam ativamente uma bomba atômica, tendo urânio enriquecido a níveis muito próximos aos necessários para uma arma nuclear (e muito acima do que seria necessário para uso pacífico, como alegava o governo). Não é preciso gostar de Donald Trump para concordar que o mundo está melhor sem Khamenei e seus asseclas.
Por outro lado, mesmo quem apoia a decisão do presidente norte-americano pode e deve se preocupar com o que virá após a eliminação dos principais nomes do regime teocrático xiita. O Irã não é a Venezuela, e Trump não está lidando com ditadores pragmáticos que aceitam fazer o jogo norte-americano para continuar no poder, como é o caso da interina Delcy Rodríguez, mas com fanáticos religiosos que, inclusive, já colocaram em marcha o processo de escolha do sucessor de Khamenei – um dos favoritos é o líder supremo interino, Alireza Arafi.
Dirigindo-se ao povo iraniano, Trump afirmou: “quando terminarmos, assumam o seu governo. Só depende de vocês tomá-lo”. Mas, ao contrário da Venezuela, que tem uma oposição consolidada e nomes com grande apoio popular, o Irã não tem nenhuma força política de respeito que seja contrária ao regime islâmico – até porque só participava dos processos eleitorais a “oposição autorizada” pelos aiatolás –, nem lideranças populares de fora dos círculos do poder religioso. Mesmo Reza Pahlavi, o filho do xá deposto pelos aiatolás em 1979, está longe de ser unanimidade – e o governo de seu pai, embora pareça um paraíso perto da teocracia dos aiatolás, também foi autocrático. Para complicar o quadro, o Irã é muito mais heterogêneo que a Venezuela, inclusive do ponto de vista étnico.
Por isso é muito preocupante que a mudança de regime já tinha saído da lista de prioridades de Trump; em discurso na Casa Branca nesta segunda-feira, o presidente afirmou que os objetivos norte-americanos eram destruir as capacidades de mísseis do Irã, aniquilar a marinha do país, garantir que o Irã não produza uma arma nuclear, e impedir que o Irã arme e financie grupos terroristas fora de suas fronteiras. A não ser que EUA e Israel estejam escondendo o jogo e já tenham tudo acertado para substituir a teocracia por outro regime, há uma chance considerável de que, uma vez “terminado o trabalho”, os iranianos sejam deixados ao Deus dará, com facções se digladiando para governar os destroços, em uma triste repetição de toda a instabilidade que já vimos em outros países do Oriente Médio e do Norte da África.
As repercussões do ataque norte-americano e israelense, no entanto, vão muito além do Oriente Médio. Têm razão os que apontam a progressiva corrosão do Direito Internacional, substituído pela lei do mais forte; no entanto, também será preciso ponderar que esse mesmo Direito Internacional não foi capaz de parar os aiatolás enquanto massacravam seu próprio povo, financiavam o terrorismo internacional e buscavam uma arma nuclear. O mundo ainda não encontrou o local exato onde traçar a tênue linha entre o respeito à soberania das nações e a necessidade de frear regimes assassinos com potencial de desestabilização regional ou mundial.
PENINHA - DICA MUSICAL
PAULINHO DA VIOLA
BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS