Com a confirmação de que o Brasil piorou 10 posições no ranking que mede a percepção da corrupção, a deputada Rosângela Moro (União-PR) concluiu, desolada:
“A luta contra a corrupção está em queda livre”.
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A luta contra a corrupção pode estar em queda livre.
Mas, pela lei a compensação, o esforço para aumentar a ladroagem continua sudindo diariamente.
Todo esse vosso esforço é vão, amigos: Não sou dos que se aceita… a não ser mortos. Demais, já desisti de quaisquer portos; Não peço a vossa esmola de mendigos.
O mesmo vos direi, sonhos antigos De amor! olhos nos meus outrora absortos! Corpos já hoje inchados, velhos, tortos, Que fostes o melhor dos meus pascigos!
E o mesmo digo a tudo e a todos, – hoje Que tudo e todos vejo reduzidos, E ao meu próprio Deus nego, e o ar me foge.
Para reaver, porém, todo o Universo, E amar! e crer! e achar meus mil sentidos!…. Basta-me o gesto de contar um verso.
José Maria dos Reis Pereira, o José Régio, Vila do Conde, Portugal (1901-1969)
Um dia puxa um outro Que puxa um outro dia Na roda viva do tempo Seu eixo é pura magia O seu motor jamais cessa E o tempo cumpre a promessa De passar, não se desvia.
Afinal, quem nos diria Quem rola a roda dos anos? Ou onde está escrito, Do tempo, todos os planos? Se o destino vem traçado Nele tenho registrado A minha salva de enganos.
Por meus tiros mais insanos O tempo abre feridas São chagas em minh’alma, Medonhas, tão doloridas Como eterna endecha Que o tempo abre e fecha Em rimas não repetidas.
Não sabíamos nosso destino inicial. Estávamos em Belleville, um bairro de Paris, onde a noite convida para a diversão, para a realização dos sonhos de quem ama. A felicidade do momento, era impagável – ela, vivendo outra vida conjugal e afazeres profissionais e domésticos, resolvera se autopremiar com aqueles momentos de dias diferentes.
Ela vestia um vestido longo para garantir a proteção contra a baixa temperatura. Calçava botas de couro, e um cachecol azul marinho lhe protegia o pescoço. Passos lentos e elegantes garantiam o caminhar de uma dama.
Eu, vestindo uma calça jeans, um sobretudo por cima de uma blusa italiana com fios de lã e um cachecol xadrez, ao tempo que, cortês e cavalheirescamente fazia tudo para que aqueles momentos furtivos valessem à pena. Ambos fugíamos da realidade que vivíamos distante dali.
Mãos entrelaçadas vestindo luvas, diziam bem o que seria o momento quando voltássemos ao aconchego da hospedagem – um simples, mas muito bom hotel.
Os ares noturnos tinham uma magia tipicamente francesa, pós outono e anúncio do inverno. Pairava uma magia que não existe em qualquer lugar, pois Belleville nos oferecia a magia musical de um saxofone tão regulado que imaginávamos muito distante. Era a magia contagiante que a cidade onde nascera Edith Piaf nos oferecia:
La Bohème
Je vous parle d’un temps Que les moins de vingt ans Ne peuvent pas connaître Montmartre, en ce temps-là, Accrochait ses lilas Jusque sous nos fenêtres Et si l’humble garni Qui nous servait de nid Ne payait pas de mine C’est là qu’on s’est connus: Moi qui criait famine Et toi qui posais nue.
La bohème, la bohème Ça voulait dire: On est heureux. La bohème, la bohème Nous ne mangions qu’un jour sur deux
Dans les cafés voisins Nous étions quelques-uns Qui attendions la gloire Et bien que miséreux Avec le ventre creux Nous ne cessions d’y croire Et quand quelque bistrot Contre un bon repas chaud Nous prenait une toile Nous récitions des vers Groupés autour du poêle En oubliant l’hiver.
La bohème, la bohème Ça voulait dire: Tu es jolie La bohème, la bohème Et nous avions tous du génie.
Souvent il m’arrivait Devant mon chevalet De passer des nuits blanches Retouchant le dessin De la ligne d’un sein Du galbe d’une hanche Et ce n’est qu’au matin Qu’on s’asseyait enfin Devant un café-crème Épuisés mais ravis Fallait-il que l’on s’aime Et qu’on aime la vie
La bohème, la bohème Ça voulait dire: On a vingt ans. La bohème, la bohème Et nous vivions de l’air du temps.
Quand au hasard des jours, Je m’en vais faire un tour À mon ancienne adresse, Je ne reconnais plus Ni les murs, ni les rues Qui ont vu ma jeunesse En haut d’un escalier Je cherche l’atelier Dont plus rien ne subsiste Dans son nouveau décor Montmartre semble triste Et les lilas sont morts.
La bohème, la bohème On était jeunes, on était fou. La bohème, la bohème Ça ne veut plus rien dire du tout…
“Édith Piaf
Édith Giovanna Gassion, conhecida como Édith Piaf (Paris, 19 de dezembro de 1915 — Grasse, 10 de outubro de 1963), foi uma consagrada cantora, compositora e atriz francesa. O seu ritmo musical era concentrado inicialmente em música de salão e as suas variedades, mas ficou reconhecida pelo seu talento com a música de estilo francês chanson. O seu canto dramático expressava claramente os momentos trágicos que permearam sua intensa história de vida.
A consagrada cantora nasceu como Édith Giovanna Gassion em Belleville, um distrito cheio de imigrantes em Paris. Uma lenda diz que ela nasceu na calçada da Rue de Belleville 72, mas a sua certidão de nascimento cita o Hospital Tenon, que faz parte de Belleville. Ela recebeu o nome de Édith em homenagem a uma enfermeira britânica da Primeira Guerra Mundial que foi executada por ajudar soldados franceses a escapar dos alemães. Piaf, um nome coloquial francês para um tipo de pardal, foi um apelido dado a ela 20 anos depois.
Édith Piaf está sepultada na mais célebre necrópole francesa, o cemitério do Père-Lachaise. O seu funeral foi acompanhado por uma multidão poucas vezes vista na capital francesa. Hoje, o seu túmulo é um dos mais visitados por turistas do mundo inteiro. Segundo a pesquisa da BBC: Le Plus Grand Français, Édith Piaf foi considerada a 10.ª maior personalidade francesa de todos os tempos. (Informações extraídas do Wikipédia)”
Na volta ao hotel, uma taça de vinho iniciava a realização de um sonho tão satisfatório para quem somava os desejos de um passado que só tinha relação com a juventude.
A subida para o aconchego……. e, poooorrrrrraaaa! Alguém tocou forte na minha rede e me acordou!
Puta que pariu!
Nem em sonho a gente pode ser feliz, passear em Paris e ouvir Édith Piaf?!
A espera pela “tradução da bula, do japonês para o português” é a nova desculpa do Ministério da Saúde para a demora na distribuição e aplicação da vacina contra dengue, doença que já atormenta cerca de 250 mil brasileiros.
A desculpa caricata apenas esconde a incompetência da pasta para resolver problemas de saúde pública e a ineficiência geral do setor público para cumprir sua obrigação: há semanas, farmácias e laboratórios privados oferecem a mesma vacina. Com bula traduzida.
Enquanto o Ministério da Saúde se revela preguiçoso em seu labirinto, laboratórios privados aplicam vacinas ao preço médio de R$ 300.
Se o problema é só traduzir, qualquer um de centenas de tradutores juramentados de japonês que atuam no País resolveria o problema.
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O Ministério da Saúde petralha esperando a tradução da bula pra aplicar a vacina…
É de lascar!!!!
É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!
A expressão “desculpa caricata”, usada na nota aí de cima, é simplesmente perfeita.
Aliás, tudo neste guverno é caricato.
Começando pelo chefe cachaceiro, passando pela vice Esbanjanja e seguindo até o último escalão.