LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

LULA SAÚDA O PAPA E PEDE PAZ AO LADO DE UM CRIMINOSO DE GUERRA

Guilherme Macalossi

Presidente Lula e Vladimir Putin durante encontro em Moscou, nesta quarta (7)

Foi com um caloroso abraço que o ditador Vladimir Putin recebeu o presidente Lula e sua comitiva no Kremlin, na Rússia. O mandatário brasileiro viajou ao país para participar do aniversário de 80 anos da vitória russa sobre a Alemanha nazista. Além dos cumprimentos e dos sorrisos, Putin também entregou um buque de flores para Janja, que saracoteava pelo país há alguns dias fazendo turismo diplomático. O líder russo aproveitou a data festiva para reunir parte de seus aliados. O que deveria ser uma celebração contra o nazismo se tornou apenas um convescote de ditadores. Pela média dos participantes, fosse vivo, até Hitler acabaria convidado.

Enquanto inimigos da democracia ocidental comiam acepipes em Moscou, a Igreja Católica, perseguida em boa parte dos países representados no encontro com Putin, escolhia seu novo papa. Nascido nos Estados Unidos, Robert Francis Prevost acabou sendo eleito pelo conclave e adotou o nome de Leão XIV. Foi imediatamente celebrado pelos povos de todo o mundo. Lula, que já estava na Rússia, comemorou desejando ao novo pontífice que “dê continuidade ao legado do papa Francisco”. Aproveitou também para declarar que “não precisamos de guerras, ódio e intolerância”, e sim de “solidariedade e humanismo”.

Qual é o valor de uma declaração dessas dada no exato momento em que seu autor confraterniza com um tirano e criminoso de guerra? Lula e o ditador russo se abraçam enquanto a Ucrânia é bombardeada para atender a sanha expansionista de Putin, que é responsável por lançar a Europa em seu maior conflito armado desde 1945. É um genocida que persegue opositores e que tem contra ele uma ordem de prisão expedida pelo Tribunal Penal Internacional.

Não é possível pregar a paz abraçando um criminoso de guerra. Não é possível condenar a intolerância e o ódio se associando a quem persegue opositores. Não é possível defender o multilateralismo se colocando ao lado de quem ameaça e ataca nações vizinhas.

Se tivesse ao menos senso de equilíbrio, Lula atenderia o convite ucraniano para visitar o país depois de sua saída da Rússia. Ele prefere, entretanto, encontrar apenas o agressor, esnobando o agredido. O alegado objetivo da viagem de Lula é ampliar negócios com a Rússia. Isso significa que, através de trocas comerciais, a diplomacia brasileira pretende subsidiar a máquina de guerra russa, cuja economia está toda voltada para o projeto de invasão da Ucrânia.

Na última semana, o IBGE, presidido por Marcio Pochmann, publicou um mapa-mundi com o Brasil no centro e o hemisfério sul no norte. De certa forma, a aberração geográfica parida com dinheiro público é simbólica de um mundo virado ao avesso em que o Brasil, deslocado ufanisticamente para cima, está, na verdade, é no fundo do poço geopolítico.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

CONFISSÃO DE CULPA

Lula ficou sem reação, quando a Policia Federal revelou o espantoso roubo aos aposentados do INSS.

Sequer conseguiu demitir o ministro enrolado.

Mas se fixou no “culpado de sempre”: o antecessor.

Logo surgiu a proposta de CPI e ele subiu nas tamancas, deu ordens ao PT para impedir a todo custo a instalação da comissão.

A ordem de Lula e o desespero dos petistas foram interpretados como autêntica confissão de culpa: afinal, se “a culpa é do Bolsonaro”, eles nada teriam a temer.

O veto de Lula e do PT à CPI deixou intrigado o deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG): “O culpado não era Bolsonaro?”, ironizou.

O roubo de R$ 6,3 bilhões, passou a R$ 8 bi e pode ir aos R$ 90 bilhões, com a suspeita de empréstimos consignados à revelia dos velhinhos.

* * *

Pois é.

Se a culpa é do genocida antecessor, o bando lulo-petralha não deveria estar se cagando de medo.

Tá escrito no último parágrafo dessa nota aí de cima: o roubo pode chegar a R$ 90 bilhões.

Noventa bilhões de reais !!!!

PQP!!!!

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ESCÂNDALO DO INSS: “OI, SOU EU DE NOVO”

Nikolas Ferreira

Dinheiro público será usado para ressarcimento imediato de vítimas, mas governo buscará associações para recompor orçamento

Após muitos pedidos, na última terça-feira, 6, postei um vídeo nas redes sociais onde descrevo o escândalo bilionário com fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O qual iniciou em 2016 na gestão Dilma/Temer e explodiu no atual governo Lula.

Novamente, em pouco tempo, a postagem chegou a diversos brasileiros. As mais de 135 milhões de visualizações somente – em uma rede social até o momento – refletem a indignação generalizada do povo. 

Segundo os cálculos do próprio INSS, cerca de 4 milhões de beneficiários foram lesados com descontos ilegais, principalmente no norte e no nordeste do país, em um esquema que desviou bilhões do bolso de quem trabalhou a vida inteira e não consegue ter paz nem mesmo ao se aposentar.

Após o “mensalão” e o “petrolão”, mais um grande esquema de corrupção no Brasil infelizmente não surpreende ninguém. A atitude do governo Lula perante os acontecimentos também não. 

Nem mesmo a velha mídia poupou críticas à gestão petista, destacando sua inação e inclusive a defesa que o agora ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi fez ao também ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, mesmo após a denúncia.

No Congresso não foi diferente, os parlamentares do PT apareceram em peso para votar a favor do projeto de lei que prevê o aumento de deputados federais, mas para assinar o requerimento de criação da CPMI do INSS eles sumiram (incoerente já que estão mentindo e dizendo que tudo começou no governo Bolsonaro). 

Segundo levantamentos, os 18 deputados a mais teriam um custo anual de R$ 64 milhões. Mais uma conta para você, pagador de impostos, bancar. Enquanto isso, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, para investigar algo extremamente grave e punir os responsáveis, está longe de ser prioridade da esquerda. 

Aliás, os governistas adotaram as mesmas estratégias dos últimos vídeos que fiz. 

Repito, não há como fazer uma força tarefa para combater a verdade utilizando mentiras, ainda mais se forem propagadas por quem estava relacionado com esquemas de “rachadinha” em seu gabinete.

Enquanto eles estudam como reagir ao meu vídeo citando os fatos que aconteceram, eu sugiro uma solução realmente prática e eficaz: prender os envolvidos e devolver o dinheiro às vítimas – não com recursos públicos, como mencionado pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

A população não tem que pagar pelo próprio roubo que sofreu. Qualquer coisa que passar disso é ainda mais uma prova de que não querem resolver, mas pensar nas próximas eleições e nas consequências que o atual desgoverno do PT poderá sofrer nas urnas em 2026.

Agradeço novamente a todos que, confiando em mim, pediram para que eu simplificasse e explicasse como aconteceu um dos maiores escândalos da história do país. 

Para além do fundo preto que tanto desespera a esquerda, acionamos a Justiça, que determinou 48 horas para que o governo Lula explique as fraudes do INSS. Continuaremos lutando pela abertura da CPMI e não descansaremos até que os lesados sejam ressarcidos e os envolvidos devidamente punidos.

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LULA E A FESTA DOS DITADORES NA RÚSSIA

Editorial Gazeta do Povo

Presidente Lula em jantar com Vladimir Putin, ditador russo

Poucas horas depois de o novo papa Leão XIV ter rezado junto com os fiéis na Praça São Pedro, em Roma, pedindo pela paz no mundo, Luiz Inácio Lula da Silva estava ao lado de ditadores e autocratas de diversos países, na Praça Vermelha, em Moscou, na Rússia, em apoio a Vladimir Putin, responsável por trazer de volta à Europa e ao mundo os horrores das grandes guerras que arrasaram o continente europeu no passado.

Usando como justificativa a comemoração dos 80 anos da vitória soviética sobre a Alemanha nazista, o ditador russo até tentou atrair outros chefes de Estado, mas, sabiamente, nenhum líder de democracia ocidental relevante aceitou se rebaixar ao servilismo de dar apoio ao responsável pela invasão da Ucrânia, que devasta o país há três anos. Ainda assim, o ditador da Rússia pôde contar com os velhos aliados de sempre, incluindo Lula, que, desde o início do conflito em solo ucraniano, sempre deixou claro seu alinhamento ao Kremlin.

Lula chegou à Rússia na quarta-feira (7) – Janja chegou antes, no sábado (3) – e participou de uma série de eventos e reuniões com outros convidados de Putin, como os ditadores de Cuba, Miguel Díaz-Canel; da Venezuela, Nicolás Maduro; e da China, Xi Jinping. A China, aliás, será o próximo destino de Lula, que participará da 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) no país comunista, nos dias 12 e 13.

O ponto alto, porém, foi o desfile militar desta sexta-feira (9), no qual Putin, com seus colegas ditadores a seu lado – incluindo a delegação brasileira formada por Lula, Janja, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, o chanceler Mauro Vieira e a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Luciana Santos –, exibiu as armas usadas na invasão da Ucrânia, fez com que combatentes desfilassem e, cinicamente, tentou comparar a ação da então União Soviética contra os nazistas com a atual agressão russa contra os ucranianos.

Sem público nas ruas, cercadas por forças de segurança e barreiras metálicas, o espetáculo armado por Putin foi reflexo das ditaduras que, ainda que se digam populares, excluem e oprimem o povo, e o usam como justificativa para seus regimes de terror. Em seu discurso, Putin afirmou contar com o apoio de “todo o país, a sociedade e a população” à invasão da Ucrânia, eufemisticamente tratada pela máquina estatal russa como “operação militar especial”. Como bem definiu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi “um desfile de bile e mentiras” – que contou com os aplausos de Lula.

Como de costume, a diplomacia brasileira insiste em evocar a justificativa do “multilateralismo” ou da necessidade de ampliar “alianças estratégicas”. O próprio Lula referiu-se à viagem à Rússia e ao encontro com o ditador Putin como um “momento histórico”, dizendo que o Brasil tem interesses “políticos, interesses comerciais, interesses culturais, interesses científico-tecnológicos com a Rússia” e que, por seu lado, a Rússia “deve ter muitos interesses com o Brasil”. O presidente brasileiro reforçou ainda que a intenção da visita seria construir parcerias estratégicas entre os países, especialmente nas áreas de defesa, espaço, ciência e tecnologia, educação, aviação e energia.

Mas nada disso justifica uma agenda internacional cada vez mais inclinada aos interesses de autocracias que espezinham valores democráticos fundamentais. O argumento de uma suposta “neutralidade” – que jamais existiu da parte de Lula em relação à guerra na Ucrânia – ou do pragmatismo estratégico já não convence ninguém: Lula escolheu estar ao lado de ditaduras como a Rússia, e, nesse processo, arrasta perigosamente o Brasil para longe das democracias consolidadas, comprometendo sua imagem internacional e relativizando princípios que deveriam ser inegociáveis para qualquer nação que se diga livre. Há uma diferença fundamental entre defender uma diplomacia soberana e flertar com regimes que desprezam a democracia, esmagam as liberdades e opositores e manipulam seus povos com propaganda – como a Rússia de Putin e outras ditaduras com as quais Lula busca cada vez mais proximidade.

PENINHA - DICA MUSICAL