ALEXANDRE GARCIA

HACKERS SÃO AMADORES PERTO DOS QUE ROUBARAM OS VELHINHOS DA PREVIDÊNCIA

Previdência Social

Fraude no INSS foi bilionária; hackers do Banco Central só levaram uma parte disso

Vocês já viram o montante levado por esses hackers que entraram numa empresa prestadora de serviços do sistema financeiro bancário nacional, ligada ao Banco Central? Estão falando agora em R$ 500 milhões. Qual é a conclusão? De que eles são aprendizes perto dos profissionais que roubaram os velhinhos da Previdência. Esses levaram mais de R$ 6 bilhões, e isso na cara do governo, da DataPrev, do Ministério da Previdência. E não há escândalo, o governo não percebe isso como um choque.

São estagiários, cadetes, portanto, esses que tentaram pegar R$ 500 milhões do Banco Central. Eles precisam aprender com os vigaristas profissionais, que foram tirando, pouco a pouco, de muita gente idosa e sem condição de reagir, nem sequer de perceber que estava sendo roubada. Que covardia!

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Reação dos internautas a pedido de “guilhotina” mostra que não precisamos de tutela

Como também foi covardia essa história de pedir guilhotina para a filha de Roberto Justus, uma menina de 5 anos, porque estava com uma bolsa que ganhou de uma amiga da mãe dela. Isso, sim, é discurso de ódio, é preconceito contra ricos. E qual foi a resposta? A “censura” na própria rede; os usuários é que se encarregaram de dar a resposta. Nós somos cidadãos, não precisamos de tutela do Estado para nos dizer o que é bom e o que não é bom. Nós mesmos descobrimos o que não é bom e reagimos.

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Sidônio vai ter de explicar o “nós contra eles” na Câmara

Nesta quarta-feira, o ministro da Propaganda de Lula, Sidônio Palmeira, vai à Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados e terá de explicar essa campanha de luta de classes, colocando pobres contra ricos para tornar Lula mais palatável por aquele público que ele está perdendo, como mostram as pesquisas. A campanha quer fazer as pessoas acreditarem que Lula está do lado dos pobres, contra os ricos, jogando uns contra os outros. Quem inventou isso acha que somos ignorantes, que não sabemos que taxar mais os ricos, os que produzem, fabricam e vendem, fará o imposto ser embutido no preço final, que será pago por todos os consumidores, incluindo os pobres. A solução não é essa; é dar um bom ensino, preparar as pessoas para enriquecer por seus próprios valores. Mas preferem uma campanha de luta de classes, algo antidemocrático, preconceituoso, discurso de ódio.

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Irã se recusa a assinar documento dos Brics que pede solução de dois Estados no Oriente Médio

Terminou a reunião dos Brics e o Irã se recusou a assinar uma declaração que fala na necessidade de haver dois Estados, o palestino e os israelense. A ONU já tinha feito isso em 1947; o Estado palestino pegaria uma parte do que é hoje a Jordânia, qualquer libanês sabe disso. Mas desde lá até agora os palestinos não se entenderam para criar o seu Estado. O Irã não assinou esse trecho porque se recusa a reconhecer a existência do Estado de Israel, que os iranianos querem extirpar da face da terra. Esse é o país que Lula apoia – como também apoia o braço armado do Irã na Faixa de Gaza, o Hamas.

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Fuzil não é arma, para jornalistas da Folha

Na página de opinião da Folha de S.Paulo, o colunista Ruy Castro falou do “massacre ao escrever ou falar” e enfileirou uma série de besteiras, bobagens e erros crassos que a lemos nos jornais e ouvimos na televisão e no rádio. São muitos. O irônico é que a própria Folha, na primeira página da mesma edição, escreve que “Compra de armas cai 91% sob Lula, mas sobe a de fuzis”. Fuzil não é arma, então? Que tal substituir por “Compra de armas cai 91% sob Lula, menos a de fuzis”? Não seria muito mais simples escrever certo? Estava na primeira página da Folha; quem sabe, se o Ruy Castro resolver fazer uma nova coluna com mais erros (e material não falta, porque erram todos os dias), ele poderá acrescentar mais essa.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

TEU LENÇO – Guimarães Passos

Esse teu lenço, que possuo e aperto
de encontro ao peito, quando durmo, creio
que hei-de, um dia, mandar-to, pois roubei-o
e foi meu crime, em breve, descoberto.

Luto, contudo, a procurar quem certo
possa nisto servir-me de correio;
tu nem calculas qual o meu receio
se, em caminho, te fosse o lenço aberto…

Porém, ó minha vivida quimera,
fita as bandas que habito; fita e espera,
que, enfim, verás, em trêmulos adejos,

em cada ponta um beija-flor pegando,
ir o teu lenço pelo espaço voando,
pando, enfunado, côncavo de beijos!

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos, Maceió-AL (1867-1909)

DEU NO JORNAL

TORRAÇÃO EM ABUNDÂNCIA

O governo Lula (PT) já conseguiu torrar cerca de R$ 1,15 trilhão em 2025, aponta o Ga$to Brasil, iniciativa da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil e da Associação Comercial de São Paulo.

O total inclui apenas gastos do governo federal.

Somados governos estaduais e municipais, o pagador de impostos teve de bancar mais de R$ 2,6 trilhões em gastos este ano.

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Não são milhões.

Nem bilhões.

São trilhões.

E tudo pago por nós outros, os contribuintes, que custeamos toda essa zona gunvernamenteira lulosa.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

O REI LEÃO (1994) – UMA OBRA-PRIMA DE ANIMAÇÃO

Cartaz de O Rei Leão em DVD

THE LION KING, um dos mais espetaculares filmes de animação da história produzido por WALT DISNEY, narra as aventuras de Mufasa, o Rei Leão, e a Rainha Sarabi, apresentando o reino ao herdeiro do trono, Simba. O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki, mas ao crescer é envolvido nas tramoias maquiavélicas aprontadas pelo tio Scar, que ambiciona o trono que lhe teria sido negado pelo pai que o via como um estorvo e mau caráter, que planejou matar o irmão, se livrar do sobrinho e ocupar o trono com as hienas por puro prazer mórbido.

Lembro que a primeira vez que vi a animação O Rei Leão me ocorreu que a história tinha elementos que lembravam uma trama shakespeariana. Ao invés de palácios, tínhamos a savana africana. E ao invés de príncipes e reis; leões, hienas e suricates. Mas o vilão invejoso que mata seu próprio irmão para lhe tomar o lugar na Pedra do Reino, o exílio do herdeiro legítimo e sua volta triunfal para tomar posse naquilo que lhe pertencia por direito, tinham sido inspirados na trágica história de Hamlet, conforme o próprio estúdio Disney divulgou posteriormente ao lançamento do filme.

O Rei Leão é sem dúvida alguma o grande épico de todas as animações. Tem a mais perfeita abertura de um filme de animação. É capaz de cativar crianças e adultos por gerações, e continuará perpetuando por muitas e muitas décadas. O filme é um marco na história do cinema de animação, e representa a aurora de Walt Disney, a Era de Ouro dos estúdios, onde foram produzidos os melhores filmes de sua história. Nessa época a Disney produziu seguidamente as obras-primas: “A Pequena Sereia,” (1989), “A Bela e a Fera” (1991), “Aladdin” (1992), “Pocahontas” (1995), “O Corcunda de Notre Dame” (1996), “Hércules” (1997), “Mulan” (1998), e “Tarzan” (1999).

Adaptado da história de Hamlet, de Willian Shakespeare, O Rei Leão conta com um visual magistral das savanas africanas, músicas cativantes, uma abertura magistral, uma das melhores da história do cinema de animação, embalado por “The Circle of Life”, de Elton John, conhecemos o cenário principal do filme: A Pedra do Rei. Conhecemos sua majestade Mufasa e seus leais súditos, para conhecer o novo herdeiro do trono, o recém-nascido Simba.

Temos já na abertura uma cena icônica da história do cinema, que é a do babuíno feiticeiro Rafiki erguendo o jovem Simba e o apresentando aos seus súditos, que o reverenciam numa das mais empolgantes cenas já vista na história da Sétima Arte.

Após a brilhante abertura, somos apresentados ao grande algoz da trama, o maquiavélico irmão de Mufasa, Scar. Um leão traiçoeiro que planeja se livrar do irmão e do sobrinho de qualquer jeito para ocupar o trono, tornar-se rei.

O filme acompanha o crescimento de Simba, seus aprendizados e perigos, aos quais se envolve, e sua infância destruída por uma das mais chocantes tragédias da história do cinema, arquitetada, planejada e executada por Scar.

O filme também nos apresenta de início personagens muito importantes, como o pássaro e fiel mordomo do Rei, Zazu, que em determinados momentos chega a ser um personagem irritante com suas infinitas regras, nada atrativas para Simba, e sua amiga Nala, que também será uma figura importantíssima no desenvolvimento da história, tal como Sarabi, a mãe de Simba.

Outros vilões também são abordados na trama, mas com um tom menos sombrio do que Scar, e com uma pegada muito mais cômica, mas sem perder sua essência maligna, que são as hienas: Shenzi, Banzai e Ed.

Como o filme tem uma tomada bem mais séria que o normal, o alívio cômico veio na forma de um suricato e um javali super carismáticos e hilários, e que acabaram roubando a cena, que são Timão e Pumba. Que após resgatarem o jovem Simba da morte, passam a criá-lo e lhe ensinam o lema de vida Hakuna Matata, que consiste em deixar o passado para trás, algo que Simba acabara fazendo, e lhe trará um sério confronto pessoal adiante.

A história se desenvolve em um ritmo extraordinário, e as músicas dão um tom mágico ao filme, mesmo a sombria “Be Prepared”, interpretada por Scar e as Hienas à véspera do golpe fatal para tomar o reino de Mufasa, ou as divertidas “hakuna Matata” e “I Just cant wai’t to be king.”

O final é simplesmente extraordinário, o que nos deixa com aquela magnífica certeza de que é uma obra-prima que valeu a pena ter assistido.

Em resumo, sua majestade, o Rei Leão, é um clássico que merece ser visto pelos amantes da Sétima Arte, por muitas e muitas gerações.

a) O Rei Leão: Trailer

b) O Rei Leão Te Apresentou Shakespeare (Sem Você Saber)

DEU NO X

DEU NO JORNAL

BRASIL SE REBAIXA EM CÚPULA ESVAZIADA DOS BRICS

cupula brics

Chefes de Estado e outros representantes dos países-membros dos Brics, durante reunião de cúpula no Rio de Janeiro

O Brasil recebeu uma versão bastante esvaziada dos Brics na reunião de cúpula do bloco, realizada nos dias 6 e 7, no Rio de Janeiro. Os líderes máximos de dois dos quatro países fundadores do grupo não vieram: o ditador russo, Vladimir Putin, participou por vídeo, devido à possibilidade de acabar preso caso pousasse no Brasil, já que há contra ele um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI); o ditador chinês, Xi Jinping, deixou de participar de uma cúpula dos Brics pela primeira vez, e não informou os motivos da ausência. Entre os membros mais recentes, o Irã também não mandou o presidente Masoud Pezeshkian. Com tantas ausências importantes, a foto de família pode não ter saído como Lula gostaria, mas a Declaração de Líderes, publicada ainda no domingo, mostra que o Brasil lulista abraçou com gosto a defesa do há de pior atualmente no mundo.

O texto, com 126 pontos, traz vários trechos já previsíveis sobre todo tipo de cooperação entre os membros, além de demandas requentadas, como uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU para Brasil e Índia – um trecho que não encontrou consenso entre todos os membros, deixando a África do Sul de lado e mencionando apenas o apoio de Rússia e China. O que chama mais a atenção, no entanto, são as referências aos grandes conflitos geopolíticos e militares da atualidade, e nos quais os membros dos Brics estão envolvidos – costumeiramente, do lado errado da história.

Veja-se, por exemplo, os trechos referentes à guerra na Ucrânia. O item 35 da declaração condena “nos termos mais fortes os ataques contra pontes e infraestrutura ferroviária” realizados pelos ucranianos no fim de maio e início de junho, e que de fato causaram vítimas civis, incluindo crianças. No entanto, é de uma enorme hipocrisia destacar uma ação ucraniana quando a Rússia recorre constantemente aos ataques a áreas civis, fazendo deles uma estratégia para aterrorizar e subjugar a nação ucraniana. Evidentemente, não há nenhuma menção ao fato de a guerra ter começado devido a uma invasão unilateral russa, e nem aos crimes de guerra cometidos por Putin; a exortação à paz, citada no item 22, se dá nos termos propostos pelo autoproclamado “Grupo de Amigos pela Paz”, que pretende uma Ucrânia subjugada; e o item 14, que condena genericamente a imposição de sanções econômicas, não passa de defesa da Rússia, a principal afetada hoje por esse tipo de medida.

Os ataques ao programa nuclear iraniano também foram mencionados, no item 21, no qual os membros dos Brics condenaram os “ataques deliberados contra infraestruturas civis e instalações nucleares pacíficas”. Uma falsidade dupla, pois tanto Israel quanto Estados Unidos miraram apenas alvos militares – quem atacou áreas povoadas por civis foi o Irã, em sua retaliação contra os israelenses –, e o programa nuclear iraniano estava muito longe de ter fins pacíficos, a julgar pelos níveis de enriquecimento de urânio observados pela Agência Internacional de Energia Atômica. De positivo – ou talvez fosse melhor falar em “surpreendente” –, há apenas o fato de a declaração não ter usado o termo “genocídio” para falar da campanha israelense em Gaza (embora Lula tenha usado essa palavra em seu discurso no domingo), e de mencionar “a importância de unificar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina”, o que excluiria o Hamas, um dos tentáculos do regime iraniano contra Israel.

Nesta toada, os Brics podem até reunir 40% da população global, e quase a mesma proporção do PIB mundial, mas seguirão sendo pouco levados a sério na comunidade internacional. Um clubinho ideológico formado por ditadores e aliados (para não dizer “capachos”) empenhados em defender-se mutuamente enquanto espalham instabilidade global tem pouco a acrescentar quando se trata de enfrentar os grandes desafios da contemporaneidade, como a promoção da paz, a construção da democracia, a proteção das garantias individuais e o fomento da liberdade econômica e comercial.

Pior ainda para o Brasil, que não é uma superpotência militar (como a Rússia) ou econômica (como a China), e cuja reputação internacional depende ainda mais de fazer as escolhas certas. Tendo a chance de se colocar ao lado das democracias ocidentais, Lula, seu chanceler de facto Celso Amorim e o PT recusam essa oportunidade, sacrificando o respeito conquistado décadas atrás pela diplomacia brasileira no altar de um antiamericanismo jurássico, disfarçado de promoção do “Sul Global”. E o fazem, ainda por cima, alinhando-se incondicionalmente a valentões expansionistas, ditaduras sem o menor respeito pelos direitos humanos, e financiadores do terrorismo internacional, jogando na lama o nome do Brasil.

PENINHA - DICA MUSICAL