Despesas do governo Lula (PT) com viagens em 2025 dispararam para R$ 764,5 milhões, até sexta (11).
Segundo o Portal da Transparência, a administração petista torrou quase R$ 100 milhões em duas semanas, entre 27 de junho e 11 de julho.
É o maior ritmo de gastos com passagens e – principalmente – diárias desde 2024, quando o governo gastou o maior valor da História com viagens: R$ 2,36 bilhões.
O governo do PT já distribuiu R$ 469 milhões em diárias aos seus funcionários. Outros R$ 291,3 milhões bancaram passagens aéreas.
O total de despesas do governo Lula com viagens internacionais em 2025 saltou para R$ 321,8 milhões, aponta a Transparência.
As despesas do governo com viagens não incluem os gastos de Lula, Janja, ministros de Estado e STF etc. com jatinhos da Força Aérea.
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Este tipo de notícia não deveria ser publicado.
Pra não prejudicar a saúde do contribuinte.
O governo tem que trabalhar mais ligeiro pra conseguir estabelecer o controle nas redes sociais e impedir que essa gastança seja divulgada.
– Maduro diz quem é o responsável pela tarifa de 50%: Lula da Silva com sua ideia de criar uma moeda alternativa para o dólar. pic.twitter.com/RH6sKNQdPR
Eu ainda não comentei aqui a carta pública do presidente do Poder Judiciário, ministro Barroso, que é presidente de Supremo, e que foi publicada nos jornais. Eu não vi na maioria dos jornais aquilo que talvez seja o trecho mais importante da carta, que é uma queixa do ministro Barroso contra o Poder Executivo e o Itamaraty. É uma queixa e uma justificativa do por que ele fez essa carta, ante o silêncio do Itamaraty. Ele disse que cabia ao Executivo, particularmente à diplomacia e não ao Judiciário, conduzir as respostas imediatas no calor dos acontecimentos. Resposta à carta do Trump, que começa dizendo que está havendo perseguição, caça às bruxas, a Bolsonaro e aos seus seguidores, julgamentos falhos, fora do devido processo legal, etc.
Depois de citar ameaças à democracia, o ministro afirma que foi necessário um tribunal independente atuante para evitar o colapso das instituições. Esse é o princípio, é a ideologia que move o Supremo neste momento, para justificar a militância do Supremo. As ações penais, então, observariam estritamente o devido processo legal.
Confira, você que me lê, se é verdade. Com transparência, se houver provas, os culpados serão responsabilizados. Se não houver, serão absolvidos. Mas não é o que a gente tem visto em condenações referentes ao 8 de janeiro. Algumas têm foto lá dentro, mas, isso prova que usaram de violência, de arma para derrubar governo democrático? Ou será que foi destruição e vandalismo?
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Filme brasileiro
Bom, ontem o presidente da República foi ver um filme brasileiro, O Último Azul, que conta a história de uma idosa que tinha que sair da Amazônia, mas ela foi fazer o último passeio de barco. Eu acho que está muito atual um filme de 1959, que eu já vi várias vezes, chamado O Rato que Ruge, em que o Peter Sellers faz três papéis ao mesmo tempo. É um principado que não estava mais vendendo vinho para os Estados Unidos e aí ele teve a ideia de declarar guerra aos Estados Unidos.
Fizeram uma excursão punitiva, alugaram um barco velho, atravessaram o Atlântico, chegaram a Nova York e, por acaso, entraram na casa de um cientista que tinha descoberto uma bomba muito mais letal que a bomba atômica. Eles se apossaram dessa bomba e os estadunidenses se entregaram. E aí a princesa desse principado disse, você está louco? Era pra gente perder essa guerra e ganhar um plano Marshall. Mas aí terminou tudo bem, porque os americanos resolveram comprar de novo o vinho etc. Talvez o Lula tenha alguma inspiração se puder ver esse filme. Não sei se pela primeira vez, mas eu já vi umas três vezes.
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Juíza demitida
Eu queria encerrar lembrando a demissão de uma juíza, porque é da minha terra, de Cachoeira do Sul. Ela fazia copia e cola, fez em dois mil processos, por isso foi demitida. Ela disse que era para apressar a produção do Judiciário. Ela foi juíza por seis anos em Pernambuco, depois fez concurso no Rio Grande do Sul. De certo o salário era mais alto. Agora foi demitida a juíza Angélica, com 39 anos.
Texto escrito em parceria com o especialista em filme de faroeste mestre D.Matt
Cenário de Era Uma Vez na América na Ponte do Brooklyn, em Nova York
Era Uma Vez Na América é o deleite audiovisual definitivo de todo cinéfilo que se preza. Uma grande História de temas universais, que fala um pouco para todo mundo sem muito esforço. Longo – exatamente como tinha de ser -, este não é apenas um filme de gângster do qual nós já estamos habituados. É uma verdadeira aula de narrativa, com um desenvolvimento meticuloso magistral com começo, meio e fim. Ao fim da verdadeira jornada que é assisti-lo, Era Uma Vez na América, já faz parte da vida do espectador, e assim permanece por dias e dias; anos e anos.
Assim como Magnólia, O Senhor dos Anéis, Bem Hur e outros longas de mais de 3 horas de duração, há vários momentos que à primeira vista poderiam ter sido cortados, mas que ao repassá-los na memória nos damos conta do quanto belos e essenciais são e chegamos à conclusão de que nenhum deles deveria ser cortado. Não se mutila uma obra de arte.
Do elenco, nem precisa delongar muito, absolutamente perfeito, dispensa maiores comentários. Robert De Niro é o protagonista perfeito de todo filme que se possa imaginar, mas quem consegue roubar a cena mesmo é James Woods. Enfim, poder-se-ia escrever um livro inteiro apenas exaltando o quanto primoroso é este filme, os poucos problemas que podemos encontrar aqui e ali são completamente perdoáveis dado ao saldo positivo colossal do conjunto da obra. E a culminação dos arcos de Noodles e Max naqueles 25 minutos finais é de um brilhantismo narrativo rico de significados e entrega emocional de um nível que não se vê mais no cinema. Uma fábula perfeita das várias imperfeições humanas. Uma obra-prima atemporal.
De início chama atenção o local escolhido pelo diretor para o cenário do filme. Um bairro Judeu de Nova York e todos os personagens, cenários, movimentos de ruas, negócios, tudo gira em torno dos judeus. Em todo desenrolar do filme não se escuta um sotaque italiano. Os atores principais Robert de Niro, James Wood, Elizabeth MC Govern, e até Joe Pesci num pequeno papel se vestem em personagens judaicos, com leveza, sem qualquer vestígio de caricatura ou preconceito.
O filme depende quase que cem por cento da montagem, porque não tem uma continuidade definida e passa por diversas épocas entrelaçadas, montadas com grande genialidade por Nino Baragli, que com certeza teve a orientação do mestre Sergio Leone, pois só uma mente cinematográfica genial poderia dar um sentido naquele enorme caldeirão de acontecimentos, todos entrelaçados com tempos definidos claramente.
Todos os atores souberam captar as instruções do mestre Sergio Leone e se entregaram de corpo e alma, criando personalidades distintas, bastante reais, com um resultado de alta qualidade. As atrizes principais, Elizabeth MC Govern e Tuesday Weld têm um desempenho fora de série, principalmente a excelente atriz Mc Govern que pouco aparecia em filmes e durante vários anos participou da premiadíssima Série de TV inglesa Dawton Abbey, com um trabalho realmente extraordinário. E no filme em curso não fez diferente.
Os personagens de grande parte do início do filme foram interpretados por atores jovens muito talentosos e com atuações estupendas, dignas dos seus companheiros atores adultos. Uma cena extraordinária, inesquecível, é quando um dos garotos compra um doce para oferecer à namorada, com sentido de seduzi-la sexualmente. Enquanto espera a chegada da garota, ele começa a provar o doce e cada vez mais gulosamente vai comendo-o, numa ânsia de prazer, até devorá-lo completamente. Isto com gestos chaplinianos. Grande atuação do jovem ator, numa cena que mesmo dirigida pelo mestre Sergio Leone deve ter sido resultado de uma dezena de takes até chegar ao resultado extraordinário desejado pelo diretor.
É necessário ressaltar o trabalho primoroso da menina atriz que faz o papel da Elizabeth Mc Govern quando jovem. Que presença de cena, que mestria na exibição da sua expressão corporal! É uma grande atriz, num corpo infantil.
A trilha sonora, soberba, está com certeza entre as duas melhores entre as centenas de trilhas compostas pelo mestre Ennio Morricone. Que são, respectivamente, “Era Uma Vez No Oeste” e “Era Uma Vez Na América.”
É uma trilha no sentido clássico Ennio Morriconne, suave, melodiosa; sem altos e grandes movimentos auditivos. É uma música para ser ouvida e mais ainda para ser sentida, muito nostálgica, sempre ao fundo das cenas, numa melancolia triste que nos enleva. O tema principal é apresentado por intermédio de uma flauta de Pann. Pontua todo o filme e quase não chama atenção, porém o efeito é inesquecível.
Este filme, devido a sua montagem inédita e também por sua duração de várias horas, não foi devidamente apreciado na época de lançamento. Porém, hoje é considerado um clássico e um dos mais geniais filmes do diretor Sergio Leone.
A conclusão a que se chega é que palavras não são suficientes para descrever a grandiosidade desta obra-prima, dirigida pelo inovador e sensacional Sergio Leone. Primeiro filme lançado em DVD no mundo, tamanha é a sua importância. Era uma Vez na América é um dos filmes mais injustiçados de todos os tempos, devido à falta de liberdade do diretor, no que tange à edição. O filme foi lançado com um corte de mais de uma hora e meia, pois, foi considerado longo demais pelos produtores. Um verdadeiro pecado que, dizem, causou o declínio na saúde do diretor. Quem assistiu ao filme na íntegra não consegue imaginar o corte de qualquer cena, muito menos de quase a metade da película.
O tema é épico. A trilha sonora de Ennio Morricone é impecável e o elenco, fantástico. A referida obra, fosse ela lançada em condições ideais, conquistaria, de certo, inúmeros Oscar. Melhor Filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (James Woods), melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor figurino, melhor trilha sonora, dentre outras categorias do tão relevante prêmio da academia. Assistir a este filme é fazer uma imersão em uma história que envolve a amizade, o romance, a lealdade, a violência do mundo dos gângsters, além de abordar questões sociais atemporais, tudo isso ao som da belíssima trilha sonora de Ennio Morricone. Era Uma Vez na América é imperdível para qualquer amante do cinema.
Trailer oficial legendado de Era Uma Vez na América
Brasil e Estados Unidos são países do mesmo continente, filhos do mesmo mundo ocidental, sócios de uma cultura comum e de uma aliança histórica que, apesar de momentos de tensão e divergência, jamais esteve perto de uma ruptura real. Essa estabilidade, no entanto, parece ter sido rompida nos últimos meses – e, lamentavelmente, com forte contribuição do próprio governo brasileiro liderado por Luiz Inácio Lula da Silva.
As relações políticas e econômicas entre Brasil e Estados Unidos talvez nunca tenham atingido um grau de deterioração tão grave quanto o observado neste primeiro semestre de 2025. Desde abril, quando Donald Trump anunciou tarifas sobre importações oriundas de mais de 160 países, até o anúncio mais recente – uma exorbitante taxação de 50% sobre produtos brasileiros –, a animosidade entre os dois países escalou perigosamente. E ao menos parte dessa tensão se deve à disposição do presidente Lula em manter um discurso hostil em relação ao governo americano.
Desde a candidatura de Donald Trump, Lula empenha-se em desconstruí-lo – quando não em atacá-lo abertamente. Em novembro do ano passado, declarou que a eleição de Trump representava “o nazismo e o fascismo voltando a funcionar com outra cara”, depois de já tê-lo chamado de “desumano”. É um comportamento incompatível com a liturgia do cargo e com os interesses diplomáticos de um chefe de Estado que pretenda manter relações minimamente respeitosas com outro líder democraticamente eleito. A hostilidade não se restringe a Trump: Lula também tem atacado aliados históricos dos Estados Unidos, como Israel, e chegou a posicionar-se a favor do Irã após o país persa ser alvo de um ataque americano – mesmo sabendo que Teerã está às portas de obter uma bomba atômica.
A cruzada antiamericana de Lula inclui ainda ataques ao dólar, base das transações internacionais. No último encontro dos BRICS, Lula defendeu a abolição do dólar como moeda padrão do comércio global, alegando – de forma equivocada – que “ninguém determinou” essa função à moeda americana. A declaração foi amplamente interpretada como um gesto político, e possivelmente funcionou como o estopim para a taxação de 50% imposta por Trump.
O ex-presidente americano já havia alertado que aplicaria tarifas adicionais a qualquer país que se alinhasse às políticas “antiamericanas” do BRICS – mencionando diretamente a proposta, capitaneada por Lula, de substituir o dólar como referência do comércio internacional. Lula respondeu com mais bravata, acusando Trump de agir como “imperador” e reclamando de suas “ameaças”.
Cabe lembrar que a adoção do dólar como moeda padrão não foi fruto de imposição ou acaso. O sistema atual foi definido na Conferência de Bretton Woods, em 1944, substituindo o padrão-ouro. À época, mais de 40 países – a maioria democracias estáveis – firmaram acordo em torno do dólar por razões objetivas: solidez econômica, estabilidade monetária, previsibilidade institucional e segurança jurídica dos Estados Unidos.
Questionar esse arranjo sem apresentar alternativa tecnicamente viável, sem argumentos convincentes que justifiquem a adoção de uma nova moeda no lugar do dólar, não é ousadia diplomática, mas irresponsabilidade. Quando Lula ataca o dólar sem argumentos consistentes, coloca o Brasil ao lado de regimes totalitários, inimigos históricos dos EUA e grupos antiocidentais, como China, Irã, Cuba, Coreia do Norte e outros adversários do mundo livre. Isso tem custo – e ele começa a ser cobrado.
Em meio a um cenário de disputa tarifária com os Estados Unidos, onde o Brasil precisa se posicionar com firmeza em defesa dos interesses do país, sem subserviência de qualquer espécie, mas ao mesmo tempo evitando confrontos infrutíferos, não há lugar para bravatas ou apegos ideológicos. O Brasil pode e deve defender seus interesses, mas para isso precisa de prudência, estratégia e respeito – resta saber se ainda há espaço para essas virtudes na política externa de Lula.