Ele habita, como ave silenciosa e solitária, os céus do Porto em que acontecem chegadas e partidas. Assiste a alegrias e tristezas, lágrimas e sorrisos, ‘adeuses’ chorosos e bem-vindos apertos de mãos. É testemunha da bênção sentida da mãe que vê seu filho partir para outros chãos, sem nenhuma certeza da volta. Da mesma forma testemunha o abraço apertado do pai no filho pródigo que ao seu lar retorna. Do alto, sente o cheiro da saudade e se embriaga com o sabor dos sonhos bons que mora em cada um dos corações dos que por ali transitam, para buscar ou para deixar esperanças, desejos e vontades. No olho lacrimejado de alguém ele percebe um brilho diferente do que se observa no olho de quem mantém um sorriso que vai de canto a canto do rosto. É o riso e o pranto desenhando o momento de cada um. Ao final, destino definido, a vida seguirá e outras chegadas e partidas acontecerão no porto da vida. Do alto, como ave solitária e silenciosa, ele a tudo assiste. Lágrimas e sorrisos se sucederão e um Deus silencioso vela por nós.
XICO COM X, BIZERRA COM I

Já deu nome a essa ave?, mestre Xico. Queria muito saber. Porque deve ser ( muito ) especial. Viva Xico Bizerra!!!
Sim, meu ilustre jurista Tri-Acadêmico. Está no último parágrafo. Seu nome? DEUS!
Complementando minha resposta ao Nobre Jurista ‘LisboaRecifense’ Dr Zé Paulo, acrescentaria:
Em minhas atribulações espirituais costumo, há muito, recorrer à manifestação de fé do Profeta Abacuque, do Antigo Testamento:
“Mesmo que me faltassem a saúde, o dinheiro, os amigos e a força, ainda assim restaria DEUS!” É Ele que está, do alto, vigiando e tomando conta de quem chega e de quem parte.
Não fiquei com a sensação de que o nome da pequena ave seria Deus. Mas de o mestre Xico diz, quem sou eu para discutir. Viva Deus, então, com suas belas penas.