Semana dedicada ao Mestre Maurício Assuero, colunista do JBF.
Vingança (Lupicínio Rodrigues)
A primeira gravação desta música ocorreu em 1951 com o Trio de Ouro cuja formação era Herivelto Martins, Nilo Chagas e Noemi Cavalcante, que foi convidada a compor o Trio por conta da separação de Herivelto e Dalva de Oliveira.
Nesse mesmo ano de 1951 Linda Batista gravou também a música que, talvez seja o maior sucesso de sua carreira.
A amargura e o orgulho ferido em “Vingança” de Lupicínio – “Vingança”, de Lupicínio Rodrigues, destaca-se pela forma direta e intensa com que aborda o ressentimento após uma traição amorosa. Inspirada em uma decepção real vivida pelo próprio compositor, a música transforma a mágoa em arte, evidenciando o prazer amargo do narrador ao saber do sofrimento da pessoa que o traiu. O trecho “Eu gostei tanto, tanto quando me contaram que lhe encontraram bebendo e chorando na mesa de um bar” revela esse sentimento de satisfação diante da dor alheia, sugerindo que o sofrimento da ex-companheira é visto como uma espécie de justiça poética. A letra também explora temas como orgulho ferido e honra familiar, especialmente quando o narrador menciona “a herança maior que meu pai me deixou”, reforçando o peso desses valores na cultura da época e na obra de Lupicínio. O pedido de “vingança, vingança clamar” aos santos mostra a intensidade do ressentimento, enquanto a metáfora “ela há de rolar qual as pedras que rolam na estrada, sem ter nunca um cantinho de seu para poder descansar” expressa o desejo de que a traidora nunca encontre paz. O contexto pessoal do compositor, que costumava dizer que transformava traições em lucro, aprofunda o significado da canção. “Vingança” tornou-se um marco da chamada “dor de cotovelo” na música brasileira, sendo associada a episódios de sofrimento extremo e consolidando-se como um retrato universal da amargura e do desejo de justiça após uma desilusão amorosa. Fonte: site Letras
Deco, fantástico é ele contando a razão de ter composto Nervos de Aço
Caro Assuero, concordo plenamente com sua colocação. Reza a lenda, que esta foi a primeira grande desilusão amorosa de Lupicínio Rodrigues. Iná foi a primeira namorada séria do jovem Lupicínio. A moça morava em Santa Maria, cidade onde o futuro músico servia como cabo do Exército. Os dois namoraram por cinco anos e chegaram a ficar noivos. Cansada de esperar que Lupicínio largasse a boemia e a pedisse em casamento, Iná decidiu terminar o relacionamento. Ela prometeu a Lupicínio, enquanto discutiam o rompimento, que iria se casar com o primeiro homem que visse, não se importando se fosse sofrer no futuro. Algum tempo depois, Lupicínio a encontrou em uma festa. Ela já estava casada.
Meu amigo Peninha. Sinto-me honrado com essa gentileza