DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

O ANÃO VOLTOU

O presidente brasileiro, Lula. integra lista de autoridades estrangeiras que não são bem vindas em Israel após declarações consideradas antissemitas.

O presidente brasileiro, Lula. integra lista de autoridades estrangeiras que não são bem vindas em Israel após declarações consideradas antissemitas

Brasil e Israel estão a um passo de rompimento de relações. O presidente Lula chamou de volta o embaixador do Brasil em Tel-Aviv e isso tem um significado dramático. Antes, o premiê Benjamin Netanyahu mandou dar uma reprimenda no embaixador brasileiro Frederico Meyer – e ela foi feita significativamente no Museu do Holocausto, para que o governo do Brasil saiba o que foram Hitler e o genocídio que se chamou de Holocausto. O embaixador foi informado pelo ministro do Exterior, Israel Katz, que Lula é persona non grata em Israel. Aqui, o ministro Mauro Vieira convocou o embaixador de Israel, sediado em Brasília, para uma conversa na antiga sede do Itamaraty, no Rio, onde o chanceler estava – completando o revide. O ex-chanceler Celso Amorim, que rege com Lula a política externa, chamou a reação israelense de “absurdo”, disse que Lula não vai se retratar do que disse, e radicalizou: “Quem é persona non grata é Israel”.

Tudo isso choca os brasileiros. A maioria de nós somos produto de uma cultura baseada nas religiões judaico-cristãs. A história do povo de Israel está nas nossas raízes culturais e religiosas. Judeus e árabes misturaram seus genes e suor na formação da nação brasileira. Foi um brasileiro, Oswaldo Aranha, quem, presidindo a Assembleia da ONU, pôs em votação no dia em que percebeu quórum a Resolução 181, promovendo a divisão da Palestina em um Estado árabe e outro judeu, o que ensejou, no ano seguinte, 1948, a criação do Estado de Israel, que voltou a abrigar os judeus que as perseguições dispersaram pelo mundo. O genocídio praticado pelo nazismo reforçou nos judeus a convicção de que Holocausto nunca mais. Na gigantesca manifestação do 7 de setembro de 2022, bandeiras de Israel tremulavam na Esplanada, em Brasília. No novo governo, o embaixador de Israel em Brasília não tem sido benquisto por sua amizade com o ex-presidente.

O presidente Lula, desde que assumiu, revelou suas preferências em política externa. No primeiro mês, autorizou dois navios de guerra do Irã a aportarem no Rio de Janeiro, contrariando os Estados Unidos. No primeiro ano, tentou impor aos presidentes latino-americanos o ditador Nicolás Maduro, provocando repúdio até do esquerdista chileno Gabriel Boric. Sempre silenciou sobre as agressões às liberdades e à democracia perpetradas em Cuba, Nicarágua e Venezuela. Quando o Hamas atacou kibbutzim no sul de Israel, queimando, decapitando, violentando idosos, mulheres, crianças e bebês, em 7 de outubro, Lula repudiou o terrorismo, sem citar o Hamas como autor, e acrescentou que não pouparia esforços para evitar uma escalada do conflito – isto é, a reação de Israel. E quando apareceu morto na prisão “russa” o opositor Alexei Navalny, e o mundo ocidental responsabilizava Vladimir Putin, Lula o defendeu: “Por que essa pressa em acusar alguém?” São as preferências.

Para os israelenses, foi uma blasfêmia Lula comparar a ação de Israel em Gaza ao genocídio de Hitler contra os judeus. Lula chegou a dizer que Israel, para matar mulheres e crianças palestinas, usa o pretexto de combater o Hamas. Netanyahu afirma que Lula cruzou a linha vermelha com palavras vergonhosas e graves; banalizou o Holocausto e o direito de Israel de se defender. No Museu do Holocausto, o ministro Israel Katz disse ao embaixador brasileiro que as palavras de Lula foram “severamente antissemitas”. Em 2014, o porta-voz do Ministério do Exterior de Israel, Ygal Palmor, chamou o Brasil de “anão diplomático”. Contrariando a maioria dos brasileiros, o anão está de volta.

DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

RIMAS – Euclides da Cunha

Ontem – quando, soberba, escarnecias
Dessa minha paixão – louca – suprema
E no teu lábio, essa rósea algema,
A minha vida – gélida – prendias…

Eu meditava em loucas utopias,
Tentava resolver grave problema…
Como engastar tua alma num poema?
E eu não chorava quando tu te rias…

Hoje, que vivo desse amor ansioso
E és minha – és minha, extraordinária sorte,
Hoje eu sou triste sendo tão ditoso!

E tremo e choro – pressentindo – forte,
Vibrar, dentro em meu peito, fervoroso,
Esse excesso de vida – que é a morte…

Euclydes Rodrigues Pimenta da Cunha, Cantagalo-RJ, (1866-1909)

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

VERGONHA MUNDIAL

Comentário sobre a postagem HISTÓRIA COM “h” MINÚSCULO

João Francisco:

O que o Chanceler de Israel fez com o embaixador brasileiro (amigo do Nine) lá foi a maior humilhação pública que se pode fazer a uma pessoa que representa um país.

O mundo viu isso.

Algo semelhante ao que os europeus fizeram com a Alemanha no tratado de Versalhes em 1919 para sacramentar o fim da 1ª Guerra Mundial.

O Brasil do Anão de Caetés e do Amorim, fez o que nenhum outro país fez antes; comparar o Holocausto dos n@zistas ao tratamento que Israel está dando aos terrori5tas do Hamas.

Não à toa este último elogiou os dois nanicos.

O PT elevou o BR à condição de Vergonha Mundial.

* * *

A PALAVRA DO EDITOR

RECIFE MANHÃ DE SOL

Recebi pelo zap este texto enviado por Tonho Oião, um querido amigo e conterrâneo de Palmares, contendo um relato curioso e muito interessante.

Ele não citou quem é o autor.

Reproduzo abaixo e recomendo a leiutura.

Vejam que coisa interessante.

* * *

1966 ficou marcado para sempre na vida de um jovem recifense de 23 anos, morador do bairro de Campo Grande.

Seu sonho era ser compositor. E fez uma música para inscrevê-la num concurso que a Prefeitura do Recife abriu pra escolher uma composição em homenagem à capital pernambucana.

Mas, por uma infeliz coincidência, uma cheia atingiu o Recife e as inscrições foram suspensas.

Para superar a frustração, o pretenso compositor viajou pra casa de parentes, no Rio.

Aqui, no Recife, passada a fúria das águas do Capibaribe, o concurso voltou a valer.

Na bolsa de apostas, alguns favoritos ocupavam o topo da lista: Capiba, Nelson Ferreira, Ariano Suassuna e Aldemar Paiva.

O jovem de Campo Grande só ficou sabendo da reabertura das inscrições na véspera do encerramento. Correu pro Aeroporto Santos Dumont, na área central do Rio. Saiu perguntando pelo saguão: “Por favor, quem aqui vai pro Recife?”.

Ninguém respondia.

Até que, por um acaso, e o acaso é Deus – como diria Fernando Pessoa -, uma senhora respondeu afirmativamente. As pernas do neófito compositor começaram a tremer. E o coração ameaçava sair pela boca.

– A senhora mora onde lá no Recife? Eu moro em Campo Grande. Que coincidência! A senhora pode levar esse envelope pra uma pessoa que mora na rua do Clube das Pás?

– Posso, claro!, minha casa fica na rua ao lado.

Mal sabia aquela anônima senhora que naquele momento iria cruzar os céus do Brasil levando na bagagem a música que ganhou aquele concurso e que, passados 57 anos, ainda hoje faz sucesso:

RECIFE MANHÃ DE SOL – que ficou conhecida em todo o país na voz de Maria Betânia.

Aquele jovem fez 80 anos no dia 4 de fevereiro/2023, é autor de outros inúmeros sucessos do Carnaval pernambucano e se chama Jota Michiles – o que não precisa dizer mais nada!!!

DEU NO X

DEU NO JORNAL

HISTÓRIA COM “h” MINÚSCULO

Após a reprimenda humilhante de Israel ao governo Lula (PT), em pleno Museu do Holocausto, para comunicar que o petista é persona non grata naquele país, e a repulsa mundial às declarações irresponsáveis do presidente brasileiro, a crise não deve piorar, segundo expectativa dos diplomatas mais experientes do Itamaraty.

As relações bilaterais ficarão “congeladas” ou prejudicadas, ao menos enquanto Lula e Netanyahu ocuparem seus cargos, mas não devem evoluir para um rompimento.

As afirmações levianas de Lula foram feitas fora do discurso preparado pelo Itamaraty. Ele quis improvisar e acabou provocando um desastre.

Fontes do Itamaraty acham que Lula reproduziu insultos a Israel que teria ouvido de radicais como Celso Amorim, notório bajulador do Hamas.

Passando pano em terroristas que matam judeus e até no regime da Rússia, que mata opositores, Lula faz história assim, com “h” minúsculo.

Não se tem notícia de governante “persona non grata”, como Lula. É uma vergonha para o Brasil, para nossa diplomacia, para os brasileiros.

* * *

Isso mesmo.

O Bandido Descondenado faz história com “h” minúsculo, conforme está escrito nessa nota aí de cima.

No futuro, os estudantes vão se deparar com uma fossa cheia de merda quando tiverem que estudar o desgoverno petralha.

Esse cabra safado tornou o nosso querido Brasil uma vergonha mundial.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!