A PALAVRA DO EDITOR

A seguir, meia-dúzia de notas publicadas hoje.

Transcrevo para vocês do jeito que foram postadas n’O Antagonista.

Pra começar bem a nossa semana.

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1) “Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira aponta um salto de 11 pontos da aprovação do presidente Jair Bolsonaro na parcela mais rica da população brasileira”, diz O Globo.

“De acordo com o levantamento, o percentual dos que avaliam a gestão como ótima ou boa é de 52% na faixa dos que ganham acima de dez salários mínimos. No levantamento anterior, em abril, este percentual era de 41%.”

É o efeito Verdevaldo, que uniu a parcela mais instruída do eleitorado, composta por aqueles que rejeitam a soltura de Lula e o retorno ao poder da ORCRIM.

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2) A PF está trabalhando em silêncio para capturar os criminosos que invadiram os telefones celulares dos procuradores da Lava Jato.

Só a prisão do hacker poderá desarticular o golpe da ORCRIM.

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3) Nelson Jobim, defensor de Lula e sócio de André Esteves, disse para o UOL:

“Como você prova a parcialidade? Se fica demonstrado claramente de que na base de tudo isso tiveram contatos e relações do juiz julgador com o agente acusador, discutindo estratégias de condução do processo, evidentemente que é parcialidade (…).

Examinando isto que aparece nessas notícias do Intercept, que ao que tudo indica são corretas e verdadeiras, ele teve uma conduta não adequada para um juiz de direito. Em hipótese alguma, poderia um juiz de direito ter contatos com o Ministério Público ou mesmo com a defesa para orientar procedimentos. Isso não é nada bom.”

O arquivo de O Antagonista está abarrotado de posts sobre Nelson Jobim.

Só para citar alguns:

Em 2015, ele orquestrou o fatiamento da Lava Jato.

Em seguida, ele atacou Sergio Moro e a Lava Jato.

Em 2017, Nelson Jobim argumentou que Lula preso era um cabo eleitoral imbatível, ao mesmo tempo em que articulava o indulto do presidiário no STF.

Não, isso não é nada bom.

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4) Os defensores dos réus e presidiários da Lava Jato combinaram publicar artigos entre um vazamento e outro de Glenn Greenwald, a fim de desgastar Sergio Moro.

A estratégia é simples.

Neste domingo, por exemplo, o Estadão publicou um texto contra a Lava Jato escrito pelo advogado Geraldo Prado, que mereceu o elogio entusiasmado de Glenn Greenwald, em sua página no Twitter.

O jornal omitiu, porém, que Geraldo Prado é autor de pareceres para a defesa de Lula, e que assinou uma ADC protocolada pelo PCdoB no STF, para impedir a prisão em segundo grau.

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5) Jair Bolsonaro consolidou seu eleitorado.

Entre os que votaram nele no segundo turno, a taxa de bom e ótimo subiu de 54% para 60%, de acordo com o Datafolha.

É o efeito Verdevaldo, que atrelou a Lava Jato ao presidente e aglutinou mais uma vez o eleitorado anti-Lula, que havia se dispersado depois da disputa eleitoral.

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6) A estratégia de Glenn Greenwald de vazar a conta-gotas as mensagens roubadas à Lava Jato acabou formando um cartel dos articulistas da ORCRIM.

Diz a Folha de S. Paulo:

“Advogados criminalistas traçaram estratégia para, mesmo nos intervalos entre as publicações de reportagens com novas mensagens da Lava Jato, manter o tema em alta. Eles se dividiram para publicar artigos em série em veículos de comunicação.”

E quais são os veículos dispostos a publicar esses artigos?

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