DEU NO JORNAL

RODRIGO CONSTANTINO

LULA É CÚMPLICE DE MADURO

Lula mandará embaixadora à posse de Maduro

Lula e Nicolás Maduro em foto de 2023, durante visita do venezuelano a Brasília

O “amante” da democracia, pois amantes são mais amadas do que esposas segundo o próprio, fez um teatro mequetrefe para simular uma rixa com o companheiro Maduro, mas não enganou ninguém. Todos sabem que Lula sempre amou a ditadura socialista da Venezuela, desde Chávez até Nicolás Maduro.

Seu PT, que não move um dedo sem sua aprovação, reconheceu a vitória farsesca de Maduro pelo Foro de SP, que fundou com o ditador Fidel Castro. E seu governo enviou embaixadora para a nova posse do ditador, tudo “protocolar”, segundo Celso Amorim. Mas só aquela emissora finge que acredita. O resto todo sabe que Lula adora o regime venezuelano e gostaria muito de adotá-lo de vez no Brasil – falta pouco.

Enquanto isso, uma das lideranças do PT no Brasil, Valter Pomar, classificou como fake news a prisão de María Corina Machado, líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro nesta quinta (9). Ele está na Venezuela para participar de um “festival antifascista” do Foro de São Paulo e representar o partido na posse do ditador. Segundo Pomar, a prisão teria sido fabricada pela própria oposição para desviar a atenção do que ele chamou de “fracasso da mobilização da extrema-direita”.

Assim são os petistas! Eles “amam” a democracia, mas só aquela relativa, que persegue opositores, sequestra lideranças políticas e atira em jovens protestantes. A Venezuela anunciou o fechamento de sua fronteira terrestre com a Colômbia e a suspensão dos voos com o país nesta sexta-feira (10), horas antes da cerimônia de posse da presidência venezuelana, na qual o ditador Nicolás Maduro deverá revalidar seu mandato, enquanto o líder oposicionista Edmundo González Urrutia continua reivindicando a vitória e mantém a intenção de assumir o cargo.

Até presidentes de esquerda buscaram se afastar desse espetáculo medonho, como o caso do Chile. Mas o Brasil de Lula está lá, oficialmente representado, para apoiar mais uma etapa da tirania comunista de Nicolás Maduro, que transformou a Venezuela num narcoestado. É essa turma que fez um evento micado no 8 de janeiro para gritar “anistia jamais” para donas de casa e trabalhadores cujos “crimes” foram pintar estátuas com batom ou carregar bandeira e Bíblia nos braços.

O Brasil lulista está oficialmente no eixo do mal, ao lado de China, Cuba, Venezuela, Nicarágua, Irã e Coreia do Norte. São os regimes comunistas que sobrevivem, desafiando as democracias liberais do Ocidente. Como se sentem os tucanos que fizeram o L para “salvar a democracia”?

E como se sentem as feministas diante do que enfrenta Corina Machado? Toda feminista calada diante do sequestro dessa mulher corajosa não passa de uma hipócrita que coloca o comunismo acima da defesa de mulheres empoderadas. O feminismo, como fica claro, é a defesa do comunismo, não da mulher. Por isso as feministas se calam também diante de um Lula que enaltece as amantes no lugar as esposas…

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

“POSSE” DE MADURO É CATÁSTROFE PARA A DEMOCRACIA

Posse de Maduro

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro

Esta sexta-feira é um triste dia para o mundo, para a América Latina e para o Brasil. Mais uma ditadura permanece e se consolida sob a força das armas na Venezuela. Armas de milicianos, compradas com os impostos do povo venezuelano e distribuídas pelos integrantes do governo de Nicolás Maduro, para aqueles que quiserem apoiá-lo e intimidar a população, que em sua maioria (de 67%) votou para tirar Maduro e botar no seu lugar o embaixador Edmundo González, chamado nesta semana de “presidente eleito da Venezuela” pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Os EUA sabem disso, sabem que o resultado, com 83,5% das urnas apuradas, era de 67% a 30%. E aí veio a interrupção, quando Maduro soube que estava perdendo feio.

Maduro assumiu um compromisso em Barbados, e que o Brasil testemunhou: o compromisso de fazer eleições limpas. E não cumpriu. O Itamaraty cobrou, mas não adiantou nada, e não houve mais nenhuma outra ação do governo brasileiro. Na quarta-feira, Lula fez um discurso pró-democracia; nesta sexta, a embaixadora do Brasil na Venezuela deve representar o governo brasileiro e, com isso, atestar a posse ilegal de um ditador. No momento em que estou gravando, não sei se Lula acabou tendo o bom senso de desistir de mandar a representante para a posse.

Gustavo Petro, presidente da Colômbia, o vizinho a oeste, o país que mais recebe refugiados venezuelanos, e que é de esquerda, declarou que não iria pela desobediência de Maduro aos direitos civis, pelos ataques, pelas prisões. Até María Corina Machado foi presa, atacada a tiros depois de um comício de protesto; dizem que foi liberada, depois de ser obrigada a fazer declarações gravadas lá pela milícia. Também foi preso um dos candidatos à eleição presidencial, de um partido de centro. Foi preso, ainda, um progressista, como chamou o presidente Petro, defensor dos direitos humanos.

A Human Rights Watch denunciou para o mundo inteiro esses atentados, mas apesar disso ainda ouvi, numa língua que não é nem espanhol nem português, uma representante do Partido dos Trabalhadores, Monica Valente, elogiando o ato, falando em “soberania”, “democracia”, “liberdade” etc. São frases feitas que não têm nenhum significado, assim como aquelas das autoridades nos discursos de quarta-feira. Defendem democracia, juram cumprir e defender a Constituição, mas são hipócritas, porque usam meios fora do devido processo legal para “proteger a democracia”.

Isso é o que vivemos, e por isso essa sexta é um dia preocupante. Maduro é um termômetro do que somos no continente, democratas sinceros ou apenas hipócritas, que usam a democracia como um rótulo de propaganda para enganar incautos. Mas pouco a pouco, graças ao iPhone – que Steve Jobs lançou em 9 de janeiro de 2007, há 17 anos –, que lançou o conceito de smartphone, hoje nos informamos muito mais. É contra isso, contra a informação, contra a liberdade de expressão e a favor da censura, que se mobilizam muitas forças aqui no Brasil, forças das sombras, da escuridão.

DEU NO JORNAL

DIRIGENTE PETISTA NA POSSE DO TIRANO

Leandro Ruschel

Durante as eleições de 2022, a direita brasileira foi CENSURADA ao expor a conexão umbilical entre o PT e a brutal ditadura chavista.

Às vésperas da “posse” de Maduro, depois de FRAUDAR mais uma eleição, lá estava uma integrante da Executiva Nacional do PT, atuando como secretária-geral do Foro de São Paulo — organização criada por Fidel Castro e Lula nos anos 1990 para fomentar regimes socialistas totalitários na região, à semelhança de Cuba.

A dirigente petista Mônica Valente, esposa do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares, descreveu a consolidação de um regime totalitário, que censura, prende e mata pessoas para manter o poder, da seguinte forma:

“Esse é um momento histórico em que o povo venezuelano toma em suas mãos a sua soberania e a sua libertação com a posse do presidente Maduro.”

Enquanto ela proferia essas palavras, a líder da oposição era sequestrada pelo regime.

A Venezuela é o maior caso de sucesso do Foro de São Paulo. Não podemos esquecer que o próprio Hugo Chávez reconheceu a importância do Foro de São Paulo para sua chegada ao poder.

Lula também deixou claro, em diversas ocasiões, seu apoio irrestrito à ditadura chavista ao longo das últimas décadas, chegando a participar de peças publicitárias para Maduro mesmo enquanto se recuperava de um câncer.

Mas o apoio foi além: o petista enviou seus marqueteiros para Caracas, que acabaram sendo presos no âmbito da Lava Jato. Em delação premiada, Mônica Moura detalhou como o propinoduto que abastecia os esquemas no Brasil, desbaratados pela operação, também financiou a campanha chavista.

Logo após a posse de Lula, Maduro foi o primeiro convidado de honra ao Palácio do Planalto, recebido com tapete vermelho pelo regime brasileiro. Após a fraude eleitoral escancarada, Lula finge ter rompido com Maduro, enquanto seu partido continua apoiando o tirano.

Tudo isso evidencia ainda mais a FARSA da suposta “defesa da democracia” por parte de Lula e do PT, cujo ápice se deu no teatro da cerimônia de ontem sobre a “tentativa de golpe” em 08 de janeiro.

No fim das contas, faz até sentido, se lembrarmos que, para o PT, a Venezuela tem “democracia até demais”, conforme Lula declarou no passado recente.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

CENSURA

O governo Lula quer aproveitar a mudança da Meta nas plataformas de redes sociais, que vai alterar a política de checagem de fatos, reduzindo a influência das suspeitíssimas agências de checagem, para desenterrar o que chamam de “PL (projeto de lei) das Fake News”, mas conhecido na oposição como “PL da Censura”.

O texto, votado no Senado, foi alterado na Câmara pelo relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que mexeu tanto no projeto que virou uma regulamentação das redes sociais.

* * *

Tudo coerente.

Tudo nos conformes.

O sonho das zisquerdas é implantar a ditadura total.

E a censura é um item importante na meta desses tiranos idiotas.

Plataformas digitais: como as redes sociais sucumbiram ao esquerdismo

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O CRISTIANISMO E OS DOZE MESES DO ANO

O Cristianismo surgiu no Império Romano, durante o reinado de Otávio Augusto, primeiro imperador romano.

A religião tem como base os ensinamentos de Jesus Cristo. Por isso, seu nascimento marca o início da doutrina cristã.

Com o aparecimento do Cristianismo, a crença em divindades pagãs desapareceu. Mas, apesar disso, a memória dos deuses e deusas ainda permanece viva em muitas tradições.

O calendário que usamos foi uma evolução do antigo calendário romano e os nomes utilizados vieram dos deuses.

Estando estreitamente ligados os seus nomes aos costumes e instituições romanas, o nosso calendário, para contagem do tempo, permanece o mesmo estabelecido pelo imperador romano Júlio César.

Escrevendo a história dos nomes dos doze meses do ano, é como se estivéssemos assistindo a um desfile dos meses romanos.

JANEIRO – Primeiro, aparece uma figura estranha, um deus com duas caras, um deus que olha para diante e para trás, e que segura na mão esquerda uma chave. É JANO.

Os romanos adoravam Jano, num templo que estava aberto durante as guerras e que se fechava quando havia paz. Era o deus dos princípios e dos fins. JANO era também considerado o porteiro do céu, e os romanos o tinham como protetor das suas portas e portões. Como o ano tem doze meses, o templo de JANO tinha 12 portas.

FEVEREIRO – Segue-se ao deus JANO, uma majestosa dama romana. Era FEBRUA, a deusa das purificações. Celebravam-se no segundo mês do ano, festas especiais em honra a Juno e Plutão, rei dos infernos e havia sítios especiais para aplacar as almas dos defuntos. Essas festas eram também de expiação para o povo, e chamavam-se “februais”. O termo vem da palavra februm, que significa purificar; neste mês acontecia um ritual de purificação romana.

Fevereiro é o mês mais curto do ano, pois tem 28 dias nos anos comuns, e 29 nos anos bissextos. Constando o ano, aproximadamente, de 365 dias e 6 horas, ao cabo de quatro anos essas 6 horas formam um dia, que se agrega a Fevereiro. Essa inovação é do tempo de Júlio César, o qual, vendo os inconvenientes que resultavam de não serem levadas em conta aquelas 6 horas, chamou a Roma o astrônomo Sosígenes, de Alexandria, o qual propôs que de quatro em quatro anos se acrescentasse um dia a Fevereiro; daí ficou o mês, a cada quatro anos, com mais um dia, passando a ser chamado de “bissexto”.

MARÇO – Nome originado de Marte, o deus da guerra. No desfile imaginário, ele passa num carro puxado por dois cavalos, cujos nomes eram Terror e Fuga. É uma figura de guerreiro ameaçador, manejando uma comprida lança, levantando para o céu um escudo luzidio e erguendo a sua cabeça altiva, sendo iluminado pelos raios e pelo capacete. Para os romanos, Marte era mais do que um guerreiro. Era um deus que podia conseguir tudo pela sua grande força. Pediam-lhe chuva, consultavam-no sobre casos particulares, sacrificando no seu altar um cavalo, carneiro, pega ou abutre.

ABRIL – Depois de Marte (Março), aparece ABRIL. Não é nem deus nem deusa. É o Anjo da primavera. Gracioso, delicado, meigo e bom. Chega espalhando pela terra lindas flores e fazendo nascer nos sulcos feitos pelas rodas do carro do guerreiro, flores tão pequeninas, tão bonitas e tão delicadas, que comove vê-las. “Abril é o que abre.”

MAIO – Nome em homenagem à deusa MAIA, que desfila sentada num trono de luz. Seu pai chamava-se Atlas e sobre os seus ombros pesava o mundo inteiro. Ele tinha sete filhas, das quais a mais célebre foi Maia, cujo filho era Mercúrio, que levava as ordens dos deuses para a terra.

Júpiter, o pai de todos os deuses, levou Maia e as irmãs e colocou-as como estrelas no firmamento. Eram elas que formavam o grupo de estrelas chamadas plêiadas. A sétima estrela do grupo é invisível. Representa uma das irmãs que casou com um homem chamado Sisypho, e, desde então, como o pobre Sisypho foi condenado a rolar eternamente uma pedra por um monte acima, ela, envergonhada, escondeu a cara.

JUNHO- Seguem no cortejo duas figuras disputando o sexto lugar. Uma é a deusa Juno e a outra é um homem de nome JUNIO. Mas a deusa Juno deu nome ao mês de Junho. Juno era a rainha do céu e esposa de Júpiter. Seu trono de ouro estava junto de seu marido. Todos os deuses lhe prestavam homenagem, quando se apresentavam no palácio de Júpiter; tinha poderes superiores e exercia domínio sobre os fenômenos celestes; produzia o trovão nas alturas, desencadeava os ventos e mandava nos astros. Gostava de passear pelos bosques sagrados, num carro puxado por pavões.

JULHO – Em honra ao guerreiro e imperador Júlio César, surgiu o nome do mês de Julho. Júlio César não só conquistou nações, fez leis célebres e escreveu livros imortais, como também emendou o calendário, que estava em estado deplorável. O tempo e os meses já não se correspondiam como antigamente; a primavera vinha em janeiro e o inverno nos meses que deviam corresponder à primavera. O mês “quintilius’ foi eliminado em sua honra, tomando o seu nome Júlio.

AGOSTO – Nome derivado de Augusto, o primeiro imperador romano, última personagem da procissão pagã imaginária a que assistimos. A princípio, Augusto chamava-se Octávio e governou os romanos, com Marco Antônio e Lépido. Por fim, foi imperador, e fez muito pela glória e engrandecimento do seu magnífico império. O povo, na intenção de lhe agradar, mudou o seu nome de Octávio para Augusto, que significa “nobre”.

O oitavo mês foi escolhido para ter o nome de Agosto, porque era nessa ocasião que o imperador Augusto celebrava os principais acontecimentos da sua vida. Foi em Agosto que ele foi nomeado Cônsul, que acabaram as suas guerras e que conquistou o Egito. Augusto ficou na história como uma grande personagem. O seu reinado recebeu o nome de Idade de Ouro, porque ele não só trouxe paz ao mundo, farto e cansado de guerras, como também fez florescer a arte e a literatura.

Foi no reinado desse imperador poderoso que, longe, na Síria, nasceu a Criança, cujo reinado ainda não acabou e cujo nascimento criou uma época. Nunca o imperador orgulhoso pensou, quando se gabava no seu palácio, de ter encontrado Roma feita de tijolo e tê-la deixado de mármore, que existia já uma Criança que dividiria as épocas da terra e poria uma Cruz entre o reinado de Augusto e o começo de uma nova religião.

Os poetas imortais, Horácio e Virgílio, viveram nessa época. Fundaram-se, então, livrarias e construíram-se templos por toda a parte.

SETEMBRO – Os outros meses aparecem disfarçados, com nomes enigmáticos. Para compreendermos o nome do mês de setembro é necessário recordar que o primitivo calendário romano constava de dez meses e que começava em Março, sendo, portanto, Setembro, o sétimo mês. Por isso, é representado pelo número sete, em algarismos romanos, VII. Este número lia-se em latim “septen”, de onde se derivou Setembro.

OUTUBRO – Para os romanos, como hoje é para os povos que lhes sucederam no continente europeu, Outubro era o mês das colheitas e vindimas. O nome provém de “octos”, que em latim é oito. Com efeito, era o oitavo mês do antigo calendário romano, passando a ser o décimo, quando Nuna, rei de Roma, fixou o princípio do ano no dia primeiro de Janeiro.

Celebravam neste mês, tanto os romanos como os gregos, muitas festividades. Em uma dessas festas era costume atirar aos poços e fontes coroas tecidas de flores e ervas, como tributo às ninfas, a quem tais festas eram consagradas. Era também o mês da colheita das frutas, cujas primícias se ofereciam às divindades.

NOVEMBRO – Era o nono mês, no primeiro calendário romano, e por isso lhe chamavam “November”. Contava-se que, entre as festividades e ritos religiosos mais importantes, estava o consagrado a Diana, deusa das montanhas e dos bosques. Começava com um banquete dedicado a Júpiter e com os jogos circenses, chamados assim, porque se realizavam no circo. No mesmo mês se celebravam os jogos “plebeus”, instituídos para comemorar a reconciliação de patrícios, nobres e plebeus. Eram oferecidos sacrifícios a Netuno, deus dos mares; e se faziam as festas abrumais ou do inverno, por começar na Itália o tempo chuvoso, nevoento e frio.

DEZEMBRO – do latim “December” de “decem”, dez – o décimo e último mês do antigo calendário romano. É representado hoje por um velho de barbas brancas, que traz brinquedos para dar às crianças no dia de Natal, 25 de dezembro

Para algumas pessoas, esse velho representa São Nicolau, que viveu no século IV e é considerado o patrono das crianças. Essa ideia teve origem numa lenda, segundo a qual São Nicolau teria feito ressuscitar três crianças que haviam sido assassinadas por um carniceiro. Dezembro é um mês característico do frio inverno nos países da Europa, e por isso o representam numa paisagem desolada, com os caminhos cobertos de neve.

Quando se inicia um novo ano, a humanidade se enche de esperança de que venha um bom tempo. Que reine a Paz entre as Nações e entre as pessoas.

* * *

Em 1968, a música “Bom Tempo“, de Chico Buarque de Holanda, foi classificada em segundo lugar na I Bienal do Samba, realizada em São Paulo. A partir desse ano, passou a ser sempre indicado para receber o Golfinho de Ouro do MIS. O Conselho de Música Popular do museu resolveu declará-lo “Hors concours”. A seguir, a interpretação e a letra de “Bom Tempo”:

Um marinheiro me contou
Que a boa brisa lhe soprou
Que vem aí bom tempo
O pescador me confirmou
Que o passarinho lhe cantou
Que vem aí bom tempo
Dou duro toda semana
Senão pergunte à Joana
Que não me deixa mentir
Mas, finalmente é domingo
Naturalmente, me vingo
Eu vou me espalhar por aí

No compasso do samba
Eu disfarço o cansaço
Joana debaixo do braço
Carregadinha de amor
Vou que vou
Pela estrada que dá numa praia dourada
Que dá num tal de fazer nada
Como a natureza mandou
Vou
Satisfeito, a alegria batendo no peito
O radinho contando direito
A vitória do meu tricolor
Vou que vou
Lá no alto
O sol quente me leva num salto
Pro lado contrário do asfalto
Pro lado contrário da dor…

Um marinheiro me contou
Que a boa brisa lhe soprou
Que vem aí bom tempo
O pescador me confirmou
Que um passarinho lhe cantou
Que vem aí bom tempo
Ando cansado da lida
Preocupada, corrida, surrada, batida
Dos dias meus
Mas uma vez na vida
Eu vou viver a vida
Que eu pedi a Deus

“As canções de Chico Buarque fazem uma combinação rara entre a atemporalidade de sua beleza lírica, às vezes quase metafísica (quando o tempo em si é seu grande personagem), e a emergência de cada momento histórico”.

José Miguel Wisnik (Músico e compositor brasileiro)

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X