RODRIGO CONSTANTINO

Flávio Bolsonaro Avenida Paulista

Flávio Bolsonaro participou do ato “Acorda Brasil” na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º)

As manifestações deste domingo encheram as ruas de Belo Horizonte e São Paulo. Tinha bastante gente, apesar da turma do Pablo Ortellado falar em vinte mil pessoas. Acima de tudo, a imagem de um povo unido que perdeu o medo de protestar é importante, pois cabe lembrar que o sistema fez de tudo para intimidar a população com aquelas punições absurdas do 8 de janeiro. O povo perdeu o medo e retomou as ruas. Todo poder emana do povo.

O senador Flávio Bolsonaro foi bem. Alguns reclamaram que ele não bateu de frente com ministros do STF, evitando citar nomes. Mas é compreensível: Flávio é pré-candidato e precisa transmitir a imagem de moderado, além de saber dos riscos envolvidos num ambiente em que STF e TSE vêm perseguindo a direita. Ele preferiu focar no Lula, seu adversário direto, mostrando como seu desgoverno está destruindo o Brasil uma vez mais.

Já Nikolas Ferreira subiu o tom e falou que o destino adequado de Alexandre de Moraes não é o impeachment, mas a prisão. Good cop, bad cop. Enquanto Flávio manda um recado mais suave e “presidenciável”, o jovem deputado desce a lenha nos ministros do STF e lembra como os conservadores têm sido alvos desse abuso de poder.

Além de Flávio e Nikolas, vários outros políticos e lideranças estiveram presentes, como o governador Zema e o pastor Silas Malafaia. O recado, aqui, também é claro: é hora de união contra o lulismo! É hora de deixar as divergências e as intrigas de lado, como o próprio Jair Bolsonaro pediu em carta. Parem de atacar Michelle e Nikolas, cada um vai ajudar na campanha à sua maneira e o importante é todos terem em mente o objetivo comum de derrotar Lula.

Nikolas, inclusive, desabafou depois no Programa 4por4, mostrando como há uma patota barulhenta nas redes sociais que vive para desgastá-lo. Nada do que ele faz está bom para essa turma. Que, aliás, é incoerente: ora Nikolas não tem votos, pois todos são do “bolsonarismo”; ora ele tem que participar mais, pedindo votos para o Flávio. No fundo esse pessoal quer mesmo criticar e gerar divisão, mas como Nikolas mostrou, eles não têm real influência fora da bolha das redes sociais.

Enquanto a direita mostra união e força, o governo contrata pesquisa para entender por que Lula segue caindo. Não precisavam gastar o dinheiro. Os motivos são óbvios: segurança pública não é uma prioridade do governo, a economia vai mal e os escândalos de corrupção voltaram com tudo. Lulinha, inclusive, está envolvido no caso do INSS e admitiu a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo “Careca do INSS” e viagem a Portugal. Sua situação é cada vez mais complicada, o que explica o desespero da bancada petista na CPMI, partindo para a agressão contra o presidente após a aprovação da quebra de sigilo fiscal do filho de Lula.

Nunca é recomendável subestimar a força petista, ainda mais com a máquina estatal na mão. As medidas populistas seguem a todo vapor. Mas as chances da direita derrotar o lulismo aumentam a cada dia. Flávio vem fazendo bem sua parte, com postura ponderada e pregando união. Esse é o caminho para aposentar de vez o ladrão que voltou à cena do crime, segundo seu próprio vice…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *