DEU NO JORNAL

O REINO CRUEL DAS MENTIRAS

Luís Ernesto Lacombe

censura pix governo

O advogado-geral da União, Jorge Messias (esq.), o ministro Fernando Haddad (centro) e o secretário da Receita, Robinson Barreirinhas (dir.), em pronunciamento à imprensa sobre normativa de monitoramento do Pix

Entra semana, sai semana, e a turma no poder não se acanha, mente sem parar, sempre em defesa do que considera “a mais pura verdade”. Não dá para chamar de loucura, de esquizofrenia, é mau-caratismo mesmo. É ódio real, é maldade. Nada do que esse grupo diz e faz se sustenta, mas são todos sincronizadamente cínicos, hipócritas, não estão nem aí para ninguém. Alguns até acreditam no que inventam, e eles inventam freneticamente. Pode ser uma foto original, sabidamente sem retoque, um vídeo que não deixa margem para interpretação… O que é falado, o que está escrito é absolutamente irrefutável, é claro, é preto no branco, mas a mentira grassa porque os brutamontes acham que podem definir livremente o que é verdade e impor sua invenção mal-ajambrada, sem constrangimento.

Os que fazem politicagem, negociatas políticas há muito tempo parecem mestres nisso. Ainda enganam militantes cegos, surdos, mudos, sem apego algum aos fatos, ao mundo real. A questão é que, de uns tempos para cá, muita gente disfarçada de jornalista resolveu se esforçar ao extremo, abandonar os pilares da sua profissão e fazer parte dessa horda de militantes desconectados e apaixonados pela mentira. Por isso, o novo marqueteiro do Brasil do PT pode dizer que Lula recebeu “um país destruído, desmoralizado” e que, em apenas dois anos, “arrumou a casa, melhorou os indicadores econômicos”. Nenhum repórter rebate, citando os dados da inflação, o dólar altíssimo, a taxa de juros, o déficit fiscal, o déficit nominal, a dívida pública, o prejuízo monumental das estatais… Ninguém fala nada sobre as péssimas previsões de crescimento do PIB, na casa de 2% ao ano, até 2027.

O marqueteiro do Lula pode dizer que o Brasil “voltou a ser respeitado pelo mundo” e não é interpelado por nenhum jornalista. Ninguém pergunta a Sidônio Palmeira qual é a vantagem de ser respeitado por quem igualmente não presta: China, Rússia, Irã, Cuba, Venezuela, Nicarágua, além dos terroristas de grupos como o Hamas. O mundo da fantasia do novo feitor da propaganda do governo não se sustenta, nem mesmo sobre o terreno arenoso mal ajeitado por dados estatísticos surreais fornecidos pelo novo IBGE. Só que os jornalistas desistiram das perguntas faz tempo, já não se acham obrigados a desconfiar, a ser curiosos. Acreditam em todos os comunicados oficiais da turma do Lula, em todos os discursos cacofônicos, desafinados. Estão fechados na criação do reino cruel das mentiras.

O novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em sua cartinha para o ministro da Fazenda sobre o estouro da meta da inflação em 2024, pode ser bem camarada, dar a entender que o governo Lula não teve nada a ver com o resultado… Da próxima vez, Galípolo pode até compor um rap para o ministro, “bebê”… Vida que segue. Haddad, seu violão, seus jornalistas de estimação, eles todos conseguem enxergar o lado bom de qualquer desastre porque é tudo novo: novo marqueteiro, novo presidente do BC, novo IBGE, nova democracia, nova verdade, nova visão positiva do inferno… E, nisso, o novo jornalismo é o jornalismo virado do avesso. Os jornalistas de outrora estão desfigurados, agora defendem incansavelmente a censura. Desvairados, eles afirmam que é crime uma plataforma digital controlar seu conteúdo sem o apoio de “agências checadoras de fatos”. Claro que não podem citar a lei em que isso está escrito porque essa lei não existe.

De que importa, né? A imprensa agora tem suas pautas restritas àquilo que “o mestre mandar”. Então, sai gritando bobagens sobre a tentativa do governo de aumentar a fiscalização das movimentações com o uso do Pix. Nenhum perfil relevante disse que esse tipo de transação seria taxado (ainda que se pudesse acreditar nisso). A reclamação principal era em relação ao monitoramento da movimentação bancária de gente simples pela Receita Federal, o que abriria margem para cobrança de imposto de renda. Ou seja, o Pix não seria taxado, mas principalmente trabalhadores informais poderiam ser. Gente humilde, para a qual o PT diz que governa… Era mesmo mentira que iam usar o Pix para fiscalizar o pobre? O governo jura que sim. Estava de olho apenas nos “grandes sonegadores”, que movimentam R$ 5 mil por mês… É que a noção de “grande” também deve ser nova, já que juram que quem ganha R$ 2 mil mensais agora é classe média.

A imprensa ensandecida fala em “onda de fake news” sobre o Pix, que esse movimento “interditou o debate”… Ora, se o governo não foi capaz de rebater um vídeo de quatro minutos de um jovem deputado federal com mais de 300 milhões de visualizações e acabou recuando, quem estava errado? Se era “fake news”, por que o governo não conseguiu provar? Provavelmente, porque não inspira confiança, e há motivos de sobra para isso. Que fique claro: quem quer abolir o debate é o Brasil do PT, com o apoio do STF e da imprensa alucinada. Só que são eles também que têm o dedo mais longo e podem apontar os culpados por tudo. A essa aliança não cabe a culpa por nada, e ela está esperneando, falando que houve incentivo nas redes sociais à sonegação de impostos. Engraçado, o que é sonegado a todos os brasileiros são bons serviços públicos, apesar da altíssima carga tributária que temos, e disso ninguém fala… Aliás, viva o SUS!

O bom nisso tudo é que está claro que o brasileiro não vai ficar passivo diante de um governo que quer lhe extrair até a última gota de sangue. Nós já trabalhamos cinco meses por ano apenas para pagar impostos… E política importa, sim. Todos devem ter isso em mente, em seus corações. Mais: os tiranos odeiam as redes sociais; não vamos permitir que elas sejam censuradas, elas prosperam na democracia, e a democracia prospera nelas. Questionem, comentem, critiquem, opinem, debatam… Livrem-se da nova velha imprensa e tentem convencer aqueles que estão à sua volta – parentes, amigos, conhecidos, colegas de trabalho, vizinhos – a fazer o mesmo. O Brasil será salvo por todos nós, mesmo que os poderosos pareçam invencíveis. Aqueles que chafurdam nas mentiras o fazem porque não têm armas de verdade para vencer; o triunfo do país que podemos e devemos ser é uma questão de tempo. A “jornalista” da Globo News pode até gritar que “desacreditar, atacar medidas públicas é crime”, mas nós não somos Cuba, China, Coreia do Norte… E nunca seremos.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

PRA COMEÇAR A SEMANA

Corridos só 20 dias de 2025, a disparada do dólar já obrigou o Banco Central a torrar um naco das nossas reservas internacionais.

O Bacen torra nesta segunda mais US$ 2 bilhões para tentar segurar o câmbio.

* * *

Corridos apenas 20 dias do ano, conforme diz a nota aí em cima.

O resto de 2025…

Bom, deixo a análise por conta dos especialistas fubânicos.

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

TUDO PASSA – Auta de Souza

Aquela moça graciosa e bela
Que passa sempre de vestido escuro
E traz nos lábios um sorriso puro,
Triste e formoso como os olhos dela…

Diz que sua alma tímida e singela
Já não tem coração: que o mundo impuro
Para sempre o matou… e o seu futuro
Foi-se num sonho, desmaiada estrela.

Ela não sabe que o desgosto passa
Nem que do orvalho a abençoada graça
Faz reviver a planta que emurchece.

Flávia! nas almas juvenis, formosas,
Berço sagrado de jasmins e rosas,
O coração não morre: ele adormece…

Auta de Souza, Macaíba-RN (1876-1901)

DEU NO JORNAL

NÃO É SÓ PELO PIX

Roberto Motta

Pix tem novas regras a partir desta sexta (1.º). Saiba o que muda

Instrução normativa da Receita sobre o Pix foi revogada após repercussão negativa

“Todos os homens são criados iguais e dotados pelo seu Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. Esse texto foi escrito pelo americano Thomas Jefferson. Ele faz parte da Declaração de Independência das treze colônias inglesas na América do Norte e foi aprovado por seus representantes em 4 de julho de 1776.

Esse é um documento único. É difícil encontrar outros documentos governamentais que falem sobre felicidade, muito menos que reconheçam na sua busca um direito dos cidadãos. Há quem aponte para a Declaração de Independência como a fonte de muitas peculiaridades dos Estados Unidos, entre elas uma robusta defesa da individualidade e da autonomia pessoal.

O texto não fala sobre direito à felicidade, mas sobre o direito de buscá-la. É uma diferença gigantesca. Nenhum governo pode garantir a felicidade. Mas é justamente essa a promessa dos governos esquerdistas: vamos te fazer feliz garantindo a satisfação de todas as suas necessidades alimentares, habitacionais, médicas, financeiras, culturais, ocupacionais, recreativas, afetivas e até sexuais (no carnaval de 2020, por exemplo, a prefeitura do Rio de Janeiro distribuiu 64.529 kits com gel lubrificante e preservativos). Esse equívoco é resultado de uma mistura confusa das melhores intenções da revolução francesa com as piores ideias do marxismo.

O melhor que qualquer Estado pode fazer é cumprir sua missão essencial: garantir os direitos fundamentais. Entre eles estão o direito à vida, o direito de ir e vir, a liberdade de expressão (que, naturalmente, inclui o direito de criticar o governo) e o direito à propriedade (um direito essencial para a proteção do cidadão e de sua família). Em geral, o Estado brasileiro falha na garantia desses direitos. Todos os anos, mais de 40.000 brasileiros morrem assassinados (são um milhão de homicídios a cada 20 anos); a censura virou uma obsessão estatal; e a propriedade privada é refém permanente do humor dos burocratas do Estado (que decidem se ela tem, ou não, uma certa função social).

Mas, como até um relógio parado está certo duas vezes por dia, o Estado brasileiro às vezes acerta. Um desses acertos foi o Pix, uma forma rápida e conveniente de transferir dinheiro. O Pix foi adotado pelo povo. Prestadores de todo tipo de serviço, vendedores ambulantes e até pedintes (em pelo menos dois casos que eu testemunhei) substituíram dinheiro por Pix. Sempre me espantou que o Estado brasileiro conseguisse criar algo tão útil.

Há poucos dias, o Estado comunicou a criação de um procedimento novo: operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento seriam obrigadas a informar operações que somassem mais de R$ 5 mil (pessoas físicas) ou R$ 15 mil mensais (empresas). O objetivo seria aumentar o controle sobre as operações e evitar evasão fiscal e sonegação.

A mudança no Pix, pessimamente comunicada, gerou grande alarme, principalmente entre os mais humildes. A maioria das pessoas não entendeu a mudança e nem seu impacto. A culpa não é do cidadão. Gato escaldado tem medo de água fria. Todo mundo está acompanhando o déficit nas contas públicas. O trabalhador brasileiro já entendeu que, no final, ele pagará essa conta. Se existe um povo acostumado a esperar sempre o pior dos seus governos, esse é o povo brasileiro.

A consequência foi uma onda de indignação que se espalhou como um incêndio numa floresta da Califórnia; um sentimento muito próximo da reação ao aumento das passagens que levou às manifestações de 2013, embalada pelo slogan “não é só por vinte centavos”. Pessoas me paravam na rua para pedir esclarecimentos, dividir sua frustração e falar de tudo o que o Estado faz que as deixa inseguras, ameaçadas e confusas. As redes sociais foram inundadas por protestos. O vídeo do deputado Nikolas Ferreira comentando o assunto teve mais de 300 milhões de visualizações só no Instagram, um provável recorde mundial.

A reação do Estado e de seus porta-vozes foi ameaçar os que protestavam e sugerir a cassação do deputado. O Estado finalmente recuou da mudança no Pix, mas as ameaças continuam. Uma jornalista de um dos maiores conglomerados de mídia do país afirmou no ar que “desacreditar e atacar medidas públicas é crime”, uma frase que já pode ser usada como slogan do Estado Novo de Direito.

Mas um cristal quebrado não pode ser reconstruído, e não existe cristal mais frágil do que a confiança de população mais humilde, dos homens e mulheres pobres que pagam as contas do luxo e do nepotismo.

Os burocratas estatais erram quando pensam que conseguirão intimidar quem já enfrenta a dura luta pela sobrevivência em meio ao crime que domina tudo, à corrupção que contamina tudo e à burocracia que tudo dificulta.

Não foi só pelos vinte centavos. Não é só pelo PIX.

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

TENTATIVA FRACASSADA DE MONITORAR O PIX REVELA IGNORÂNCIA DO GOVERNO

O episódio da tentativa de monitorar o Pix para enquadrar trabalhadores informais, no imposto de renda, revela não apenas uma burrice ou ingenuidade do governo, mas puerilidade. O Brasil conta hoje com cerca de 40 milhões de informais. 

É infantilidade imaginar que os brasileiros são obtusos, que não têm neurônios, que não pensam, que não perceberiam a desculpa dos áulicos – que recebem dinheiro de propaganda para aplaudir e enganar o governo – que diziam que a fiscalização do Pix seria para “simplificar”. A Receita Federal não trabalha para simplificar, mas cobrar e receber impostos. 

A tentativa não deu certo, todos descobriram. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) “botou a boca no mundo”. Houve um referendo que disse um rotundo “não” para o governo e o fez recuar. 

Aliás, o Lula deve ter xingado muito os sujeitos que fizeram tal bobagem para desgastar o governo. Agora estão dando desculpas de que a revogação da fiscalização do Pix foi devido às fake news. Então a mentira derrubou a verdade, é isso? A mentira das redes derrubou a verdade do governo? 

Isso é impossível. Deveriam ter dito a verdade. Há milhões de informais que não pagam o imposto de renda, portanto, são sonegadores.

Eles não dizem a verdade porque não estão acostumados com ela, só trabalham com a mentira. Ainda que a verdade seja favorecida, não vão procurá-la. 

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Suspensão do TikTok nos Estados Unidos

No Brasil, em 2024, a rede social X foi banida por 40 dias. Muitos disseram que se tratava de censura e que nos Estados Unidos acontece diferente. 

O Congresso norte-americano fez uma lei, aprovada por republicanos e democratas, com grande maioria, em que plataformas, como o TikTok, não podem servir de espionagem para outros países. 

Neste caso, a acusação é de que o TikTok serviria de espionagem para o Partido Comunista Chinês. A Suprema Corte decidiu que essa lei não é inconstitucional.

É provável que o presidente eleito, Donald Trump, deverá resolver isso com Elon Musk. Seria uma “joint venture” (união com risco) entre Estados Unidos e China. Aliás, o CEO da TikTok foi um dos convidados para a cerimônia de posse de Trump, na segunda-feira (20). 

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Criticar o governo virou crime?

Há algo pior que a história do Pix: saber que jornalistas, ou pessoas que se apresentam como jornalistas, estão pedindo censura e criminalizando a crítica. Em programa de TV, jornalista diz que: “desqualificar, atacar medidas públicas é crime”. 

No momento em que alguém chama crítica de crime, deixou de ser jornalista, porque está traindo sua essência, que não é mais de jornalista mas sim de totalitário a serviço de uma ideologia que não suporta críticas.

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Edmundo González é recebido na Costa Rica

O opositor venezuelano Edmundo González teve um lugar especial. Na última quinta-feira (16), o líder foi recebido na Costa Rica pelo presidente Rodrigo Chaves, e outros nove ex-presidentes da América Latina, sendo reconhecido como presidente legítimo da Venezuela. 

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