João Batista de Siqueira, Cancão, São José do Egito-PE (1912-1982), foi poeta
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MEU LUGAREJO
Meu recanto pequenino De planalto e de baixio Onde eu brincava em menino Pelos barrancos do rio Gigantescos braunais, Meus soberbos taquarais Cheios de viço e vigor Belas roseiras nevadas Diariamente abanadas Das asas do beija-flor
A terra da catingueira Criada na penedia Onde a ave prazenteira Canta a chegada do dia Planalto, ribeiro, prado Onde até o próprio gado Parece ter mais prazer Terreno das andorinhas Onde arrulham mil rolinhas Quando começa a chover
A borboleta ligeira Que desce do verde monte Passa voando maneira Roçando as águas da fonte As aragens dos campestres Pelas florzinhas silvestres Atravessam sem alarde Quando o sol se debruça A Natureza soluça Nas sombras do véu da tarde
Terreno em que os sabiás Cantam com mais queixumes Belas noites de cristais Cravadas de vaga-lumes Meus mangueirais magníficos Por onde os ventos pacíficos Atravessam mansamente Verdes matas perfumadas Nas lindas tardes toldadas Das cinzas do sol poente
Esvoaçam, preguiçosas, As abelhas pequeninas Tirando néctar das rosas Das regiões campesinas Os colibris multicores Pelos serenos verdores Perpassam com sutileza O orvalho cristalino Lembra o pranto divino Dos olhos da Natureza
Palmeiras que o rouxinol Canta ainda horas inteiras As auras do pôr-do-sol Soluçam nas laranjeiras A pelúcia aveludada De muitas flores bordada Desde o vale até o outeiro Lugar em que cada planta Soluça, sorri e canta Pelos trovões de janeiro
Eu não sou o tipo de bugre – caeté é minha nacionalidade, meu espírito e minha fome -, que fica bispando rabo de saia, a não ser que tenha interesse em conhece-lo, tanto no sentido fraterno, quanto bíblico, porém já a alguns dias venho fazendo algumas comparações entre as primeiras-damas, esse estrangeirismo importado lá dos Zistados Zunidos, ou seja, as mulheres dos presidentes que dão plantão naquele prédio horroroso chamado Palácio do Alvorada.
Aí, não dá para deixar de fazer comparações, indo desde os tempos de antanho até a atualidade, observando o comportamento dessas ditas senhoras que, por ter o privilégio de dormir com o mandatário do Executivo federal possuem aquele poder que no Vaticano chamam de gestões auriculares. Pela ordem, assim podemos apresentar:
1 – Scylla Médici – esposa do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), passou pela presidência com elegância e discrição em relação ao marido. Conta-se que quando foi decorar a Granja do Riacho Fundo para passar os fins de semana, decorou a casa com móveis esquecido nos depósitos e almoxarifados do governo e não gastou um único centavo do dinheiro do povo para o seu bem-estar. Algumas más línguas dizem ainda que ela influenciou o presidente a modificar o trajeto de uma rodovia que iria ser asfaltada e passava próxima às terras do presidente, para que seus bens não fossem valorizados com essa obra. Apoiou projetos sociais e culturais e passou pela vida pública do marido, sem mesmo modificar o tipo de penteado que usava.
2 – Lucy Marcus Geisel – esposa do presidente Ernesto Geisel (1974-1979) como toda descendente de alemães possuía aquela figura de matrona europeia. De acordo com o presidente, Lucy Geisel foi o seu bastião quando este decidia tomar alguma medida, mas isso dentro do quarto de casal, e nem mesmo a filha Amália Lucy sabia o que eles conversavam. Dizem que ela tinha agorafobia, ou seja, medo de lugares com muita gente, e só viajava com o presidente se fosse protocolarmente indispensável. Vivia no palácio ensinando os servidores a fazer receitas que o marido gostava e todas as vezes que o presidente saia do banho, a roupa do dia já estava pronta. A mulher fazia a escolha da roupa.
3 – Dulce Figueiredo – esposa do presidente João Batista de Oliveira Figueiredo (1979-1985) era conhecida como pé de valsa e boa sambista, que gostava de baile e de festas. Afora isso, foi uma mulher elegante, bem vestida e recatada, quando estava em BrasILHA. Mais, não se sabe, dada à sua modéstia.
4 – Marly Sarney – esposa do presidente José Sarney (1985-1990), apesar de parecer uma vovó Donalda, agiu com prudência na condução da LBA. Senhora de sorriso fácil, sempre atrás de um par de óculos escuros, vivia a reboque do marido, de memória tão indigesta. Mesmo assim, não há um só que fale que agiu fora de um rigoroso decoro enquanto o marido comandou a nação.
5 – Rosane Malta Collor – ex-esposa de Fernando Collor de Mello (1990-1992), possivelmente foi o prelúdio de primeira-dama deslumbrada e cafona. Sua passagem por BrasILHA sempre remete àquela famosa cachoeira naquele covil, digo, casa da Dinda, onde se aprontavam as maiores safadezas contra o país. Não deixou lembranças, graças a Deus.
6 – Ruth Cardoso – ex-esposa do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), prontamente uma das intelectuais mais brilhantes que passaram por aquele mausoléu chamado Alvorada. Um intelecto poderoso, uma professora de primeira linha, formadora de grandes nomes da antropologia nacional. Criou o Comunidade Solidária de maneira discreta, e abriu a possibilidade de uma rede de programas e benefícios sociais que perduram até hoje. Eu acho até que o marido se sentia meio encolhido diante do brilho intelectual daquela senhora.
7 – Marisa Letícia Silva – ex-esposa do presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-2010), dessa pode-se dizer que há casos cabeludos envolvendo fortuna vendendo Avon, além de ter desamassado a cara com plásticas e retoques durante o expediente de seu marido. Apesar desse caso, e da vez que mandou o povo enfiar as panelas no orifício fedegoso, nada mais se sabe sobre aquela senhora. Ah, tem os casos dos chifres aéreos que o marido lhe botava, mas isso são fofocas, estou apenas repetindo o que me contaram.
8 – Michelle Bolsonaro – esposa do presidente Jair Messias Bolsonaro (2019-2022), impactante pela beleza, pela cultura e sensibilidade, pode-se dizer que é uma mistura de Jaqueline Kennedy com Catherine Denevue. Seu trabalho com pessoas com deficiência, a atenção que dava às causas dessas pessoas a colocam no mesmo nível de uma Ruth Cardoso. Bonita, elegante, fluente e articulada, ainda revolve o pensamento de muito marmanjo, além de chamar a atenção pela figura longilínea e porte garboso. Uma senhora que este caeté admira.
9 – Rosangela Lula da Silva – esposa do atual presidente Luís Inácio Lula da Silva (2023-2026, se Deus tiver misericórdia de nós), que posso dizer? Todos os dias a vemos se meter onde não é chamada, dar declarações infantis, xingar seus desafetos, ser deslumbrada pelo luxo, gastar o dinheiro do pagador de imposto como se ele caísse do céu, exigir somente o melhor, o mais caro e o mais luxuoso para si, dar uma banana para o brasileiro, ser insensível, não ter empatia com ninguém, ser cafona (eu acho até que o estilista que a veste é o pior inimigo dela), ser possuída de uma inveja oceânica. E mais não digo porque quero chegar ao final de 2025 com o meu réu primário ainda intacto.
E, assim chegamos a esta digressão safada e sem sentido algum, só para vocês sentirem e pensarem em uma coisa: pela primeira dama se conjectura o que são os seus maridos. Alguém quer ser a primeira dama na minha taba caeté?
Um sujeito já quase embriagado Bebe cana com cinco raparigas Sem notar a zuada de umas brigas Faz poeira no chão todo animado. Outro chega da farra já cansado Prende o burro no pau de uma latada Sanfoneiro tocou sem ganhar nada Bota o fole no saco insatisfeito; “Desmantelo de tudo quanto é jeito Aparece em bolão de vaquejada”
Cinco horas, o dia amanhecendo Um caboclo reclama da ressaca Um pinguço mijando numa estaca Não faz conta de quem passa lhe vendo. Outro bebe num bar e sai devendo Carregando num copo uma bicada Uma moça vomita embriagada Cai por cima de um carro de confeito; “Desmantelo de tudo quanto é jeito Aparece em bolão de vaquejada”
Tenho quase sessenta anos, e uma coisa que nunca deixou de me espantar é a facilidade com que muitas pessoas acreditam com convicção em certas coisas argumentando que “todo mundo sabe disso”. Talvez porque eu tenha adquirido o gosto de ler sobre ciência muito antes do que a maioria, eu tenho o hábito de ser cético. Mas vamos ao caso concreto.
Durante muito tempo o alumínio foi um metal muito caro, de produção difícil. No final do século 19, era mais caro do que a prata. Mas a invenção de um sistema de produção chamado Hall-Héroult permitiu a produção em grande escala e a um custo cada vez menor. Na década de 1920, o alumínio já era barato e amplamente usado.
O processo Hall-Héroult, porém, tem um inconveniente: gerava grandes quantidades de fluoreto de sódio. Trata-se de uma substância tóxica e não-degradável, e livrar-se dela era difícil e caro, em uma época onde algumas preocupações com o meio ambiente já começavam a surgir.
Mas onde existe um interesse financeiro, as soluções aparecem. Em 1931, o Serviço Público de Saúde (PHS) dos EUA iniciou um estudo sobre os benefícios do flúor na prevenção de cáries. O PHS era subordinado ao Departamento do Tesouro, cujo chefe era Andrew Mellon. Depois de algum tempo, as pesquisas foram transferidas para o Instituto Mellon, que em 1939 enviu ao governo uma proposta para fluoretação da água, dizendo que os benefícios eram totalmente comprovados. Talvez interesse saber que Andrew Mellon, além de Secretário do Tesouro e bilionário, também era o dono da ALCOA, a maior fabricante de alumínio dos EUA na época (e até hoje).
1939 foi o início da Segunda Guerra, e a produção de equipamento bélico, especialmente aviões, aumentou enormemente o uso de alumínio. Quando a guerra terminou em 1945 era urgente achar um destino para o fluoreto de sódio. Neste mesmo ano, o PHS selecionou duas cidades do estado de Michigan para um experimento: uma delas receberia fluoreto de sódio na água, a outra não. Quatro anos depois, o governo cancelou o estudo e passou a colocar flúor na segunda cidade também. A explicação foi “demanda popular”. De fato, havia uma enorme campanha alardeando as vantagens do flúor, ainda que os dados científicos fossem poucos e muito recentes. Em 1950, quase 100 cidades americanas compravam o fluoreto de sódio das indústrias de alumínio para fluoretar a água distribuída à população. As indústrias se livravam do problema e os políticos posavam de bonzinhos e preocupados com o bem-estar do cidadão. Bom para todos, certo?
Bem, sempre há cientistas dispostos a ir mais fundo. Em 1956, um estudo comparando duas cidades, Newbergh e Kingston, descobriu que a incidência de câncer ósseo em jovens da cidade que colocava flúor na água era o dobro da cidade que não colocava. O estudo foi considerado “espúrio” e “irrelevante” pelas autoridades do governo. Outras pesquisas também mostraram resultados preocupantes.
O governo federal demorou mais de 20 anos para começar um estudo relacionando flúor com câncer, e o estudo levou 12 anos para ser concluído. O estudo mostrou que durante o período analisado, a incidência de câncer ósseo em jovens diminuiu 4% nas cidades que não usavam flúor e aumentou 70% nas cidades que usavam. O governo criou uma comissão “neutra” e “imparcial” que concluiu que os dados eram “espúrios” e “irrelevantes”.
De lá para cá, dezenas de estudos foram feitos, enquanto a indústria de alumínio continua recebendo dinheiro público para se livrar de algo que antes era um problema. É fácil perceber que os estudos a favor do flúor são amplamente divulgados e elogiados por “especialistas”, enquanto os que mostram problemas são geralmente criticados. Talvez o caso mais chocante seja o da Nova Zelândia: O Dr. John Colquhoun era presidente do Comitê para Promoção da Fluoretação, e o mais ardoroso defensor do uso do flúor. Decidido a provar seu ponto de vista, realizou uma grande pesquisa nacional, cujo resultado mostrou que a a percentagem de crianças sem problemas dentais era maior em áreas não-fluoretadas da Nova Zelândia, do que na parte fluoretada deste país. O departamento nacional de saúde não permitiu que Colquhon publicasse a pesquisa e o demitiu do posto de diretor de saúde dental.
No momento, o assunto voltou à tona porque o novo secretário de saúde dos EUA, Robert Kennedy Jr., já se manifestou contra a fluoretação e promete usar a força do governo federal contra ela.
Neste momento eu imagino o leitor pensando: “Espera aí, esse maluco do Marcelo está dizendo que colocar flúor na água não é bom? Claro que é! Todo mundo sabe disso!”. Pois é, leitor, lembra do primeiro parágrafo? Eu não sou dentista nem oncologista, e não tenho conhecimento para julgar por mim mesmo se flúor na água é bom ou não. O que eu posso fazer é procurar várias opiniões e tentar avaliar a credibilidade de cada uma. E nesse caso me parece óbvio que existem interesses econômicos e políticos poderosos envolvidos na questão.
Basta puxar um pouquinho pela memória para lembrar de outros casos. Nos anos 70, o mundo estava quase conseguindo erradicar a malária com o uso do DDT. De repente, o DDT foi proibido, a malária voltou, e todo mundo hoje tem certeza que o DDT é perigoso porque todo mundo sabe disso. Nos anos 80 algumas substâncias industriais da categoria dos CFCs foram proibidas porque iriam destruir a camada de ozônio e hoje todo mundo sabe disso. A pandemia de covid só acabou graças ao governo que vacinou todo mundo e todo mundo sabe disso. Aliás, tudo que o governo faz é para o nosso bem e todo mundo sabe disso.
Para deixar bem claro: eu não estou afirmando que o DDT não é perigoso ou que os CFCs são seguros. Estou dizendo que eu não sei e a maioria das pessoas também não sabe, porque é preciso um conhecimento técnico muito específico para poder ter uma opinião embasada. O que eu estou afirmando é que muita gente acredita em uma coisa simplesmente porque essa coisa foi repetida à exaustão em campanhas bem planejadas e bem pagas, onde quase sempre existe um interesse por trás. Em um tempo onde está na moda xingar os outros de “gado”, um bom hábito para quem não deseja ser parte de um rebanho é refletir bastante antes de acreditar em algo que ouviu.
Bernardo nasceu num sítio em Coqueiro Seco, bela e bucólica cidade à beira da lagoa Manguaba. Menino ainda já tinha vocação para mulheres. Na juventude tornou-se conquistador, o rei das peniqueira (assim chamavam maldosamente as jovens e deliciosas empregadas domésticas na época do politicamente incorreto), daí seu apelido Nardinho das Peniqueiras. Conseguiu se formar em Direito, figura popular e bem humorada na capital e em sua cidade, repreendia quando algum amigo o chamava de Dr. Nardo das Peniqueiras. Corrigia com um apelo.
– Eu tenho um nome Dr. Bernardo Lima. Não desmoralize meu título de bacharel!
Casou-se cedo, engravidou uma prima, costumava dizer, “priminha não é irmãzinha”, terminou no altar com Salete, uma mimosa flor da cidade de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, hoje Marechal Deodoro. Bernardo arranjou uma casa no Conjunto Castello Branco, ele nunca se acostumou com a vida de casado, sua vida era de bar em bar pelas ruas da cidade, até que foi encontrando novos amores durante a vida.
Um deputado arranjou-lhe uma sinecura na Assembleia Legislativa, onde ele aparece algumas vezes na semana para bater papo, rever amigos, se gabava de ter arranjado 280 votos para o deputado em Coqueiro Seco. Um dia apareceu uma menina bonita, vinda do sertão, fora desvirginada por um outro deputado, comprou o silêncio com um emprego na Assembleia. Bernardo namorou a protegida, Marta, a rainha do sertão, como ele a apelidou. Numa bela tarde, Martinha lhe informou, estava grávida. O jeito foi assumir o filho. Marta ganhou uma casa da COHAB do deputado, onde vive até hoje vive, dividindo Bernardo com Salete. Ele tem o afeto, adora o filho. Na certidão do jovem consta filho de Bernardo Lima, entretanto, a maldade humana acha o menino a cara do deputado. Bernardo é homem moderno, não importa certas picuinhas, ama o menino, seu filho do coração. Salete e Marta não se frequentam, se aceitam como duas flores do mesmo talo. Os meninos, meios irmãos, se dão bem quando se encontram. As mulheres sabiam, não de falavam, mas não brigavam. Assim o tempo foi passado. Bernardo era bígamo assumido, com duas famílias para sustentar. Assessor para assuntos aleatórios (mulheres) do deputado.
Durante a última eleição, Bernardo foi o coordenador da campanha do deputado em Coqueiro Seco e municípios vizinhos. Acontece que uma jovem, Cristina, quase da idade de seus filhos, 17 aninhos, foi trabalhar no comitê, e encantou nosso Casanova. A moça bonita era sempre sorrisos para o chefe, mas quando chegava nos finalmentes ela escorregava feito um muçum ensaboado. Numa noite de lual à beira da lagoa, despedida da campanha eleitoral, Bernardo conseguiu uma noite memorável de amor dentro de uma canoa. Nove meses depois nasceu Lilian Lima, uma adorável criança.
Montou outra casa, a terceira, no conjunto Santa Cecília. Prover as três casas consome todo salário de funcionário e de advocacia, ele faz alguns trabalhos para uma empresa. Bernardo vive aperreado de dinheiro, contudo, não deixa da estar sempre com um sorriso nos lábios e um bom astral. Trígamo assumido, conseguiu uma boa convivência entre as famílias, as filhas de Salete ajudam Cristina, mãe da recém-nascida para que ela possa comparecer ao emprego, atendente de um médico amigo do deputado. As coisas iam bem, as três mulheres não complicavam muito a vida do marido repartido.
Por tudo isso, Bernardo resolveu fazer uma só festa no seu aniversário, reunindo, pela primeira vez, as três famílias na casa de Salete. O início do encontro foi formal, depois começaram a descontrair. Bernardo estava felicíssimo com o feito, as três famílias reunidas. Cerveja, cachaça e uísque entornando. Todas três mulheres empurravam direitinho um copo, como também o grande Bernardo. Até que certo momento, quando a cachaça subiu à cabeça, Salete perguntou ao marido;
– Está feliz meu amor? Juntando sua esposa e as duas raparigas?
Marta quando ouviu o desaforo, falou alto: -“Rapariga é a mãe!” A outra mais nova, Cristina, não esperou falar, foi puxando os cabelos de Salete e arrastando pelo chão, xingando de coroa sambada e que Bernardo gostava mesmo era dela, novinha e cheirosa. A briga generalizou-se entre as três. Uma dando tapa e puxão de cabelos nas outras. A briga durou quase uma hora, só acabou quando cansaram. Bernardo conseguiu afastá-las. Levou as outras duas famílias para suas casas. Nunca mais quis saber de juntar as mulheres. Família que bebe unida, nem sempre permanece unida.