ALEXANDRE GARCIA

POLÍTICA EXTERNA DE LULA ERRA DE NOVO APÓS ATAQUE AO IRÃ

Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Cada vez que há um grande evento internacional, a política externa brasileira, comandada por Lula, pega o lado errado. É incrível. Saudades dos tempos em que a política externa era do país e não do governo. Pragmatismo responsável.

Agora, Lula, um péssimo serviço de informação. Perdão, mas dois dias antes do ataque e ele não tinha nem um indício de nada. Tanto que disse, falou lá em, acho que foi em Minas: “É, agora o Trump tá ameaçando o Irã. Tem que dar um paradeiro nisso”. E o Trump já estava, a mobilização logística mostrava que era isso que ia acontecer. Mas ele parece que não tinha informação de nada.

Aí há o ataque, morre o, é morto o Ayatollah, é morto o ex-presidente amigo de Lula, o Ahmadinejad, e o Itamaraty solta uma nota condenando o ataque dizendo que isso tem que ser feito com negociações. Negociar com terrorista? Acho que nem uma criança de jardim de infância teria essa percepção. Claro que só negocia com terrorista depois de atacar o terrorista. Aí o terrorista quer negociar, senão o terrorista não quer negociar.

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Novo comando na Guarda Revolucionária

Vejam só quem herdou, foi morto o chefe da guarda revolucionária. Assumiu outro. Quem é o outro? Eu conheço: o Vahidi. Porque eu cobri Buenos Aires por muito tempo. Em 1994, ele chefiou o grupo que botou 300 kg de dinamite na AMIA, que é uma associação mútua de solidariedade e assistência judaica lá em Buenos Aires. Matou 80 pessoas, feriu 300 pessoas. Ele foi condenado e está sendo procurado pela justiça argentina agora. É o chefe da guarda revolucionária, ele era o número 2. O governo americano matou 48 cabeças, mas ainda tem gente, está faltando ainda.

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Navios iranianos no Brasil

Aí a gente vê, a amizade do governo brasileiro: os dois navios, eu não sei se eram duas fragatas, que o governo americano considera navios terroristas. Quando o governo americano soube que eles iam aportar no Rio de Janeiro, pediram que o governo brasileiro não permitisse. Mas o governo brasileiro, ainda assim, “Não, fiquem à vontade. Carreguem ou descarreguem aí”. Ninguém ficou sabendo o que foi carregado ou descarregado. Essa amizade.

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Regime iraniano e comparação histórica

E foi lá um ataque, está sendo um ataque cirúrgico para livrar o povo da opressão e deixar que o povo decida se quer voltar ao regime monárquico, que tem um na linha de sucessão, filho do Reza Pahlavi. Ele deve ser filho da Farah Diba, que foi a primeira mulher do xá, a Soraya só deu mesmo o nome de muita gente aqui no Brasil. Ela foi muito popular no mundo, depois ela foi para o Egito, se não me engano.

Mas enfim, era o xá da Pérsia, o Irã era um país ocidental. Quando os Ayatollahs assumiram, as mulheres passaram a ser tratadas como vaca, mula, égua. Era isso. Animal. Era o homem aqui e a mulher lá embaixo. O Deus para eles fez a mulher para servir ao homem, apenas isso. Não podia nem mostrar a cara. E aí eu vejo as feministas aqui no Brasil caladas em vez de festejar a queda deste, tomara que tenha caído o regime também, o regime teocrático. Hoje eu dizia para um amigo beneditino: a única teocracia que existe é a Santa Sé, mas é uma teocracia democrática, o Vaticano. E a outra é o Irã, que está se acabando.

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Bolsonaro, bilhetes e articulações políticas

Queria mencionar para vocês, eu vi lá o Flávio. Flávio estava de colete à prova de bala, ele quer evitar um novo Adélio Bispo. Depois do que aconteceu com o pai dele e não foi sequer esclarecido até hoje. E teve em cima do palanque, estava lá a Bia Kicis, que é candidata com a Michelle ao Senado aqui por Brasília.

Mas eu queria falar sobre os bilhetes, agora bilhetes da prisão com recomendações de Bolsonaro, apoiando Marcos Pollon para o Senado em Mato Grosso do Sul. Num outro bilhete, lamentando as fofocas entre bolsonaristas, direitistas, e defendendo a Michelle. A Michelle está cuidando da filha deles, a Laura está com 15 anos, fez duas cirurgias já no nariz, e a última demorou 5 horas. Então eu imagino que ela esteja muito ocupada mesmo com a filha.

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Críticas ao Supremo: a decisão de Gilmar Mendes

Bom, só para lembrar, essa aberração do Gilmar de entrar num assunto que estava com o André Mendonça, que é o juiz natural do Master. Derrubando uma decisão do poder mais forte, que é o Poder Legislativo, que é o representante do povo, de abrir o sigilo dos irmãos do Toffoli e da empresa do Toffoli. Foi uma coisa, uma aberração, tirar um processo que já estava acabado, tirou da gaveta, estava já encerrado lá do tempo da pandemia. Aí naquele processo ele conseguiu uma carona e deu um habeas corpus num mandado de segurança: “Não, não pode abrir o sigilo”. Ou seja, ele correu o risco do ridículo de praticar uma aberração certamente avaliando que seria menos danoso do que abrir o sigilo das contas, sigilo bancário da Mari Dias Toffoli, ou Mari DT, ou Marília Dias Toffoli.

DEU NO JORNAL

PESQUISA

Segundo o Paraná Pesquisas (BR-07974/26), apenas no Nordeste a maioria diz que Lula (PT) deve ser reeleito: 59,2%.

Nas demais regiões, em média, 60,1% dizem que o petista não deve voltar ao cargo em 2027.

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Maioria no nordeste.

Mas perde nas demais regiões: Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul

Ufa… que notícia boa pra começar a semana.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

REGRESSO AO LAR – Guerra Junqueiro

Ai, há quantos anos que eu parti chorando
Deste meu saudoso, carinhoso lar!…
Foi há vinte?…há trinta? Nem eu sei já quando!…
Minha velha ama, que me estás fitando,
Canta-me cantigas para eu me lembrar!…

Dei a volta ao mundo, dei a volta à Vida…
Só achei enganos, decepções, pesar…
Oh! a ingênua alma tão desiludida!…
Minha velha ama, com a voz dorida,
Canta-me cantigas de me adormentar!…

Trago d’amargura o coração desfeito…
Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!
Nunca eu saíra do meu ninho estreito!…
Minha velha ama que me deste o peito,
Canta-me cantigas para me embalar!…

Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
Pedrarias d’astros, gemas de luar…
Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!…
Minha velha ama, sou um pobrezinho…
Canta-me cantigas de fazer chorar!

Como antigamente, no regaço amado,
(Venho morto, morto!…) deixa-me deitar!
Ai, o teu menino como está mudado!
Minha velha ama, como está mudado!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!…

Cante-me cantigas, manso, muito manso…
Tristes, muito tristes, como à noite o mar…
Canta-me cantigas para ver se alcanço
Que a minh’alma durma, tenha paz, descanso,
Quando a Morte, em breve, ma vier buscar!…

Abílio Manuel Guerra Junqueiro, Portugal, (1850-1923)

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

CHEGADAS E PARTIDAS

Ele habita, como ave silenciosa e solitária, os céus do Porto em que acontecem chegadas e partidas. Assiste a alegrias e tristezas, lágrimas e sorrisos, ‘adeuses’ chorosos e bem-vindos apertos de mãos. É testemunha da bênção sentida da mãe que vê seu filho partir para outros chãos, sem nenhuma certeza da volta. Da mesma forma testemunha o abraço apertado do pai no filho pródigo que ao seu lar retorna. Do alto, sente o cheiro da saudade e se embriaga com o sabor dos sonhos bons que mora em cada um dos corações dos que por ali transitam, para buscar ou para deixar esperanças, desejos e vontades. No olho lacrimejado de alguém ele percebe um brilho diferente do que se observa no olho de quem mantém um sorriso que vai de canto a canto do rosto. É o riso e o pranto desenhando o momento de cada um. Ao final, destino definido, a vida seguirá e outras chegadas e partidas acontecerão no porto da vida. Do alto, como ave solitária e silenciosa, ele a tudo assiste. Lágrimas e sorrisos se sucederão e um Deus silencioso vela por nós.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

CARTA AO CANDIDATO DA DIREITA À PRESIDÊNCIA

Roberto Motta

Prezado Candidato,

Essa carta é assinada por mim, mas tenho certeza de que representa o pensamento de muitos. Quero falar das principais aspirações que eu, cidadão e pagador de impostos, tenho de um governo que se proponha a trabalhar a favor do país, e não contra ele – como, infelizmente, tem sido a tradição brasileira.

Primeiro, e acima de tudo, o brasileiro cansou de viver com medo do crime.

Como eu explico no meu livro A Construção da Maldade, desde a década de 1980 está em andamento um projeto de destruição da segurança pública brasileira. Esse é um programa de caráter marxista; sua base é a disseminação da ideia do criminoso como “vítima da sociedade”. O Direito é dominado por doutrinas como o garantismo – que coloca a justiça a serviço dos direitos do criminoso e esquece a vítima – o abolicionismo penal, que propõe a simples abolição da prisão de criminosos, e a “criminologia crítica”, que diz que certos crimes – como estupro, assalto, sequestro e tráfico – não devem ser punidos porque são “crimes de pobre”.

Os índices criminais do Brasil são absurdamente altos, incompatíveis com nosso estágio de desenvolvimento. A sensação de insegurança é intolerável e afeta tudo o que fazemos.

O primeiro passo para a mudança é uma reforma na legislação, para que o sistema de justiça criminal coloque a vítima em primeiro lugar e consiga neutralizar os criminosos. Para isso será necessário enfrentar o gigantesco e bem financiado lobby pró-bandido infiltrado nos Três Poderes. A segunda medida é um programa emergencial de reforma do sistema prisional, com a retomada do controle das prisões (que hoje está com as facções) e a construção de um milhão de novas vagas padrão ONU. Isso é necessário e absolutamente viável. Um programa como esse custaria menos do que os governos de esquerda já gastaram com a construção de uma única refinaria, a ainda inacabada Abreu e Lima (que já custou mais de cem bilhões de reais).

Depois da segurança, vem a sobrevivência – a capacidade de pagar as contas no final do mês, de comprar comida e dar uma vida decente à família. Senhor candidato: são os trabalhadores e a iniciativa privada que produzem riqueza, empregos e desenvolvimento. O governo deve atuar como um árbitro imparcial e distante, resolvendo disputas e garantindo a segurança necessária para o funcionamento da economia. E só isso.

É preciso acabar com os programas populistas que ensinam ao brasileiro, desde jovem, a depender do governo. É preciso reduzir a interferência do Estado nas atividades econômicas, privatizando todas as estatais, limitando leis e regulamentações que criam dificuldades para vender facilidades, e reduzindo a interferência no relacionamento entre empregadores e empregados. Como já disse Margaret Thatcher, a sociedade precisa de uma escada e de uma rede de segurança. A escada é para permitir que as pessoas subam na vida com seu próprio esforço. A rede é para amparar aqueles que, por alguma razão, não têm condições de cuidar de si próprios.

O objetivo da rede não é embalar o sono esplêndido de quem prefere depender dos outros.

Candidato, estamos cansados de sustentar uma máquina pública ineficiente e perdulária. Estamos cansados de sustentar vidas de luxo para aqueles que ocupam altos cargos no Estado. Esperamos de você um programa de corte de custos da máquina estatal que vá muito além da retórica esgotada de “combate aos supersalários” – uma agenda que o Brasil repete desde a época de Fernando Collor, enquanto os salários e penduricalhos ficam cada vez mais turbinados.

É essencial dar o exemplo. Escolha medidas impactantes e simbólicas. Aqui vão sugestões: reduza dramaticamente o número de carros oficiais. Elimine todas as viagens internacionais nos primeiros dois anos. Proíba a realização de qualquer megaevento financiado com o dinheiro público. Venda os jatinhos do governo. Venda o avião presidencial. Elimine 90% dos “cartões corporativos”.

Estabeleça uma meta de reduzir as despesas do Estado em 25% durante o seu governo. Estabeleça uma meta de reduzir a carga tributária neste mesmo percentual. Sabemos que o país vive uma selva tributária, construída ao longo de muitos anos, e que só piorou com a “reforma” tributária. Não importa; faça da redução de impostos um de seus objetivos. O próximo presidente da República precisa entender que cada centavo gasto pelo Estado é dinheiro que foi tirado do orçamento das famílias.

Que os brasileiros se lembrem de você como o presidente que mais reduziu impostos e gastos do governo, e que colocou a segurança acima de tudo.

Para ser um bom presidente não é necessário resolver todos os problemas do país. Ninguém consegue fazer isso. Se você der ao brasileiro mais tranquilidade para viver, e reduzir o que ele paga de impostos, você terá sido um dos grandes presidentes da história.

Boa sorte e que Deus o abençoe.

DEU NO JORNAL

PENINHA - DICA MUSICAL

LUPICÍNIO RODRIGUES

Semana dedicada ao Mestre Maurício Assuero, colunista do JBF.

Vingança (Lupicínio Rodrigues)

A primeira gravação desta música ocorreu em 1951 com o Trio de Ouro cuja formação era Herivelto Martins, Nilo Chagas e Noemi Cavalcante, que foi convidada a compor o Trio por conta da separação de Herivelto e Dalva de Oliveira.

Nesse mesmo ano de 1951 Linda Batista gravou também a música que, talvez seja o maior sucesso de sua carreira.