A grande dupla de poetas repentistas Ivanildo Vilanova e Valdir Teles (1956-2020)
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Valdir Teles e Ivanildo Vilanova glosando o mote:
Não conheço esquerdista que não mude, quando pega nas rédeas do poder.
Valdir Teles
Logo após ser eleito está mudado, cada um tem direito a secretária, segurança, assessor, estagiária, gabinete com ar condicionado, vai lembrar-se do proletariado, com favela e cortiço pra viver, ou será que não vai se aborrecer, com esgoto, favela, lodo e grude. Não conheço esquerdista que não mude, quando pega nas rédeas do poder.
Ivanildo Vilanova
Pode ser um sujeito agitador, boia-fria, sem terra, piqueteiro, camarada, comuna, companheiro, se um dia tornar-se senador, vindo até se eleger governador, qual será o seu novo proceder, vai mudar, vai mentir ou vai manter as promessas que fez de forma rude. Não conheço esquerdista que não mude, quando pega nas rédeas do poder.
Valdir Teles
No período que um adolescente, quer mudar o planeta e o país, através dos arroubos juvenis, vira líder, orador e dirigente, mas se um dia ele sair presidente, o que foi nunca mais poderá ser, aí diz que o remédio é esquecer as loucuras que fez na juventude. Não conheço esquerdista que não mude, quando pega nas rédeas do poder.
Ivanildo Vilanova
Todo jovem, a princípio é sectário, atuante, grevista, condutor, antagônico, exaltado, pregador, um perfeito revolucionário, cresce, casa e se torna secretário, veja aí o que trata de fazer, leva logo a família a conhecer Disneylândia, Washington e Hollywood. Não conheço esquerdista que não mude, quando pega nas rédeas do poder.
Valdir Teles
Quem vivia de luta e de vigília, invasão, pichamento e barricada, através disso aí fez a escada, pra chegar aos tapetes de Brasília, vai pensar no progresso da família, no que faz pra do posto não descer, nunca falta quem queira se vender, sempre acha covarde que lhe ajude. Não conheço esquerdista que não mude, quando pega nas rédeas do poder.
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DISCUSSÃO DE JOÃO FORMIGA COM FRANCISCO PARAFUSO – Severino Borges da Silva
Estava João Formiga Versejando alegremente Nas terras do Ceará Quando chegou de repente Um cantor do Mato Grosso Quase tonto de aguardente
Chegou na sala e saudou A todo o povo primeiro E disse a João Formiga: – Vá sabendo cavalheiro Sou Francisco Parafuso Dou certo em todo tempero
O dono da casa disse: – Pois então, meu camarada Você canta com Formiga Uma discussão pesada Se ganhar leva o dinheiro Se perder não leva nada
– Porém eu vou dar um tema Com estilos naturais Para Formiga dizer Com bases fundamentais Sem errar nem dar um tombo Nem bebo, nem fumo mais
Escrevi uma versão em português para a canção Ogni Volta, de Vasco Rossi. Não é uma tradução literal, até porque é praticamente impossível fazer uma conversão para outra língua, mantendo a métrica e o sistema de rimas razoavelmente preservados. Mas busquei capturar, no nosso idioma, os sentimentos que atravessam a obra original: autossabotagem, postergação e contradições cotidianas.
A letra original, em italiano, fala de uma sucessão de pequenos contratempos pessoais, que costumam fazer parte da vida de qualquer pessoa, mas podem formar um todo bem assustador, e até paralisante, especialmente para alguém que tenha tendências depressivas.
Apesar de a canção ter sido lançada por Vasco Rossi em 1982, penso que esse é um quadro bem presente nos dias de hoje. Talvez esse tenha sido o principal estímulo para querer deixá-la mais acessível aos falantes da língua portuguesa. E concluí que não era hora de ficar aqui parado,
“Com a cabeça entre as minhas mãos Adiando tudo pra amanhã.”
No lugar de “ogni volta”, pus “cada vez”. Mantive o ritmo e a cadência. Adaptei imagens. O vídeo de Cada Vez está logo a seguir (aliás, acho que o clipe ficou bem legal):
Espero que toque você — como me tocou.
Para quem tiver curiosidade de conhecer a versão original, temos aqui uma apresentação de Vasco Rossi, em San Siro. Apesar de a música ser de 1982, é impressionante a reação do público em 2003, ou seja, 20 anos depois:
Continuando essas conversas que começaram no São João, com cantadores e afins, em livro que estou escrevendo (título da coluna). Encerrando a série.
GERALDO AMÂNCIO PEREIRA, cantador (de Cedro, Ceará). Casa de Lourival Batista, em são José do Egito. Numa noitada cantador conhecido como Pereira estava dando alterações, no recinto, por conta de ter na cabeça mais Pitu do que devia. Foi quando Raimundo, filho mais velho de Louro, virou-se para Geraldo e, brincando com seu nome, disse
‒ Geraldo, amanse o Pereira.
OLIVEIRA DE PANELAS, de Panelas (Pernambuco), conhecido como o Pavarotti dos Cantadores. No Bar Savoy, onde Carlos Pena Filho escreveu seu famoso poema Chope
– Por isso no bar Savoy O refrão é sempre assim: São trinta copos de chope, São trinta homens sentados, Trezentos desejos presos, Trinta mil sonhos frustrados.
Cantoria com Otacílio Batista, irmão de Dimas e Lourival (Louro do Pajeú), para Manuel Bandeira A voz do Uirapurú. Ali, fui testemunha de uma cena inacreditável, envolvendo a bandeja em que os apreciadores depositam dinheiro para a dupla. E, na hora, lhe mandei esse bilhete
– Meu amigo Oliveira Pare, sinta, escute e veja Otacílio pegou 20 Quero que Deus me proteja Mas nunca vi cantador Roubar a própria bandeja.
Pois no calor da peleja Como quem bebe aguardente Comeu o teu queijo frio Bebeu o teu café quente E o que era teu e dele Ficou foi dele somente.
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Cantado desde o Século XIX, O que é que me falta fazer mais no início era só mais um mote de décima, em dez sílabas, até ser transformado em gênero pelo cantador Ivanildo Vilanova. Nele, ganha quem inventar mais, mentir mais, se cobrir de mais honrarias; seguindo-se estribilho cantado, em conjunto, pelos dois cantadores. Oliveira, numa cantoria, fez essa maravilha
– Certo dia eu estava em Hollywood Em Marlboro, ou talvez no Arizona Foi então quando encontrei-me com Madonna Que convidou-me para um banho de açude. E se a galega mostrou ter muita saúde Eu também lhe mostrei ter muito gás E nos domínios das táticas sensuais Tudo quanto ela quis, fiz em inglês E depois perguntei em português O que é que me falta fazer mais.
PATATIVA DO ASSARÉ, cantador e cordelista (de Assaré, Ceará). Sua casa fica a 18 quilômetros da cidade e precisava falar com o prefeito. Só que foi várias vezes à Prefeitura e o homem nunca estava. Por isso deixou em sua mesa bilhete, como se fosse um cordel, que acabava assim
‒ Ainda que alguém me diga Que viu o mudo falando Um elefante dançando No lombo de uma formiga. Não me causará intriga Escutarei com respeito Não mentiu esse sujeito Muito mais barbaridade É haver numa cidade Prefeitura sem prefeito.
Resultado, acabou preso. Na cela, encontrou gaiola com uma patativa – que é ave de belo canto. Então escreveu versos que ganharam o mundo
‒ Linda vizinha pequena Temos o mesmo desgosto Sofremos da mesma pena Embora em sentido oposto.
Meu sofrer e teu penar Clamam a divina lei Tu presa para cantar E eu preso porque cantei.
PELEJA DO CEGO ADERALDO (de Crato, Ceará) COM ZÉ PRETINHO (de Tucum, Paraná). Assim, como Pelejas, são conhecidos os grandes desafios entre os cantores. Mais famosa delas é a do Cego Aderaldo contra Zé Pretinho. Com o desafio já ganho, e para encerrar com brilho, o Cego tripudiou
Cego – Amigo José Pretinho Eu não sei o que será De você no fim da luta Porque vencido já está Quem a paca cara compra Paca cara pagará.
E o outro, sem entender esse trava-língua, piorou sua desgraça
Zé Pretinho – Cego, estou apertado Que só um pinto no ovo Estás cantando aprumado Satisfazendo ao povo Este seu lema de paca Por favor cante de novo.
A partir daí, foi um desassossego
Cego – Digo uma e digo dez No cantar não tenho pompa Presentemente não acho Quem esse meu mapa rompa Paca cara pagará Quem a paca cara compra.
Zé P. – Cego, teu peito é de aço Foi bom ferreiro quem fez Pensei que o cego não tinha No verso tal rapidez Cego, se não for massada Repita a paca outra vez.
Cego – Arre com tanta pergunta Deste negro capivara Não há quem cuspa pra cima Que não lhe caia na cara Quem a paca cara compra Pagará a paca cara.
Zé P. – Agora cego me ouça Cantarei a paca já Tema assim é um borrego No bico de um carcará Quem a cara cara compra Caca caca cacará.
E Zé Pretinho, depois desse desmantelo, colocou sua viola na bandeja como sinal de que reconheceu a derrota.
PINTO DO MONTEIRO (de Carnaubinha, distrito de Monteiro, Paraíba) e LOURIVAL BATISTA (Louro do Pajeú, de São José do Egito, Pernambuco), dois gênios. Os desafios, entre eles, foram sempre de empenar. Como esse, em que Louro começou
‒ Isso foi naquele tempo, Quando você era macho. Porém, um cabra valente Passou-lhe o facão por baixo, Que o sangue correu na perna E o gato comeu-lhe o cacho.
E Pinto
‒ Por isso é que me rebaixo Em cantar com cabra bruto, Pois quando correu notícia De que eu perdi esse fruto, Sua mãe chorou de pena Nunca mais tirou o luto.
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De outra vez, Pinto preparou armadilha para Louro
‒ Eu saí de Caicó E fui bater em Tabira De Tabira prá Penedo De Penedo a Guarabira Chegando lá eu comi O mocotó de traíra
Como traíra é peixe, Pinto jamais poderia ter comido seu mocotó. Então, certo de ter ganho a peleja, Louro respondeu
‒ Eu já vi muita mentira De Adão até Aló De Aló até Isac De Isac até Jacó Mas nunca houve quem visse Traíra com mocotó.
Só para ver, desolado, Pinto cantar
‒ Pois eu vim de Caicó E fui até Guarabira Lá vi uma vaca velha A quem chamavam Traíra E agora você me diga Se é verdade ou se é mentira.
SANTANA CANTADOR, grande forrozeiro. No Colégio Boa Viagem (Recife), prova sobre Diversidade Cultural, a pergunta era “Concorda que o forró seja patrimônio imaterial do Brasil?”. Maria Clara, 10 anos e neta de Santana, respondeu
‒ Sim, pois se eu responder “não” meu avô me mata e tem um enfarte antes de morrer.
ZÉ LIMEIRA (de Teixeira, Paraíba). Cantador meio doido, andava a pé pelos sertões do Nordeste (por considerar carro coisa do demo), sempre com lenço de seda vermelho no pescoço, óculos escuros (mesmo à noite) e anéis em todos os dedos. Seus versos, com frequência, não faziam sentido. Mais famoso deles, do próprio Limeira (ou talvez de Otacílio Batista, que o terá dado ao outro de presente), os apreciadores sabem de cor (com pequenas variações). O mote era poético, Os anos não trazem mais, para falar do passado, da nostalgia e da saudade. Só que Limeira se perdeu, no meio, e teve que dar uma volta na décima para findar no tal mote. Não custa repetir
‒ O velho Tomé de Souza Imperador da Bahia Casou-se e no mesmo dia Passou o pau na esposa. Fez que nem uma raposa Comeu na frente e por trás. Depois na beira do cais Onde o navio trafega Comeu o pobre Nobréga Que os anos não trazem mais.
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É dele o (talvez) mais famoso mote das cantorias
‒ Morri o ano passado Mas esse ano eu não morro.
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O poeta JESSIER QUIRINO até escreveu esses versos, no estilo de Zé Limeira
‒ Frei Henrique de Coimbra Sacerdote sem preguiça Rezou a primeira missa Na beira de uma cacimba. Um índio passou-lhe a pimba Ele num quis aceitar Hoje vive a lamentar Junto dum pé de jurema E um bom pescador não tema As profundezas do mar.
‒ Pedro Álvares de Cabral Inventor do telefone Resolveu tocar trombone Na volta do Zé Leal. Mas como tocava mal Arrumou dois instrumentos Aí chegou um sargento Querendo enrabar os três Quem tem razão é o freguês Diz o velho testamento.
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Por falar em Jessier, numa conversa, lembrei Sérgio Buarque de Holanda; que considerava palavra mais bonita, na língua brasileira,
‒ Libélula.
Perguntei, a ele,
‒ Compadre Jessier, e qual a mais feia que você conhece?
Um neto de um conhecido político do Rio Grande do Norte se surpreendeu ao chegar ao seu gabinete em Brasília e encontrar na parede uma enorme tela que retratava um sapo barbado, de paletó e gravata.
Perguntou ao avô a razão daquela decoração na parede e o homem respondeu:
“A política é a arte de engolir sapos”. Eu, como político, tenho que me conscientizar disso, e saber que tenho de engolir sapos, sempre que estou aqui trabalhando. Por isto, mandei fazer esta tela.
Sapo é bicho esperto e astucioso. A vida dos sapos é intimamente relacionada com a água. A água é fundamental para sua reprodução e a umidade garante sua respiração cutânea.
A pele dos sapos é seca, glandular e vascularizada. Eles não possuem nenhum tipo de pelos ou escamas.
A pele fina permite as trocas gasosas, e respiração cutânea. Essa condição também impõe que os sapos habitem ambientes úmidos e sombreados. A exposição aos raios solares pode provocar o ressecamento da pele. Por isso, muitos sapos são ativos apenas durante a noite.
Normalmente as pessoas confundem rã, perereca e sapo, embora estes três animais, possuam muitas diferenças entre si, na morfologia, no “habitat” e no comportamento.
O que eles têm em comum é o fato de serem classificados como anuros, nome dado aos anfíbios que não possuem rabo.
Ao contrário do que muitos pensam, as rãs e pererecas não são as fêmeas dos sapos. Existe sapo macho e sapo fêmea, rã macho e rã fêmea, assim como perereca macho e perereca fêmea.
Os sapos apresentam uma pele mais seca e rugosa em relação a dos outros anuros. Além disso, preferem viver em terra firme e só procuram ambientes aquáticos quando vão se reproduzir.
As patas posteriores do sapo são mais curtas, assim eles não conseguem dar grandes saltos, como os das pererecas. Devido às glândulas que possui na região dorsal, quando o sapo sofre alguma pressão externa (como ser pisado, por exemplo), libera um veneno que pode irritar nossos olhos e as mucosas. Pode até cegar.
As rãs são as mais habilidosas entre esses três tipos de anuros. Seus membros posteriores mais longos ajudam no salto e na natação. Elas conseguem dar saltos de até 1,5 metro de comprimento e 70 centímetros de altura.
Vivem principalmente em lagoas e apresentam uma pele bem lisa e brilhante. Suas toxinas estão localizadas nas regiões das costas.
Ao contrário dos sapos e pererecas, as rãs são usadas para alimentação, pois possuem uma carne suave e nutritiva, que lembra vagamente a carne de frango.
Normalmente, as pererecas são menores que os sapos e rãs, tendo como característica os olhos esbugalhados, além de serem mais coloridas.
Não gostam de lagoas e preferem viver em árvores. Com pernas finas e longas, são capazes de grandes saltos e de fixarem-se nas superfícies, pois possuem discos nas pontas de seus dedos, que funcionam como ventosas e permitem essa fixação. Assim como as rãs, possuem uma pele bastante lisa.
São pertencentes a várias famílias. Muitas vezes, são encontradas em banheiros de casas, já que gostam de ambientes úmidos.
Pois bem. Certa vez, um fazendeiro rico levou para casa um sapo e entregou aos três filhos ainda meninos, para lhes servir de brinquedo. A alegria foi grande.
Os meninos brincaram muito com o sapo e depois passaram a maltratar o pobre animal indefeso.
Nesse tempo, os bichos podiam falar à vontade.
Apavorado, o sapo pediu que o soltassem, para que ele voltasse ao pântano, que é o seu “habitat”. e os meninos disseram que iriam matá-lo, jogando-o nos espinhos.
O sapo, desesperado, começou a tapear os meninos, dizendo:
– Espinho não fura meu couro! Ah, ah, ah…
Um deles sugeriu:
– Vamos queimar o sapo!!!
O sapo fingiu ter gostado da ideia e vibrou:
– No fogo, eu me sinto em casa!
Os meninos gritaram:
– Vamos jogar o sapo nas pedras!
O sapo respondeu: Pedra não mata sapo!
O menino maior, o mais malvado, disse:
– Vamos furar o sapo de faca!
O sapo respondeu:
– Faca não atravessa sapo!
Até que um dos meninos sugeriu:
– Vamos jogar o sapo dentro da lagoa!
Aí, o sapo se fingiu de triste e chorou copiosamente, desesperado, implorando:
– Me bote no fogo! Na água eu me afogo!!!
Esse truque do sapo salvou sua vida.
Os meninos, eufóricos, gritaram ao mesmo tempo:
– Vamos todos para a lagoa!!!
Pegaram o pobre do sapo por uma perna e jogaram no meio da lagoa. O sapo mergulhou e subiu à tona, eufórico, pois o remédio que precisava era aquele, depois de ter sido tão judiado pelos meninos. E começou a gritar:
– Eu sou bicho d’água! Eu sou bicho d’água!!!
E escapou são e salvo da maldade dos meninos.
Anos atrás, numa chácara em Pereiras (SP), estava eu com meu marido, minha sogra e um cunhado com a namorada. A moça era chilena e divorciada de um funcionário do alto escalão de Salvador Allende.
Estávamos no terraço da casa, quando ouvimos um grito de pavor vindo do banheiro, onde a namorada do cunhado estava tomando banho. De repente, surge a moça completamente nua, em pânico, tremendo de medo e gritando por socorro, com os olhos esbugalhados. Todos nós nos assustamos, pensando ter havido uma desgraça, como um assalto. Mais que depressa, minha sogra cobriu a moça com um lençol, e lhe deu água, sem ninguém entender o que tinha havido.
Finalmente, ela conseguiu falar:
– Uma rã!!! – Vi uma rã no banheiro!!!
Saí do terraço com meu marido, para rir no quintal. Nunca vi tanto fricote!!! Uma mulher altíssima e altiva, com experiência de vida, dar um escândalo desse por causa de uma inofensiva rã!!!
Nasci e me criei, na simplicidade do Agreste Nordestino, e me acostumei a conviver com sapos cururus enormes. Rãs e pererecas não fazem mal a ninguém.
Se é para sonhar que sejam grandes sonhos. E que se realizem. Nos ensinam a nunca desistir dos nossos sonhos.
Sonhe pelo riso; Sonhe pela lágrima; Simplesmente sonhe. Se formos imaginar a vida como o amanhecer, o entardecer e o anoitecer euzinha já estou no entardecer bem pertinho do pôr do sol.
E tenho um grande sonho. Um sonho do tamanho do mundo que não chegarei a vê-lo se realizar. Peço a Deus que as novas gerações possam ver esse meu sonho se realizar. Falo meu mas tenho certeza que todos irão concordar que é um grande sonho.
Irei compartilhar esse sonho com todos os fubânicos mas… só no próximo domingo.
Um ótimo final de semana e até domingo se Deus permitir 🙏.